segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A PERDA DE UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Peço desculpas aos meus leitores por não estar postando nada neste blog nas ultimas semanas, mas acredito que seja do conhecimento da maioria que estou de LUTO, pois perdi no dia 11 de janeiro meu cão labrador, chamado ÔNIX (tema de uma postagem neste blog em 13/06/10) e que me acompanhou nos últimos doze anos.

Alguns poderão não entender como me deixei abater até este ponto, não me permitindo pesquisar, escrever e postar temas que me interessam e que acredito possam realmente acrescentar algo aos meus leitores e amigos, pois para muitos meu LUTO deve ser apenas pela perda de “um simples animal de estimação” , mas acontece que eu o considerava como um filho, infelizmente.

Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos proprietários de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa. A morte de um animal de estimação significa a perda da fonte de um amor incondicional. Não há mais para o proprietário o objeto de carinho e proteção. Assim, o proprietário perde o contato com "o mundo natural." Esses sentimentos podem ser especialmente intensos nos idosos, solitários, ou casais sem filhos (para quem o animal é também um substituto da criança).

E após a morte do bichinho normalmente vem os sentimentos de culpa, tristeza, impotência e raiva. Geralmente a perda começa com um choque, quando tudo parece surreal, como um pesadelo.

Depois vem as dúvidas: “Por que agora?“ “ Por que o meu bebê?“.

Depois o sentimento de culpa : ..“devia ter feito mais“ , “devia ter ficado ao lado dele” , “ se eu soubesse que ele estava partindo teria feito assim e assado”, “ Por que não procurei outro veterinário ?”.

Depois bate a raiva : “O remédio (ou a falta dele) matou meu bebê “, “ Aquele veterinário não era competente“, “ Não devia ter seguido aquela orientação“.

Depois vem uma tristeza que parece não ter fim: tudo lembra o animalzinho e tudo o que lhe pertencia passa a virar relíquia : o paninho, a vasilha de comida e água, o brinquedo preferido, a coleira...e o cheirinho que ficou nos pertences do animal, são um alivio para o coração.

A tristeza é tão profunda que não dá vontade de fazer nada, as tarefas diárias viram um martírio, há alteração no sono e no apetite (pra mais ou pra menos). Um cansaço gigantesco toma conta do corpo e da mente...

Confira vídeo da TV Record no Hoje em Dia de 20 de maio de 2011: O repórter Marcos Penna acompanhou a história de um casal de idosos que teve o carro e a cadela roubados. No estúdio a participação do psicólogo e técnico em terapia assistida por animais Leonardo Curi e da criadora Celma Morais, que abordaram o apego e a tristeza da perda dos animais de estimação.


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AS FASES DO LUTO

Na verdade o processo do luto não é um objeto concreto que pode ser dividido em fases distintas. O luto é um processo contínuo, com cada pessoa vivenciando-o de uma forma diferente. Dividir o luto em "fases" ajuda a pessoa enlutada a entender que as seus sentimentos são normais. Algumas pessoas passam rápido por todas as fases, enquanto outras parecem ficar "presas" numa fase específica.

Rapidamente, as fases do luto são as seguintes:

1. CHOQUE E NEGAÇÃO
A realidade da morte ainda não foi aceita. Ele ou ela se sente atordoado e atônito - como se tudo aquilo fosse "irreal."

2. RAIVA
A pessoa enlutada frequentemente se volta contra a família, amigos, elas mesmas, Deus, o veterinário ou o mundo em geral. Vão aparecer também sentimentos de culpa ou medo nesse estágio.

3. BARGANHA
Nessa fase a pessoa pede por um trato ou uma recompensa de Deus, do veterinário ou do padre. Comentários do tipo "Eu vou à Igreja todo dia se o meu animal voltar para mim" são comuns.

4. DEPRESSÃO
A depressão ocorre como uma reação à mudança do modo de vida ocasionada pela perda. A pessoa enlutada se sente extremamente triste, desesperançada, inútil e cansada. Ele ou ela sente falta do animal e pensa nele constantemente.

5. ACEITAÇÃO
A aceitação acontece quando as mudanças que a perda trouxe para a pessoa se estabilizam em um novo estilo de vida.

