quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A FAMILIA BRASILEIRA E A HOMOSSEXUALIDADE



Em 2007 o Jornal Folha de São Paulo trouxe uma a pesquisa nacional do Datafolha, realizada em 211 municípios, que traçou um novo perfil da família brasileira. O resultado indica uma mudança nos hábitos, valores e opiniões no país desde 1998, quando a Folha realizou a primeira edição do mesmo levantamento. Segundo a pesquisa, 49% dos brasileiros são casados. Já o número médio de pessoas por casa é de 3,8, enquanto 2,7 é a quantidade média de filhos por família. Sobre a renda, 35% dos brasileiros ganham até dois salários mínimos, e outros 24% ganham entre dois e três salários mínimos.

Entre as principais mudanças detectadas pela pesquisa, entre os dois períodos, está a maior tolerância das famílias para aspectos como perda da virgindade, sexo no namoro e na casa dos pais, gravidez sem casamento e HOMOSSEXUALIDADE. Por outro lado, cresceu a rejeição à prática do aborto, o uso de drogas é condenado, e a fidelidade é mais valorizada que uma vida sexual satisfatória.

Confira vídeo da TV Globo – Profissão Repórter: Ser Gay na Família Brasileira 1/3




AS MUDANÇAS OCORRIDAS NA DÉCADA:

Está longe de ser um ''liberou geral''. Mas de 1998 a 2007 mudou bastante coisa nas atitudes dos brasileiros com relação à sexualidade, à moral e à família. A pesquisa do Datafolha feita naquele ano, que repete questões feitas quase dez anos atrás, apresenta sinais contraditórios. Diminui (muito) a rejeição ao HOMOSSEXUALISMO. Mas também aumenta a rejeição ao aborto. Cresce a importância atribuída à religião. Mas ver a filha solteira engravidar já não alarmaria tanta gente.

A aceitação ao homossexualismo parece estar, como dizem, ''bombando''. Leia-se a pergunta. ''Se você soubesse que um filho homem está namorando um homem, você consideraria um problema muito grave, mais ou menos grave, pouco grave ou não consideraria um problema?''

Em 1998, 77% dos entrevistados achavam que essa situação seria ''muito grave''. O índice caiu 20 pontos percentuais em nove anos: hoje, só 57% teriam essa reação. Se o ''problema'' ocorresse com uma filha, os níveis de tolerância não se alterariam significativamente: 55% dos entrevistados não achariam ''muito grave'' se ela namorasse outra garota.

Os dados surpreendem bastante, uma vez que num livro recém-publicado, A Cabeça do Brasileiro, de Alberto Carlos de Almeida (editora Record), o homossexualismo é objeto de forte rejeição. A pesquisa foi feita em 2002 e mostra que 89% da população afirma ser ''totalmente contra'' ou ''um pouco contra'' o sexo entre dois homens.

Confira vídeo da TV Globo – Profissão Repórter: Ser Gay na Família Brasileira 2/3



HOMOSSEXUALISMO E RAÇA

Cinco anos de intervalo entre uma pesquisa e outra não explicam tudo, e sem dúvida entramos aqui no labirinto das sutilezas metodológicas. É que a pergunta feita na pesquisa de Alberto Almeida é um bocado diferente. Em vez de imaginar a situação de um filho namorando outro homem, o questionário indaga diretamente se o entrevistado aprova ou rejeita ''o homossexualismo masculino'' em geral. Pode-se imaginar que ele condene a prática, pensando nas suas próprias preferências ou nas ''leis da natureza'', sem entretanto arrancar os cabelos se um filho a experimentasse.

Mesmo assim, o avanço é espantoso. Ainda mais quando só 3% da população consideram ''moralmente aceitável'' fazer um aborto, contra 87% que acham isso ''moralmente errado'', e 6% que, estranhamente, afirmam não ser essa ''uma questão moral''.

Os maiores sinais de liberalização e modernidade talvez apareçam, na verdade, quando determinadas ''questões'' simplesmente deixam de ser... ''questões''. De 1998 a 2007, subiu de 76% para incríveis 92% o índice de entrevistados que não considerariam um problema se o filho namorasse uma pessoa de outra cor. Com a filha, a toada muda um pouco: o índice baixa para 85%. Mesmo assim, eis uma questão em que a teoria faria bem em ser testada na prática.


Confira vídeo da TV Globo – Profissão Repórter: Ser Gay na Família Brasileira 3/3




DROGAS E HOMOSSEXUALISMO

- Entre os que ganham mais de 20 salários mínimos mensais, cai para 50% os que consideram muito grave fumar maconha
- No Norte/Centro-Oeste e no Sul a tolerância ao homossexualismo cai para 15%; no Nordeste, 10%
- 57% acham que uma relação homossexual de um filho homem é ''muito grave''. Já se o ocorresse com uma filha, 55% dos entrevistados não achariam ''muito grave''.


Conclusão: Se já há um avanço na mentalidade do povo brasileiro com relação ao homossexualismo, para chegar ao nível de tolerância europeu, ainda existe um longo caminho pela frente. Com a Igreja Católica e os Evangélicos impedindo que diversas leis sejam votadas, através das suas bancadas na Câmara e Congresso, por outro lado, o Governo brasileiro fecha os olhos ao problema e pouco faz para mudar essa situação, relegando aos homossexuais o papel de cidadãos de segunda classe, por não reconhecer seus direitos de união civil homoafetiva, direito a adoção, proibição a homofobia, entre muitas outras coisas... Assim, o Brasil fica muito longe de ser uma Holanda, por exemplo, com todos os seus avanços sociais e econômicos.

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Fonte: Vermelho/ FSP
Publicado em 08/10/2007

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SIONISMO, VOCÊ SABE O QUE É?

Obtendo o seu nome de Sião (Sion, Zion) que é o nome de um monte nos arredores de Jerusalém, o SIONISMO é um movimento político que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado Judaico, por isso sendo também chamado de nacionalismo judaico . Ele se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX, em especial entre os Judeus da Europa central e do leste europeu, sob pressão de pogroms e do anti-semitismo crônico destas regiões, mas também na Europa ocidental, em seguida ao choque causado pelo caso Dreyfus.

O termo SIONISMO foi usado pela primeira vez numa reunião em Viena em 23 de Janeiro de 1892 e utilizada pelo judeu russo Leo Pinsker e deriva de Sião que é o sinónimo de Jerusalém, terra de Israel (terra prometida aos Judeus por Moisés). Sião é a parte Sul de uma colina onde Salomão, filho do rei David, construiu o primeiro templo da comunidade Judaica por volta de 1970 a.C.

Depois dos Israelitas estarem exilados na Babilónia, eles regressaram à sua terra para reconquistar a independência e construíram de novo o seu templo na terra de Jerusalém, mas não foi por muito tempo pois no séc. I a.C. voltaram a perder tudo para os Romanos.

