terça-feira, 31 de agosto de 2010

IDOSOS, MERCADO VOLTA A OFERECER VAGAS

No passado, como a expectativa de vida do brasileiro era curta, a aposentadoria servia para “descansar sentado, esperando a morte chegar”, mas atualmente, com a longevidade e com o arrocho da pensão, o idoso aposentado é muitas vezes obrigado a voltar ao mercado de trabalho.

Hoje, a concepção de aposentadoria está bem diferente, e ao invés de ser desejada, chega a ser temida por alguns. Afinal, como se adaptar a uma vida de ociosidade depois de anos de trabalho?

Para algumas poucas pessoas o fim da vida profissional não é problema. Alguns descobrem antes mesmo da aposentadoria, atividades que preenchem o tempo livre, como ginástica, viagens ao lado do companheiro (a) ou amigos, clube da terceira idade, ou mesmo alguma atividade remunerada que sirva como um “bico”, sem vínculo empregatício. Mas para outros, acostumados à correria do dia-a-dia de uma empresa, a idéia de ficar parado assusta bastante. Por esse motivo, vários estabelecimentos, como o Grupo Pão de Açúcar, Pizza Hut e o HSBC, entre outras, oferecem vagas para pessoas idosas. E essas pessoas não buscam apenas complementação de renda, mas também o bem-estar de se sentir útil e ativo por mais tempo.

Confira video do Jornal Hoje – Mercado de Trabalho para Terceira Idade




A velhice é um processo íntimo, natural e inevitável, quando ocorrem mudanças significativas de natureza física, psicológica e social. Essas alterações são encaradas de formas diferentes pelas pessoas, e aquelas que optam por se manter em atividade, evitam, na maioria das vezes, um quadro de depressão que é freqüente para quem se depara, de uma hora para outra, com um tempo livre que ela não teve durante toda a vida e ao qual não está habituada.

Geralmente o empregado mais antigo é respeitado em seu ambiente de trabalho, e quando vem a aposentadoria, ele enfrenta o preconceito da sociedade pelo fato de ele ser um cidadão da terceira idade. Esse quadro muitas vezes leva a pessoa a se reciclar e se requalificar para voltar à ativa, e daí surge um profissional inovador e que interessa muito ao mercado de trabalho.

Estudos científicos recentes comprovam que, com o passar do tempo, a inteligência não sofre qualquer tipo de perda, pois ela tem relação com fatores próprios, como a educação, o padrão de vida, a vitalidade física, mental e emocional. A saúde desses fatores depende muito de como a pessoa encara a vida e se prepara para a chegada da “melhor idade”.

Pouco a pouco as empresas estão percebendo que nem sempre é viável dispensar funcionários inteligentes, experientes e ainda com energia para contribuir muito no dia-a-dia profissional. As vagas para candidatos maduros têm aumentado gradativamente, sinal de que o preconceito está finalmente sendo vencido.

Embora os idosos ainda estejam distantes da preferência das empresas quando elegem seus projetos sociais, essa população vem crescendo e se impondo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 14,5 milhões, cerca de 8,6% da população brasileira, conforme o Censo 2000. Em 1991 o pessoal com mais de 60 anos correspondia a 7,3%.

É um contingente poderoso. Segundo o Censo IBGE, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são arrimos de família. Juntos, somam uma população de 8,9 milhões, dos quais 54,5% garantem o sustento dos filhos e até dos netos. Graças às aposentadorias, esses velhos são responsáveis por mais de 90% do total de rendimento mensal do domicílio, conforme a pesquisa Indicadores Sociais Municipais do IBGE.

Confira video do Jornal Futura – Idosos no Mercado de Trabalho



Na Europa, onde a população idosa é quase a maioria, devido ao envelhecimento dos povos e a baixa natalidade, é comum se ver trabalhadores produtivos em idade bem avançada, muitas vezes ao lado de jovens, e não há qualquer tipo de discriminação, muito pelo contrário, suas experiências são valorizadas.

Espera-se que no Brasil, como na Europa e no Japão, com o envelhecimento da população, e com os projetos governamentais de postergação da aposentadoria, impondo idades mais avançadas que as atuais, que também a mentalidade de “todas” as empresas não apenas valorizem essa mão de obra, como além de mantê-la não dispensando seus empregados idosos, que também contratem trabalhadores da terceira idade, formando uma “nova onda”, como é o correto e saudável.

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25/05/10 - No Brasil falta mão de obra qualificada
09/09/10 - Mercado de trabalho após os 40 anos

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

FILME "NOSSO LAR" ESTRÉIA SEXTA-FEIRA

Na próxima sexta-feira, dia 3 de setembro, estréia em 400 salas o aguardado filme NOSSO LAR, com direção de Wagner Assis, baseado na obra de Chico Xavier. Filmado como uma superprodução nacional promete imagens lindíssimas para deleite de todos os espectadores. É um filme que não pode deixar de ser assistido por todos aqueles que conhecem a obra desse importante espírita.

Nosso Lar conta a história do médico André Luiz, que, ao despertar no mundo espiritual, depara-se com criaturas assustadoras, que vivem em lugar escuro e sombrio. Surpreende-se ao perceber que, apesar da morte, continua vivo, tem fome, sede, frio e outras sensações materiais. Depois de longo período de sofrimento, é recolhido por espíritos dessa zona de purgação e levado para uma colônia chamada Nosso lar. Lá, passa a conhecer melhor o Além, a aprender lições e adquirir conhecimentos que mudarão completamente o seu modo de enxergar a vida. Com saudades de parentes e amigos, sente vontade de voltar a Terra. E volta, mas para que perceba que a vida continua.

Nosso Lar é o um dos livros - o mais vendido até hoje - psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, que compõem uma coleção intitulada A Vida no Mundo Espiritual, atribuída ao espírito André Luiz. No movimento espírita brasileiro essa coleção é também conhecida como Série Nosso Lar.

Clássico da literatura espírita brasileira, Nosso lar é um romance que versa sobre os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. O romance levanta questões acerca do sentido do trabalho justo e dignificante e da Lei de Causa e Efeito a que todos os espíritos, segundo o espiritismo, estariam submetidos.

Confira vídeo com o trailer oficial do filme: NOSSO LAR



A novelista Ivani Ribeiro teve o livro Nosso lar entre suas bases para escrever a novela A viagem, que até agora teve produzidas duas versões, ambas com sucesso e impulsionando a venda de literatura relacionada ao tema.

Nosso Lar, obteve o primeiro lugar entre os dez melhores livros espíritas publicados no século XX, segundo pesquisa realizada em 1999 pela "Candeia Organização Espírita de Difusão e Cultura".

Desenhos minuciosos e detalhados do mapa da cidade "Nosso Lar" assim como a arquitetura das edificações, ministérios e casas, foram criados pela médium Heigorina Cunha através de suas observações realizadas durante suas saídas do corpo (desdobramento) em março de 1979, conduzidas e orientadas pelo espírito Lucius. Estes desenhos serviram de inspiração para criar o visual arquitetônico da cidade que se vê no Nosso Lar (filme). Seus desenhos foram esclarecidos e confirmados por Chico Xavier de que se tratava realmente da cidade “Nosso Lar”.