A intensidade e a duração do processo de luto dependem de vários fatores. A idade do proprietário, circunstâncias referentes à morte, relacionamento do animal com o proprietário e com os outros membros da família são todos fatores importantes. Uma morte recente de uma pessoa importante na vida do proprietário também pode afetar como se lida com a morte do animal. Geralmente crianças se recuperam mais rápido , enquanto os idosos são os que mais demoram a se recuperar. Às vezes a morte de um animal de estimação vai permitir que o proprietário finalmente lamente a perda de uma pessoa cuja morte ainda não tivesse sido aceita.


FICANDO CURADO

Passado algum tempo, o processo de luto chega ao fim. Ainda assim há diversas coisas que o proprietário entristecido pode fazer para apressar esse processo:

1. Dê a si mesmo permissão para sofrer.
• só VOCÊ sabe o que o animal representava para você.

2. Organize um tributo ao seu animal.
• faz que a perda pareça real e ajuda a concretizar.
• permite que a pessoa expresse seus sentimentos e reflita.
• reforça o apoio social.

3. Descanse bastante, coma bem e faça exercícios.

4. Fique rodeado de pessoas que entendam o que você está passando.
• deixe que outros cuidem de você.
• se beneficie de grupos de apoio para pessoas que perderam seus animais.

5. Aprenda tudo o que puder sobre o processo do luto. - ajuda os proprietários a perceber que o que eles sentem é normal (como estou fazendo ao pesquisar para esta postagem).

6. Aceite os sentimentos que vêm com a dor.
• fale, escreva, cante ou desenhe.

7. Permita a você mesmo pequenos prazeres.

8. Seja paciente com você.
• NÃO deixe que ninguém diga o quanto o processo de luto deve durar.

9. Dê a si mesmo a permissão da recaída.
• isso VAI acabar e sua vida VAI ser normal de novo.
• a dor é como as ondas do oceano: no começo as ondas vêm rápidas e fortes, mas conforme o tempo passa, elas ficam menos intensas e mais esporádicas.
• não se surpreenda se feriados, cheiros, palavras ou sons provoquem uma recaída.

10. Não tenha medo de pedir ajuda.
• grupos de apoio para a perda de animais
• conselheiros emocionais.

11. Tenha certeza de consultar sua "Força Maior."
• religiosa ou espiritual.


CONCLUSÃO:

O luto é provavelmente a sensação mais confusa, frustrante e emocional que uma pessoa pode sentir. É ainda mais para proprietários de animais. A sociedade em geral não dá a essas pessoas "permissão" para demonstrar a sua dor abertamente. Dessa forma, os proprietários frequentemente se sentem isolados e sozinhos. Felizmente mais e mais recursos ficam disponíveis para ajudas essas pessoas a perceber que elas NÃO estão sozinhas e que o que elas sentem é completamente normal.

Confira vídeo do SBT: Adriana Roveroni - Fala comportamento (SBT Fala Cidade) - A perda do animal de estimação



Fonte:
Margaret Muns MV é a veterinária do site da Best Friends: http://www.bestfriends.org - No Members & Pets Forum

Links:

Paginas Espiritas : Os animais são nossos irmãos:
http://www.paginaespirita.com.br/os_animais_sao_nossos_irmaos.htm

Espirito : reencarnação animal
http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/rje0029.html

Budismo:
http://www.dharmanet.com.br/hsingyun/buddhismo.htm

Carta do chefe Seattle:
http://www.geocities.com/RainForest/Andes/8032/page16.html

Hinduismo:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI141909-EI312,00.html
http://www.sergiosakall.com.br/tudo/religiao_hinduismo.html

Se você gostou dessa postagem, acesse também:

06/06/11 – Solidão, estamos com fome de amor
10/04/11 – Por que escrever um blog?
12/12/10 – Recomeçar
30/07/10 – Os animais no plano espiritual
22/06/10 – A questão espiritual dos animais
13/06/10 - Ônix, meu cão labrador

10 comentários:

  1. OI BETO,
    EU SEI O QUE VOCE ESTA SENTINDO, NO DIA 8-8-2011 PERDI A MINHA QUERIDA CLARITA COM CANCER NO PULMÃO E DIA 19-10-2011 A MINHA QUERIDA LESSI COM 18 ANOS O PIOR DE TUDO E QUE TIVE QUE LEVAR AS DUAS PARA DORMIR.
    AINDA ESTOU MUITO TRISTE.
    BEIJOS
    WANDA

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  2. Beto, eu acredito que os animais são como seres humanos.Por ser kardecista, acredito q todos (sem exceção) viemos ao mundo para modificarmos coisas que fizemos em outras encarnações.Temos sim, que passar por coisas boas e ruins. Esse é o nosso aprendizado. Ônix terminou seu ciclo, cumpriu o que foi designado por Deus.E você, querido amigo, também. Juntos vocês viveram o que tinham para viver. Ônix, está feliz, em uma outra dimensão e sempre haverá amor entre vocês.

