Alguns poderão não entender como me deixei abater até este ponto, não me permitindo pesquisar, escrever e postar temas que me interessam e que acredito possam realmente acrescentar algo aos meus leitores e amigos, pois para muitos meu LUTO deve ser apenas pela perda de “um simples animal de estimação” , mas acontece que eu o considerava como um filho, infelizmente.
Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos proprietários de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa. A morte de um animal de estimação significa a perda da fonte de um amor incondicional. Não há mais para o proprietário o objeto de carinho e proteção. Assim, o proprietário perde o contato com "o mundo natural." Esses sentimentos podem ser especialmente intensos nos idosos, solitários, ou casais sem filhos (para quem o animal é também um substituto da criança).
E após a morte do bichinho normalmente vem os sentimentos de culpa, tristeza, impotência e raiva. Geralmente a perda começa com um choque, quando tudo parece surreal, como um pesadelo.
Depois vem as dúvidas: “Por que agora?“ “ Por que o meu bebê?“.
Depois o sentimento de culpa : ..“devia ter feito mais“ , “devia ter ficado ao lado dele” , “ se eu soubesse que ele estava partindo teria feito assim e assado”, “ Por que não procurei outro veterinário ?”.
Depois bate a raiva : “O remédio (ou a falta dele) matou meu bebê “, “ Aquele veterinário não era competente“, “ Não devia ter seguido aquela orientação“.
Depois vem uma tristeza que parece não ter fim: tudo lembra o animalzinho e tudo o que lhe pertencia passa a virar relíquia : o paninho, a vasilha de comida e água, o brinquedo preferido, a coleira...e o cheirinho que ficou nos pertences do animal, são um alivio para o coração.
A tristeza é tão profunda que não dá vontade de fazer nada, as tarefas diárias viram um martírio, há alteração no sono e no apetite (pra mais ou pra menos). Um cansaço gigantesco toma conta do corpo e da mente...
Confira vídeo da TV Record no Hoje em Dia de 20 de maio de 2011: O repórter Marcos Penna acompanhou a história de um casal de idosos que teve o carro e a cadela roubados. No estúdio a participação do psicólogo e técnico em terapia assistida por animais Leonardo Curi e da criadora Celma Morais, que abordaram o apego e a tristeza da perda dos animais de estimação.
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AS FASES DO LUTO
Na verdade o processo do luto não é um objeto concreto que pode ser dividido em fases distintas. O luto é um processo contínuo, com cada pessoa vivenciando-o de uma forma diferente. Dividir o luto em "fases" ajuda a pessoa enlutada a entender que as seus sentimentos são normais. Algumas pessoas passam rápido por todas as fases, enquanto outras parecem ficar "presas" numa fase específica.
Rapidamente, as fases do luto são as seguintes:
1. CHOQUE E NEGAÇÃO
A realidade da morte ainda não foi aceita. Ele ou ela se sente atordoado e atônito - como se tudo aquilo fosse "irreal."
2. RAIVA
A pessoa enlutada frequentemente se volta contra a família, amigos, elas mesmas, Deus, o veterinário ou o mundo em geral. Vão aparecer também sentimentos de culpa ou medo nesse estágio.
3. BARGANHA
Nessa fase a pessoa pede por um trato ou uma recompensa de Deus, do veterinário ou do padre. Comentários do tipo "Eu vou à Igreja todo dia se o meu animal voltar para mim" são comuns.
4. DEPRESSÃO
A depressão ocorre como uma reação à mudança do modo de vida ocasionada pela perda. A pessoa enlutada se sente extremamente triste, desesperançada, inútil e cansada. Ele ou ela sente falta do animal e pensa nele constantemente.
5. ACEITAÇÃO
A aceitação acontece quando as mudanças que a perda trouxe para a pessoa se estabilizam em um novo estilo de vida.
