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quinta-feira, 23 de maio de 2013

18ª PARADA GAY DE SP, PALANQUE OU CARNAVAL?

Neste domingo, 04 de MAIO, ocorre a 17ª Edição da PARADA GAY em São Paulo, evento que no inicio pretendia ser um palanque das reivindicações dos homossexuais, mas, entretanto, no decorrer das edições e o seu sucesso de público, passou a ser um grande carnaval.

Este ano com a participação de trios elétricos milhares de pessoas vão às ruas protestarem contra a homofobia, mas este é apenas um pretexto para a folia e todos os atos de imoralidade que vem ocorrendo em todas as edições.

Centenas de homossexuais seminus exibindo seus corpos (e muitas vezes suas partes intimas), travestis quase despidas, homens beijando outros homens, mulheres outras mulheres, e no final do desfile quando já é noite na Praça Roosevelt alguns chegam até a praticar sexo no meio da multidão. Enfim, sem querer ser falso moralista, que não sou realmente, não gosto e não aprovo este tipo de evento popular, pois acho um desrespeito ao público presente, uma grande maioria de crianças, que são obrigadas a presenciar estes comportamentos degradantes por parte de alguns participantes. Não são todos, é bem verdade, alguns até comparecem com o intuito de reivindicar seus direitos, que realmente não existe no Brasil, como: parceria civil (aprovada recentemente pelo STF, porém não pelo Congresso, embora tramite Projeto de Lei há mais de uma década), preconceito e homofobia, mas ficam perdidos na multidão de devassos que estão apenas na folia, pouco preocupados com a sua pseudo-luta. Eu acho que o homossexual como todo brasileiro tem o direito de uma completa cidadania, pois atualmente são cidadãos de segunda categoria no Brasil, com seus direitos mais básicos cerceados, ao contrário de muitos países do Primeiro Mundo (que realmente não é o nosso caso), porém o respeito ao público é fundamental e as suas intimidades, como as de quaisquer heterossexuais, podem e devem ser feitas entre quatro paredes ou ambientes públicos apropriados e privados, não como a parada, que tem um público familiar tão imenso e presente.

Também sou contra o evento na Avenida Paulista impedindo o transito de veículos, por ser uma das principais vias da cidade. Acho que esse tipo de “carnaval gay” poderia ser transferido para outro local que não acarretasse tantos transtornos para a população, que além de ser obrigada a assistir tanta obscenidade, ainda é prejudicada na sua locomoção e passeio de fim de semana.

Confira vídeo do Deputado Homofóbico Bolsonaro falando sobre a União Estável (casamento gay)

Não é preciso ser diferente para ser gay, por Alexandre Vidal Porto, Mestre em Direito pela Universidade de Harvard (EUA)

Os homossexuais podem se tornar invisíveis. É só saberem dissimular ou mentir. Quando a primeira parada gay de São Paulo surgiu, um de seus objetivos era, justamente dar visibilidade à parcela da comunidade GLBT que queria afirmar a sua existência e entabular um diálogo com a sociedade.

O viés era político. O slogam da Parada, "Somos muitos e estamos em todas as profissões", equivalia a uma apresentação. Os manifestantes queriam mostrar quem eram e o que faziam. Reclamavam participação no processo jurídico-social e pediam proteção contra o preconceito e a discriminação. Eram 2.000 pessoas, e o ano era 1997.

Desde a sua primeira edição, no entanto, o aspecto politíco do evento foi cedendo espaço ao carnavalesco. A Parada Gay de São Paulo transformou-se em uma grande festa. A maior de seu gênero no mundo. Atrai número de pessoas equivalentes à população do Uruguai. Movimenta centena de milhões de reais. A expectativa é de que traga mais de 400 mil turistas à cidade.

Explica-se o fenômeno da carnavalização da Parada com o argumento de que os gays são "divertidos". A utilização desse estereótipo, contudo, contribui para mascarar a irresponsabilidade cívica e a alienação politíca de parte da comunidade GLBT.

Carnavalizar é fácil e agradável, mas é contraproducente.

O estilo exagerado que alguns participantes preferem adotar é legítimo e respeitável. Mas presta um desserviço para os avanços dos direitos à igualdade. O caráter festivo e a irreverência tiveram valor simbólico em um tempo em que a rejeição social contra a homossexualidade era incontornável. Acontece que as coisas mudaram.

Os milhões de pessoas que comparecerão ao evento na Avenida Paulista deveriam ter responsabilidade cívica de conquistar corações e mentes para a sua causa. O aspecto politíco da Parada exige certa sobriedade, ao menos em respeito às vítimas cotidianas da homofobia, no Brasil e no mundo. Hoje, o peso do discurso politíco tem de ser maior que a vontade de dançar.

A aceitação a homossexualidade pela opinião pública está vinculada à convivência com as pessoas abertamente gays. Mostrar-se é importante. Nessa batalha, é mais estratégico exibir a semelhança. É mais difícil para o mundo identificar-se com o ultrajante.

Não se trata de exibir a orientação sexual, mas de garantir o direito pleno à liberdade de exercê-la.