Jerusalém tinha sido conquistada pelo rei David ao povo Jebuseu, uma tribo derrotada pelos Israelitas que eram nómadas a quem os romanos iriam chamar Judeus.

O nome Sião foi dado a toda a colina, a Jerusalém inteira e até à Nação.

Jerusalém, depois de pertencer aos Romanos passou a chamar-se Ilia Capitolino e a Judeia inteira passou a ser a Palestina.

A palavra Palestina deriva dos Filisteus que eram tribos do rei David que vieram das ilhas gregas para a costa mediterrânea de Camão.

No ano 70 foi destruído novamente (pela segunda vez) o templo, o que forçou os Judeus a se exilarem outra vez durante dois mil anos. Um número reduzido de Israelitas continuou a viver em Israel enquanto que a maioria ficou dispersa por todo o mundo.

Confira vídeo a HISTÓRIA DO CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE PARTE 1



Até à primeira guerra mundial o império otomano controlou a Palestina passando no fim da mesma para a Inglaterra.

Nos finais do séc. XIX surgiu na Europa ocidental e central o sionismo, que era uma corrente nacionalista Judaica alimentada por intelectuais Judeus radicados na Alemanha, Áustria, França e Rússia. Mas o czar Alexandre II obrigou os Judeus a emigrar para a Europa e para os EUA.

Deste movimento surgiram os primeiros colonos Judeus na Palestina criando bases para a colonização judaica naquele território que cresceu devido às migrações, mas também como consequência das perseguições na Rússia após a revolução de 1905.

Os grupos Sionistas eram grupos que organizavam a Imigração para a Palestina dos Judeus após os "pogroms" (grandes perseguições organizadas aos Judeus). O seu objectivo era a criação de um país para os judeus.

Alguns autores alegam que os judeus que viviam na Diáspora há muito aspiravam a retornar a Sião e à Terra de Israel, o que é contestado. Segundo alguns autores, a intenção de viver na Palestina até o início da Segunda Guerra Mundial seria algo distante das intenções reais dos judeus, estando presente apenas enquanto referência religiosa.

Formalmente fundado em 1897, o sionismo era formado por uma variedade de opiniões sobre em que terra a nação judaica deveria ser fundada, sendo cogitado de início estabelecê-la no Chipre, na Argentina e até no Congo, entre outros locais julgados propícios.

A chamada diáspora judaica, ou seja, a dispersão dos judeus pelo mundo, foi o principal argumento de ordem religiosa a vindicar o estabelecimento da pátria judaica na Palestina.

Confira vídeo HISTÓRIA DO CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE PARTE 2



A tese do retorno ao lugar de origem ganhou a grande maioria dos adeptos por ter forte apelo religioso, baseado na redenção do povo de Israel e na “terra prometida” . Por outro lado, outras correntes a consideravam uma compulsão retórica heróica e sentimental, e alguns até a reprovavam duramente, alegando que esta “redenção” teria de ser obra de Deus, não de ações políticas.

A partir de 1917 o movimento focou-se defínitivamente no estabelecimento de um estado na Palestina, a localização do antigo Reino de Israel.

Porém, quando o movimento sionista moderno se consolidou, no final do século XIX, a região da Palestina já estava cultural e etnicamente arabizada, ou seja, era habitada por uma população de esmagadora maioria árabe, lá enraizada por longa e consistente migração e assimilação iniciada por volta do ano de 650 e que perdurou e floresceu por mais de 400 anos, durante as dinastias árabes Omanida, Abássida e Fatímida e que, apesar de dominações posteriores, manteve suas principais características. Os judeus que habitavam a região formavam uma minoria.

Era portanto evidente que, para o estabelecimento de um estado judeu, os sionistas teriam de fazer uma grande alteração para mudar o equilíbrio étnico e demográfico da região, mesmo porque o projeto de um estado judaico padrão deveria basear-se em utopias religiosas e culturais bem próprias, exclusivas e definidas com os costumes e o idioma do povo judeu que habitavam o leste europeu, uma cultura totalmente estranha à pequena comunidade judaica local.

Observe-se que o objetivo primordial do sionismo, que era o estabelecimento de uma pátria judaica, sempre foi bem visto pelos organismos internacionais, tanto que a Liga das Nações (Mandato de 1922) como a ONU aprovaram desde logo os princípios básicos do sionismo, extensíveis aliás, a qualquer povo da terra. Esta simpatia aumentou, e muito, após a descoberta do genocídio dos judeus praticado pelos nazistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de não haver evidência de qualquer interrupção da presença judaica na Palestina há mais de três milênios, é fato incontroverso o concurso de várias migrações substitutivas em massa, com a saída de judeus e a entrada de outros povos, notadamente árabes.

Na segunda metade do século XIX, havia, na região, comunidades judaicas remanescentes, quando se organizou a migração de retorno de judeus, notadamente de ideário socialista, que se propunham a reformar a região, estabelecendo-se nela imediatamente.

Assim Mikveh Israel foi fundada em 1870 através da Aliança Israelita Universal, seguida por Petah Tikva (1878), Rishon LeZion (1882) e outras comunidades agrícolas fundadas pelas sociedades Bilu e Hovevei Zion.

Em 1897, o Primeiro Congresso Sionista proclamou a decisão de restabelecer a antiga pátria judia em Eretz Yisrael. Naquele momento, a Palestina era parte do Império Turco Otomano. Esta decisão fez o sionismo diferente da maioria dos outros nacionalismos, porque seus proponentes reivindicavam para a etnia um território que, na sua maior parte, não era por eles habitada.

Confira vídeo HISTÓRIA DO CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE PARTE 3



A Grã-Bretanha expressou seu apoio ao sionismo com a Declaração de Balfour, de 1917. Na mesma época, instalou-se de facto o Mandato Britânico da Palestina, em consequência da perda dos territórios pelo Império Otomano, derrotado na Primeira Guerra Mundial. Nos anos seguintes, verificou-se um crescimento substancial na imigração de judeus, com grande aumento da população de origem judaica.

Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, na fase final do Mandato Britânico, já era flagrante a violência mútua e descontentamento entre árabes e judeus, agravada com a chegada de novas levas de imigrantes, oriundos das perseguições nazistas na Europa. Como solução para os conflitos, em 1947 a ONU propôs e foi aceito o Plano de Partilha da Palestina, que consistia na formação de dois estados - um judeu e outro árabe, concedendo 55% da terra para o estado judeu e o restante ao estado árabe. A representação judaica aceitou o plano, que foi no entanto rejeitado pelos países árabes.