Assista também: Chico Xavier, o filme (2010), de Daniel Filho
Bezerra de Menezes, diário de um espírito (2008) de Joe Pimentel e Glauber Filho
O Sexto Sentido (1999), de M.Night Shyamalan
Amor além da Vida (1998), de Vincent Ward

Confira: http://www.nossolarofilme.com.br/

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

CENTRO DE SÃO PAULO, MELHOR LUGAR PARA MORAR

Atrair moradores ao CENTRO DE SÃO PAULO, é, hoje, o principal desafio de quem pensa políticas publicas para esse pedaço da cidade. Especialistas insistem que o aumento da segurança e a conservação do patrimônio só virão quando se reverter o decréscimo populacional. Nas ultimas décadas a região perdeu cerca de 400 mil moradores e acabou bastante degradada, mas nos últimos anos a administração pública vem investindo bastante na construção de grandes equipamentos culturais, reformas das praças e ruas, mas seria preciso também focar a questão habitacional, sem destinar toda a área para os ricos ou somente para os pobres, mas mesclando a classe média com gente de menor poder aquisitivo e, além disso, promover políticas de incentivo a requalificação de edifícios antigos, em vez de estimular apenas novas construções, pois a arquitetura do Centro de São Paulo é muita rica e linda.

Uma das características marcantes dos prédios do Centro de São Paulo são a ausência de garagens coletivas e como também as áreas de estacionamento público são tão escassas, a Secretaria dos Transportes já prevê a construção de três edifícios-garagem na região, com 400 vagas de zona azul vertical cada um, porém, é claro que o número fica muito aquém da real necessidade de vagas. O estacionamento público que fica embaixo da Praça Roosevelt está abandonado e desativado e numa região repletas de salas de teatro, bares e restaurante, sendo inadmissível que perdure essa situação.

Confira vídeo da Band – São Paulo Acontece – Centro de São Paulo ainda convive com a degradação





A reforma da Praça Roosevelt, um dos maiores pólos culturais da cidade atualmente, está prevista há quase uma década, porém vem sendo postergada continuamente, com as mais variadas desculpas pela prefeitura. Recentemente saíram notícias que viabilizaram o financiamento e que as obras começariam nos próximos meses, com a duração de dois anos de obras. Vamos torcer que finalmente saia das falsas promessas e se torne realidade essa intervenção, tão necessária para os moradores (como eu) e freqüentadores desse local tão maravilhoso.

Assim como a região da Cracolândia, chamada agora de “Nova Luz”, com projetos tão grandiosos de intervenção, que a tornaria outra área revitalizada, prospera e turística, pois dispõe de importantes equipamentos culturais, como: Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Praça da Luz, entre outros, porém que continua abandonada, com poucos investimentos no momento, além da reforma das calçadas da Av. Duque de Caxias.


Para este pedaço está planejado não apenas a atração de novas moradias, mas também de empresas, numa operação urbana que pretende, a partir do ano que vem, repaginar completamente o local, a partir de uma ferramenta de gestão chamada concessão urbanística, entregando a área a um consorcio que, sob a supervisão da prefeitura, poderá desapropriar o que convier, num plano urbanístico semelhante aos ocorridos nos centros de Londres e Manchester, na Inglaterra, garantindo a presença de serviços, áreas verdes e espaços atraentes para as novas empresas que se mudarem para a “Nova Luz”.

Será um projeto piloto, que poderá estender-se para o resto do Centro, além de outras áreas degradadas da cidade, que precisam de intervenção e os órgãos públicos não dispõe de dinheiro, nem muita vontade.

Outro grande problema do Centro, além do abandono, da segurança e das drogas, é a presença de milhares de moradores de rua, que ocupam as calçadas e praças como se fossem as suas residências, para dormir, lavar e trocar de roupa, além de, em público, fazerem todas as suas necessidades físicas e sexuais, É muito constrangedor tal situação, fora o incomodo que causam com as suas abordagens.

Mas a solução social, dessa quase calamidade pública, tão imensa é a sua população atingida, esbarra na falta de vontade dos órgãos públicos e de algumas entidades não governamentais, que defendem a liberdade de ir e vir desses moradores.

Confira vídeo de Sonia Francine comentando os prédios abandonados no Centro de São Paulo





Esquecendo todos esses problemas, é maravilhoso morar no Centro de São Paulo, pois é uma região extremamente bem servida de transporte, tanto de ônibus como metrô, com bons hospitais, excelente localização e infra-estrutura (a melhor da cidade, certamente), as melhores lojas, bancos e shoppings, magníficos equipamentos culturais, cinemas, teatros, restaurantes, bares e mercados e o que é mais gostoso, 24 horas por dia, pois é uma região que nunca dorme.

A Praça Roosevelt, onde moro, é vibrante à noite, porém durante o dia parece até numa cidade do interior de tão tranqüila e aos domingos ainda há uma feira livre bem em frente, além de toda área da praça para caminhar a pé com meus cães, fazer exercício e tomar sol. Nem sinto a falta da praia de Santos, a minha cidade natal.

E, futuramente, com a desapropriação pela prefeitura de São Paulo da enorme área com uma verdadeira floresta na Rua Augusta com Caio Prado, o chamado “Parque Augusta”, apenas a uma quadra e com excelente visão do meu apartamento. Tem lugar melhor?


Confira vídeo da TV Cultura – Caminhada noturna pelo Centro de São Paulo




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27/02/12 - Praça Roosevelt será reinaugurada em agosto de 2012
16/11/10 - Rua Augusta, o point noturno de Sampa
30/05/10 - Praça Roosevelt, pólo paulistano de cultura
26/06/10 - Moradores de rua, um flagelo social
21/05/10 - A arborização em São Paulo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

COMÉDIA ELEITORAL 2010

A respeito das Eleições 2010, em alguns momentos, fiquei dividido entre a vontade de chorar e a de rir com o nível dos candidatos que se apresentam na propaganda gratuita da TV. Não bastasse, infelizmente, os principais protagonistas desta eleição que estão bem sofríveis, nos obrigando simplesmente a votar no “menos pior”, os outros candidatos ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembléias dos Estados parecem uma piada de mau gosto, dignos daquelas chanchadas da Atlântida meio século atrás. Para se constatar que de lá pra cá, pouca coisa mudou, desde então.

Candidatos que deveriam ter as candidaturas impugnadas pela lei das Fichas Limpas como Paulo Maluf (739.827 votos em 2006), Orestes Quércia, Joaquim Roriz e José Genoino, com tantos escândalos por corrupção e processos que estão envolvidos, acusados e com recursos em andamento (provavelmente por toda a eternidade, como acontece na justiça brasileira para quem possa contratar um bom advogado) mas aparecem na TV com as maiores caras de pau se candidatando para as eleições de outubro. Está certo que nesta semana Paulo Maluf foi impugnado, mas pode recorrer e garante que será eleito, pois “rouba, mas faz!”

O brasileiro já está tão acostumado a conviver com as denuncias de corrupções contra os nossos políticos, que conformado acha “normal”, que “faz parte” e morre de rir com a comédia eleitoral, muitas vezes até votando por galhofa, porque como afirma o candidato TIRIRICA: “pior do que está não vai ficar!”.

É muito triste, verdadeiramente lamentável ver a que ponto chegamos assistir na TV tipos como: Ronaldo Ésper, Tiririca, Maguila, Agnaldo Timóteo, Moacir Franco, Netinho de Paula, Marcelinho Carioca, Mulher Pêra, Batoré, Salete Campari, Vampeta, Reginaldo Rossi, Tati Quebra-Barraco, Túlio Maravilha e Romário, entre muitos outros, se candidatando para as mordomias dos nossos Senado, Congresso e Assembléias.

Sabe-se que os nossos políticos são os mais bem remunerados do mundo e os que menos trabalham, pois para eles o trabalho começa na terça (às vezes quarta) e terminam na quinta-feira. Que final de semana longo, não é mesmo?

