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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A PERDA DE UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Peço desculpas aos meus leitores por não estar postando nada neste blog nas ultimas semanas, mas acredito que seja do conhecimento da maioria que estou de LUTO, pois perdi no dia 11 de janeiro meu cão labrador, chamado ÔNIX (tema de uma postagem neste blog em 13/06/10) e que me acompanhou nos últimos doze anos.

Alguns poderão não entender como me deixei abater até este ponto, não me permitindo pesquisar, escrever e postar temas que me interessam e que acredito possam realmente acrescentar algo aos meus leitores e amigos, pois para muitos meu LUTO deve ser apenas pela perda de “um simples animal de estimação” , mas acontece que eu o considerava como um filho, infelizmente.

Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos proprietários de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa. A morte de um animal de estimação significa a perda da fonte de um amor incondicional. Não há mais para o proprietário o objeto de carinho e proteção. Assim, o proprietário perde o contato com "o mundo natural." Esses sentimentos podem ser especialmente intensos nos idosos, solitários, ou casais sem filhos (para quem o animal é também um substituto da criança).

E após a morte do bichinho normalmente vem os sentimentos de culpa, tristeza, impotência e raiva. Geralmente a perda começa com um choque, quando tudo parece surreal, como um pesadelo.

Depois vem as dúvidas: “Por que agora?“ “ Por que o meu bebê?“.

Depois o sentimento de culpa : ..“devia ter feito mais“ , “devia ter ficado ao lado dele” , “ se eu soubesse que ele estava partindo teria feito assim e assado”, “ Por que não procurei outro veterinário ?”.

Depois bate a raiva : “O remédio (ou a falta dele) matou meu bebê “, “ Aquele veterinário não era competente“, “ Não devia ter seguido aquela orientação“.

Depois vem uma tristeza que parece não ter fim: tudo lembra o animalzinho e tudo o que lhe pertencia passa a virar relíquia : o paninho, a vasilha de comida e água, o brinquedo preferido, a coleira...e o cheirinho que ficou nos pertences do animal, são um alivio para o coração.

A tristeza é tão profunda que não dá vontade de fazer nada, as tarefas diárias viram um martírio, há alteração no sono e no apetite (pra mais ou pra menos). Um cansaço gigantesco toma conta do corpo e da mente...

Confira vídeo da TV Record no Hoje em Dia de 20 de maio de 2011: O repórter Marcos Penna acompanhou a história de um casal de idosos que teve o carro e a cadela roubados. No estúdio a participação do psicólogo e técnico em terapia assistida por animais Leonardo Curi e da criadora Celma Morais, que abordaram o apego e a tristeza da perda dos animais de estimação.


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AS FASES DO LUTO

Na verdade o processo do luto não é um objeto concreto que pode ser dividido em fases distintas. O luto é um processo contínuo, com cada pessoa vivenciando-o de uma forma diferente. Dividir o luto em "fases" ajuda a pessoa enlutada a entender que as seus sentimentos são normais. Algumas pessoas passam rápido por todas as fases, enquanto outras parecem ficar "presas" numa fase específica.

Rapidamente, as fases do luto são as seguintes:

1. CHOQUE E NEGAÇÃO
A realidade da morte ainda não foi aceita. Ele ou ela se sente atordoado e atônito - como se tudo aquilo fosse "irreal."

2. RAIVA
A pessoa enlutada frequentemente se volta contra a família, amigos, elas mesmas, Deus, o veterinário ou o mundo em geral. Vão aparecer também sentimentos de culpa ou medo nesse estágio.

3. BARGANHA
Nessa fase a pessoa pede por um trato ou uma recompensa de Deus, do veterinário ou do padre. Comentários do tipo "Eu vou à Igreja todo dia se o meu animal voltar para mim" são comuns.

4. DEPRESSÃO
A depressão ocorre como uma reação à mudança do modo de vida ocasionada pela perda. A pessoa enlutada se sente extremamente triste, desesperançada, inútil e cansada. Ele ou ela sente falta do animal e pensa nele constantemente.

5. ACEITAÇÃO
A aceitação acontece quando as mudanças que a perda trouxe para a pessoa se estabilizam em um novo estilo de vida.

A intensidade e a duração do processo de luto dependem de vários fatores. A idade do proprietário, circunstâncias referentes à morte, relacionamento do animal com o proprietário e com os outros membros da família são todos fatores importantes. Uma morte recente de uma pessoa importante na vida do proprietário também pode afetar como se lida com a morte do animal. Geralmente crianças se recuperam mais rápido , enquanto os idosos são os que mais demoram a se recuperar. Às vezes a morte de um animal de estimação vai permitir que o proprietário finalmente lamente a perda de uma pessoa cuja morte ainda não tivesse sido aceita.


FICANDO CURADO

Passado algum tempo, o processo de luto chega ao fim. Ainda assim há diversas coisas que o proprietário entristecido pode fazer para apressar esse processo:

1. Dê a si mesmo permissão para sofrer.
• só VOCÊ sabe o que o animal representava para você.

2. Organize um tributo ao seu animal.
• faz que a perda pareça real e ajuda a concretizar.
• permite que a pessoa expresse seus sentimentos e reflita.
• reforça o apoio social.

3. Descanse bastante, coma bem e faça exercícios.

4. Fique rodeado de pessoas que entendam o que você está passando.
• deixe que outros cuidem de você.
• se beneficie de grupos de apoio para pessoas que perderam seus animais.

5. Aprenda tudo o que puder sobre o processo do luto. - ajuda os proprietários a perceber que o que eles sentem é normal (como estou fazendo ao pesquisar para esta postagem).

6. Aceite os sentimentos que vêm com a dor.
• fale, escreva, cante ou desenhe.

7. Permita a você mesmo pequenos prazeres.

8. Seja paciente com você.
• NÃO deixe que ninguém diga o quanto o processo de luto deve durar.

9. Dê a si mesmo a permissão da recaída.
• isso VAI acabar e sua vida VAI ser normal de novo.
• a dor é como as ondas do oceano: no começo as ondas vêm rápidas e fortes, mas conforme o tempo passa, elas ficam menos intensas e mais esporádicas.
• não se surpreenda se feriados, cheiros, palavras ou sons provoquem uma recaída.

10. Não tenha medo de pedir ajuda.
• grupos de apoio para a perda de animais
• conselheiros emocionais.

11. Tenha certeza de consultar sua "Força Maior."
• religiosa ou espiritual.


CONCLUSÃO:

O luto é provavelmente a sensação mais confusa, frustrante e emocional que uma pessoa pode sentir. É ainda mais para proprietários de animais. A sociedade em geral não dá a essas pessoas "permissão" para demonstrar a sua dor abertamente. Dessa forma, os proprietários frequentemente se sentem isolados e sozinhos. Felizmente mais e mais recursos ficam disponíveis para ajudas essas pessoas a perceber que elas NÃO estão sozinhas e que o que elas sentem é completamente normal.

Confira vídeo do SBT: Adriana Roveroni - Fala comportamento (SBT Fala Cidade) - A perda do animal de estimação



Fonte:
Margaret Muns MV é a veterinária do site da Best Friends: http://www.bestfriends.org - No Members & Pets Forum

Links:

Paginas Espiritas : Os animais são nossos irmãos:
http://www.paginaespirita.com.br/os_animais_sao_nossos_irmaos.htm

Espirito : reencarnação animal
http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/rje0029.html

Budismo:
http://www.dharmanet.com.br/hsingyun/buddhismo.htm

Carta do chefe Seattle:
http://www.geocities.com/RainForest/Andes/8032/page16.html

Hinduismo:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI141909-EI312,00.html
http://www.sergiosakall.com.br/tudo/religiao_hinduismo.html

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06/06/11 – Solidão, estamos com fome de amor
10/04/11 – Por que escrever um blog?
12/12/10 – Recomeçar
30/07/10 – Os animais no plano espiritual
22/06/10 – A questão espiritual dos animais
13/06/10 - Ônix, meu cão labrador

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CIGARRO É UMA DROGA, COMO LARGAR ?