No dia 14 de maio de 1948, véspera do fim do mandato britânico da Palestina, já em meio a um estado de guerra civil entre árabes e judeus, foi declarada pela Agência Judaica a criação do Estado de Israel. No dia seguinte, teve início a chamada Guerra árabe-israelense de 1948, quando cinco estados árabes vizinhos (Transjordânia, Líbano, Egito, Síria e Iraque) iniciaram movimentos de exércitos regulares para invadir a região e destruir o recém-criado estado judaico. Ao longo dos meses seguintes, os judeus alcançaram vitórias decisivas, aumentando seu domínio territorial na região, o que causou a fuga de cerca de 900 mil palestinos da áreas incorporadas, os quais se tornaram refugiados nos países vizinhos.

A esta guerra, seguiriam-se a Guerra de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967), a Guerra do Yom Kippur (1973) e diversos outros conflitos.

Atualmente, Egito, Jordânia e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), como representante dos palestinos - isto é, dos árabes que habitavam a Palestina à época do Mandato Britânico e que devem constituir o povo do futuro Estado árabe-palestino, previsto pelo Plano de Partilha - reconheceram o Estado de Israel. Esta não é, entretanto, a posição do Líbano, Síria, Iraque e Arábia Saudita, nem do Hamas - organização política palestina majoritária na Autoridade Nacional Palestina desde as eleições de 2005 e que atualmente controla a Faixa de Gaza) - e nem tampouco da organização politítica xiita libanesa Hezbollah.

Apesar de tudo, ao longo dos sessenta anos da existência de Israel, o movimento sionista continuou a atuar no apoio ao fortalecimento do Estado e promovendo a integração de imigrantes judeus no país.

Confira vídeo HISTÓRIA DO CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE PARTE 4




DIÁSPORA JUDAICA

PRIMEIRA DIÁSPORA (Galut Bavel)

De acordo com a Bíblia, a Diáspora é fruto da idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para com Deus, o que fez com que este os tirasse da terra que lhes prometera e os dispersasse pelo mundo até que o povo de Israel retornasse para a obediência a Deus, onde seriam restaurados como uma nação soberana e senhora do mundo.

Geralmente se atribui o ínicio da primeira diáspora judaica ao ano de 586 a.C., quando Nabucodonosor II — imperador babilônico — invadiu o Reino de Judá, destruindo a Jerusalém, e o Templo; e deportando os judeus para a Babilônia. Mas esta dispersão se inicia antes, em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é destruído pelos assírios e as dez tribos de Israel são levadas como cativas à Assíria e Judá passa a pagar altissmos impostos para evitar a invasão, o que não será possivel negociar com Nabucodonosor II.

DIÁSPORA NA BABILÔNIA

Com a conquista de Judá cerca de quarenta mil judeus foram deportados para a Babilônia, onde floresceram como comunidade e mantiveram suas práticas e costumes religiosos, associados à outros costumes herdados dos babilônios. A assimilação fez com que o hebraico perdesse sua importância em função do aramaico que tornou-se a língua comum. Com a queda do poder babilônico e a ascensão do imperador persa Ciro I, este permitiu que algumas comunidades judaicas retornassem para a Judéia, mas a grande maioria da população judaica preferiria permanecer em Babilônia onde tinham uma sociedade constituída do que retornar às vicissitudes da reconstrução de um país.

Com o domínio romano sobre a Judéia, a maior parte dos judeus que viviam na Judéia emigrou para Babilônia, que se tornou o maior centro comunitário judaico no mundo até o século XI. Ao vencerem os partas em 226, os persas novamente conquistam a Babilônia, mas os judeus permanecem com uma relativa autonomia sob a liderança do exilarca ou Resh Galuta (Príncipe do Exílio), descendente de Davi. No século IV é compilado o Talmud Babilônico, e tem início a crise caraíta.

A comunidade judaica na Babilônia perdurou solidamente através da história, influenciando o judaísmo mundial também na segunda diáspora e só deixará de existir com a emigração dos judeus do Iraque no século XX.

SEGUNDA DIÁSPORA

A Segunda Diáspora aconteceu muitos anos depois, no ano 70 d.C. Os romanos destruiram Jerusalém, e isso acarretou uma nova diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da Ásia Menor ou sul da Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países do Leste Europeu ficam conhecidas como Asquenazi (netos de Noé). Os judeus do norte da África (sefardins) migram para a península Ibérica. Expulsos de lá pelo crescente cristianismo do século XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina e, estimulados pela colonização européia, chegam ao continente americano.

Confira vídeo HISTÓRIA DO CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE PARTE 5



PALESTINA

PALESTINA é a denominação histórica dada pelo Império Britânico a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as margens do Rio Jordão. O seu estatuto político é disputado acesamente.

A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria árabo-palestiniana, deveriam integrar um estado palestiniano-árabe a ser criado - de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas e da anterior potência colonial da zona, o Reino Unido. Todavia, em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram ocupadas militarmente por Israel, após a Guerra dos Seis Dias.

Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas passaram a ser administradas pela Autoridade Palestiniana, mas, devido aos inúmeros ataques terroristas que sofre, Israel mantém o controlo das fronteiras e está atualmente a construir um muro de separação que, na prática, anexa porções significativas da Cisjordânia ocidental ao seu território.

A população palestiniana dispersa pelos países árabes ou em campos de refugiados, situados nos territórios ocupados por Israel, é estimada em 4.000.000 de pessoas.
A palavra Palestina deriva do grego Philistia, nome dado pelos autores da Grécia Antiga a esta região, devido ao facto de em parte dela (entre a actual cidade de Tel Aviv e Gaza) se terem fixado no século XII a.C. os filisteus.

Os filisteus não eram semitas e sua provável origem é creto-miceniada, uma das mais conhecidas (embora recorrentemente mencionadas) vagas dos chamados "Povos do Mar" que se estabeleceram em várias partes do litoral sul do mar Mediterrâneo, incluindo a área hoje conhecida como Faixa de Gaza.

A Palestina, sendo um estreito trecho de favorável passagem entre a África e Ásia, foi palco de um grande número de conquistas, pelos mais variados povos, por se constituir num corredor natural para os antigos exércitos.

Um destes povos, os filisteus, fixa-se junto à costa onde constroem um poderoso reino. Contemporânea a esta invasão é a chegada das tribos hebraicas, lideradas por Josué. A sua instalação no interior gerou guerras com os filisteus, que se recusam a aceitar a religião hebraica.

As tribos hebraicas decidem então unir-se para formar uma monarquia, cujo primeiro rei é Saul. O seu sucessor, David (início do I milénio a.C.) derrota finalmente os filisteus e fixa a capital do reino em Jerusalém. Durante o reinado do seu filho, Salomão, o reino vive um período de prosperidade, mas com a sua morte é dividido em duas partes: a norte, surgirá o reino de Israel (com capital em Samaria) e a sul, o reino de Judá (com capital em Jerusalém).