E, este ano, por causa das eleições, já estão de recesso, apesar de continuarem ganhando os salários e mordomias absurdas. Até eu que sou mais bobinho, gostaria de me candidatar para essa baita mamata.

A maioria dos novos candidatos é como o Tiririca: ri, quer ser, mas não sabe o que faz um deputado federal, por exemplo. Mas o palhaço Tiririca, se eleito deputado federal, ao menos será um profissional no Congresso Nacional. Já basta de amadores!

O que essas pessoas poderão contribuir para melhorar o desempenho na Câmara, cujo nível de corrupção e mediocridade já extrapolou nos últimos anos a mais pessimista previsão?

É claro que absolutamente nada, mas repetindo o slogan de nosso querido Tiririca: PIOR DO QUE ESTÁ, NÃO VAI FICAR!

E que Deus tenha piedade e nos proteja!

"Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição" - Simon Bolivar


Confira vídeo de propaganda eleitoral com candidatos “famosos

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, HÁ VAGAS E FALTA QUALIFICADOS

Apesar da alta taxa de desemprego no mercado de trabalho brasileiro, uma área oferece muitas vagas que não são ocupadas por falta de mão de obra qualificada: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO.

A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que existem várias definições e nenhuma consegue determiná-la por completo.

O TERMO

A TI é uma grande força em áreas como finanças, planejamento de transportes, design, produção de bens, assim como na imprensa, nas atividades editoriais, no rádio e na televisão. O desenvolvimento cada vez mais rápido de novas tecnologias de informação modificou as bibliotecas e os centros de documentação (principais locais de armazenamento de informação), introduzindo novas formas de organização e acesso aos dados e obras armazenadas; reduziu custos e acelerou a produção dos jornais e possibilitou a formação instantânea de redes televisivas de âmbito mundial.

Além disso, tal desenvolvimento facilitou e intensificou a comunicação pessoal e institucional, através de programas de processamento de texto, de formação de bancos de dados, de editoração eletrônica, bem como de tecnologias que permitem a transmissão de documentos, envio de mensagens e arquivos, assim como consultas a computadores remotos (via rede mundiais de computadores, como a internet). A difusão das novas tecnologias de informação trouxe também impasse e problemas, relativos principalmente à privacidade dos indivíduos e ao seu direito à informação, pois os cidadãos geralmente não têm acesso a grande quantidade de informação sobre eles, coletadas por instituições particulares ou públicas.

Confira vídeo Jornal Hoje sobre Vagas de Tecnologia da Informação



As tecnologias da informação não incluem somente componentes de máquina. Existem tecnologias intelectuais usadas para lidar com o ciclo da informação, como técnicas de classificação, por exemplo, que não requerem uso de máquinas apenas em um esquema. Esse esquema pode, também, ser incluído em um software que será usado, mas isso não elimina o fato de que a técnica já existia independentemente do software. As tecnologias de classificação e organização de informações existem desde que as bibliotecas começaram a ser formadas. Qualquer livro sobre organização de bibliotecas traz essas tecnologias.

Os maiores desenvolvedores mundiais desse tipo de tecnologia são Suécia, Cingapura, Dinamarca, Suíça e Estados Unidos, segundo o Relatório Global de Tecnologia da Informação 2009-2010 do Fórum Econômico Mundial. O Brasil é o 61º nesse ranking.


TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO (TI) NAS ORGANIZAÇÕES

Impactos dos Sistemas de Informação (SI) / Tecnologias de Informação (TI) nas organizações

A introdução de SI/TI numa organização irá provocar um conjunto de alterações, nomeadamente em nível das relações da organização com o meio envolvente (analisadas em termos de eficácia) e em nível de impactos internos na organização (analisados através da eficiência).

As TI são um recurso valioso e provocam repercussões em todos os níveis da estrutura organizacional:

1. no nível estratégico, quando uma ação é suscetível de aumentar a coerência entre a organização e o meio envolvente, que por sua vez se traduz num aumento de eficácia em termos de cumprimento da missão organizacional;
2. nos níveis operacional e administrativo, quando existem efeitos endógenos, traduzidos em aumento da eficiência organizacional em termos de opções estratégicas. No entanto, ao ser feita essa distinção, não significa que ela seja estanque, independente, pois existem impactos simultâneos nos vários níveis: estratégico, operacional e tático.

Assim, temos que os SI permitem às organizações a oferta de produtos a preços mais baixos, que, aliados a um bom serviço e à boa relação com os clientes, resultam numa vantagem competitiva adicional, através de elementos de valor acrescentado cujo efeito será a fidelidade dos clientes.

Confira vídeo Jornal da Record sobre Vagas de Tecnologia de Informação



A utilização de SI pode provocar, também, alterações nas condições competitivas de determinado mercado, em termos de alteração do equilíbrio dentro do setor de atividade, dissuasão e criação de barreiras à entrada de novos concorrentes. Os SI/TI permitem, ainda, desenvolver novos produtos/serviços aos clientes ou diferenciar os já existentes dos da concorrência e que atraem o cliente de forma preferencial em relação à concorrência.

A utilização de alta tecnologia vai permitir uma relação mais estreita e permanente entre empresa e fornecedores, na medida em que qualquer pedido/sugestão da parte da empresa é passível de ser atendido/testado pelos fornecedores. A tecnologia permitiu uma modificação na maneira de pensar e de agir dos produtores e consumidores.

As Tecnologias de Informação têm reconhecidamente impactos no nível interno das organizações: na estrutura orgânica e no papel de enquadramento/coordenação na organização; em nível psicossociológico e das relações pessoais; no subsistema de objetivos e valores das pessoas que trabalham nas organizações; bem como no subsistema tecnológico.

Os maiores benefícios aparecem quando as estratégias organizacionais, as estruturas e os processos são alterados conjuntamente com os investimentos em TI. As TI’s permitem, assim, ultrapassar todo um conjunto de barreiras na medida em que existe uma nova maneira de pensar, pois em tempo real é possível às empresas agir e reagir rapidamente aos clientes, mercados e concorrência.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E SEU IMPACTO NA SEGURANÇA EMPRESARIAL

A Tecnologia da Informação segue em avanço constante, mas ao mesmo tempo sua gestão no quesito segurança não acompanha o mesmo ritmo das políticas de segurança e não está ainda em um patamar que pode ser considerado eficiente. Com tantos recursos disponíveis e possibilidades quase ilimitadas, os gestores esquecem que agora sua empresa possui mais uma porta para o mundo, porta esta que, se aberta, pode dar a um individuo valiosas informações sobre sua organização.

Temos então um caso em que a tecnologia da informação se torna um risco devido a problemas de gerenciamento, é importante ressaltar os problemas que a tecnologia traz para as empresas além de seus benefícios, pois segurança também gera custos e, quando lidamos com alta tecnologia, os investimentos nunca são pequenos nessa área.

Confira vídeo Jornal do SBT sobre Mercado de Trabalho na área de TI em expansão



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Fonte: Wikipédia

sábado, 21 de agosto de 2010

MUDANÇAS CLIMÁTICAS, UMA NOVA REALIDADE- PARTE II

Desde a criação, a Terra sempre esteve em constantes mudanças de temperatura, em ciclos de milhares de anos de aquecimento e glaciação causados por fenômenos naturais. A partir da Revolução Industrial, o planeta passou a enfrentar uma nova realidade: a mudança de temperatura causada pelo homem através da poluição. Este problema começou a ser sentido nos microclimas, com o aumento da temperatura nos grandes centros urbanos e mais recentemente no macroclima, com o aumento do nível do mar, uma ameaça em escala global que pode causar escassez de alimentos e graves problemas sociais.