Associar o conceito da homossexualidade à transgressão e ao excesso pode ter valor estético, mas tem efeito negativo sobre o rítmo do processo politíco.

Confira vídeo com a reportagem do STF aprovando o casamento gay

Para gente que cresceu com uma escala de valores antagônica aos direitos humanos dos GLBT, o comportamento escandaloso exibido tradicionalmente nas paradas equivale à retórica raivosa de um Jair Bolsonaro. O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que tem direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão.

Ninguém precisa ser diferente para ser gay. Não é necessário transformar-se na caricatura de sí mesmo.

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08/12/10 – Homofobia, até quando?
21/10/10 – A família brasileira e a homossexualidade
19/08/10 – Silas Malafaia, mais um falso profeta
28/07/10 – Prostituição Masculina
15/07/10 – A AIDS e as novas perspectivas mundiais

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

RACISMO NO SÉCULO XXI

O RACISMO é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.

A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferioridade, se sentindo, muitos povos, como inferiores aos europeus.

RACISMO NO BRASIL

Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as próprias origens. Qual é o antepassado do “verdadeiro brasileiro”? Indígena (os primeiros povos a habitar a terra do ‘Pau Brasil’)? Os negros (que foram trazidos para trabalhar como escravos e, ainda, serviram de mercadoria para seus senhores)? Os portugueses (que detém o status de descobridores desta terra)? Porém, pode ser a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje? Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e até argentinos vivem neste país que hospitaleiro até demais com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.

Atualmente, a população brasileira faz parte do ‘vira-latismo’ mundial. Quantas pessoas mestiças nascidas no Brasil você conhece ou, pelo menos, já viu? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que...”meu avô era africano, minha avó espanhola”, ou então...”meu pai é japonês e minha mãe é árabe”? Quando representantes ‘tupiniquins’ participam de eventos esportivos ou sociais, o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas apenas um sangue, somente uma paixão, o Brasil.

O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxergar. Os alvos, mesmo que inconscientemente, sempre são os mesmos. Negros, mestiços, nordestinos, pessoas fora do padrão da moda, ou seja, obesos, magrelas, altos demais, baixos ou anões e, principalmente, os mais pobres sofrem com a discriminação e não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm vez na sociedade brasileira!

Para exemplificar isso, basta visitar as faculdades, os pontos de encontro (como bares, danceterias, teatros e cinemas) ou, até mesmo, se tiver mais coragem, verificar o revés da história, ou seja, favelas e presídios. Claramente, nesses lugares, este racismo hipócrita e camuflado vem à tona e causa espanto em muitas pessoas que não ‘querem’ encarar a verdade dos fatos.

No Brasil, a Constituição de 1988 tornou a prática do racismo crime sujeito à pena de prisão, inafiançável e imprescritível. A legislação brasileira já definia, desde 1951, com a Lei Afonso Arinos (lei. 1.390/51), os primeiros conceitos de racismo, apesar de não classificar como crime e sim como contravenção penal (ato delituoso de menor gravidade que o crime). Os agitados tempos da regência, na década de 1830, assinalam o anti-racismo no seu nascedouro quando uma primeira geração de brasileiros negros ilustrados dedicou-se a denunciar o "preconceito de cor" em jornais específicos de luta (a "imprensa mulata"), repudiando o reconhecimento público das "raças" e reivindicando a concretização dos direitos de cidadania já contemplados pela Constituição de 1824.

Confira vídeo do CONEXÃO REPORTER DO SBT – RACISMO NO BRASIL (Parte ¼)



O RACISMO é um preconceito contra um “grupo racial”, geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, e, como tal, é uma atitude subjectiva gerada por uma sequência de mecanismos sociais.

Um grupo social dominante, seja em aspectos econômicos ou numéricos, sente a necessidade de se distanciar de outro grupo que, por razões históricas, possui tradições ou comportamentos diferentes. A partir daí, esse grupo dominante constrói um mito sobre o outro grupo, que pode ser relacionado à crença de superioridade ou de iniquidade.

Nesse contexto, a falta de análise crítica, a aceitação cega do mito gerado dentro do próprio grupo e a necessidade de continuar ligado ao seu próprio grupo levam à propagação do mito ao longo das gerações. O mito torna-se, a partir de então, parte do “status quo”, fator responsável pela difusão de valores morais como o "certo" e o "errado", o "aceito" e o "não-aceito", o "bom" e o "ruim", entre outros. Esses valores são aceitos sem uma análise onto-axiológica do seu fundamento, propagando-se por influência da coerção social e se sustentando pelo pensamento conformista de que "sempre foi assim".

Finalmente, o mecanismo subliminar da aceitação permite mascarar o prejuízo em que se baseia a discriminação, fornecendo bases axiológicas para a sustentação de um algo maior, de posturas mais radicais, como as atitudes violentas e mesmo criminosas contra membros do outro grupo.

Convém ressaltar que o racismo nem sempre ocorre de forma explícita. Além disso, existem casos em que a prática do racismo é sustentada pelo aval dos objetos de preconceito na medida em que também se satiriza racialmente e/ou consente a prática racista, de uma forma geral. Muitas vezes o racismo é consequência de uma educação familiar racista e discriminatória.