Abrevie-se para afirmar que, salvo breves intervalos, a região foi dominada por outras potências tais como a Assíria (722 a.C.), os babilônicos (fins do século VII a.C.), os persas aquemênidas (539 a.C.), os greco/macedónios (331 a.C. permanecendo em poder dos ptolomaicos de 320 a 220 a.C. e dos Selêucidas de 220 a 142 a.C.) passando por uma retomada pelos locais Asmoneus que dominaram daí até o ano de 63 a.C. quando sobreveio o domínio romano, época da qual a maioria das pessoas tomou conhecimento (embora fantasioso) pela filmografia recente.

No ano de 66 d.C. inicia-se uma rebelião dos judeus que foi fortemente reprimida pelos romanos com a destruição do templo de Iavé no ano de 70, e só no ano de 131 a pax romana foi novamente abalada por rebeliões ao fim das quais o imperador Adriano tornou Jerusalém na Colonia Aelia Capitolia.

Passando pela divisão do Império Romano, a região viveu entre 324 d.C. e 638 d.C., extrema prosperidade e crescimendo demográfico, sendo de se considerar que a esta altura a população era de maioria cristã, aliás, religião oficial do Império Bizantino.

No ano de 614 a região acaba de ser ocupada pelos persas Sassânidas que mantém seu jugo até o ano de 628 e no ano de 638 toda a região está sob o domínio árabe muçulmano.

De 1517 a 1917 o Império Otomano controla toda região (incluindo Síria e Líbano).
No século XIX (1880 em diante), judeus começam a migrar para a região comprando terras.

Durante a 1ª Guerra Mundial, o Império Otomano apoia a Alemanha, acabando derrotado, com a ajuda de povos árabes que auxiliam às tropas aliadas, com a promessa da constituição de um estado árabe independente, no médio oriente. Na sequência do final da 1ª Guerra Mundial (1917), a parte sul do Império Otomano foi atribuído à Grã-Bretanha (Jordânia, Israel e Palestina) e à França (Líbia e Síria).

Em 1923 a Grã-Bretanha divide a sua zona em dois distritos administrativos, separados pelo rio Jordão, sendo que os Judeus apenas seriam permitidos na zona costeira, a oeste do rio (cerca de 25% da parte britânica). Os árabes dessa zona rejeitam a divisão, receando tornar-se uma minoria e incitados pelo crescente nacionalismo árabe no médio oriente, assim como apoiando-se no acordo pós 1ª Guerra Mundial.

A Grã-Bretanha entrega a resolução do problema às Nações Unidas em 1947. A Assembleia Geral das Nações Unidas determina a partilha da Palestina (os 25% em disputa) entre um Estado Judeu e outro Estado Árabe baseado na concentração das populações, através da resolução 181. A 14 de Maio desse ano os israelitas declaram a constituição do estado de Israel, levando à declaração de guerra por parte de Egipto, Jordânia, Síria, Líbano, Arábia Saudita, Iraque e Iémen. Nos 19 meses seguintes, na chamada Guerra da Independência, Israel acabaria por perder cerca de 1% da sua população, mas sairia vencedora, formando um pais maior que o inicialmente proposto pelas Nações Unidas dois anos antes. Egipto e Jordânia ocupam o território restante.

Em 1967, Egipto, Jordânia e Síria mobilizam os seus exércitos, com vista à destruição do estado Israelita. Naquela que ficaria conhecida como Guerra dos seis dias, Israel derrotou os três exércitos em outras tantas frentes, ocupando a península do Sinai (Egipto), Colinas de Golã (Síria) e Cisjordânia (Jordânia), incluindo o total controlo sobre Jerusalém. Desde esse ano Israel adoptou uma política destinada a promover a instalação de colonatos civis israelitas, expropriando terras aos palestinianos e construindo as casas para os seus cidadãos. Esta atitude é uma violação da Convenção de Genebra, que proíbe os vencedores de uma guerra de colonizar terras estrangeiras anexadas.

Confira vídeo HISTÓRIA DO CONFLITO ÁRABE ISRAELENSE PARTE 6




O DOMÍNIO ÁRABE

Ao contrário de várias potências que por alí só estenderam seu domínio de passagem, as vezes legando a administração da região a potentados locais, os árabes (à semelhança dos antigos hebreus) se estabeleceram na região, e o primeiro elemento cultural que introduziram foi a língua uma vez que aparentada com o aramaico, obteve fácil aceitação.

Desde o ano de 660 até 750, vigorou o domínio omíada, cuja capital era Damasco datando daí a construção do Nobre Santuário na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, substituída pela dinastia dos abássidas cuja capital era Bagdá que dominou até o ano de 974, seguindo-se a dinastia dos fatímidas que perduraram até o ano 1071.

Ao fim do longo domínio árabe de mais de quatro séculos, a religião islâmica acabou amplamente majoritária, seguindo-se de uma pequena minoria de cristãos e um menor número ainda de judaítas Samaritanos, até quando, no ano de 1072, sobreveio a conquista da região pelos turcos seldjúcidas que tinham capital em Bagdá.

No ano 1099 com a Primeira Cruzada europeus conquistaram Jerusalém e lá estabeleceram o seu domínio sob o nome de Reino Latino de Jerusalém cuja existência periclitante em meio à sociedade islâmica se demorou até o ano de 1187 quando a cidade foi reconquistada por Saladino.

Em 15 de Maio de 1948, um dia depois da fundação do Estado de Israel, sete exércitos de países da Liga Árabe atacaram Israel.

Durante a Guerra árabe-israelita, estimulada pelos países árabes, a maioria da população árabe da Palestina foge para os países vizinhos (Líbano, Jordânia, Síria e Egito) em busca de segurança. Com a vitória de Israel, a maioria desses refugiados, cerca de 750 mil, fica impedida de regressar às suas terras.

É na sequência do trabalho efetuado no apoio a estes refugiados que nasce o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Após um período inicial de estadia nos países árabes vizinhos, muitos destes refugiados são expulsos desses países de acolhimento, dirigindo-se para o sul do Líbano, onde permanecem em campos de refugiados até hoje.

Em 1964, o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cujo missão estatutária é a destruição do Estado de Israel. Em 1988, a OLP proclamou o estabelecimento de um estado palestiniano. O principal líder da organização foi o egípcio Yasser Arafat, falecido em 2004. Arafat, após anos de luta contra Israel, renegou a luta armada, a violência e o terrorismo e iniciou as negociações que levaram aos Acordos de Paz de Oslo.

Desde 1994 parte da Palestina está sob a administração da Autoridade Nacional Palestiniana, como resultado dos Acordos.