São vários os fatores, apontados por ecologistas e cientistas, que provocam essas MUDANÇAS CLIMÁTICAS, tais como o efeito estufa, buraco na camada de ozônio, poluição atmosférica e aumento na produção de gás carbônico. A principal conseqüência é o aquecimento do clima da Terra, provocando o aumento da temperatura dos oceanos e o derretimento das geleiras. Entre previsões apocalípticas e a realidade há uma grande distância, já que as projeções com modelos matemáticos levam em conta diferentes variáveis, mas o fato é que o planeta está ficando mais quente e o nível do mar está subindo.


Confira vídeo Canal Futura – Mudanças Climáticas (Parte I)




Há alguns fatos que podem ser considerados como indícios do aquecimento global e da elevação dos oceanos. O nível do mar está subindo e em alguns lugares os efeitos já estão sendo sentidos. A ilha Tuvalu, que fica no Sul do Oceano Pacífico, enfrenta o aumento da ocorrência de ciclones tropicais na última década, causados pelo aumento da temperatura das águas superficiais do oceano, o que interfere na ocorrência das tempestades. Mas o problema maior é a elevação do nível do mar, inundando as áreas mais baixas, com a água salgada contaminando a água potável e a agricultura. Os líderes da população de 11 mil habitantes decidiram abandonar a ilha neste ano, e serão recebidos pelo governo da Nova Zelândia.

Na Holanda, onde boa parte do território da costa do país foi construído através de diques no mar do Norte, há muita preocupação com a subida das águas e são feitos monitoramentos constantes.

O Brasil, que possui um dos maiores litorais do Mundo, seria seriamente afetado e grandes cidades como SANTOS, onde funciona o maior porto da America Latina, provavelmente está fadada a desaparecer do mapa.

PRINCIPAIS QUESTÕES PARA ENTENDER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O que é aquecimento global?

O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar.

O que é efeito estufa?

O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra.

Quais as causas das mudanças climáticas?

As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.

Confira vídeo Canal Futura – Mudanças Climáticas (Parte 2)





Como são lançados os gases de efeito estufa?

Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs).

Quais os efeitos do aquecimento global?

São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.

Como o desmatamento influencia na mudança do clima?

Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.

Quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa?

Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

O que é eficiência energética?

Eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.

O que são energias renováveis não-convencionais?

São energias que não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não-convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos.


O que é Convenção do Clima?

É uma reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) onde os países membros discutem as questões mais importantes sobre mudanças climáticas. A primeira convenção mundial aconteceu em 1992. O nome oficial do evento é Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, sigla em inglês).

O que é Protocolo de Quioto?

É o único tratado internacional que estipula reduções obrigatórias de emissões causadoras do efeito estufa. O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Quioto.

O que é Fundo de Adaptação?

Um mecanismo financiado pelos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Hoje, cada projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) paga 2% do seu valor para este Fundo, mas o dinheiro ainda não está sendo empregado.

Confira vídeo Canal Futura – Mudanças Climáticas (Parte 3)





O que é MDL?

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Se você gostou dessa postagem, leia também:

17/07/10 - Mudanças Climáticas, uma nova realidade, parte I
04/08/10 - Lixo nas praias e no mar
09/08/10 - A desertificação no Brasil e no mundo
13/08/10 - Malditas queimadas no Brasil
07/09/10 - O problema do Lixo no Brasil


Fontes: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas/

http://www.comciencia.br/reportagens/clima/clima06.htm

Confira a postagem de 17/07/2010 MUDANÇAS CLIMÁTICAS, UMA NOVA REALIDADE (PARTE I)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SILAS MALAFAIA, MAIS UM FALSO PROFETA

A Bíblia adverte:

“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos...” Mateus 24:11

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mateus 7:15



“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” II Pedro 2:1

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” I João 4:1

“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos símplices”. Romanos 16:17-18

A Igreja Católica, riquissima e poderosa em quase todos os países que desenvolve a sua atividade pastoral, possuindo terras, igrejas, universidades, escolas, etc. e que de filantropica não tem nada, apesar de contarem com isenção de impostos no Brasil por sua atividade que deveria ser tributada como qualquer uma que envolve lucros, vem servindo de inspiração para diversos “falsos profetas” que interessados em explorar os incaltos e inocentes que necessitam de assistencia espiritual e movidos pela fé acabam se envolvendo com pastores do tipo: Edir Macedo (Universal), Estevam e Sonia Hernandes (Renascer) - acusados de desvio e lavagem de dinheiro arrecadado nos cultos e de praticar uma série de golpes contra os fiéis. Seus fundadores são alvos de vários processos judiciais no Brasil e no Exterior e possuem um patrimônio incalculável amealhado no Brasil e nas igrejas fora do país -, agora surge também um tal de “PastorSILAS MALAFAIA, nascido em 20 de agosto de 1958 (hoje é seu aniversário), um pastor pentecostal, graduado como psicólogo.

Conferencista convidado em várias igrejas, também organiza eventos como o Congresso Pentecostal Fogo para o Brasil. Pastor Silas também é o vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), entidade que abriga pastores de diversas denominações evangélicas do Brasil e foi membro da Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).

É presidente da Editora Central Gospel.

Confira vídeo do pastor pedindo dizimos para os seus infelizes seguidores



Ocupação:

Presidente da Assembléia de Deus Vitória em Cristo antiga Assembléia de Deus Penha - RJ, igreja que atualmente tem cerca de 12 mil membros, o pastor Silas Malafaia é um polêmico conferencista conhecido entre os evangélicos e não-evangélicos no Brasil. Organizador de grandes eventos de repercussão nacional, como o Congresso Pentecostal Brasileiro Fogo para o Brasil, realizado anualmente, ele tem como principal objetivo divulgar a fé cristã, os princípios e os valores éticos, morais e espirituais da igreja.

Pastor Silas é também vice-presidente do CIMEB – Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil –, entidade que agrega cerca de 8.500 pastores de quase todas as denominações evangélicas brasileiras.

Confira vídeo no Programa do Ratinho com debate sobre Lei contra Homofobia (Parte I)




Televangelismo

Coordena e apresenta o Vitória em Cristo, que anteriormente era chamado Impacto. Este programa está há mais de 28 anos ininterruptos na televisão, sendo transmitido por várias emissoras em rede nacional. Nos Estados Unidos, é transmitido pela CTNI, e na Europa e África, pela TV Manasat 1.

Honrarias

Recebeu o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Assembléia Legislativa do Rio, e a medalha de Pacificador, entregue pelo Exército Brasileiro.


Confira vídeo no Programa do Ratinho com debate sobre Lei contra Homofobia (Parte II)




No Congresso Federal as Igrejas Assembléia de Deus e Universal são as que possuem a maioria dos integrantes da bancada evangélica que combate projetos polêmicos como a descriminalização do aborto, a parceria civil entre pessoas do mesmo sexo e a Lei contra homofobia, entre muitos outros.

Porém, como a grande maioria dos integrantes do Congresso, volta e meia alguns dos seus integrantes é acusado de corrupção e envolvimento em denuncias de escândalos que abalaram o país nos últimos anos como: sanguessugas, bingo, Correios e mensalão, entre outros.