Nas ultimas semanas, com muito sucesso e repercussão, o médico Dr.DRAUZIO VARELLA, apresentou no programa FANTÁSTICO um quadro chamado “BRASIL SEM CIGARROS”, incentivando a população fumante do país a abandonar esse maldito vício.

Dos cerca de 1,25 bilhões de fumantes no mundo, mais de 40 milhões são brasileiros. Ainda são muitos, mas o número vem reduzindo no país. O volume de cigarros queimados por aqui caiu 32% em dez anos.

Deixar de fumar é um desafio que poucos conseguem vencer. Segundo um estudo publicado pela revista New Scientist, 85% dos que param voltam a dar suas baforadas depois de um ano. Alguns recaem antes. Só 3% conseguem, de fato, abandonar o vício. Quem procura ajuda médica, toma remédio e faz terapia aumenta sua chance de sucesso para 20%. O Brasil é um dos recordistas em motivação para largar o cigarro. Um estudo feito pela psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, mostra que 81% dos fumantes brasileiros querem parar. É um percentual só comparável ao dos suecos, com 85%.

Mas o índice de tentativas frustradas entre os brasileiros é igualmente alto: cada um já tentou parar cinco vezes, em média - sem sucesso. Difícil é, mas vale a pena. O tabaco causa 50 tipos de doença. As mortes anuais em virtude de seu uso chegam a 5 milhões no mundo, 200 mil no Brasil.

Confira vídeo do FANTASTICO: Brasil Sem Cigarros, de Drauzio Varella, Episódio 1



O sucesso e o fracasso na empreitada contra a fumaça pode ser o estado emocional. Ter muita vontade e escolher o momento apropriado são fatores importantes. Pesquisas revelam ainda que, embora pareça chato, um dos pontos mais importantes para fazer alguém parar de fumar é o incentivo dos familiares.

Considerada uma droga poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central e chega ao cérebro em apenas 7 segundos. Após a tragada, a fumaça é inalada para os pulmões e distribui-se para o sistema circulatório. Dessa forma, as cerca de 4.700 substâncias tóxicas espalham-se pelo organismo com uma velocidade quase igual a de substâncias introduzidas por uma injeção intravenosa. Além das mais conhecidas, como nicotina, alcatrão e monóxido de carbono, a fumaça contém também substâncias radioativas, como polônio 210 e cádmio (encontrado nas baterias de carro).



Confira vídeo do FANTASTICO: Brasil Sem Cigarros, de Drauzio Varella, Episódio 2



A dependência começa um ano após as primeiras tragadas, devido a causas físicas e psicológicas.

Na prática, a maioria dos fumantes desconhece seu perfil e, consequentemente, não sabe o que pode ajudar. No livro Fumar É Gostoso… Parar É ainda Melhor, a médica cardiologista Jaqueline Issa descreve os cinco comportamentos mais típicos:

• Quem fuma para reduzir a tensão precisa de um antidepressivo e atividades que diminuam o estresse, como ioga e natação.
• Aquele que faz fumaça sempre em determinadas situações vai ter de passar por um descondicionamento - só mudando de hábito conseguirá abrir mão do cigarro.
• O fumante que enfrenta menos dificuldade para parar é aquele que dá umas tragadas quando se sente bem, como após as refeições, o ato sexual ou acompanhando uma bebida alcoólica. Nesse caso, o paladar e o olfato mais apurados servirão de ajuda.
• Se o que importa é segurar o cigarro, o tratamento pode ser apenas manter as mãos ocupadas com outras coisas.
• Finalmente, há quem fume para driblar o desânimo, porque está sobrecarregado ou para se sentir estimulado a iniciar uma tarefa. É o grupo mais vulnerável à sensação de prazer provocada pela nicotina. Para este, a receita são os remédios que induzem um quadro de bem-estar.

Confira vídeo do FANTASTICO: Brasil Sem Cigarros, de Drauzio Varella, Episódio 3



E se parar de fumar agora:

• após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
• após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
• após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
• após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
• após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
• após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

A síndrome de abstinência

O organismo volta a funcionar normalmente sem a presença de substâncias tóxicas, mas alguns fumantes podem apresentar sintomas de abstinência como a vontade intensa de fumar, dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, alteração do sono, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas podem durar de 1 a 2 semanas.

É normal a fome aumentar. Com a melhora do paladar e a normalização do metabolismo, é comum um ganho de peso de até 2 kg. O ideal é manter uma dieta equilibrada e evitar café e bebidas alcoólicas, que são um convite ao cigarro.


Confira vídeo do FANTASTICO: Brasil Sem Cigarros, de Drauzio Varella, Episódio 4




Métodos para parar de fumar:

1 - Parada Imediata: largar o vício de uma só vez dever ser sempre a primeira opção.
2 - Parada gradual: Pode ser feita de duas maneiras: reduzindo o número de cigarros diariamente ou retardando a hora do primeiro cigarro todos os dias até que consiga ficar sem fumar um dia, dois, três e assim por diante. Esse processo não deve durar mais de duas semanas, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar. Caso não consiga sozinho, o ideal é procurar orientação médica.

Dicas:

A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. Para conter o impulso, o site do Inca (Instituto Nacional de Câncer) traz algumas dicas: chupar gelo, escovar os dentes a toda hora, beber água gelada ou comer uma fruta. Manter as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabiscar alguma coisa ou manusear objetos pequenos. Não ficar parado, conversar com um amigo ou fazer algo diferente que distraia a atenção.

Fumar cigarros de baixos teores não trazem resultado, pois eles fazem tanto mal quanto os outros.

E cuidado. Alguns ex-fumantes acabam voltando ao vício por estarem se sentindo tão bem que acham que podem fumar apenas um cigarro ou a acender o de um amigo.


Confira vídeo do FANTASTICO: Brasil Sem Cigarros, de Drauzio Varella, Episódio 5




Mil e uma maneiras para deixar o vício do cigarro:

De acupuntura a medicamentos, passando por uma água com nicotina e até mesmo por pirulitos. O fumante tem muitas possibilidades de escolha para abandonar o hábito de vez.

TRATAMENTOS:

Alguns spas, como o Kurotel (www.kurotel.com.br), têm um programa especial para quem quer deixar o cigarro. O paciente tem assistência médica e psicológica.

SPRAY NASAL
Usado da mesma maneira que os descongestionantes nasais, possui nicotina. Foi aprovado pelo Food and Drug Administration, mas não está à venda no Brasil.

ADESIVOS NIQUITIN
Liberam pequenas doses de nicotina para a pessoa se acostumar a diminuir a quantidade de cigarros, contendo a crise de abstinência. O tratamento tem três estágios, que diminuem a carga de nicotina liberada. É indicado numa fase seguinte ao

NICO WATER
Possui 4 miligramas de nicotina por garrafa de meio litro. É o mesmo que fumar dois cigarros. Diminui a vontade de fumar e não tem gosto. Não está à venda no Brasil.

ACUPUNTURA
A aplicação de agulhas em um ponto na orelha libera substâncias que ajudam a atenuar os sintomas da falta de nicotina, diminuindo a síndrome de abstinência.

GOMAS DE MASCAR
Em vez de acender um cigarro, o fumante mastiga um chiclete. O princípio é semelhante ao dos adesivos, mas as gomas são usadas quando a dependência é menor. Elas têm 2 miligramas de nicotina, o equivalente a um cigarro. Não são mais vendidas no Brasil.

HOMEOPATIA
Não oferece pílulas específicas para deixar de fumar, mas defensores dizem que consegue amenizar os efeitos desagradáveis que ocorrem no organismo, evitando recaídas.

FILTROS PHASIS
Têm forma de piteira e a pessoa troca gradualmente. Eles retêm parte da nicotina e do alcatrão. Na última fase do tratamento, a redução de teores chega a 95%.