Atualmente a Palestina é governada pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, e pelo presidente Mahmoud Abbas, do Fatah, tendo havido confrontos armados entre os dois grupos em Gaza em 2007.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PARIS, INESQUECÍVEL

Conheci PARIS em 1996 e desde então não voltei mais a Capital da França para uma nova visita, porém guardei no meu coração e na memória aquela viagem maravilhosa, lembrando sempre com muita nostalgia a semana chuvosa que passei na CIDADE LUZ, como é conhecida mundialmente.

PARIS é a capital e a mais populosa cidade da França, bem como a capital da região administrativa de Île-de-France. A cidade se situa num dos meandros do Sena, no centro da bacia parisiense, entre os confluentes do Marne e do Sena rio acima, e do Oise e do Sena rio abaixo. Como a antiga capital dum império estendido pelos cinco continentes, ela é hoje a capital do mundo francófono.

A posição de PARIS numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração duma rica região agrícola a tornou uma das principais cidades da França ao longo do século X, beneficiada com palácios reais, ricas abadias e uma catedral. Ao longo do século XII, Paris se tornou um dos primeiros focos europeus do ensino e da arte. Ao fixar-se o poder real na cidade, sua importância económica e política não cessou de crescer. Assim, no início do século XIV, Paris era a mais importante cidade de todo o mundo ocidental.

No século XVII, ela era a capital da maior potência política europeia; no século XVIII, era o centro cultural da Europa, cuja efervescência durante o Iluminismo lhe permite ainda hoje carregar o título de Cidade Luz; e no século XIX, era a capital da arte e do lazer, a Meca da Belle Époque. Sua arquitetura, seus parques, suas avenidas e seus museus fazem-na, pelo ano de 2004, a cidade mais visitada do mundo francófono, com cerca de 25 milhões de turistas, aproximadamente 500 000 a mais do que em 2003, segundo a Secretaria de Turismo e de Congressos de Paris. As margens parisienses do Sena foram inscritas, em 1991, na lista do Património Mundial da UNESCO.

PARIS é a capital económica e comercial da França, onde os negócios da Bolsa e das finanças se concentram. A densidade da sua rede ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária — um hub da rede aérea francesa e europeia — fazem-na um ponto de convergência para os transportes internacionais. Essa situação resultou duma longa evolução, em particular das concepções centralizadoras das monarquias e das repúblicas, que dão um papel considerável à capital do país e nela tendem a concentrar ao extremo todas as instituições. Desde os anos 1960, os governos sucessivos têm desenvolvido políticas de desconcentração e de descentralização a fim de reequilibrar o país.

Abrigando numerosos monumentos, por seu considerável papel político e econômico, Paris é também uma cidade importante na história do mundo. Símbolo da cultura francesa, a cidade atrai quase trinta milhões de visitantes por ano, ocupando também um lugar preponderante no mundo da moda e do luxo.

Em 2007, a população intra-muros (dentro do limite dos antigos muros) de Paris era de 2 193 031 habitantes pelo recenseamento do INSEE. Porém, ao longo do século XX, a área metropolitana de Paris, se desenvolveu largamente fora dos limites da comuna original. A Grande Paris é, com seus 11 836 970 habitantes, uma das maiores aglomerações urbanas da Europa e da União Europeia. Com um PIB de US$813.364 milhões a Região Parisiense é um ator econômico europeu de primeira grandeza, sendo a primeira região econômica europeia.


Confira vídeo Tour em Paris – Parte I





O turismo em PARIS não atingiu um número muito expressivo até que surgiu a ferrovia, no curso dos anos 1840. Uma das primeiras atrações foi, desde 1855, uma série de exposições universais, ocasiões que serviram à edificação de numerosos monumentos novos em PARIS, dos quais o mais célebre é a Torre Eiffel, erigida para a exposição de 1889. Estes monumentos, adicionados aos embelezamentos trazidos à capital durante o Segundo Império, largamente contribuíram para fazer da própria cidade a atração na qual ela se tornou.

Mas se PARIS é hoje em dia a capital mais visitada do mundo, ela é julgada como uma das menos acolhedoras e das mais caras: segundo uma enquete realizada em sessenta cidades com cerca de 14 000 pessoas através do mundo, ela se situa em primeiro lugar em beleza e dinamismo, mas uma das piores qualificadas no que concerne a qualidade do acolhimento (52° dentre 60) e os preços praticados (somente 55°).

Em 2006, ela chegou só até o terceiro lugar como destino de viajantes internacionais. Ela é ainda assim a cidade onde se organiza o maior número de congressos internacionais. Ainda em 2006, os cinquenta principais sítios culturais da cidade registraram 69,1 milhões de visitantes, ou seja, um crescimento de 11,3 % em relação a 2005.

As principais atrações turísticas da cidade são:

• A Torre Eiffel - construída em 1889, foi planejada inicialmente para ficar de pé por apenas 20 anos; é considerada atualmente o principal símbolo da cidade.
• A avenida Champs-Élysées, uma avenida famosa e muitas vezes cheia de turistas, que significa Campos Elíseos. Uma das mais largas avenidas do mundo, e uma das mais famosas.
• O Centro Georges Pompidou
• O Arco do Triunfo - construído por Napoleão Bonaparte, em 1806, em homenagem às vitórias francesas e aos que morreram no campo de batalha.
• O Museu do Louvre - famoso por abrigar o quadro Mona Lisa
• O Montmartre - uma área histórica da cidade, onde se localiza a Basílica de Sacré Cœur, e famosa pelo seus cafés, seus estúdios e nightclubs, como o Moulin Rouge.
• A Catedral de Notre-Dame - famosa catedral gótica localizada no centro da cidade
• O Panthéon - uma antiga igreja, famosa por abrigar os restos mortais de vários franceses famosos.
• O Quai d'Orsay - um cais na margem esquerda do Rio Sena.
• O Museu da arte e história do Judaísmo
• O Museu de Orsay - Museu que reúne importante coleção de arte impressionista e foi, no passado, uma estação de trem. Com a sua desativação, foi quase demolida, mas por protestos foi transformada em museu.
• O Cemitério do Père-Lachaise, onde estão enterradas pessoas famosas como Oscar Wilde, Jean-François Champollion, Édith Piaf, Chopin, Allan Kardec ou ainda Jim Morrison.
• O Hôtel des Invalides, museu e necrópole militar
• La Défense - o centro financeiro de Paris, a oeste da cidade.
• O Palácio de Versalhes - localizado na cidade de Versalhes, a maior atração turística do mundo. Construído por Luís XIV para abrigar toda a corte, designava o poder, a glória e a riqueza do Rei Sol (Luís XIV)
• Disneyland Resort Paris - Complexo turístico do conglomerado Disney contendo várias opções de entretenimento incluindo dois parques multitemáticos, Disneyland e Walt Disney Studios. Localizado em Marne-la-Vallée (suburbio de Paris) é a atração turística mais visitada da Europa, atraindo 12,4 milhões de visitantes só em 2004.
• L'Hôtel de Ville - Sede da prefeitura de Paris. Além de possuir uma arquitetura peculiar francesa, esbanja luxo e riqueza em cada detalhe.
• O Moulin Rouge - Antigo cabaré utilizado para divertimento dos franceses em relação às francesas que ali trabalhavam. Hoje usado como ponto turístico.