Com todos os escândalos políticos, além dezenas de denuncias que diversas igrejas vêm sido alvos pela imprensa, a bancada evangélica diminuiu bastante na eleição de 2006, pois já foi bem maior, porém para a eleição de 2010 estão investindo uma fortuna de marketing tentando eleger novos representantes para o Congresso, aumentando assim o seu poder no Governo brasileiro.

O presidente do Conselho Político das Assembléias de Deus, pastor Ronaldo Fonseca, diz que desde a divulgação do esquema das ambulâncias, os evangélicos já sabiam que haveria redução drástica da bancada. "O maior grupo era o nosso. Já sabíamos que aconteceria essa redução porque houve um massacre da mídia com esse escândalo dos sanguessugas. Dos nove integrantes da Assembléia que foram citados pela CPI, sabemos que sete não tinham culpa nenhuma", afirma o pastor.

A Igreja Universal dá uma explicação e desculpa parecida, assim como, se preparam com o poder de comunicação que possuem (Record) para conseguir o maior número de integrantes no Congresso na próxima eleição.

É lamentável que o eleitor brasileiro não saiba votar e eleja como seu representante esse tipo de gente que além de não contribuir em melhorar a situação do país, ainda impeça os avanços com medidas retrogradas e demagógicas.

Confira vídeo no Programa do Ratinho com debate sobre Lei contra Homofobia (Parte III)



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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TURISMO DE SAÚDE NO BRASIL E SÃO PAULO

Um fato chamou a atenção dos brasileiros nas ultimas semanas, Fernando Lugo, presidente do Paraguai, veio ao nosso país para tratar-se de câncer, demonstrando o reconhecimento internacional à medicina e hospitais brasileiros.

O Brasil é um dos destinos mais procurados do mundo para turismo de entretenimento. Já no setor da saúde, medicina e bem estar, começamos a conquistar um novo espaço no mercado global, também chamado de TURISMO DE SAÚDE – que movimenta US$60 bilhões no mundo – concorrendo com os líderes mundiais: Índia, Tailândia e Cingapura.

Nos últimos anos, o Brasil se tornou uma alternativa promissora no roteiro de turismo médico. Nosso país é referência mundial em cirurgia plástica, cirurgia bariátrica (redução do estômago), tratamentos odontológicos, ortopedia, dermatologia, transplante capilar, medicina esportiva, procedimentos de reabilitação, check-ups completos e em muitas outras especialidades. Além disso, os hospitais e serviços brasileiros estão se estruturando para receber pacientes estrangeiros. No Brasil, 22 instituições são acreditadas pela JCI (Joint Comission International), organização não-governamental que certifica instituições médicas sob os mais rigorosos padrões de qualidade. Deste total, 13 são no Rio de Janeiro, oito em São Paulo e uma em Porto Alegre (RS). Já em Belo Horizonte, cinco hospitais receberam a certificação da ONA (Organização Nacional de Acreditação), outra entidade que também atua com certificações na área de saúde.

Além da garantia que a instituição segue padrões internacionais de qualidade no serviço, a certificação inclui também investimentos em equipes bilíngües, adaptações de cardápios e ambientes para atender os pacientes estrangeiros com excelência.

Como o fenômeno ainda é recente, carece de dados oficiais. Mas os consultórios, clínicas e hospitais brasileiros já sentem seus efeitos e comprovam: aumenta a cada dia o número de estrangeiros que vêm ao Brasil para realizar procedimentos médicos e odontológicos e a prefeitura de São Paulo já criou até um guia para estes turistas.

Confira vídeo do Jornal da Manhã do SBT sobre turismo de saúde em São Paulo e resto do Brasil



Se há dez ou quinze anos era comum brasileiros procurarem tratamentos cardiológicos e oncológicos no exterior, hoje o fluxo se inverteu. "O mundo está divido em países que exportam e países que importam pacientes, e o Brasil já faz parte do segundo grupo. A exemplo de países como Índia, Tailândia, Malásia e Cingapura, que já se firmaram nesse mercado, nosso país começa a investir no filão.

Dados de 2003 do Ministério do Turismo apontam que o estrangeiro que vem ao Brasil por motivos de saúde é o que permanece por mais tempo no país (em média 22 dias) e também o que gasta mais (US$ 120 por dia). Naquele ano, o grupo representou 0,5% dos estrangeiros que desembarcaram por aqui. Em 2005, a porcentagem já chegava a 0,9% (aproximadamente 48,6 mil pessoas).

A São Paulo Turismo, órgão oficial de turismo e eventos da cidade, foi uma das primeiras a detectar esse crescimento e a importância do setor. Em setembro de 2007, lançou um guia de turismo médico, bem-estar e qualidade de vida com informações sobre os principais hospitais, clínicas e laboratórios da cidade.

"São Paulo ocupa uma posição de destaque no cenário médico", afirma o vice-presidente do órgão, Tasso Gadzanis. Para os próximos anos, a intenção da São Paulo Turismo é divulgar a excelência dos serviços de saúde de São Paulo para todos os países da América Latina, enfocando também as possibilidades de lazer que a cidade oferece aos acompanhantes dos pacientes.

O turismo médico cresce geometricamente no mundo e apenas em 2006, 500 mil norte-americanos foram a outros países para cuidar da saúde. Em países como os Estados Unidos, onde cerca de 50 milhões de pessoas não têm cobertura médica, o maior fator de repulsão são os elevados custos dos planos de saúde. Em outros, que contam com medicina socializada, como Canadá e Inglaterra, o principal motivo são as longas filas para alguns tratamentos complexos. Por fim, um terceiro grupo não dispõe de medicina de ponta e exporta pacientes que querem, e podem, bancar os procedimentos mais avançados existentes.

Qualidade do atendimento, prestígio dos profissionais e relação médico-paciente mais calorosa são alguns dos motivos que fazem muitos pacientes optarem por cruzar fronteiras e oceanos para serem atendidos no Brasil. Soma-se a isso, claro, a possibilidade de conhecer lindas paisagens naturais e de desfrutar das ótimas estruturas de compras e gastronomia de diversas capitais.

Também, nos Estados Unidos e na Inglaterra, entre outros países, o médico é mais distante e o clima, mais formal. Nesses países, a relação médico-paciente é pontuada também pelo medo de expectativas irreais e a preocupação com possíveis processos jurídicos e o médico brasileiro também é reconhecido no exterior por valorizar as queixas estéticas dos pacientes. Já nos países nórdicos, por exemplo, os médicos são mais parcimoniosos na hora de realizar qualquer intervenção.

Contudo, um dos principais fatores de atração para o Brasil ainda são os preços praticados por aqui. Em relação aos países da América do Sul, muitas vezes, a diferença de preço não é tão significativa. Já em comparação a países como Portugal e Espanha, essa diferença varia de 30% a 50%, e pode chegar a 100% em relação aos Estados Unidos.

Confira vídeo do Jornal Hoje (TV Globo) sobre Turismo Saúde



Muitos estrangeiros vêm ao Brasil apenas para cuidar da saúde. Já outros aproveitam viagens de lazer e negócios, ou mesmo visitas a familiares e amigos, para agendar desde consultas e procedimentos simples, até intervenções mais complexas. São Paulo e Rio de Janeiro ainda são os destinos preferenciais, mas outras capitais, como Salvador, Recife e Curitiba também começam a integrar o circuito médico.

Parte dos pacientes procura os profissionais de renome internacional, mas a maioria ainda chega ao Brasil por recomendação de familiares, amigos e conhecidos que elogiam a qualidade do serviço nacional e os resultados obtidos.