PIRULITO DE NICOTINA
Gerou discórdia nos Estados Unidos. Prometia efeito mais rápido que dos adesivos ou dos chicletes. Outra vantagem seria que o fumante não perderia o hábito de levar algo à boca. O problema era que as crianças poderiam confundi-los com pirulitos comuns.

ZYBAN
Medicamento sem nicotina usado para tratamento do tabagismo. Contém uma substância que reduz o impulso de querer fumar e também a crise de abstinência.


Confira vídeo do FANTASTICO: Brasil Sem Cigarros, de Drauzio Varella, Episódio 6



O fumante no Brasil passou a ser considerado um cidadão de segunda categoria, tantas são as campanhas, como proibições de fumar em locais públicos e fechados. O pior é que esse viciado não se dá conta de quanto desagradável pode ser, tragando o seu maldito cigarro próximo de pessoas não fumantes e ainda, não conseguem perceber que cheiram mal, além de estarem prejudicando sua saúde e queimando um dinheiro que poderia ser aplicado em outras despesas.

Espero que essa campanha do Dr.Drauzio Varella, bem como, as dicas dessa postagem, sirvam de incentivo a largar esse vício tão danoso para qualquer ser humano.


Dr. Drauzio Varella, nasceu em São Paulo, dia 1 de janeiro de 1943. É um médico oncologista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar, conhecido por popularizar a medicina em seu país, através de programas de rádio e TV. Foi também um dos fundadores da Universidade Paulista e da Rede Objetivo, onde lecionou física e química durante muitos anos.


Fontes: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT916536-1655,00.html

http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/tabagismo/droga-pesada/


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

TRANSEXUALISMO, O QUE É?

Não gosto de “reality shows” e particularmente deploro o Big Brother Brasil, que considero um festival de mediocridade e futilidades. Porém, nesta 11ª edição, estava olhando com certo interesse a presença de uma transexual entre os seus componentes, por se tratar de uma novidade, tanto no programa, como nas nossas vidas, porque geralmente é um assunto desconhecido para todos aqueles que não convivem com alguém nessas condições.

ARIADNA THALIA, com 26 anos, a grande novidade do Big Brother Brasil deste ano, ganhou a triste liberdade na noite de terça-feira, 18. O motivo? A participante é uma cabeleireira transexual (a primeira), ex-garota de programa, desbocada e que, ao contrário do estereótipo LGBT alegre (um dos poucos atributos positivos que a mídia tende a dar aos coloridos), reclama da vida, tem olhar triste e faz questão de frisar as dificuldades que já vivenciou no Brasil (e na Itália).

Veja foto de ARIADNA antes e depois:


Resultado: rejeição da maior parte dos telespectadores. Sim, embora Ariadna não tenha sofrido preconceito dos participantes (que sequer sabem de sua trajetória trans), muita gente torceu o nariz por ela NÃO DIZER que é uma mulher transexual, por não corresponder ao estereótipo da barraqueira ou fofoqueira e por saber antecipadamente de seu passado (sofrido, mas visto como de vida fácil por muita gente).

Antes de manifestarmos opinião sobre ela, sugiro rápidas indagações para uma auto-reflexão sobre a pessoa trans e o armário: Por que alguém que lutou a vida inteira para conquistar uma identidade de mulher (e conseguiu de todas as maneiras; com cirurgia, documentação, saída de casa precoce, preconceito) deva falar de um passado masculino que, talvez, a assombre? Será que todos os participantes abrem seu coração de imediato para pessoas que até então são desconhecidas? Ariadna já provou extrema sinceridade e humildade ao revelar aos participantes que trabalhou com programas sexuais (o que certamente outras sisters já fizeram, mas negariam até a morte), será justo que ela seja obrigada a revelar todas as suas dores e alegrias em APENAS uma semana?

Alguma mulher genética (que nasceu com sexo biológico feminino) gostaria de ter sua identidade feminina colocada em xeque? Imagine então como isso é para alguém que lutou muito por tal identidade.

Ariadna incomoda. E não é pelo seu jeito. Ariadna incomoda principalmente porque existe. Porque a sociedade ainda não sabe lidar com as diferentes formas de persona que aparentam até contemporâneas (mas são antigas), com as identidades conquistadas, com a felicidade alheia, com o rompimento de questões que estão fixadas em pênis e vagina, pelo machismo e transfobia.

E como incomoda, é marginalizada, eliminada, deve ficar longe. É por isso que muitas travestis trabalham à margem da sociedade, como garotas de programa. Lá, estão dentro de um mundo que as aceita melhor porque é escondido, também marginalizado, onde encontram outras iguais discriminadas, onde "ninguém" quer ver, mas muitos pais de família sentem. O problema é que temos a tendência a ver e comentar apenas o resultado de todo o processo, esquecendo os meandros do meio e o preconceito que nós mesmos carregamos.

Para quem se assustou, a eliminação de Ariadna não é novidade na televisão. Basta lembrar-se da primeira travesti a participar de um reality show - a Bianca Soares da Casa dos Artistas 4, Protagonistas de Novela, em 2004: foi a primeira eliminada na primeira semana com mais de 70% dos votos. E até da participação da drag-transexual Nany People em A Fazenda: em sua primeira roça na quinta semana... tchau!

Ou seja, enquanto não começarmos a observar uma travesti, uma transexual, uma transgênero, como figura legítima, como mais uma manifestação do comportamento humano e de suas identidades - com características femininas e masculinas naturais, dificilmente teremos uma evolução no pensamento sobre quem está a frente das convenções sexuais, nos direitos básicos e universais de todos e até nas reais chances de uma participante transexual vencer um reality show da Globo.

Confira vídeo de chamada do BBB 11 apresentando ARIADNA



TRANSEXUAIS (TRAVESTIS) E A PROSTITUIÇÃO:

Os fenômenos da exploração sexual de menores e da prostituição infantil constituem temas de debate acalorados no âmbito do movimento social de travestis. As travestis militantes e as associações desaprovam qualquer prática de exploração sexual de menores e de prostituição infantil, trabalhando ativamente para desvincular as imagens das travestis e do movimento social destes fenômenos criminosos. Contudo, estas posições não levam em conta o fato de que a maior parte das travestis iniciam sua (trans)formação no período da adolescência, quando são legalmente menores.

Nestes processos, os territórios da prostituição constituem espaços fundamentais de aprendizagem do gênero e incorporação do feminino. Como os programas de combate a esta prática abarcam todas as pessoas que são legalmente menores, as travestis jovens também são alvo destas políticas. A força do estigma faz com que muitas travestis sejam expulsas de casa pela família ao iniciarem seus processos de (trans)formação corporal e do gênero. Estas, por sua vez, encontram no espaço da prostituição uma alternativa de existência legítima, de sobrevivência e sociabilidade. As ações de combate à exploração sexual de menores também dirigem-se às cafetinas, personagens ainda pouco estudadas e que têm papéis importantes no universo das travestis. As cafetinas em geral são travestis que mantém casas onde outras travestis habitam e que também muitas vezes exploram podem explorar o trabalho sexual delas, ao facilitar sua entrada ou oferecer segurança nos territórios de prostituição. As travestis adolescentes, muitas vezes, têm como único refúgio a casa de uma cafetina, que abriga-lhe, ensina-lhe os truques da profissão e colabora nos processos de (trans)formação corporal e do gênero.

Ambigüidades são parte integrante do universo das travestis. Elas experimentam a ambigüidade no próprio corpo e nos seus processos de constituição como sujeitos sociais. A questão da prostituição é ainda polêmica e divide opiniões no interior do movimento social organizado de travestis, além de ser um tema gerador de tensões nas relações com outros movimentos sociais, especialmente com o movimento de profissionais do sexo.

Politicamente, a autodeterminação das travestis não tem foco no trabalho sexual, estando mais centrada na legitimidade dos processos de construção do feminino e do gênero. A luta pela garantia dos direitos humanos das travestis levada a cabo pelo movimento social organizado inclui ainda discretamente as questões relativas ao trabalho sexual, embora nos últimos anos tenham passado a ganhar certo destaque. Atualmente, vários são os processos políticos e sociais que aproximam cada vez mais o movimento organizado de travestis do tema da prostituição. Com sua ambigüidade e versatilidade, as travestis também darão conta desta questão, abalando!