Confira vídeo Tour em Paris – Parte II



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12/07/10 - Madri em festa, ....
15/10/10 - París, inesquecível



Fonte:
Wikipédia, a enciclopédia livre

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MARIO LANZA, SAUDADES DE VOCÊ!

Infelizmente, devo confessar que sou leigo e ignorante em matéria de musica erudita, apesar de adora-la (não em todos os momentos, claro), mas tenho um amigo maestro chamado Michel Cipes Scheir, que além de profundo conhecedor, também é excelente compositor, apesar de não ter ainda todo o seu talento reconhecido, porém, sempre foi fonte de imensos conhecimentos e informações sobre o tema.

Meu avô materno , Giovanibatista Lemela, além de italiano, amava óperas e tinha quase todos os LPs de 48 rotação da época, assim, cresci ouvindo óperas, aprendendo a curti-las e hoje até lamento que não seja muito difundida no Brasil, com grandes temporadas como na Europa. Para colaborar, minha mãe era fã apaixonada do tenor norte-americano MARIO LANZA (foto acima), que atuou em diversos filmes nas décadas de 40 e 50 cantando óperas famosas, então, mesmo ele tendo morrido quando eu era muito pequeno, cheguei a assistir todos os seus filmes na TV e em festivais de cinema na minha cidade, em Santos.

Confira vídeo com Mario Lanza cantando “Granada




Como eu gostava de óperas, passei a curtir também os musicais, tanto no cinema, como no teatro e então, através do grande maestro Leonard Bernstein que compôs para West Side Story , depois de adulto, comecei a ouvir com mais interesse, frequentar espetáculos de orquestras e alguns concertos, apurando o meu ouvido com a verdadeira e eterna musica clássica e passando a conhecer e escutar também grandes compositores como: Vivaldi (1678-1741) e Bach (1685-1750), do Barroco que são os meus prediletos, Haydn (1737-1806), Mozart (1756-1791), Beethoven (1770-1827), Schubert (1797-1828), do Classicismo, Strauss (1804-1849), Chopin (1810-1849), Wagner (1813-1883), Lizt (1811-1886), Verdi (1813-1901), Saint-Saens (1835-1921), Carlos Gomes (1836-1896), Tchaikovsky (1840-1893), Puccini (1858-1924), Debussy (1862-1918), dos Românticos, Ravel (1875-1937), Carl Orff (1895-1982) e Villa-Lobos (1887-1959) dos Modernos. A grande maioria destes comprei coletâneas em LPs e depois Cds, mas sem dúvida, se não fosse o MARIO LANZA e seus filmes na minha iniciação musical, talvez atualmente eu fosse muito mais ignorante do que já sou, lamentavelmente, assim, a ele, o meu reconhecimento e saudades.


MARIO LANZA, nasceu na Filadélfia (E.U.A.), dia 31 de janeiro de 1921 e faleceu em Roma (Itália), dia 7 de outubro de 1959. Foi um tenor norte-americano de ascendência italiana.

Fez grande sucesso na década de 1940 e 50, principalmente por suas participações no cinema. Interpretou Enrico Caruso no cinema e fez apenas sete filmes, mas ganhou notoriedade mundial.

Foi considerado o mais famoso tenor dos EUA, mas durante toda a carreira enfrentou problemas com o excesso de peso, o consumo de álcool e de barbitúricos. Influenciou vários cantores, tanto clássicos como populares, e o próprio Elvis Presley declarou em uma entrevista na década de 1970 que foi um dos seus maiores fãs.

Confira vídeo com Mario Lanza cantando “Nessun Dorma



Filmografia:

That Midnight Kiss - 1949
• The Toast of New Orleans - 1950
• O Grande Caruso - 1951
• Because You're Mine - 1952
• The Student Prince - 1954
• Serenade - 1956
• Seven Hills of Rome - 1958
• For the First Time - 1959


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

domingo, 10 de outubro de 2010

JOSÉ LUIZ TEJON, UM EXEMPLO DE SUPERAÇÃO

Foi em 1972 que conheci o santista JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO, quando fazíamos teatro amador na cidade de Santos e éramos do mesmo grupo que na época vivia o seu apogeu, apresentando grandes espetáculos, competindo e vencendo em diversos festivais de todo o Brasil. Ele era o compositor do grupo e compunha lindas canções para as nossas peças, sendo que me lembro de algumas até hoje. Ele havia sofrido um acidente na infância e tinha o seu rosto desfigurado pelas queimaduras, no entanto, tinha uma postura tão natural, que ninguém do grupo o enxergava como alguém diferente ou anormal. Eu mesmo, jamais tive a curiosidade de saber como havia ficado com aquelas queimaduras porque rapidamente se tornaram invisíveis ao encará-lo, já que o seu encanto interior transcendia e assim, só acabei tomei conhecimento da história quando ele se tornou famoso e li o seu livro “O vôo do Cisne”.


Em 1973, sai do grupo e nossas vidas tomaram rumos diferentes, perdemos o contato totalmente e só em 2002, depois que vi e comprei numa livraria seu primeiro livro, pois o reconheci, comecei a acompanhar a sua trajetória de sucesso e superação, tendo se tornado um profissional reconhecido na sua área, grande escritor e considerado um dos maiores palestrantes do Brasil na atualidade. É sempre com grande alegria e emoção que vejo as suas entrevistas na TV em alguns programas de destaque.


Confira vídeo de apresentação do palestrante e escritor JOSÉ LUIZ TEJON



Sua história:

JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO, nasceu na cidade de Santos em 1952, foi adotado no seu primeiro ano de vida por imigrantes europeus e aos quatro anos foi vitima do acidente que o desfigurou, quando sua mãe derretia um resto da cera em uma lata, para aproveitamento. A lata pegou fogo... uma chama alta... Para não queimar a casa, ela arremessou a lata para o quintal... Nesse momento ele vinha correndo em direção à cozinha. Então, houve o choque do seu rosto com o líquido fervente da cera derretida com gasolina... Quem salvou sua vida foi uma vizinha, uma professora de violão, que viu o acidente do quintal dela, pulou o muro com uma manta molhada e conseguiu extinguir o fogo. Sua mãe adotiva, desesperada, se queimava nos braços e não conseguia apagar o fogo.