Para os que não têm nenhuma indicação, a Internet tem se mostrado uma importante ferramenta na hora da escolha. Para facilitar a comunicação por meio desse veículo, muitos profissionais investem no material disponibilizado online. Por exemplo, na página do Hospital Sírio-Libanês, além dos dois idiomas (inglês e português), há informações também em árabe.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MALDITAS QUEIMADAS NO BRASIL

QUEIMADA é uma prática primitiva da agricultura, destinada precipuamente à limpeza do terreno para o cultivo de plantações ou formação de pastos, com uso do fogo de forma controlada.

A prática de realizar queimada promove uma série de problemas de ordem ambiental, tal fato tem ocorrido em diferentes pontos do planeta e os países subdesenvolvidos como o Brasil são os que mais utilizam esse tipo de recurso.

As queimadas são mais freqüentes em áreas rurais que praticam técnicas rudimentares de preparo da terra, quando existe uma área na qual se pretende cultivar, o pequeno produtor queima a vegetação para limpar o local e preparar o solo, esse recurso não requer investimentos financeiros.

Do ponto de vista agrícola, o ato de queimar áreas para o desenvolvimento da agricultura é uma ação totalmente negativa, uma vez que o solo perde nutrientes, além de exterminar todos os microrganismos presentes no mesmo que garante a fertilidade, dessa forma, a fina camada da superfície fica empobrecida e ao decorrer de consecutivos plantios a situação se agrava gradativamente resultando na infertilidade.

Outra questão que deriva das queimadas é o aquecimento global, pois a prática é a segunda causa do processo, ficando atrás somente da emissão de gases provenientes de veículos automotores movidos a combustíveis fósseis. Isso acontece porque as queimadas produzem dióxido de carbono que atinge a atmosfera agravando o efeito estufa e automaticamente o aquecimento global.

As queimadas praticadas para retirar a cobertura vegetal original para o desenvolvimento agrícola e pecuária provocam uma grande perda de seres vivos da fauna e da flora, promovendo um profundo desequilíbrio ambiental, às vezes em níveis sem precedentes.

No caso específico do Brasil, as queimadas tem sido responsáveis pela diminuição de importantes domínios brasileiros, principalmente a floresta Amazônica e o Cerrado, duas áreas intensamente exploradas pela agropecuária, o segundo é o mais agredido, pois segundo estimativas restam menos de 20% da vegetação original, pois o restante já foi ocupado por lavouras e pastagens e o primeiro nos últimos anos tem atraído muitos produtores, isso certamente causará grandes impactos em uma das áreas mais importantes do mundo e que deve ser conservada para as próximas gerações.

Confira vídeo da equipe do Greenpeace na Br-163, próximo a Castelo dos Sonhos (PA) documenta queimadas na Amazônia (parte I).




De janeiro até esta sexta-feira, os satélites monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 69.900 focos de queimadas em áreas de floresta Amazônica. O aumento é de 276% quando comparado ao mesmo período de 2009, quando foram feitos 18.575 registros.

Nesta sexta, do total de 15.183 focos de incêndio detectados pelo Inpe, em todo o país, 7.007 estavam concentrados nas regiões Amazônicas. É quase metade de todos os incêndios registrados pelos satélites no Brasil.

Segundo os dados do Inpe, o Pará liderou os focos de incêndio na área que os cientistas chamam de 'Bioma Amazônia' com 3.958 pontos detectados. Em seguida, ficou o estado do Mato Grosso, com 1.806 pontos. Em terceiro lugar, veio o estado de Rondônia - com 846 ocorrências - e o Amazonas em quarto com 265 pontos de fogo.

Normalmente, a maioria das queimadas não ganha repercussão porque fica restrita a áreas de mata. A chegada do fogo à área urbana de Marcelândia,cidade no Mato Grosso, mostrou o risco que elas oferecem. Em Marcelândia, houve destruição de mais de cem casas e madeireiras, base da economia local. Pelo menos 500 pessoas ficaram sem emprego.

Segundo dados do Inpe, 320 municípios brasileiros estavam nesta sexta em situação crítica para risco de incêndios. No Mato Grosso, são 74 municípios em estado crítico.

No Tocantins, são 26 dos 139 municípios em situação crítica. O estado tem a situação que mais preocupa, porque nem todos focos de incêndio foram controlados. Em São Paulo, dos 645 municípios, 61 estão em estado crítico, segundo o Inpe. Entre eles, cidades como Araçatuba, Araraquara, Barretos, Batatais, Bebedouro, Catanduva, Jaboticabal e Pirassununga.

Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública na Justiça Federal para impedir que órgãos do governo do estado emitam autorização para as chamadas "queimadas controladas" em fazendas de plantação de cana-de-açúcar em São Paulo.

Confira vídeo da equipe do Greenpeace em Nova Bandeirantes, ao norte do Mato Grosso, que documenta queimadas ao vivo na Amazônia (parte II).



O MPF argumenta que a atribuição deve ser do IBAMA e que não é possível autorizar queimadas sem que seja feito previamente um estudo de impacto ambiental. As autorizações são dadas pela Secretaria do Meio Ambiente e pela CETESB.

O mais lamentável de tudo é que o Governo pouco faz para acabar com essa pratica destrutiva da natureza, que acelera o efeito estufa e ainda acaba com o pouco que as populações atingidas possuem.

Enquanto isso, a floresta amazônica e o cerrado estão pouco a pouco perdendo toda a sua mata, causando a desertificação iminente, mesmo porque não são terras muito férteis.

Veja também as minha postagens dos dias 17/07 e 21/08/2010: Mudanças Climáticas, uma nova realidade (Partes 1 e 2) , que complementam melhor o tema de hoje.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RAMADAN, O QUE VOCÊ CONHECE?

Nesta quarta, dia 11 de agosto de 2010, teve início o mês de RAMADAN, o nono mês do calendário islâmico que é lunar, diferentemente do calendário cristão, que é solar.

Neste mês, os muçulmanos jejuam do raiar da aurora até o pôr do sol, sem ingerir nenhuma espécie de alimentos ou bebidas. Esse período tem duração de 29 ou 30 dias.

Quase 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo devem iniciar o mês de jejum e as orações rituais do Ramadan, que celebra a revelação divina recebida por Maomé.

O primeiro dia do Ramadan será formalmente determinado na madrugada de terça-feira para quarta-feira, quando em cada país se observar o primeiro quarto crescente da lua. Segundo a nação, o mês de jejum começará na quarta-feira ou quinta-feira e terminará em meados de setembro.

O mês de jejum e orações é um dos cinco pilares do islã, ao lado da profissão de fé, a obrigação de orar cinco vezes por dia, dar esmola e a peregrinação à Meca.

Durante o período, os fiéis devem abster-se de comer, beber, fumar e manter relações sexuais, do amanhecer até o pôr-do-sol. O jejum é concebido como um esforço espiritual e uma luta contra a sedução dos prazeres terrenos.

Vários países demonstraram flexibilidade, levando em consideração as dificuldades de algumas pessoas para cumprir o jejum e os perigos ligados ao verão. Desta maneira, as mulheres grávidas, os enfermos e os turistas estão autorizados a não jejuar.

Confira vídeo sobre Ramadan – mês de jejum para os muçulmanos



Nos Emirados Árabes Unidos, uma recente fatwa (decreto religioso) autorizou os trabalhadores expostos ao clima da região a romper o jejum se não aguentarem a onda de calor, com o objetivo de evitar a desidratação.

A fatwa foi proclamada após o pedido de um funcionário de uma plataforma de petróleo, que teme pela saúde em condições climáticas extremas.