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  3. Olá Beto!
    Linda homenagem que você postou ao querido Ônix.
    Toda perda é muito dolorida, seja de qualquer natureza.Não devemos abreviar ou fingir não estarmos abalados com a perda por causa do julgameto dos outros. Devemos sim,deixar nosso pesar se manifestar, e é natural todo o processo do luto, o querer ficar sozinho, não ver ninguém, não conversar... As pessoas reagem diferentemente diante das situações. O que é menos grave, importante para uns, é muito grave ou importante para outros.Felizmente hoje em dia, os animais em geral, se tornaram companheiros de muitas pessoas e, por isso, há uma maior compreensão com a dor trazida pela perda dessas criaturas que Deus nos presenteou.O tempo, com sua sabedoria, vai aos poucos fazendo seu trabalho e nos trazendo conforto e paz.
    Onde Ônix está, com certeza, emana energias para você e à todos que tiveram íntimo contato com ele.
    Ele cumpriu a missão de lhe fazer companhia por doze anos e chegou sua hora de retornar às esferas superiores.Ficamos com a dor da partida, infelizmente. Que Deus lhe traga cada vez mais consolo.
    Ônix cumpriu brilhantemente sua missão e nunca será esquecido.
    Um abraço fraterno.
    Odete

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  4. Olá Beto!
    Que bela homenagem você postou para nosso querido Ônix.
    Não se preocupe com o que as pessoas vão dizer de ficar de luto por causa de animais. Hoje em dia, a maioria das pessoas têm animais para lhes fazerem companhia, ou simplesmente porque gostam.
    É um processo doloroso para quem passa por ele, também perdi meu querido Borregar de câncer nos ossos.Acompanhei seu sofrimento e eu chorava junto com ele, porque sentia muitas dores.
    Ônix teve um papel muito importante em sua vida, pelo tempo que foi destinado à ele passar com você. Cumpriu brilhantemente essa missão e foi para as esferas superiores, onde, com certeza, emana energias positivas para você e à todos que tiveram a felicidade de conviver mais intimamente com sua docilidade.
    É natural o querer se isolar, ficar sozinho, não querer ver ninguém...é um processo que somente o tempo, senhor das curas, poderá resolver.
    Quem poderá dizer por que ele se foi agora, neste momento, quando a gente o queria para ser eterno fisicamente? Há uma razão, só não a aceitamos porque amamos egoisticamente.Queremos ter o objeto do nosso amor sempre ao alcance de nossas mãos.
    Ele jamais será esquecido.
    Que Deus lhe de conforto e paz ao seu sofrido coração, meu amigo.
    Abraços.
    Odete.

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  5. Olá beto.
    Eu perdi a minha gatinha 10 dias atrás. O nome dela era lua,ela era meu bb. Até agora eu estou sofrendo com isso. Envenenaram ela. Quando eu cheguei da escola minha prima falou que ela tinha morrido mas não acreditei. Só acreditei quando vi ela morta. Foi horrível. Eu me sinto tão culpada porque eu podia ter saído cedo da escola e ter salvado ela. Mas também tenho raiva e quero justiça. Não tem um dia que eu não me lembre dela e não chore..espero que essa dor passe rápido Pq não aguento mais.