A intensidade e a duração do processo de luto dependem de vários fatores. A idade do proprietário, circunstâncias referentes à morte, relacionamento do animal com o proprietário e com os outros membros da família são todos fatores importantes. Uma morte recente de uma pessoa importante na vida do proprietário também pode afetar como se lida com a morte do animal. Geralmente crianças se recuperam mais rápido , enquanto os idosos são os que mais demoram a se recuperar. Às vezes a morte de um animal de estimação vai permitir que o proprietário finalmente lamente a perda de uma pessoa cuja morte ainda não tivesse sido aceita.
FICANDO CURADO
Passado algum tempo, o processo de luto chega ao fim. Ainda assim há diversas coisas que o proprietário entristecido pode fazer para apressar esse processo:
1. Dê a si mesmo permissão para sofrer.
• só VOCÊ sabe o que o animal representava para você.
2. Organize um tributo ao seu animal.
• faz que a perda pareça real e ajuda a concretizar.
• permite que a pessoa expresse seus sentimentos e reflita.
• reforça o apoio social.
3. Descanse bastante, coma bem e faça exercícios.
4. Fique rodeado de pessoas que entendam o que você está passando.
• deixe que outros cuidem de você.
• se beneficie de grupos de apoio para pessoas que perderam seus animais.
5. Aprenda tudo o que puder sobre o processo do luto. - ajuda os proprietários a perceber que o que eles sentem é normal (como estou fazendo ao pesquisar para esta postagem).
6. Aceite os sentimentos que vêm com a dor.
• fale, escreva, cante ou desenhe.
7. Permita a você mesmo pequenos prazeres.
8. Seja paciente com você.
• NÃO deixe que ninguém diga o quanto o processo de luto deve durar.
9. Dê a si mesmo a permissão da recaída.
• isso VAI acabar e sua vida VAI ser normal de novo.
• a dor é como as ondas do oceano: no começo as ondas vêm rápidas e fortes, mas conforme o tempo passa, elas ficam menos intensas e mais esporádicas.
• não se surpreenda se feriados, cheiros, palavras ou sons provoquem uma recaída.
10. Não tenha medo de pedir ajuda.
• grupos de apoio para a perda de animais
• conselheiros emocionais.
11. Tenha certeza de consultar sua "Força Maior."
• religiosa ou espiritual.
CONCLUSÃO:
O luto é provavelmente a sensação mais confusa, frustrante e emocional que uma pessoa pode sentir. É ainda mais para proprietários de animais. A sociedade em geral não dá a essas pessoas "permissão" para demonstrar a sua dor abertamente. Dessa forma, os proprietários frequentemente se sentem isolados e sozinhos. Felizmente mais e mais recursos ficam disponíveis para ajudas essas pessoas a perceber que elas NÃO estão sozinhas e que o que elas sentem é completamente normal.
Confira vídeo do SBT: Adriana Roveroni - Fala comportamento (SBT Fala Cidade) - A perda do animal de estimação
Fonte:
Margaret Muns MV é a veterinária do site da Best Friends: http://www.bestfriends.org - No Members & Pets Forum
Links:
Paginas Espiritas : Os animais são nossos irmãos:
http://www.paginaespirita.com.br/os_animais_sao_nossos_irmaos.htm
Espirito : reencarnação animal
http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/rje0029.html
Budismo:
http://www.dharmanet.com.br/hsingyun/buddhismo.htm
Carta do chefe Seattle:
http://www.geocities.com/RainForest/Andes/8032/page16.html
Hinduismo:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI141909-EI312,00.html
http://www.sergiosakall.com.br/tudo/religiao_hinduismo.html
Se você gostou dessa postagem, acesse também:
06/06/11 – Solidão, estamos com fome de amor
10/04/11 – Por que escrever um blog?
12/12/10 – Recomeçar
30/07/10 – Os animais no plano espiritual
22/06/10 – A questão espiritual dos animais
13/06/10 - Ônix, meu cão labrador





