No Egito, as autoridades decidiram mudar a hora do país durante o mês de jejum e, assim, o sol se ocultará uma hora mais cedo e a hora do iftar - a esperada refeição que encerra o jejum - chegará mais cedo.

O fato do Ramadan coincidir este ano com as férias de verão inquieta a indústria turística da região, preocupada com a possibilidade dos ricos visitantes árabes procedentes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Líbia optarem por ficar em casa para passar o período tradicional em família.

Por este motivo, o ministério egípcio do Turismo iniciou uma campanha para convencer os ricos turistas árabes, que viajam ao Cairo no verão, que uma vez passado o momento austero do jejum poderão desfrutar de animados jantares com fogos de artifício, espetáculos, concertos e danças folclóricas às margens do Nilo.

O aumento do preço dos alimentos durante o Ramadan é comum em alguns países muçulmanos, em consequência de jantares e festas de família depois do jejum. Na Mauritânia, a alta dos preços de vários produtos de primeira necessidade levou o governo a anunciar "medidas urgentes".

Na França, onde 70% dos mais de cinco milhões de muçulmanos - a maior comunidade na Europa - respeitam o Ramadan, muitas lojas e supermercados estão repletos de carne halal, especiarias e cuscuz, apesar de alguns estabelecimentos se negarem a fazer publicidade abertamente.

Na Indonésia, que com 240 milhões de habitantes é o país muçulmano de maior população do mundo, o ministério das Comunicações anunciou uma ofensiva contra sites pornográficos e faz campanha para a "manutenção dos corações limpos durante o mês sagrado".

O Ramadan acontecerá durante o verão nos próximos anos, já que o cálculo das festas religiosas muçulmanas é feito de acordo com um calendário baseado no ciclo lunar. (Terra)

Se você gostou dessa postagem, veja também:

19/10/10 - Sionismo, você sabe o que é?
10/08/10 - Reencarnação, o que você conhece?


Fonte: Wikipédia

terça-feira, 10 de agosto de 2010

REENCARNAÇÃO, O QUE VOCÊ CONHECE?

A TV Globo vem difundindo muito o tema, tanto em novelas, como em reportagens especiais do GLOBO REPORTER e do Programa FANTÁSTICO. Confira e acompanhe os vídeos abaixo com a reportagem exibida neste ultimo domingo e cinco outros do Discovery Channel, muito interessante e bem feito.

Então, como espírita KARDECISTA (foto de Allan Kardec, ao lado) praticante e empenhado na minha reforma intima, no intuito de crescer como ser humano e melhorar o meu desenvolvimento espiritual, resolvi colocar nesta postagem um estudo aprofundado sobre o tema REENCARNAÇÃO, que é difundido por algumas das principais religiões do mundo.

De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.

Confira vídeo da TV Globo – Programa Fantástico, com reportagem exibida em 08/08/10 sobre “reencarnação”




FILOSOFIA

A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.

DOUTRINA NIILISTA

Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.

DOUTRINA PANTEÍSTA

O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.

DOGMATISMO RELIGIOSO

A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.


BUDISMO

O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.

De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores.

Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.

HINDUÍSMO

A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.

Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamados Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.

Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.

ISLAMISMO (Religião Muçulmana)

Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.

Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas 'desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.


Confira vídeo do Discovery Channel sobre Reencarnação (Parte I)




ESPIRITISMO

Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.

Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.

As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Conseqüentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.

Muitas escolas espiritualistas - não todas - defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.

IGREJA EVANGÉLICA

Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar a Terra, na chamada 'Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no 'Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberá um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.

Mas sabe-se que a Igreja Universal pratica o exorcismo contra espíritos mortos que continuam na Terra influenciando os vivos, o que se trata de um paradoxo evidente.


Confira vídeo do Discovery Channel sobre Reencarnação (Parte II)




IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.

IGREJA BATISTA

Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.

CATOLICISMO

A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.

A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.

JUDAÍSMO

O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.

O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.

Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.


Confira vídeo do Discovery Channel sobre Reencarnação (Parte III)






CANDOMBLÉ


Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.

Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.

Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.

UMBANDA

A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um 'livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.

Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.

A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.

Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.


Confira vídeo do Discovery Channel sobre Reencarnação (Parte IV)





ORIGEM DA CRENÇA

A crença na reencarnação tem suas origens nos primórdios da humanidade, nas culturas primitivas. De acordo com alguns estudiosos, a ideia se desenvolveu de duas crenças comuns que afirmam que:
• Os seres humanos têm alma, que pode ser separada de seu corpo, temporariamente no sono, e permanentemente na morte;
• As almas podem ser transferidas de um organismo para outro.

Entre as tentativas de dar uma base "científica" a essa crença, destaca-se o trabalho do Dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos, que recolheu dados sobre mais de 2.000 casos em todo o mundo que evidenciariam a reencarnação. No Sri Lanka (país onde a crença é muito popular), os resultados foram bem expressivos.

Segundo os dados levantados pelo Dr. Stevenson, os relatos de vidas passadas surgem geralmente aos dois anos de idade, desaparecendo com o desenvolvimento do cérebro. Uma constante aparece na proximidade familiar, embora haja casos sem nenhum relacionamento étnico ou cultural. Mortes na infância, de forma violenta, aparentam ser mais relatadas. A repressão para proteger a criança ou a ignorância do assunto faz com que sinais que indiquem um caso suspeito normalmente sejam esquecidos ou escondidos.

Influências comportamentais como fragmentos de algum idioma, fobias, depressões, talentos precoces (como em crianças prodígio), etc, podem surgir, porém a associação peremptória desses fenômenos com encarnações passadas continua a carecer de fundamentação científica consistente.

Dentre os trabalhos desenvolvidos por Dr. Stevenson sobre a reencarnação, destaca-se a obra Vinte casos sugestivos de reencarnação


Confira vídeo do Discovery Channel sobre Reencarnação (Parte V)





REENCARNAÇÃO E A CIÊNCIA

A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade. Quase todas as civilizações na história tem tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Cientificamente, entretanto, inexiste qualquer motivo para sustentar ou rejeitar a hipótese.

As investigações científicas sobre assuntos relacionados ao pós-morte remontam particularmente ao século XIX, e, embora continuem a ser motivo de intenso debate entre leigos, não mais despertam interesse sério na comunidade acadêmica.

A objeção mais óbvia à reencarnação é que não há nenhum processo físico conhecido pelo qual uma personalidade pudesse sobreviver à morte e se deslocar para outro corpo. Mesmo adeptos da hipótese como Stevenson reconhecem esta limitação e atribuem a possível existência de tais fenômenos a propriedades naturais ainda desconhecidas da ciência.

Outra objeção é que a maior parte das pessoas não relembram vidas prévias. Além disso, estatisticamente, cerca de um oitavo das pessoas que "lembram" de vidas prévias se lembrariam de ter sido camponeses chineses; mas, entre os que se "lembram", a maioria lembra de situações sociais menos triviais e mais interessantes.

Alguns céticos explicam que as supostas evidências de reencarnação resultam de pensamento seletivo e falsas memórias comumente baseadas nos sistemas de crença e medos infantis dos que as relatam.