Confira vídeo do CONEXÃO REPORTER DO SBT – RACISMO NO BRASIL (Parte 2/4)



HISTÓRIA

O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si, e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia. Na Idade Média, desenvolveu-se o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa.

Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial.

No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto por parte dos vencedores, como dos submetidos, como os índios norte-americanos que chamavam os brancos de "Cara pálidas".

Os casos mais extremos foram a confinação dos índios em reservas e a introdução de leis para instituir a discriminação, como foram os casos das leis de Jim Crow, nos Estados Unidos da América, e do apartheid na África do Sul.


Confira vídeo do CONEXÃO REPORTER DO SBT – RACISMO NO BRASIL (Parte ¾)





RACISMO NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


Nos Estados Unidos da América, o racismo chega a extremos contra os negros, índios, asiáticos e latino-americanos, em especial no sul do país. Até 1965, existiam leis, como as chamadas leis de Jim Crow, que negavam aos cidadãos não-brancos toda uma série de direitos. Leis existiam proibindo casamento inter-racial e segregando as raças em transporte público e banheiros públicos. Assim, mesmo que uma pessoa não fosse racista, ela estava proibida de casar com alguém de outra raça. Foi o caso do branco Lennie Hayton que não podendo se casar, na California, com Lena Horne, casou-se na França. Só em 1967, a Suprema Corte declarou inconstitucional a proibição do casamento inter-racial no veredicto sobre o caso "Loving et UX x Virginia".Na época da liberação do casamento inter-racial 72% dos estadunidenses se opunham ao casamento inter-racial.
Além disso, muitos negros foram linchados e queimados vivos sem julgamento, sem que os autores destes assassinatos fossem punidos, principalmente pelos membros de uma organização, a Ku Klux Klan (KKK), que defendia a “supremacia branca”. Essa organização ainda existe naquele país, alegadamente para defender a liberdade de expressão e liberdade de se expressar a supremacia branca daquele grupo social. A KKK surgiu como uma reação à abolição dos escravos nos EUA (Proclamação de Emancipação) e ao revanchismo praticado pelos ex-escravos aliados aos nortistas (yankees) após a Guerra de Secessão. Filmes pró sulistas como E o Vento Levou, Santa Fe Trail, The Undefeated, O Nascimento de uma Nação e Jezebel denunciam esse revanchismo que deu origem a KKK. Atualmente a KKK ainda existe e sofre perseguição nos EUA.

Paralelamente, desenvolveram-se grupos de supremacia negra, como o "Black Power" (em português, “Poder Negro”) e a organização "Nation of Islam", a que pertenceu Malcolm X. Sendo o governo de Barack Obama acusado de "racialismo" por não aceitar investigar racismo dos "Novos Panteras Negras" contra brancos norte-americanos.

O NAZISMO

Em 1899, o inglês Houston Stewart Chamberlain, chamado de O antropólogo do Kaiser, publicou na Alemanha a obra Die Grundlagen des neunzehnten Jahrhunderts (Os fundamentos do século XIX). Esta obra trouxe o mito da raça ariana novamente e identificou-a com o povo alemão.

Alfred Rosenberg também criou obras que reforçaram a teoria da superioridade racial. Estas foram aproveitadas pelo programa político do nazismo visando à unificação dos alemães utilizando a identificação dos traços raciais específicos do povo dos senhores. Como a raça alemã era bastante miscigenada, isto é, não havia uma normalidade de traços fisionômicos, criaram-se então raças inimigas, fazendo desta forma surgir um sentimento de hostilidade e aversão dirigido a pessoas e coisas estrangeiras. Desta forma, os nazistas usaram da xenofobia associada ao racismo atribuindo a indivíduos e grupos sociais atos de discriminação para amalgamar o povo alemão contra o que era diferente. A escravização dos povos da Europa oriental e a perseguição aos judeus eram as provas pretendidas pelos nazistas da superioridade da raça ariana sobre os demais grupos diferentes e raciais também.


Confira vídeo do CONEXÃO REPORTER DO SBT – RACISMO NO BRASIL (Parte 4/4)




O APARTHEID


Os trabalhos de geneticistas, antropólogos, sociólogos e outros cientistas do mundo inteiro derrubaram por terra toda e qualquer possibilidade de superioridade racial, e estes estudos culminaram com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Embora existam esforços contra a prática do racismo, esta ainda é comum a muitos povos da Terra. Uma demonstração vergonhosa para o ser humano sobre o racismo ocorreu em pleno século XX, a partir de 1948 na África do Sul, quando o apartheid manteve a população africana sob o domínio de um povo de origem europeia. Este regime político racista acabou quando por pressão mundial foram convocadas as primeiras eleições para um governo multirracial de transição, em abril de 1994.


RACISMO E XENOFOBIA


Muitas vezes o racismo e a xenofobia, embora fenômenos distintos, podem ser considerados paralelos e de mesma raiz, isto é, ocorrem quando um determinado grupo social começa a hostilizar outro por motivos torpes. Esta antipatia gera um movimento em que o grupo mais poderoso e homogêneo hostiliza o grupo mais fraco, ou diferente, pois o segundo não aceita seguir as mesmas regras e princípios ditados pelo primeiro. Muitas vezes, com a justificativa da diferença física, que acaba se tornando a base do comportamento racista.