Confira vídeo Jornal da Record – Travestis, o desafio de largar as ruas e a prostituição



TRANSEXUALISMO E A MEDICINA:

Dr. Ney Cavalcanti, Professor de Endocrinologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Pernambuco. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) esclarece que a definição de transexual é de uma pessoa que deseja viver e ser aceito, como membro de um sexo diferente do que ele nasceu. O homossexualismo é caracterizado apenas pela atração erótica por pessoas do mesmo sexo. Apesar de ainda não acometer um grande número de pessoas, o transsexualismo vem aumentando de maneira significativa e importante.

Estes indivíduos, além de serem severamente discriminados pela sociedade, não recebem, na grande maioria das vezes, tratamento médico adequado, seja porque não procuram médicos por temor à discriminação, seja por desconhecimento dos profissionais de saúde sobre como tratar esses casos. Por conta disso, a Sociedade Americana de Endocrinologia, junto com várias outras entidades médicas, estabeleceu recentemente uma série de normas para o tratamento deste tipo de paciente.

As causas do surgimento de transexualismo são até hoje desconhecidas. Nenhuma pesquisa conseguiu descobrir uma anormalidade, seja hormonal, psicológica ou neurológica. Três tipos de especialistas devem ser envolvidos no tratamento. O primeiro é o profissional de saúde mental (psiquiatra ou psicólogo), a quem cabe estabelecer o diagnóstico. O endocrinologista é quem deve administrar os hormônios, que terão duas finalidades: bloquear aqueles do sexo atual, indesejado, e administrar os que vão produzir as modificações corporais que aproximem o paciente das características do novo sexo. Por fim, o cirurgião, a quem cabe completar, da melhor maneira possível, a transformação corporal e dos órgãos genitais.

Veja foto de ARIADNA sem as genitálias masculinas


As primeiras manifestações do transexualismo geralmente se iniciam durante a infância. Afirmação insistente do desejo de ser do outro sexo, preferência por roupas, atividades esportivas e de lazer próprias do outro sexo. Quando tais preferências são repetitivas, os pais deverão encaminhar a criança a um profissional de saúde mental, para acompanhamento. É importante ressaltar que o diagnóstico definitivo de transexualismo não deve ser feito nunca antes do início da puberdade. A razão é que mais de 50% de crianças, com este tipo de comportamento, pode modificar-se por ocasião da puberdade. Assim, mais da metade dos adolescentes volta a ser reintegrado a seu sexo original.

O endocrinologista deve ter contato com o paciente antes de sinais puberais surgirem. Ele espera que as primeiras modificações induzidas pelos hormônios sexuais apareçam. Tão logo as mamas comecem a se desenvolver, ou os testículos aumentarem de tamanho e se o desejo de mudança sexual persistir, ele deve intervir. Esta primeira intervenção, consiste e impedir que a puberdade prossiga, para evitar que as modificações corporais por ela induzidas aconteçam: aumento das mamas, do pênis, pêlos, voz, etc.

Caso este bloqueio não seja realizado, dificultará ainda mais a futura adaptação ao novo sexo. Esta intervenção deverá permanecer por longo período, como medida isolada. A etapa seguinte dever ser a de experiência real. O adolescente assumirá o comportamento do novo sexo em todas as suas atividades (roupas, comportamento), por um período de um ano. Caso o desejo de mudança persista, ao lado do bloqueio dos hormônios do sexo de nascimento, se iniciará a reposição dos hormônios do sexo desejado em torno dos 16 anos de idade. As doses devem ser idênticas às da reposição que se faz, naqueles doentes que têm déficit de hormônios sexuais.

Os casos descritos de complicações mais graves (câncer de mama), geralmente são aqueles decorrentes de automedicação por parte do transexual, quando doses exageradas de hormônio são utilizadas. O tratamento cirúrgico, quando desejado, só deverá ser feito pelo menos dois anos após início do tratamento hormonal. Além da correção das características indesejáveis do sexo original (mamas, pênis, pomo de adão, tonalidade da voz, etc.), obrigatoriamente tem que contemplar a retirada das gônadas (ovários ou testículos).

Um outro problema é a cirurgia para criação da nova genitália. Muito mais simples e menos onerosa, nos casos de transformação do homem para a mulher, do que o contrário.

Confira vídeo Travestis e transexuais, direito ao nome social



Fontes: http://www.ciudadaniasx.org/boletin-10-octubre-2010/boletines-anteriores/boletin-04-diciembre-2008/articulos-y-entrevistas-63/travestis-prostituicao-politica-e.html

Texto de Dr. Ney Cavalcanti, sobre transexualismo e medicina.

Texto de Neto Lucon é jornalista e autor do livro "Por um lugar ao Sol", que será lançado brevemente, sobre transexualismo.


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domingo, 12 de dezembro de 2010

RECOMEÇAR


Há pessoas que nascem com a bunda virada pra lua e conseguem ou atingem todos os seus objetivos, com muita facilidade, sem ter que fazer muitos sacrifícios ou despender muitos esforços. Tudo chega praticamente de mãos beijadas. Não foi o meu caso, felizmente ou infelizmente, não sei.

Perdi o meu pai no final da adolescência e desde então passei a trabalhar para me manter, pagar meus estudos e tudo o que sonhasse ou precisasse. Nada me veio com facilidade e sempre precisei batalhar muito para superar todos os obstáculos (que sempre foram muitos).

E, até hoje, já na maturidade, ainda venho lutando diariamente para sobreviver bem, para continuar crescendo como homem e ser humano.

Já sofri muitas quedas e revezes, mas continuo sempre recomeçando e tentando novos caminhos e, graças a Deus, sem perder o meu animo e a minha esperança de um dia finalmente ser e ter tudo aquilo que sempre sonhei.

Não tenho sonhos ambiciosos de riqueza, mas de conforto e tranqüilidade, que é mais do que suficiente para viver até o final dos meus dias. Porém, tenho certeza que todas as experiências, todos os sucessos e todos os fracassos que venho passando, continuam servindo para o meu desenvolvimento pessoal, além de ter me tornado um homem de caráter, que busca incessantemente o aprimoramento.

Às vezes, nos indagamos: por que recomeçar? E o que é recomeçar? Quantos de nossos dias são vividos com a esperança de que o amanhã será melhor? A vida, na sua rotina dia-noite-dia, é um eterno reinício, um eterno recomeçar.

A cada instante há um recomeço na vida, um recomeço da confiança, de fé, em dias de alegria e realização.

Na repetição de dias e noites, pode-se encontrar a significância do recomeço. Se erramos hoje, por que não buscar o acerto no amanhã? Se ofendemos ontem, por que não pedir desculpas hoje?

Quase sempre, na corrida vida de todos nós, o tempo para reflexão tem sido adiado. Buscamos realizar tarefas e mais tarefas, sem uma estação ocasional para meditar sobre o reinício, sobre um reinício.

O reinício diário, um recomeço diário. O começo do recomeço na manhã. O recomeço da vida no clarear do dia, o recomeço da vida no Sol que se põe.

A simplicidade do existir… nela está a razão para recomeçar.

Esquecer o que se passou há anos, há meses, há dias, há horas, há instantes. Por que e para que lembrar, relembrar o que perturbou a paz, o que infamou a alegria?

Os que de nós não enxergam, na rotina da vida, um recomeço, não vêem as auroras que brilham e brilharão.

Para eles, a vida não é mais que uma contagem de calendário – dias, meses, anos.

Para eles, o pôr-do-sol não revela o principiar da noite que, bela, lenta e calma, oferece o charme das estrelas, a cumplicidade da lua com o encanto do céu, seduz o sono, reconstrói a esperança, suaviza a dor.

A vida não é um acaso. O reinício não é uma circunstância.