Acrescenta-se, por último, que a reencarnação é, no fundo, objeto de crença dos fiéis de determinados segmentos religiosos, da mesma forma que o é a ressurreição em outros segmentos religiosos. A ciência, como se sabe, não se presta a provar ou não a reencarnação ou a ressurreição. Isto porque, entre outros argumentos, a ciência se faz sobre um determinado recorte da realidade que pode ser provado, demonstrado, testado, etc. O aspecto subjetivo que sustenta as ideias da ressurreição e da reencarnação dificulta eventuais demonstrações, fazendo tais ideias aportarem então no âmbito da fé e da crença, o que não significa necessariamente qualquer falta de mérito de qualquer uma delas, senão que se limitam ao campo da fé e da experiência individual. Por mais evidentes que possam parecer alguns relatos, cientificamente, ao menos por enquanto, sob os atuais domínios do conhecimento científico, não podem ser provados.

Fonte: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/ - por Carolina Nascimento
Wikipédia

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL E NO MUNDO

Enquanto a população aumenta no mundo todo, necessitando cada vez mais de áreas para a agricultura e a pecuária, um sexto dessa gente já está sofrendo com as conseqüências da DESERTIFICAÇÃO.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançará oficialmente no Brasil a Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação, durante a abertura da segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (Icid 2010), que será realizada em Fortaleza (Ceará) nos dias 16 a 20 de agosto.

O anúncio servirá como parte dos esforços para conter o acelerado processo de desertificação enfrentado por mais de 100 países e para mitigar os impactos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas do planeta. O lançamento global da Década será conduzido pelo secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Luc Gnacadja, na presença dos ministros do Meio Ambiente do Brasil, da Suíça, do Niger, de Burkina Faso, do Senegal e de Cabo Verde, além do governador do Ceará, Cid Gomes, do coordenador da Icid 2010, Antônio Rocha Magalhães, e diversas autoridades envolvidas na agenda de combate ao fenômeno climático.

"Será uma década de discussões, debates e buscas de soluções para os problemas enfrentados por muitos países no mundo", estimou Gnacadja. A Década das Nações Unidas sobre Desertos e de Combate à Desertificação pretende ser um marco de conscientização sobre as dimensões alarmantes da desertificação em todo planeta, e de cooperação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, e entre os setores público, privado e sociedade civil, na elaboração de políticas de prevenção e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas consideradas de risco.



Confira vídeo "Explicando o Tempo" sobre Desertificação no Mundo e Brasil





A perda provocada pela degradação das terras chega a 466 milhões de dólares por ano, segundo cálculo do Núcleo Desert. Estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí revela que 15,7 milhões de pessoas são afetadas pela desertificação que ocorre no Nordeste. Pelo menos 1,3 milhões de pessoas vivem em regiões onde o processo de degradação do solo é considerado muito grave e a terra tornou-se praticamente improdutiva.

A área degradada, segundo o diagnóstico, é de 660 mil quilômetros quadrados. Isso significa mais do que os territórios da Alemanha e da Itália, juntos. O estudo é assinado pelo Núcleo Desert, centro ligado à universidade que reúne sociólogos, economistas, biólogos e geógrafos que analisam um problema cuja grande causa são os modelos de desenvolvimento do Nordeste.

Metodologia da pesquisa

Para chegar a esses números, o Núcleo desenvolveu uma metodologia com dezenove variáveis e cruzou dados físicos e socioeconômicos. Analisou, por exemplo, a densidade populacional, as formas de uso do solo, a utilização de herbicidas e os índices de salinização.

Através de uma projeção, feita com cálculos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, ele estima em 466 milhões de dólares por ano a perda provocada pelo processo de desertificação no Nordeste. O custo anual de recuperação dessas áreas seria de 133 milhões de dólares.

A reversão do processo depende de esforços em várias pontas, dizem os técnicos. É preciso divulgar procedimentos adequados de manejo do solo, dar assistência técnica eficaz ao produtor e implantar programas de educação ambiental nas escolas.

Principais causas

A irrigação inadequada tornou estéreis 30% das áreas irrigadas no Nordeste. Joga-se muita água em solos com baixa capacidade de absorção e não se estudam obras de drenagem.

A pecuária extensiva, praticada na região, também teria sua parcela de responsabilidade. Seriam necessários 20 hectares, no semi-árido nordestino, para alimentar um boi. Mas, na prática, costuma-se colocar sete animais por hectare. Os animais acabam comendo as plantas antes que elas produzam sementes, o que elimina as espécies melhores, empobrece a terra e torna a cobertura vegetal escassa.

O pisoteio dos animais compacta o solo e acelera a degradação. Alguns técnicos discordam dos dados do Núcleo, alegando que o que há no Nordeste são áreas com ecossistemas frágeis que se tornarão desérticas se não tiverem manejo adequado.

Há unanimidade, no entanto, quanto aos efeitos danosos da irrigação inadequada sobre a região, salinizando os solos. O tratamento existe, mas é caro. Pode ser feito a partir da aplicação de uma solução com sulfato de cálcio. Embora sem dados que revele a dimensão do problema, as práticas de uso do solo não mudaram. As populações empregam técnicas inadequadas e degradam regiões, migram para outras e reempregam as mesmas técnicas. É um ciclo contínuo.

Confira vídeo da CEPAL sobre um estudo de desertificação no BRASIL e America Latina



A desertificação no mundo

Os dados de desertificação no mundo também são assustadores. Pelo menos 70% das terras secas são afetadas pela desertificação, o que significa 3,6 bilhões de hectares. 0 fenômeno afeta a vida de um sexto da população mundial.

Durante a Eco-92 (conferência sobre meio ambiente que a ONU realizou no Rio de Janeiro), acertou-se que os países fariam uma convenção internacional sobre desertificação. Um dos nós do acordo é a discussão em torno de recursos financeiros. Os países pobres querem novos financiamentos para enfrentar a degradação de suas terras. Os países ricos não concordam.

É a diminuição da capacidade produtiva do solo por ação do homem e do clima. As áreas mais afetadas no mundo são o sul da África e as áreas próximas ao deserto do Saara e no Brasil temos desertificação nos Pampas Gaúchos e no cerrado em Tocantins.

Apesar do processo de desertificação ser natural, ele vem sendo acelerado pelo desmatamento, agricultura e mineração predatórias, efeito estufa e chuva ácida. No caso a agricultura predatória é um círculo vicioso, pois uma população o que tenha sua área desertificada irão procurar outras terras e cometer os mesmos erros que cometeram com a anterior. Para diminuir o avanço da desertificação são necessários medidas como o reflorestamento, a rotação de culturas e técnicas de controle de dunas de areia.

Cabe dizer que a desertificação foi o primeiro problema ambiental a ser considerado de caráter global, reconhecimento que foi formalizado na Conferência sobre Desertificação das Nações Unidas (ONU), realizada em Nairóbi em 1977. Nessa ocasião foi elaborado um mapa dos desertos, no qual a Espanha foi o único país da Europa Ocidental representado, com alto índice de desertificação em todo o sudeste espanhol. Foi então, também, quando ficou claro que as ameaças de desertificação no Brasil não se limitavam ao semi-árido do Nordeste, mas incluíam regiões férteis, tais como porções dos estados do Rio Grande do Sul e Goiás.

No caso brasileiro, uma circunstância agravante é que o desmatamento é realizado, na maioria dos casos, por meio de queimadas. Este método expõe totalmente a fragilidade do solo, deixando-o a mercê dos processos erosivos que podem levar à desertificação.

Algo precisa começa a ser feito com a máxima urgência no intuito de conter e atacar o processo de desertificação que já assola o mundo e o nosso país, senão um dia será tarde demais para chorar o leite derramado.

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17/07 e 21/08 - Mudanças Climáticas,uma nova realidades (partes 1 e 2)
04/08/10 - Lixo nas praias e no mar
13/08/10 - Malditas queimadas no Brasil