Leis antirracismo têm sido feitas em diversos países com a intenção de punir racismo contra os negros. Essas leis existem apesar dos cientistas da área de Biologia atualmente dizerem que não existem raças na verdade.


Fontes:
Wikipédia

http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=901



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domingo, 19 de junho de 2011

PARADA GAY, PALANQUE OU CARNAVAL?

Sem ser este, no próximo domingo, 02 de junho, ocorre a 16ª Edição da PARADA GAY em São Paulo, evento que no inicio pretendia ser um palanque das reivindicações dos homossexuais, mas, entretanto, no decorrer das edições e o seu sucesso de público, passou a ser um grande carnaval.

Este ano com a participação de trios elétricos milhares de pessoas vão às ruas protestarem contra a homofobia, mas este é apenas um pretexto para a folia e todos os atos de imoralidade que vem ocorrendo em todas as edições.

Centenas de homossexuais seminus exibindo seus corpos (e muitas vezes suas partes intimas), travestis quase despidas, homens beijando outros homens, mulheres outras mulheres, e no final do desfile quando já é noite na Praça Roosevelt alguns chegam até a praticar sexo no meio da multidão. Enfim, sem querer ser falso moralista, que não sou realmente, não gosto e não aprovo este tipo de evento popular, pois acho um desrespeito ao público presente, uma grande maioria de crianças, que são obrigadas a presenciar estes comportamentos degradantes por parte de alguns participantes. Não são todos, é bem verdade, alguns até comparecem com o intuito de reivindicar seus direitos, que realmente não existe no Brasil, como: parceria civil (aprovada recentemente pelo STF, porém não pelo Congresso, embora tramite Projeto de Lei há mais de uma década), preconceito e homofobia, mas ficam perdidos na multidão de devassos que estão apenas na folia, pouco preocupados com a sua pseudo-luta. Eu acho que o homossexual como todo brasileiro tem o direito de uma completa cidadania, pois atualmente são cidadãos de segunda categoria no Brasil, com seus direitos mais básicos cerceados, ao contrário de muitos países do Primeiro Mundo (que realmente não é o nosso caso), porém o respeito ao público é fundamental e as suas intimidades, como as de quaisquer heterossexuais, podem e devem ser feitas entre quatro paredes ou ambientes públicos apropriados e privados, não como a parada, que tem um público familiar tão imenso e presente.

Também sou contra o evento na Avenida Paulista impedindo o transito de veículos, por ser uma das principais vias da cidade. Acho que esse tipo de “carnaval gay” poderia ser transferido para outro local que não acarretasse tantos transtornos para a população, que além de ser obrigada a assistir tanta obscenidade, ainda é prejudicada na sua locomoção e passeio de fim de semana.

Confira vídeo do Deputado Homofóbico Bolsonaro falando sobre a União Estável (casamento gay)

Não é preciso ser diferente para ser gay, por Alexandre Vidal Porto, Mestre em Direito pela Universidade de Harvard (EUA)

Os homossexuais podem se tornar invisíveis. É só saberem dissimular ou mentir. Quando a primeira parada gay de São Paulo surgiu, um de seus objetivos era, justamente dar visibilidade à parcela da comunidade GLBT que queria afirmar a sua existência e entabular um diálogo com a sociedade.

O viés era político. O slogam da Parada, "Somos muitos e estamos em todas as profissões", equivalia a uma apresentação. Os manifestantes queriam mostrar quem eram e o que faziam. Reclamavam participação no processo jurídico-social e pediam proteção contra o preconceito e a discriminação. Eram 2.000 pessoas, e o ano era 1997.

Desde a sua primeira edição, no entanto, o aspecto politíco do evento foi cedendo espaço ao carnavalesco. A Parada Gay de São Paulo transformou-se em uma grande festa. A maior de seu gênero no mundo. Atrai número de pessoas equivalentes à população do Uruguai. Movimenta centena de milhões de reais. A expectativa é de que traga mais de 400 mil turistas à cidade.

Explica-se o fenômeno da carnavalização da Parada com o argumento de que os gays são "divertidos". A utilização desse estereótipo, contudo, contribui para mascarar a irresponsabilidade cívica e a alienação politíca de parte da comunidade GLBT.

Carnavalizar é fácil e agradável, mas é contraproducente.

O estilo exagerado que alguns participantes preferem adotar é legítimo e respeitável. Mas presta um desserviço para os avanços dos direitos à igualdade. O caráter festivo e a irreverência tiveram valor simbólico em um tempo em que a rejeição social contra a homossexualidade era incontornável. Acontece que as coisas mudaram.

Os milhões de pessoas que comparecerão ao evento na Avenida Paulista deveriam ter responsabilidade cívica de conquistar corações e mentes para a sua causa. O aspecto politíco da Parada exige certa sobriedade, ao menos em respeito às vítimas cotidianas da homofobia, no Brasil e no mundo. Hoje, o peso do discurso politíco tem de ser maior que a vontade de dançar.