Depois da tragédia, fez uma centena de cirurgias plásticas durante 12 anos, passando a viver “semi-internado” na Santa Casa de Santos, onde, inclusive, iniciou seus estudos na escola que o hospital mantinha para atender crianças “excepcionais”.

Criado com muito amor pelos seus pais adotivos, jamais foi protegido como alguém diferente ou vitima e essa postura o ajudou a enfrentar e superar os desafios surgidos no seu crescimento, adolescência e juventude. Tendo vivido todas as fases dessa época com grande coragem e resignação.

Aos 17 anos cansou-se de tantas e penosas cirurgias e resolveu enfrentar a sua vida com a cara que tinha. Logo se tornou compositor, vencendo muitos festivais na época, inclusive o premio Governador do Estado, com “A Balada de Manhattan”, no grupo de teatro que participamos.

Confira vídeo da TV Record, Programa Hoje em Dia, entrevistando JOSÉ LUIZ TEJON




Atualmente é Professor de pós-graduação da ESPM e FGV/SP. Jornalista, publicitário, escritor . Diretor geral da OESP Mídia, empresa do Grupo O Estado de S Paulo. Presidente do conselho da Associação Brasileira de Listas (ABL). É fundador e membro do conselho efetivo da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) e conselheiro do Pensa (FEA/USP). Mestre em educação, arte e cultura pela Universidade Mackenzie. Tem especializações em negócios e liderança na Harvard Business School, Universidade Pace, MIT (EUA) e no INSEAD (França). Articulista do Jornal da Tarde e é autor de quatro livros de marketing e vendas, além de “O Vôo do Cisne”, “O Beijo na Realidade” e “Realidade e Liderança para Fazer Acontecer” (Editora Gente).

Sua primeira esposa foi uma companheira do nosso grupo de teatro, também muito querida e chamada Cristina, com quem teve três filhos. Depois se separaram e hoje é casado novamente e teve mais um filho. Ao todo tem três filhas mulheres e apenas um homem.

Seu grande amigo de infância, também santista e famoso escritor de livros e palestrante, ROBERTO SHINYASHIKI, o convenceu a trilhar o mesmo caminho e hoje, a despeito da sua aparência, tornou-se um dos melhores do Brasil, eleito pelo 9º Prêmio Top of Mind de Profissionais de Recursos Humanos. Aquele garoto que não tinha coragem para sair na rua, que tinha vergonha de falar com as pessoas, que jamais fazia perguntas em público para não ser visto e, hoje, olha para uma multidão de milhares de pessoas e faz palestras é, de fato, uma tremenda superação.

Com todas essas atividades de sucesso, ainda consegue participar da Banda Dinossauro Rock Band, que se apresenta uma vez por mês no "Dinossauros Rock Bar", um Pub de Rock, na Rua dos Pinheiros, 518 em São Paulo.

Faz também comentários na Rede Transamérica de Rádio, com Irineu Toledo, no Transnotícias – segundas, quartas e sextas, em torno das 7h da manhã. E na Rádio Mundial de São Paulo, às terças-feiras, 10h da manhã, ao lado do Roberto Shinyashiki.

Enfim, é um sujeito maravilhoso, como existem poucos no mundo. Tenho muito orgulho de tê-lo conhecido e sido seu amigo no passado. Hoje acompanho a sua trajetória de sucesso com muito carinho, torcendo que o seu exemplo sirva para todos aqueles que não conseguem encarar seus problemas da mesma forma.

Confira vídeo da TV Gazeta – Programa de Ronnie Von com o escritor JOSÉ LUIZ TEJON, maestro João Carlos Martins e outros convidados



Se você gostou dessa postagem, visite também:

12/06/10 - Nick Vujicic, um exemplo de superação
31/07/10 - João Carlos Martins, uma lição de superação


Fontes: http://www.velhosamigos.com.br/Foco/tejon.html

http://recantodasletras.uol.com.br/contos/2305930

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AS ENCHENTES ESTÃO CHEGANDO COM O VERÃO

Está chegando o verão e com ele o velho problema que persiste atormentando a população de São Paulo e muitas outras cidades das mais diversas regiões do país – AS ENCHENTES – que afetam moradores de áreas de risco e milhares de motoristas durante os seus trajetos nas ruas e avenidas da cidade.

Embora o fenômeno conte com grande participação da natureza, as áreas urbanas são as que mais expressam as intervenções humanas no meio natural: O desmatamento, as edificações, a canalização, a mudança do curso dos rios, a poluição da atmosfera, dos cursos de água e a produção de calor geram diversos efeitos sobre os aspectos do meio ambiente e as alterações ambientais causadas pelas atividades urbanas são sentidas pela população, tais como o aumento da temperatura nas áreas centrais, o aumento de precipitação e as ENCHENTES.

Essa última conseqüência do processo de urbanização teve como causa principal a construção de casas, indústrias, vias marginais implantadas nas áreas de várzeas dos rios e proximidades e é, atualmente, um problema constante nos períodos chuvosos nos principais centros urbanos.

Confira vídeo da TV Gazeta – Lixo é uma das causas de enchentes em São Paulo



CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

As enchentes são fenômenos naturais que ocorrem quando a precipitação é elevada e a vazão ultrapassa a capacidade de escoamento, ou seja, quando a chuva é intensa e constante, a quantidade de água nos rios aumenta, extravasando para as margens dos rios (áreas de várzeas). Todos os canais de escoamento possuem essa área de várzea para receber o "excesso" de água, quando ela ultrapassa os limites dos canais. Entretanto, com as interferências antrópicas (do homem), as inundações são intensificadas em vista de alterações no solo de uma bacia hidrográfica, tais como a urbanização, impermeabilização, desmatamento e o desnudamento (eliminação da vegetação).

O processo de urbanização causa mudanças no microclima das cidades. O intenso processo de desmatamento e a construção de residências, edifícios, indústrias, ocupação das áreas de várzeas e a impermeabilização do solo com asfalto acarretam no aumento de temperatura dos centros urbanos em relação às áreas periféricas (afastadas do centro) e às áreas rurais. Em algumas cidades esta diferença de temperatura pode atingir até 10°C. Além do desmatamento e da impermeabilização do solo, o consumo de combustíveis fósseis por automóveis e indústrias torna a cidade uma fonte de calor. Esse fenômeno é denominado "ilha de calor". O aumento de temperatura nos centros urbanos intensifica a evaporação; além disso, o material particulado (poluentes) em suspensão favorece a formação de núcleos de condensação na atmosfera. O resultado é o aumento da quantidade de chuvas. No entanto, as inundações não resultam apenas do aumento da quantidade de chuva, mas - e principalmente - do aumento da velocidade de escoamento superficial ocasionado pela impermeabilização do solo. Além disso, diariamente, os rios recebem uma carga de água utilizada pela população (esgoto), o que também contribui para aumentar a quantidade de água no leito dos rios.