Felicidade não é um estado de espírito. Crer não é casual. Viver é recomeçar… todos os dias, pelo alvorecer da nossa compreensão, pela confiança do nosso entardecer, pela infância da brandura que todo ser humano deve ter no coração.

Recomeçar é acreditar que a vida se renova… nos nossos pensamentos e, sobretudo, nas nossas atitudes, no fazer e refazer de nossa conduta. É preciso agir, pois, não se pode, de si para si, pensar que a oportunidade de recomeçar é inexaurível, pois, a cada dia, vidas se iniciam e se findam.

Um dia… um certo dia, talvez já não se possa, nesta vida, recomeçar.

Não deixemos que o tempo passe e, com ele, a ocasião de recomeçar… um dia que podemos encher de felicidade.

Recomeçar… de um ponto… de um lugar. Recomeçar com um gesto, com uma palavra, com um abraço… O sucesso nessa empreitada depende de nós.

Confira vídeo de Paula Toller: Eu tou tentando...



Estar tentando é estar em um processo, é ser humilde para dizer que ainda não chegou ao fim, é ser esperançoso, também porque o fim ainda não chegou.

Estar tentando é estar mobilizado, geralmente com alguém mais que partilha o mesmo ideal, a mesma causa, o mesmo sonho. Estar tentando é estar engajado, é não ter desistido, é estar no processo de encontrar soluções.

Estar tentando é respirar. Toda respiração é uma tentativa de ser manter vivo. Estar tentando é estar vivo. Estar tentando é andar rumo ao desconhecido, ou ao velho conhecido, é ter um foco e não desprezá-lo por nada, é dar valor ao que se sente, ao que se tem (ou quase tem) e ao que se quer, pela perseverança com que se luta. Estar tentando, acima de tudo, é ter uma idéia boa na cabeça, uma crença no possível ou impossível, é não se intimidar com o som de um ‘não’, é não desligar a televisão e achar que tudo já acabou.

Estar tentando é acordar cedo disposto a refazer os métodos, descobrir caminhos, recontar segredos e negociar com o ar que se respira. Estar tentando é escolher com delicadeza um caminho entre muitos, é saber que há sempre caminhos, entre muitos, a ser escolhidos.

Estar tentando é abrir os olhos e fechá-los na hora certa, num gesto de aceitação, mas não de alienação. Estar tentando é trabalhar, é lutar contra nós mesmos, é perguntar sempre o que o amor faria naquele momento. Estar tentando é escrever um blog todos os dias, negando-se a acreditar que novas idéias não mais virão, é estar disposto a mais uma vez respirar e ouvir, é tirar a nuvem dos olhos e tentar ver uma situação angustiante por outro prisma. Estar tentando é fazer as pazes com os dias de luz suave e com nossos sonhos.

Eu tou tentando. E você?

FONTE: TEXTO “ESTAR TENTANDO” - AUTOR: LEO COSTA HTTP://EVOLUIREFLUIR.BLOGSPOT.COM/2005/07/TENTANDO-SER-FELIZ-E-TE-FAZER-FELIZ.HTML

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sábado, 11 de dezembro de 2010

A CULPA, SEGUNDO A TERAPIA DE VIDAS PASSADAS

O Dr. DAVIDSON LEMELA é nosso velho conhecido neste blog, já tendo sido objeto de algumas interessantes postagens. Apesar de ser meu primo, posso afirmar com bastante imparcialidade que é atualmente um dos maiores especialistas de “terapia de vidas passadas”, já tendo lançado alguns best sellers sobre o assunto, que elucida com muita profundidade.

Davidson Lemela nasceu em 1953 na cidade de Santos, estado de São Paulo, formou-se em psicologia, na Universidade Católica desta cidade e posgraduou-se em Terapia de Vida Passada pela SBTVP, onde exerce atualmente o cargo de diretor cientifico. Espirita há mais de 30 anos, tornou-se um dos estudiosos das obras de Kardec, bem como, de outros autores que complementam a Doutrina. Como supervisor de cursos de formação na Sbtvp, promove palestras e organiza Workshops, tanto com abordagem espirita, como dentro de temas ligados à Terapia de Vidas Passadas.

Atualmente atende também em consultório como psicoterapeuta em TVP.

Confira vídeo c/estrevista à TV Santa Cecília sobre A CULPA, segundo TVP (Parte 1)



O sentimento de culpa é o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo. A base deste sentimento, do ponto de vista psicanalítico, é a frustração causada pela distância entre o que não fomos e a imagem criada pelo superego daquilo que achamos que deveríamos ter sido.

Há também outra definição para "sentimento de culpa", quando se viola a consciência moral pessoal (ou seja, quando pecamos e erramos), surge o sentimento de culpa.

Para a Psicologia Humanista-existencial, especialmente a da linha rogeriana, a culpa é um sentimento como outro qualquer e que pode ser "trabalhado" terapeuticamente ao se abordar este sentimento com aquele que sofre. Para esta linha de Psicologia, um sentimento como esse, quando chega a ser considerado um obstáculo por aquele que o sente, é resultado de um inadequado crescimento pessoal mas não é considerado uma psicopatologia. Para os rogerianos, todas as pessoas têm uma tendência a atualização que se dirige para a plena auto-realização; sendo assim, o sentimento de culpa pode ser apenas limitação momentânea no processo de auto-realização.

É bastante concebível que tampouco o sentimento de culpa produzido pela civilização seja percebido como tal, e em grande parte permaneça inconsciente, ou apareça como uma espécie de mal-estar, uma insatisfação, para a qual as pessoas buscam outras motivações. As religiões, pelo menos, nunca desprezaram o papel desempenhado na civilização pelo sentimento de culpa.

O sentimento de culpa, a severidade do superego, é, portanto, o mesmo que a severidade da consciência. É a percepção que o ego tem de estar sendo vigiado dessa maneira, a avaliação da tensão entre os seus próprios esforços e as exigências do superego. É o ponto-chave do texto "Mal estar na civilização" de Sigmund Freud.

Confira vídeo c/estrevista à TV Santa Cecília sobre A CULPA, segundo TVP (Parte 2)



Sentimento de Culpa, segundo o Espiritismo (Emmanuel)

Quando fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.

E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abscesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.

A feição do imã, que possui campo magnético específico, toda criatura traz consigo o halo ou aura de forças criativas ou destrutivas que lhe marca a índole, no feixe de raios invisíveis que arroja de si mesma.

É por esse halo que estabelecemos as nossas ligações de natureza invisível nos domínios da afinidade.

Operando a onda mental em regime de circuito, por ela incorporamos, quando moralmente desalentados, os princípios corrosivos que emanam de todas as inteligências, encarnadas ou desencarnadas, que se entrosem conosco no âmbito de nossa atividade e influência.

Projetando as energias dilacerantes de nosso próprio desgosto, ante a culpa que adquirimos, quase sempre somos subitamente visitados por silenciosa argumentação interior que nos converte o pesar, inicialmente alimentado contra nós mesmos, em mágoa e irritação contra os outros.

É que os reflexos de nossa defecção, a torvelinharem junto de nós, assimilam, de imediato, as indisposições alheias, carregando para a acústica de nossa alma todas as mensagens inarticuladas de revolta e desânimo, angústia e desespero que vagueiam na atmosfera psíquica em que respiramos, metamorfoseados-nos em autênticos rebelados sociais, famintos de insulamento ou escândalo, nos quais possamos dar pasto à imaginação virulada pelas mórbidas sensações de nossas próprias culpas.

É nesse estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando corpo e alma nas teias da enfermidade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica.

A noção de culpa, com todo o séquito das perturbações que lhe são conseqüentes, agirá com os seus reflexos incessantes sobre a região do corpo ou da alma que corresponda ao tema do remorso de que sejamos portadores.

Toda deserção do dever a cumprir traz consigo o arrependimento que, alentado no espírito, se faz acompanhar de resultantes atrozes, exigindo por vezes, demoradas existências de reaprendizado e restauração.

Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações.

É por essa razão que Jesus, não apenas como Mestre Divino mas também como Sábio Médico, nos aconselhou a reconciliação com os nossos adversários, enquanto nos achamos a caminho com eles, nos ensinado a encontrar a verdadeira felicidade sobre o alicerce do amor puro e do perdão sem limites.

Extraído do Livro: Pensamento e Vida - Francisco Cândido Xavier.

Confira vídeo c/ estrevista à TV Santa Cecília sobre A CULPA, segundo TVP (Parte 3)



Leia, de Davidson Lemela, os livros:

O disfarce da memória (Editora Conhecimento)
A escolha do amor (Editora Conhecimento)


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domingo, 10 de outubro de 2010

JOSÉ LUIZ TEJON, UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

Foi em 1972 que conheci o santista JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO, quando fazíamos teatro amador na cidade de Santos e éramos do mesmo grupo que na época vivia o seu apogeu, apresentando grandes espetáculos, competindo e vencendo em diversos festivais de todo o Brasil. Ele era o compositor do grupo e compunha lindas canções para as nossas peças, sendo que me lembro de algumas até hoje. Ele havia sofrido um acidente na infância e tinha o seu rosto desfigurado pelas queimaduras, no entanto, tinha uma postura tão natural, que ninguém do grupo o enxergava como alguém diferente ou anormal. Eu mesmo, jamais tive a curiosidade de saber como havia ficado com aquelas queimaduras porque rapidamente se tornaram invisíveis ao encará-lo, já que o seu encanto interior transcendia e assim, só acabei tomei conhecimento da história quando ele se tornou famoso e li o seu livro “O vôo do Cisne”.


Em 1973, sai do grupo e nossas vidas tomaram rumos diferentes, perdemos o contato totalmente e só em 2002, depois que vi e comprei numa livraria seu primeiro livro, pois o reconheci, comecei a acompanhar a sua trajetória de sucesso e superação, tendo se tornado um profissional reconhecido na sua área, grande escritor e considerado um dos maiores palestrantes do Brasil na atualidade. É sempre com grande alegria e emoção que vejo as suas entrevistas na TV em alguns programas de destaque.


Confira vídeo de apresentação do palestrante e escritor JOSÉ LUIZ TEJON



Sua história:

JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO, nasceu na cidade de Santos em 1952, foi adotado no seu primeiro ano de vida por imigrantes europeus e aos quatro anos foi vitima do acidente que o desfigurou, quando sua mãe derretia um resto da cera em uma lata, para aproveitamento. A lata pegou fogo... uma chama alta... Para não queimar a casa, ela arremessou a lata para o quintal... Nesse momento ele vinha correndo em direção à cozinha. Então, houve o choque do seu rosto com o líquido fervente da cera derretida com gasolina... Quem salvou sua vida foi uma vizinha, uma professora de violão, que viu o acidente do quintal dela, pulou o muro com uma manta molhada e conseguiu extinguir o fogo. Sua mãe adotiva, desesperada, se queimava nos braços e não conseguia apagar o fogo.

Depois da tragédia, fez uma centena de cirurgias plásticas durante 12 anos, passando a viver “semi-internado” na Santa Casa de Santos, onde, inclusive, iniciou seus estudos na escola que o hospital mantinha para atender crianças “excepcionais”.

Criado com muito amor pelos seus pais adotivos, jamais foi protegido como alguém diferente ou vitima e essa postura o ajudou a enfrentar e superar os desafios surgidos no seu crescimento, adolescência e juventude. Tendo vivido todas as fases dessa época com grande coragem e resignação.

Aos 17 anos cansou-se de tantas e penosas cirurgias e resolveu enfrentar a sua vida com a cara que tinha. Logo se tornou compositor, vencendo muitos festivais na época, inclusive o premio Governador do Estado, com “A Balada de Manhattan”, no grupo de teatro que participamos.

Confira vídeo da TV Record, Programa Hoje em Dia, entrevistando JOSÉ LUIZ TEJON




Atualmente é Professor de pós-graduação da ESPM e FGV/SP. Jornalista, publicitário, escritor . Diretor geral da OESP Mídia, empresa do Grupo O Estado de S Paulo. Presidente do conselho da Associação Brasileira de Listas (ABL). É fundador e membro do conselho efetivo da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) e conselheiro do Pensa (FEA/USP). Mestre em educação, arte e cultura pela Universidade Mackenzie. Tem especializações em negócios e liderança na Harvard Business School, Universidade Pace, MIT (EUA) e no INSEAD (França). Articulista do Jornal da Tarde e é autor de quatro livros de marketing e vendas, além de “O Vôo do Cisne”, “O Beijo na Realidade” e “Realidade e Liderança para Fazer Acontecer” (Editora Gente).

Sua primeira esposa foi uma companheira do nosso grupo de teatro, também muito querida e chamada Cristina, com quem teve três filhos. Depois se separaram e hoje é casado novamente e teve mais um filho. Ao todo tem três filhas mulheres e apenas um homem.

Seu grande amigo de infância, também santista e famoso escritor de livros e palestrante, ROBERTO SHINYASHIKI, o convenceu a trilhar o mesmo caminho e hoje, a despeito da sua aparência, tornou-se um dos melhores do Brasil, eleito pelo 9º Prêmio Top of Mind de Profissionais de Recursos Humanos. Aquele garoto que não tinha coragem para sair na rua, que tinha vergonha de falar com as pessoas, que jamais fazia perguntas em público para não ser visto e, hoje, olha para uma multidão de milhares de pessoas e faz palestras é, de fato, uma tremenda superação.

Com todas essas atividades de sucesso, ainda consegue participar da Banda Dinossauro Rock Band, que se apresenta uma vez por mês no "Dinossauros Rock Bar", um Pub de Rock, na Rua dos Pinheiros, 518 em São Paulo.

Faz também comentários na Rede Transamérica de Rádio, com Irineu Toledo, no Transnotícias – segundas, quartas e sextas, em torno das 7h da manhã. E na Rádio Mundial de São Paulo, às terças-feiras, 10h da manhã, ao lado do Roberto Shinyashiki.

Enfim, é um sujeito maravilhoso, como existem poucos no mundo. Tenho muito orgulho de tê-lo conhecido e sido seu amigo no passado. Hoje acompanho a sua trajetória de sucesso com muito carinho, torcendo que o seu exemplo sirva para todos aqueles que não conseguem encarar seus problemas da mesma forma.

Confira vídeo da TV Gazeta – Programa de Ronnie Von com o escritor JOSÉ LUIZ TEJON, maestro João Carlos Martins e outros convidados



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31/07/10 - João Carlos Martins, uma lição de superação


Fontes: http://www.velhosamigos.com.br/Foco/tejon.html

http://recantodasletras.uol.com.br/contos/2305930

sábado, 31 de julho de 2010

JOÃO CARLOS MARTINS, UMA LIÇÃO DE SUPERAÇÃO

JOÃO CARLOS GANDRA DA SILVA MARTINS nasceu em São Paulo no ano de 1940. é um ex-pianista e maestro brasileiro. É também avaliado como um grande especialista e intérprete da música de Johann Sebastian Bach.

João Carlos começou seus estudos ainda menino, no dia em que seu pai comprou um piano, com a professora Aida de Vuono. Aos oito anos, seu pai o inscreveu em um concurso para executar obras de Bach e ele venceu seu primeiro de tantos outros que estavam por vir. Começou a estudar no Liceu Pasteur e, com 11 anos, já estudava piano por seis horas diárias. Teve, no Liceu, aula com o maior professor de piano da época -- um russo radicado no Brasil, chamado José Kliass. Sempre buscou a perfeição para se tornar um verdadeiro intérprete. Venceu o concurso da Sociedade Brito de São Petersburgo. Seus primeiros concertos trouxeram a atenção de toda a crítica musical mundial. Foi escolhido no Festival Casals, dentre inúmeros candidatos das três Américas para dar o Recital Prêmio em Washington. Aos vinte anos estreou no Carnegie Hall, patrocinado por Eleanor Roosevelt. Tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Foi ele quem inaugurou o Glenn Gould Memorial em Toronto.