A aceitação a homossexualidade pela opinião pública está vinculada à convivência com as pessoas abertamente gays. Mostrar-se é importante. Nessa batalha, é mais estratégico exibir a semelhança. É mais difícil para o mundo identificar-se com o ultrajante.

Não se trata de exibir a orientação sexual, mas de garantir o direito pleno à liberdade de exercê-la.

Associar o conceito da homossexualidade à transgressão e ao excesso pode ter valor estético, mas tem efeito negativo sobre o rítmo do processo politíco.

Confira vídeo com a reportagem do STF aprovando o casamento gay

Para gente que cresceu com uma escala de valores antagônica aos direitos humanos dos GLBT, o comportamento escandaloso exibido tradicionalmente nas paradas equivale à retórica raivosa de um Jair Bolsonaro. O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que tem direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão.

Ninguém precisa ser diferente para ser gay. Não é necessário transformar-se na caricatura de sí mesmo.

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21/10/10 – A família brasileira e a homossexualidade
19/08/10 – Silas Malafaia, mais um falso profeta
28/07/10 – Prostituição Masculina
15/07/10 – A AIDS e as novas perspectivas mundiais

domingo, 15 de maio de 2011

TRÁFICO HUMANO DE PESSOAS, COMO FUNCIONA.

O Senado do Brasil acaba de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o tráfico nacional e internacional de pessoas no Brasil, em especial suas causas, consequências, rotas e responsáveis.

O tráfico de pessoas representa hoje no mundo inteiro um dos mais graves problemas, pois esse tipo de crime organizado transnacional está fortemente atrelado à exploração sexual, ao comércio de órgãos, à adoção ilegal, à pornografia infantil, às formas ilegais de imigração com vistas à exploração do trabalho em condições análogas à escravidão, ao contrabando de mercadorias, ao contrabando de armas e ao tráfico de drogas.

O tráfico de pessoas viceja onde há graves violações de direitos humanos em decorrência da pobreza extrema, da desigualdade social, racial, étnica e de gênero, das guerras, da perseguição de cunho religioso. Vários países e comunidades sofrem com a exploração sexual de meninas e de mulheres, que são colocadas no mercado do sexo e do trabalho coato por meio de uma rede de exploradores e aliciadores que atua bem próxima das comunidades. A face mais visível do problema é o turismo sexual e o embarque de mulheres dos países de origem para os países receptores em busca de oportunidades de trabalho em casas noturnas e boates.


Confira vídeo português de CAMPANHA CONTRA O TRÁFICO HUMANO



A repressão policial e judicial não é bastante para dar conta do problema e de suas impressionantes dimensões.

É preciso que vários órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e outros atores sociais se juntem para criar sistemas de observatórios e de denúncias dessas práticas, ainda fortemente arraigadas em nossas sociedades.

Relatório Anual do Departamento de Estado dos EUA, dedicado ao Tráfico Internacional de Pessoas, tem item específico sobre Brasil em que destaca exploração sexual, tráfico de mulheres e trabalho escravo.

O Relatório critica o Brasil pela persistência do tráfico de pessoas e pelo trabalho escravo. O documento afirma, como nos relatórios anteriores, que o Brasil é país fonte para o trabalho forçado para a exploração sexual tanto em termos de tráfico interno e externo. Em relação ao trabalho forçado, metade dos quase 6.000 homens libertados em 2007 trabalhava em canaviais, o que demonstra a preocupação internacional com os efeitos da expansão do plantio para suprir o crescente mercado de etanol.


Confira vídeo sobre TRÁFICO HUMANO com dados estatísticos




Como o tráfico de seres humanos transcorre às escondidas, existem somente estimativas grosseiras quanto à sua dimensão. Muitas vítimas têm vergonha, medo de ir à polícia e não denunciam os criminosos. Acredita-se que, anualmente, cerca de 30 bilhões de dólares são movimentados e que mais de 2 milhões de pessoas sejam vítimas de tráfico humano no MUNDO. Dessas, metade tem menos de 18 anos e 80% são exploradas sexualmente.

O tráfico de seres humanos prospera e alcança dimensões semelhantes ao comércio ilegal de drogas e armas. Ele está presente em todo o mundo e, na maioria dos casos, as vítimas recebem pouca ajuda.

A crise não atingiu os traficantes de seres humanos. A demanda é grande e, devido à internet, a logística funciona sem problemas e todo o setor está bem interconectado
Traficantes de seres humanos se aproveitam de situações de demanda. Pode se tratar da miséria ou de um conflito armado. Mas também a falta de oportunidades ou uma especial vulnerabilidade pode levar pessoas a se tornarem presa fácil para os traficantes de escravos modernos.

Confira vídeo Trabalho do curso EFA sobre o Trafico Humano (Parte ½)




Em âmbito global, o comércio de pessoas já é apontado como a segunda maior economia paralela. "Se fosse para fazer um ranking no mundo do crime, o tráfico de pessoas estaria na segunda posição", afirmou Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça do Brasil.

Para Abrão, este tipo de crime já supera o tráfico de armas em termos de volume financeiro, ficando apenas um pouco atrás do comércio de drogas. "Justamente por ser um crime silencioso, e as pessoas aparentemente não verem, ele vai crescendo", advertiu o secretário.