Em condições naturais, parte da chuva fica retida nos troncos e folhas, o escoamento superficial é retido por obstáculos naturais gerando maior infiltração e retardando a chegada da água nos cursos de água. Quando a cobertura vegetal é retirada, não há resistência ao escoamento e a água atinge os rios com maior facilidade e rapidez, contribuindo também com o assoreamento dos rios, pois, sem a cobertura vegetal, os sedimentos são carregados pela água e acabam depositados no fundo dos leitos dos rios. Este fato é agravado quando há impermeabilização do solo.

Outro fator que agrava as inundações nos centros urbanos é o entupimento dos bueiros OCASIONADO PELO LIXO JOGADO NAS RUAS PELA PRÓPRIA POPULAÇÃO. Em dias de chuva, com a impossibilidade do escoamento pelos bueiros, a água concentra-se nas ruas de forma rápida, causando transtornos no trânsito e no comércio, além de atingir residências e causar todo o tipo de estragos.

Confira vídeo do Fantástico – Lixo provoca alagamento nas ruas de São Paulo



MEDIDAS CONTRA ENCHENTES

Para resolver os problemas de enchentes seria necessária quase que uma “refundação” de São Paulo. Dentre as principais obras previstas para minimizar o problema está o rebaixamento da calha do Rio Tietê que vem sendo feito pelo governo do Estado. A região Metropolitana de São Paulo está localizada na Bacia do Alto Tietê: Toda água das chuvas e todos os seus rios correm para o Tietê.

Para se ter uma idéia dos problemas causados pela impermeabilização temos que em 1929, numa ocorrência de grandes chuvas, a vazão do Tietê na altura da ponte do Limão foi de 318m³/s. Hoje, o projeto de aprofundamento do leito do Tietê pretende aumentar essa capacidade de vazão para 1.400 m³/s e mesmo assim o rio não teria capacidade para escoar um índice de chuvas igual ao de 1929.

Outra medida importante para controlar as enchentes é a construção de piscinões, em terrenos ainda vagos localizados nas cabeceiras dos principais afluentes do Tietê. Os piscinões são reservatórios de acumulação temporária das águas das chuvas, que retardam sua chegada nos rios principais. A Prefeitura de São Paulo já construiu seis piscinões.

Confira vídeo da TV Record – Marginal Tietê, o rio



Finalmente, existem muitas questões ligadas à micro-drenagem que devem ser tratadas. Dentre elas, o não lançamento de esgotos e lixo nos rios e nas galerias de águas pluviais, a limpeza dos bueiros e a manutenção das galerias. Também em projetos de reurbanização ou na abertura de novos loteamentos, deveria se garantir a recuperação das áreas permeáveis e a preservação das várzeas como áreas verdes.

O Governo do Estado vem há décadas investindo em medidas paliativas, sem grande impacto na solução deste grave problema que assola e flagela grande parte da população de São Paulo, principalmente os mais humildes que vivem em regiões de risco e, que muitas vezes, sofrem com as enchentes todos os anos.

E, por outro lado, a própria população atingida pelas enchentes, muitas vezes é a responsável por parte desse fenômeno ao jogar lixo nas ruas, além de muitos outros que não possuem qualquer tipo de conscientização e educação, infelizmente.

Vamos torcer pelo novo governo tomar coragem e atacar com mais coragem e rapidez os problemas de enchentes, com as medidas necessárias, pois com as mudanças climáticas, a previsão para o verão de 2011 não são muito boas, lamentavelmente.

Se você gostou dessa postagem, leia também:

14/06/10 - Brasileiros vivendo no Exterior
14/09/10 - Tempo seco prejudica a saúde da população


Fontes: http://atlasambiental.prefeitura.sp.gov.br/pagina.php?id=26

http://conhecimentopratico.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/25/artigo134975-1.asp

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ESTATISTICA DE VISITAS AO BLOG EM SETEMBRO DE 2010

Desde que instalei neste blog um programa que registra as visitas as paginas e apresenta a estatística de postagens mais acessadas e a origem dos leitores, venho me surpreendendo com muita alegria pelo retorno ao meu trabalho.

Nos primeiros 46 dias, de 16/07 à 31/08/2010 foram registrados 12.729 acessos através do GOOGLE.

Já de 01 a 30 de setembro, houve um crescimento fantástico, pois acusou os seguintes números:

POR ORIGEM:

Brasil 16.901 acessos
Portugal 926 acessos
Estados Unidos 304 acessos
Angola 146 acessos
Itália 139 acessos
França 135 acessos
Panamá 124 acessos
Espanha 123 acessos
Canadá 119 acessos
Reino Unido 118 acessos
Moçambique 78 acessos
Argentina 51 acessos
Chile 46 acessos
Japão 42 acessos
Alemanha 39 acessos
Outros países: Irlanda, Kuwait, Arábia Saudita, República Dominicana, Dinamarca, Suécia e Cabo Verde.

20.502 acessos de 1º a 30 de setembro de 2010

AS 15 POSTAGENS MAIS ACESSADAS EM SETEMBRO:

Malditas Queimadas no Brasil – 3.628 acessos
Lixo nas Praias e no Mar - 2.264 acessos
Filme Flor do Deserto mostra história real de modelo somali – 1.154 acessos
Madri em Festa com a vitória na Copa 2010 – 698 acessos
Madonna 5.2 – 628 acessos
O abandono de idosos nos asilos do Brasil – 553 acessos
Prostituição a profissão mais antiga e rentável do mundo – 469 acessos
Dina Sfat, saudades de você – 419 acessos
Você separa o seu lixo para coleta seletiva? – 342 acessos
Mudanças climáticas uma nova realidade – Parte I – 310 acessos
Mudanças climáticas uma nova realidade – Parte II – 287 acessos
Centro de São Paulo, o melhor lugar para morar – 275 acessos
Moradores de rua, um flagelo social – 214 acessos
Massacre de golfinhos no mar do Japão – 206 acessos
Costa da Mata Atlântica, um paraíso tropical – 188 acessos

Gostaria de agradecer novamente aos meus leitores, prometendo continuar postando artigos interessantes e isentos, no intuito de entreter e informar com pesquisas profundas e reais da atualidade.

A partir de 1º de outubro o blog conta também com CONTADOR DE VISITAS na parte inferior da página, que vai incluir todos os acessos e não apenas as com origens de tráfego do GOOGLE, como vinham sendo feitas desde 16 de julho de 2010.

Espero continuar merecendo a atenção de todos os meus leitores amigos.

Muito obrigado.

BETO LEMELA