Um amor tão grande pela música, uma dedicação tão intensa e meritória de admiração e respeito. João Carlos Martins viu-se por diversas vezes privado de seu contato com o piano, quando teve um nervo rompido e perdeu o movimento da mão direita em um acidente em um jogo de futebol em Nova Iorque.

Com vários tratamentos, recuperou parte dos movimentos da mão, mas com o correr dos anos desenvolveu a doença chamada LER, que ocorre devido a movimentos repetitivos e causa o estressamento de nervos. Novamente teve que parar de tocar, e dessa vez acreditou seria para sempre. Vendeu todos seus pianos e tornou-se treinador de boxe, querendo estar o mais longe possível do que sua carreira significava como músico.

Mas sua incontrolável paixão o fez retornar, e realizou grandes concertos, comprou novos instrumentos e tentou utilizar o movimento de suas mãos criando um estilo único de tocar e aproveitar ao máximo a beleza das peças clássicas. Utilizou-se da mão esquerda para suas peças e obteve extremo sucesso com esta atitude.

Ao realizar um concerto em Sofia na Bulgária, sofreu um ataque em um assalto, e um golpe na cabeça lhe fez perder parte do movimento de mãos novamente. E ao se esforçar, sofria dores intensas em suas mãos, principalmente na esquerda. Novamente pensou que nunca mais voltaria a tocar. João perdeu anos de sua carreira em tratamentos, treinamentos e encontrou novamente uma nova maneira de tocar, utilizando os dedos que podia em cada mão, mas dia a dia podia tocar menos e menos com o estilo e maestria de antigamente.

Essa paixão de João Carlos pela música inspirou um documentário franco-alemão chamado Martins Passion, vencedor de quatro festivais internacionais -- FIPA DÓR 2004; BANFF ROCKIE AWARD 2004; CENTAURO com o melhor documentário de longa-metragem, S. Petersburgo; BEST DOCUMENTARY AWARD, Pocono Mountains Film Festival, USA.O documentário franco-alemão sobre a sua vida - "Paixão segundo Martins" - já foi visto por mais de um milhão e meio de pessoas na Europa. Também já foi exibido em algumas oportunidades na TV aberta no Brasil, no caso a TV Cultura.

“Eu estava sem rumo, em 2003, já sabendo que não poderia mais tocar nem com a mão esquerda. Sonhei então, que estava tocando piano, com o Eleazar de Carvalho, que me dizia: - vem para cá, que eu vou te ensinar a reger.” - palavras de João Carlos em uma entrevista.

Em maio de 2004, esteve em Londres regendo a English Chamber Orchestra, uma das maiores orquestras de câmara do mundo, numa gravação dos seis Concertos Branndenburguenses de Johann Sebastian Bach e, já em dezembro, realizou a gravação das Quatro Suites Orquestrais de Bach com a Bachiana Chamber Orchestra. Os dois primeiros CDs já foram lançados (lançamento internacional).

Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras dos concertos, João Carlos faz um trabalho minucioso de memorizar nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música.

João Carlos realiza,também, na Faculdade de Música da FAAM, um programa de introdução à música com jovens carentes.

A atuação de resgatar a música para as pessoas que conhecem ou ainda nunca tiveram contato com ela faz parte deste "momento mágico" em que vive o maestro João Carlos Martins. Trabalha diariamente com pessoas de todas as camadas por querer mostrar que realmente "A música venceu!". E consegue.

Confira video contando a vida de João Carlos Martins.




Em fevereiro de 2004 o crítico inglês descreve na International Piano Magazine um episódio pitoresco que aconteceu na vida de João Carlos Martins, quando após um recital no Carnegie Hall, no final dos anos 60, recebeu uma recomendação de Salvador Dalí: "Diga a todos que você é o maior intérprete de Bach, algum dia vão acreditar. Faz muitos anos que digo ser o maior pintor do mundo e já há gente que acredita". O crítico termina dizendo que João Carlos Martins não teve que esperar tanto tempo.

No carnaval 2011, será homenageado pela escola de samba Vai-Vai, com o enredo A música venceu.

Recentemente, a TV Cultura exibiu o Roda Vida ao vivo com o Maestro, o qual entre tantas partes emocionantes, também utilizou um piano digital para algumas demonstrações.

Em 14 de maio de 2010, após último capítulo da novela Viver a Vida na Rede Globo, é apresentado o depoimento emocionante de João Carlos Martins. O depoimento ganhou grande destaque na internet, principalmente no site de relacionamento Twitter. "Viver a Vida teve um 'gran finale'. João Carlos Martins fechou a novela com chave de ouro. Mostrou mesmo o que é superação", diz um dos comentários.

É torcedor fanático da Associação Portuguesa de Desportos, tendo tocado o hino nacional brasileiro no último jogo da temporada de 2007 no estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte lotado, fato considerado por muitos o momento mais emocionante do Campeonato Brasileiro da Série B de 2007.

Fonte: Wikipédia (texto integral)

sábado, 3 de julho de 2010

FILME "FLOR DO DESERTO" MOSTRA HISTÓRIA REAL DE MODELO SOMALI

Todos os anos, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), por volta de 3 milhões de meninas são vítimas de mutilação genital. A modelo somali WARIS DIRIE foi uma delas. No apogeu de sua carreira, ela chocou a opinião pública com a revelação de que fora circuncidada quando menina.

Desde que Dirie quebrou o tabu do silêncio, ela escreveu vários livros sobre sua vida, iniciando uma luta contra a circuncisão feminina. O livro “ Flor do Deserto” já vendeu mais de 11 milhões de cópias e sua filmagem representou a Alemanha no último Festival de Cinema de Veneza.


Confira vídeo em inglês sobre a excepcional história de Waris Dirie
- a partir de uma vida nômade na Somália para uma carreira como uma supermodelo -, mas sua mensagem é universal. "Flor do Deserto", o filme baseado em sua autobiografia, é um protesto poderoso contra a mutilação genital feminina, uma prática comum na África e em outras partes do mundo. Antes do Dia Internacional da Mulher, Dirie e atriz-modelo Liya Kebede falaram a AFPTV.



Dirie foi uma dos 12 filhos de uma família nômade da Somália. Aos 13 anos escapou de ser vendida como esposa para um homem de 60 anos, por cinco camelos. Após fugir para Mogadíscio, seguiu para Londres, acompanhando seu tio diplomata.

Como autodidata, ela aprendeu a ler e a escrever. Ao ser descoberta por um fotógrafo para uma campanha da cadeia McDonald's, cinco anos mais tarde, Dirie ganhou fama mundial.

Na película, a vida da pequena pastora de ovelhas no seio da família nômade somali-muçulmana aparece primeiramente como um paraíso romântico africano. Após um salto de muitos anos no tempo, ela é mostrada perambulando sem-teto pelas ruas de Londres, trabalhando como faxineira até ser descoberta por um fotógrafo famoso.

Cenas de sua meteórica carreira de modelo são alternadas com flashbacks de seu passado traumático e sangrento. Hormann afirmou que o que lhe interessou na história de Dirie foi o fato de "não ser uma vítima". "Ela está atuante até hoje", observa a diretora.

COMO OCORRE A MUTILAÇÃO:

As histórias são parecidas: sem aviso, as meninas são levadas pelas mães a um local ermo, onde encontram uma espécie de parteira que as espera com uma navalha. Sem qualquer anestesia ou assepsia, a mulher abre as pernas das garotas - muitas vezes, crianças de menos de dez anos - e corta a região genital, num procedimento que varia da retirada do clitóris ao corte dos grandes lábios e à infibulação (fechamento parcial do orifício genital).

Com Waris Dirie não foi diferente. "Desmaiei muitas vezes. É impossível descrever a dor que se sente", disse em entrevista a hoje modelo e ativista contra a mutilação genital feminina.