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  6. Oi, Caro Betinho.
    Ontem encontrei o Joca, meu dog meio vira-lessie duro no chão da garagem, após 13 anos de puro carinho e amor entre nós. Estou passando por sentimentos semelhantes de perda e luto. Eu o sepultei em meu pátio com uma mortalha branca. Entre um domingo de choros, plantei uma flor sobre o Joquinha querido. Não paro de enxergá-lo duro e vivo em meu pensar. MAT

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  7. Ola Beto,eu sei exatamente o que você esta sentindo,perdi minha July,com 1 ano de vida,uma sharpei linda,estava gravida no dia do parte nasceu 2 filhotes um morreu e outro viveu e os outros não conseguiram sair e ela veio a óbito,meu chão caiu, e o pior e que tinha que da atenção pro seu filho Julio que sobreviveu.ele esta com 3 meses e igualzinho a mãe dele,mas não consigo esquecer..amo demais.

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  8. Ei. Beto. Há sete dias atrás perdi minha linda Lilica. Foram 13 anos de muito amor. Como não tenho filhos ela era minha bebê, minha princesa. Eu e meu marido estamos em prantos. Não sabemos o que fazer? A casa e tudo tá tão vazio. Estou perdida, com um enorme buraco dentro de mim. Sei que fiz tudo por ela, mas estou me sentindo culpada. Quero esquecer, mas não consigo. Está muito difícil? Estou sem rumo...

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  9. Estou sofrendo muito, Beto. Meu amor por meu gato nem eu sabia que era tão profundo assim. Não sei nem se tenho mais vontade de ...sei lá. Acordo todas as noites pensando nele não consigo dormir, não consigo aceitar.Ele (Catarina) era um gatão simples e amigo, tinha quase 8 quilos, era forte, manso, delicado, tudo para ele estava sempre bom, sempre tranquilo, um verdadeiro irmão. Não sei como adivinhava quando eu ia chegar em casa, mas estava sempre me esperando. Quando eu estava deitada, cansada, ele vinha fazer massagem na minha barriga.Um dia, do nada, começou a engasgar e na "clinica" o submeteram a todo o tipo de exame invasivo e estúpido até que em 5 dias sem Ninguém ter conseguido me dizer o que ele teve, ele morreu. MORREU! Como assim?!

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  10. Beto sou solidária a você mesmo estando em 11.03.14. Perdi meu Luck, um poodle branco lindo, carinhoso ele era tudo para mim. Era meu filho amado. Cuidei dele a vida toda, sempre me preocupava com a saúde.Infelizmente ele teve a doença de Cushing(excesso de cortisona no organismo) que originou um tumor de 11 cm no fígado do lado direito e outro com 1,5 no lado esquerdo. As opções seriam operar com alto risco ou deixar que ele morresse em casa, pois o tumor iria estourar, seria um sofrimento. Eu optei por operar na esperança de salvá-lo ou se fosse um câncer de trata-lo. Infelizmente ele não resistiu a cirurgia e partiu em 30.01.14. Estou inconsolável. Por essa razão acabei achando seu Blog na tentativa de achar alguma coisa que me consolasse. Eu sempre amei cães. Só consegui ter meu Luck com 35 anos de idade, pois meus pais nunca permitiram. Meu namorado me deu ele de presente. Estou reconhecendo as fases do meu luto. Já senti todos esses sentimentos principalmente de raiva, de culpa, enfim. Seu labrador Ônix assim como meu Luck serão inesquecíveis. O amor que temos por eles nunca acabará. Tento seguir meu caminho, mas confesso não tem sido fácil. Uns dias estou bem e outros não. Nunca pensei que seria assim tão de repente e tão dolorido. Por cuidar tanto, zelar tanto não imaginava que o perderia assim tão cedo. Os poodles vivem muito, mas o meu viveu só 11 anos, 10 meses e 4 dias. Estava pleno. Saiu de casa, feliz, alegre imaginando que ia passear comigo. Me deu a última lambida no meu nariz. Ainda olho para tudo chocada, sem acreditar que ele se foi. Agora fazem 1 mês e 11 dias que ele partiu. Que dor no peito, que dor na alma. Mas...como você mesmo disse ele cumpriu a missão dele e eu a minha. Só me resta aceitar para que ele fique bem, para que ele siga em paz. Obrigado por dizer as palavras certas. Seu desabafo é o desabafo de todos que amam seus filhos. Fica com Deus! Ônix está lá do céu cuidando de você e te esperando para o grande dia do reencontro. Eu acredito nisso que um dia vou reencontrar meu Luck. O amor não morre com a morte. O amor é tão forte que atravessa fronteiras do infinito. Nós não vemos mas eles estão perto de nós. Abraço,

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