Com base no Relatório Global de Tráfico de Pessoas do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), a maior demanda de pessoas traficadas é para a exploração sexual (79%), seguida pelo trabalho forçado (18%).

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo menos 12,3 milhões de adultos e crianças são explorados em trabalhos forçados e no sexo em todo mundo– 56% são mulheres e garotas.


Confira vídeo Trabalho do curso EFA sobre o Trafico Humano (Parte 2/2)




Muitos deixam seus países e acabam tornando-se vítimas do tráfico humano no exterior. Na maioria das vezes, são convencidos pela promessa de uma vida melhor por meio de emprego, oportunidades de estudo e casamento.

De acordo com o Relatório de Tráfico de Pessoas, publicado pelo Departamento de Estado Norte-Americano em junho de 2009, um grande número de mulheres e crianças brasileiras, muitas do estado de Goiás, são traficadas para o exterior para serem exploradas sexualmente, sobretudo em países como Espanha, Itália, Portugal e Holanda. Outras também são traficadas para países vizinhos, como Suriname, Guiana, Venezuela e Paraguai. Com base nestes dados, recentemente, firmou-se um protocolo para ações prioritárias e conjuntas entre os ministros da Justiça do Brasil, da Argentina, da Espanha e de Portugal, que já estão sendo implementados.

Além de ser um país de origem para o tráfico, o Brasil também é um local de destino e de trânsito para outros países. De acordo com o relatório do Departamento de Estado Americano, diversos homens, mulheres e crianças saem da Bolívia e do Paraguai para realizar trabalhos forçados em fábricas têxteis e nas lojas de centros metropolitanos como São Paulo.

Para evitar a exploração de imigrantes irregulares no Brasil, o governo decretou anistia em junho de 2009, permitindo-lhes legalizar-se provisoriamente no país. Segundo Tuma, muitas pessoas traficadas estavam em oficinas de mão-de-obra análoga à escrava, sem poder se libertar. "Quando você anistia o irregular, ele consegue sair e denunciar o crime", informou.

Segundo o relatório dos EUA, o Brasil possui grande problema com o tráfico interno de pessoas. Entre 250 mil e 400 mil pessoas são exploradas em prostituição doméstica em resorts e áreas turísticas, ao longo de estradas e em bordéis na Amazônia. Mais de 25 mil homens são sujeitados a trabalhos escravos ligados ao cultivo de gado, à plantação de cana e a grandes campos de plantação de milho, algodão e soja; bem como em tarefas de extração mineral, corte de madeira e produção de carvão.


Fonte: http://www.observatoriodeseguranca.org/relatorios/trafico

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5356108,00.html

Folha de São Paulo, de 15/05/11, debate de: José Eduardo Cardozo (Ministro da Justiça) e Paulo Abrão, Secretário Nacional de Justiça


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

STF APROVA UNIÃO ESTÁVEL HOMOSSEXUAL

O Resultado unânime dos juízes do SUPREMO TRIBUNAL BRASILEIRO decidiu em julgamento histórico, que casais homossexuais formam uma família com os mesmos direitos e deveres que os casais heterossexuais. O placar inteligente, democrático e unânime foi de 10 x 0.

Não é pouco no Brasil o Estado laico ter vencido. Se dois homens e duas mulheres se amam e constroem uma vida e um patrimônio juntos, por que não ter direitos ? Não fazia sentido.

Com a aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo, cumpre-se a premissa principal da Constituição Federal, a de “que todos são iguais perante a lei”. A Igreja e os evangélicos atacam a decisão com o pretexto de que ela vai contra seus princípios. Foi aprovada a união civil de homossexuais e, não o casamento, que é de âmbito religioso. Não se trata de aprovar que pessoas do mesmo sexo possam participar de cerimônias religiosas, e sim de direitos iguais entre as pessoas que vivem juntos.

Confira vídeo do STF com a aprovação unânime da união homossexual em 19/11/11




Não foi apenas uma vitória dos homossexuais.Foi uma afirmação do Estado laico, do espírito democrático e do pensamento progressista. Não é pouco no Brasil, onde ainda se atacam homossexuais em plenas vias movimentadas, como a Avenida Paulista, da maior cidade do País.

Basta lembrar, por exemplo, que na campanha presidencial o aborto foi objeto de uma gincana obscurantista entre os candidatos “esclarecidos”. Ou não esquecer que os gays (de fato ou presumidos) são espancados por gangues nas ruas.

Ao reconhecer como legal a união estável entre pessoas do mesmo sexo, o STF estendeu a esses casais o direito dos heterossexuais: Partilha de Bens e Herança, pensão, declaração conjunta de Imposto de Renda, Plano de Saúde, Direito de visita em hospitais público, adoção de filhos como casal.

Quanto ao CASAMENTO CIVIL não foi legalizado, ainda. Na prática, a maior diferença entre união civil e casamento é cultural e formal, porque a maioria dos direitos é garantida para ambos os tipos de relação.

Mas, além de facultar aos gays o direito de constituir família, o STF vai contra a discriminação e a favor de uma sociedade mais tolerante e inclusiva, capaz de lidar de maneira civilizada com suas diferenças e multiplicidade de vida.