"É uma vergonha que uma tortura bárbara, cruel e inútil continue a existir no século XXI". Dirie diz que sempre sentiu que aquilo não estava certo e quando se tornou uma 'supermodelo' pode começar a luta contra a prática. Aos 45 anos, ela é fundadora de uma organização que leva seu nome e embaixadora da ONU contra a mutilação feminina.

Ela mora com a família em uma casa alugada na Etiópia e disse que está tentando convencer a cunhada a não circuncisar as filhas. "Estou confrontando a mutilação na minha própria família. Meu irmão tem seis meninas, todas menores de idade e que vivem no deserto. Minha cunhada quer mutilá-las. Por causa disso eu estou tentando trazer as meninas para um lugar seguro. Isso tira meu sono todas as noites."

A MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA (sigla MGF), termo que descreve esse ato com maior exatidão, é vulgarmente conhecida por excisão feminina ou Circuncisão Feminina. É uma pratica realizada em vários países principalmente da África, e da Ásia, que consiste na amputação do clitóris da mulher de modo a que esta não possa sentir prazer durante o ato sexual.

Embora acredita-se que esta prática seja muçulmana, em nada está fundamentada religiosamente, tendo em vista de que os hadices em que tentam conectar a prática ao Islão são fracos, sendo assim, esta prática não é adotada nos países onde a sharia é fortemente estudada.

Esta prática não tem nada em comum com a Circuncisão Masculina. Segundo essa tradição, pais bem intencionados providenciam a remoção do clítoris das suas filhas pré-adolescentes, e até mesmo dos lábios vaginais. Há uma outra forma de mutilação genital chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris.

A circuncisão feminina é um termo que se associa a um determinado número de práticas incidentes sobre os genitais femininos e que têm uma origem de ordem cultural e não de ordem medicinal. É uma prática muito frequente em certas partes da África e é praticada também na Península Arábica e em zonas da Ásia. A prática da circuncisão feminina é rejeitada pela civilização ocidental. É considerada uma forma inaceitável e ilegal da modificação do corpo infligida àqueles que são demasiado novos ou inconscientes para tomar uma escolha informada. É também chamada de mutilação genital feminina. A circuncisão feminina elimina o prazer sexual da mulher. A sua prática acarreta sérios riscos de saúde para a mulher, e é muito dolorosa, por vezes de forma permanente.

No primeiro mundo a circuncisão feminina é praticada por médicos, que trabalham com anestesia. Ela foi mais aplicada no século 19, em especial até os anos 1960 nos EUA e outros países, principalmente para podar clitóris ou lábios grandes. Achava-se que os órgãos grandes e muitas vezes saindo dos lábios maiores são muito feios e que tais meninas teriam uma maior tendência para tornarem-se prostitutas.


Confira excelente vídeo da ADDHUPelo fim da mutilação genital feminina



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02/07/10 - Crueldade com animais: cavalo queimado vivo
08/06/10 - O massacre de golfinhos no mar do Japão
25/10/10 - Os desvios da ajuda humanitária à África


Saiba mais:

www.waris-dirie-foundation.com
http://www.endfgm.eu/en
www.addhu.org

sábado, 12 de junho de 2010

NICK VUJICIC, UMA INSPIRAÇÃO VIVA DE SUPERAÇÃO

NICK VUJICIC, nasceu em Melbourne (Austrália) dia 04 de dezembro de 1982 e é um pregador, um palestrante motivacional, diretor de "Vida Sem Limão, uma organização para pessoas com deficiência.



Mantém regularmente palestras no mundo inteiro sobre a deficiência e a esperança.

O filho mais velho de uma família cristã sérvia, Nick Vujicic nasceu com uma doença rara: a tetramelia, sem os dois braços e sem pernas, mas com os seus pés pequenos, um dos quais tem dois dedos.

Inicialmente, os seus pais ficaram chocados com isso e a sua vida foi cheia de dificuldades. Não podia freqüentar a escola tradicional por causa da sua deficiência, como exige a lei australiana. Durante o seu tempo na escola, a lei foi alterada e Nick foi um dos primeiros alunos com deficiência a freqüentar uma escola normal. Ele aprendeu a escrever usando os dois dedos do seu "pé esquerdo” e um dispositivo especial que atribui a seu dedão do pé. Ele também aprendeu a usar um computador e a escrever usando o método "dedo do pé e o calcanhar" (como mostrado durante a sua fala), jogar bolas de tênis, atender ao telefone, usar máquinas de barbear e derramar um copo de água (também mostrado em seus discursos).

Atormentado pelo bullies da escola, Nick cresceu muito deprimido e aos oito anos começou a pensar em suicídio. Depois de implorar a Deus para que crescesse os seus braços e pernas, compreendeu que a sua condição poderia ser uma inspiração para muitas pessoas e começou a agradecer a Deus por estar vivo. Um ponto-chave da sua vida foi quando sua mãe lhe mostrou um artigo de jornal sobre um homem que vivia com grandes dificuldades devido à sua deficiência. Isso o fez perceber que não era o único a viver com grandes dificuldades, assim, com dezessete anos começou a falar com o seu grupo de oração e, finalmente, fundou a sua organização sem fins lucrativos: “A vida sem membros”.

Nick saiu da faculdade aos 21 anos com duas licenciaturas: Contabilidade e Promoção Financeira. Começou a viajar como um palestrante motivacional, enfocando o tema da juventude de hoje. Também realizou palestras para o setor empresarial, porque o seu objetivo era se tornar um palestrante internacional inspirador de cristãos e não cristãos. Regularmente viaja de cidade em cidade para falar às congregações cristãs, escolas, reuniões de empresas. Ele já deu palestras para mais de dois milhões de pessoas até agora, em doze países de quatro continentes. (África, Ásia, Austrália e América do Norte).



A partir dos 25 anos de idade tornou-se economicamente independente ao promover as suas palestras através de programas de TV como “The Oprah Winfrey Show” e de escrever livros. Seu primeiro livro lançado no final do ano passado chamou-se “SEM BRAÇOS, SEM PERNAS, SEM PREOCUPAÇÕES”.

Seu DVD, “UM OBJETIVO MAIOR DE VIDA”, está disponível e a maior parte foi filmada em 2005. Documenta a pequena parte de sua vida diária e como ele vive sem os membros. A segunda parte do DVD foi filmada na igreja de Brisbane, onde deu um dos seus primeiros discursos motivacionais profissional.

Seus discursos podem ser visualizados no Youtube. Atualmente vive na Califórnia.


Confira um dos vídeos do Youtube com as suas palestras





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terça-feira, 11 de maio de 2010

O QUE É TERAPIA DE VIDAS PASSADAS?
















A Terapia de vidas passadas é um processo que visa à identificação (conscientização) de situações traumáticas do passado, onde possuem elevadas cargas emocionais reprimidas que interferem e determinam o sofrimento, a queixa e os sintomas de hoje, do presente.

A regressão de memória é apenas uma das ferramentas utilizadas pela TVP. Sua ação terapêutica é fundamentada na possibilidade da eliminação da dor (física ou psicológica) através do entendimento dessa dor e da necessidade de reprogramação de vida do individuo.

O Diretor Cientifico da Sociedade Brasileira de Terapia de Vidas Passadas (SBTVP) Dr. Davidson Lemela, psicólogo com pós graduação em Terapia de Vidas Passadas, explica de maneira clara e muito bem fundamentada na entrevista abaixo este assunto, além de oferecer um excepcional livro intitulado ” O Disfarce da Memória” (Uma introdução à Terapia de Vida Passada), da Editora do Conhecimento (encontrado em toda boa livraria, especialmente na MARTINS FONTES em São Paulo).

Confira vídeo com entrevista abaixo (Parte 1/4)



Confira vídeo com entrevista abaixo (Parte 2/4)



Confira vídeo com entrevista abaixo (Parte ¾)



Confira vídeo com entrevista abaixo (Parte 4/4)