Confira vídeo do JORNAL NACIONAL sobre a decisão do STF sobre a união de pessoas do mesmo sexo



Eram dois os argumentos legais dos adversários da causa gay: 1) a Constituição diz que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar”; 2) Para ampliar esse conceito aos gays, seria preciso mudar a Carta, tarefa que caberia ao Congresso corrupto e dominado por grupos demagógicos ou da bancada evangélica ou católica.

Gilmar Mendes respondeu a essas objeções no seu voto: “O fato de a Constituição proteger a união estável entre homem e mulher não significa negar a proteção à união do mesmo sexo. É dever desta corte dar essa proteção se de alguma forma ela não foi concedida pelo órgão competente (O Congresso, que só atende interesses partidários ou próprios).

Mas feliz, de verdade, foi a fórmula do relator do caso, ministro Ayres Britto: “Aqui é o reino da igualdade absoluta, pois não se pode alegar que os heteroafetivos perdem se os homoafetivos ganham”.

Mesmo sem perder nada, foram derrotados aqueles que se sentem ameaçados pela sexualidade alheia (ou antes da própria). Perderam a Igreja, os conservadores em geral, e os homofóbicos em particular. Nem sempre o Brasil nos decepciona. Avançamos . Com a comissão do Congresso, pelas mãos do STF.

Vamos ver se o Congresso envergonhado pelo atraso, pela inoperância, resolve votar agora o projeto que combate a HOMOFOBIA e que tramita há meses, sem qualquer interesse dos safados.

Confira vídeo sobre a opinião da Direita Brasileira sobre a legalização da união civil homossexual




Fontes: Fernando de Barros e Silva, Eliane Castanhède, Luiza Fisher Carneiro, e Felipe Seligman ( do Jornal FOLHA DE SÃO PAULO)

Abaixo indico alguns filmes que me levaram a refletir sobre o tema e o inacreditável problema que ainda vivem os homossexuais em pleno século XXI por não ter a sua união devidamente legalizada e aceita por todos:

* Desejo Proibido, de Jane Anderson, Marta Coolidge e Anne Herche - EUA/2000
* Baby Love (Comme Les Autres), de Vincent Garenq - FRANÇA/2008
* Direito de Amar, de Tom Ford - EUA/2009
* Uma Família bem Diferente, de Laurie Lynd - EUA/2009
* Patrick 1,5, de Ella Lemhagen - SUÉCIA/2009
* Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko e Stuart Blunberg - EUA/2010



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21/10;11 – A família brasileira e a homossexualidade
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28;07/11 – Prostituição Masculina
03/06/11 – Parada gay, palanque ou carnaval?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS DO PAÍS

Como professor de Português, suponho que para extinguir a violência na sociedade e, principalmente, na escola, é necessário bem mais que um projeto ou programa específico, mas uma mudança audaciosa de postura e atitude diante do problema.

Vivemos um período em que a "ideologia" de políticas populistas, de um estado populista interfere seguramente no processo de educação em nosso país. E que, em função dessa política, criaram-se a "republica dos coitadinhos", vítimas do sistema e desajustados de família, que devem ser cuidados para que se possa corrigir, reparar os danos históricos promovidos pelas classes dominantes. Ora, os "coitadinhos", "inferiores", portanto, como querem muitos sociólogos, antropólogos e intelectuais anacrônicos de plantão, já perceberam essa deixa e passam a impor uma chantagem sócio-emocional, colocando como refém, os pobres professores, representantes mais próximos de estância social logo acima deles. E de certa forma, sabotando a única possibilidade que seus filhos teriam de ascensão social. Que pena! Fazem o jogo da classe dominante burra de nosso país, que ainda vê na ignorância forma de permanecer no poder.

Eu estudei a minha vida toda em escola pública (com exceção dos meus cursos superiores e pós-graduação) e confesso que em minha época, aluno respeitava professor e todo o sistema. Mas não era apenas pela estrutura e suporte moral familiar, e sim pelas sanções que poderíamos sofrer. Ser suspenso, transferido, expulso ou encaminhado para a escola de menores, se fosse o caso. Se expulso não poderíamos nos matricular em escola do governo por dois anos. Isto sim funcionava!

Confira vídeo PROFISSÃO REPORTER – Violência nas Escolas (Parte 1/2)



Quanto às freqüentes notícias de violência na Escola, como trata a reportagem do PROFISSÃO REPÓRTER, o professor não é o profissional capacitado para lidar com a violência. Isso, deve ser deixada para a policia que é treinada para lidar com infratores, marginais e qualquer tipo de escória. É uma grande hipocrisia falar que Professor tem que enfrentar violência. Chega! o mundo lá fora não quer passar a mão em "violentos", vamos deixar de lenga lenga, e parar de transformar o professor num grande palhaço e a escola num grande circo. A escola é e faz parte da vida de qualquer cidadão. Quer ele esteja num banco escolar ou não. Por isso, não vamos confundir demagogia com vida real. A escola não é lugar agradável. É lugar de preparo para o presente.

Professor não tem que ser pai de aluno. Ele tem que cumprir seu dever e seguir seu caminho. O problema da violência é um desafio social sem disciplina não teremos respeito por ninguém. Não cabe a escola resolver esse desafio só. E muito menos o professor. Temos que tomar providências para que mais tarde não façam do professor além de sacerdote, como muitos dizem, policial. Não ganhamos para isso. O administrador cuida da administração de uma empresa, o servente da limpeza, o policial da segurança, o psicólogo da integridade da mente, porque o professor tem de cuidar além da instrução que lhe é dever, também, do aluno, do seu problema de aprendizagem, do seu problema particular, do seu problema familiar, do seu .... Quantos problemas! O ditado nos diz: cada macaco no seu galho. Devemos alertar nosso aluno para os tipos de violência que nos acometem no nosso dia a dia. Como: aumentos abusivos, roubos, assaltos, violência contra menores, mulheres, etc... Agora enfrentar de frente a violência é demais. A paz não é possível, contudo, momentos de tranquilidade são aceitos. A democracia não é possível, contudo, não haveria leis. É impossível querer fazer com que a escola seja o melhor lugar do mundo. Sabe por quê? Por que lidamos com pessoas. O que é bom pra mim não é bom pra ti. Por isso, sejamos mais pés no chão. Façamos o que podemos e sabemos.


Confira vídeo ´PROFISSÃO REPORTER – Violência nas Escolas (Parte 2/2)




Devemos tomar cuidado com a violência da hipocrisia. O espaço escolar faz parte de um todo e não é o TODO. Se a violência existe, logo, fará parte também do mundo escolar. É uma verdade e o professor, repito, não está preparado para lidar com tal problema. As universidades mal preparam a mão de obra para as escolas, quanto mais para lidarmos com a violência. Palavras bonitas são paliativas que logo serão esquecidos. A sociedade deve abraçar a causa, senão seremos mais um grito na multidão. Acho até belas palavras, mas a sala de aula é cruel e real. A realidade não é conto de fadas. Muitos especialistas em educação falam muito em palestras e reuniões. Suas salas possuem ar-condicionado, cafezinho, poltronas reclináveis. E nunca colocaram os pés numa sala de aula em que mal temos um quadro para escrever. A violência começa na base da educação, a violência com os professores, com os alunos. Quero ver entrar numa sala de aula de certas regiões da periferia, por exemplo, e falar de violência sabendo que tem dois ou três alunos traficantes. Vamos deixar de HIPOCRISIA. Vontade é uma coisa que dá e passa. Façamos o que sabemos. Na realidade de cada um. Um tipo de violência que querem colocar na cabeça dos alunos; na escola devemos sempre ou quase sempre passar a mão na cabeça daqueles que não conseguem boas notas, ou que não são educados.

Fontes: José Tadeu Vieira Leite (Professor de História) e Marcelo Mello (Professor – Psicopedagogo)

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A OBESIDADE TORNA-SE PREOCUPANTE NO BRASIL

Um levantamento divulgado dia 18/04/11 pelo Ministério da Saúde mostra que quase metade (48,1%) da população brasileira adulta está acima do peso e que 15% dos brasileiros são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade.

A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010) indica que mais da metade (52,1%) dos homens está acima do peso. Entre as mulheres, a taxa é de 44,3%. Em 2006, os índices eram de 47,2% e 38,5%, respectivamente.

Caso o Brasil mantenha os atuais índices, deverá alcançar em 13 anos os níveis de sobrepeso e obesidade registrados nos Estados Unidos.

A OBESIDADE é uma doença crônica multifatorial, na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. É resultado do balanço energético positivo, ou seja, a ingestão alimentar é superior ao gasto energético.

Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, apnéia do sono e osteoartrite.

A OBESIDADE é normalmente definida como a condição de pesar 20% ou mais acima do peso ideal. O peso ideal para a sua altura e sexo pode ser verificado numa tabela de peso. Quarenta por cento dos americanos são obesos, 30% dos homens e 40% das mulheres entre 40 e 49 anos estão, no mínimo, 20% acima do seu peso ideal. A obesidade aumenta de acordo com a idade das pessoas.

A obesidade é uma condição séria porque aumenta o risco de incidência de doenças graves tais como:

- Derrame cerebral
- Doenças cardíacas
- Diabetes
- Apnéia do Sono
- Alguns tipos de câncer tais como de cólon, de mama e de útero
- Osteoartrite (dificuldade de movimentação e dor nas juntas que podem aparecer na velhice)


A obesidade dificulta a realização de um bom exame através de raios-X, outros tipos de exames minuciosos e cirurgias .

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER de 11/03/11 – EPIDEMIA DE OBESIDADE – Parte 1/5



COMO OCORRE:

As causas da obesidade não são claras, e comer demais nem sempre é a causa. A quantidade de energia (calorias) que o organismo necessita quando está em repouso pode ser importante. Obtém-se energia através dos alimentos ingeridos e a energia não utilizada é armazenada na forma de gordura. Pessoas obesas podem despender menos energia quando em repouso do que as não obesas e também queimam menos calorias porque é mais difícil serem fisicamente ativas.

Os genes herdados dos pais podem afetar o peso. Crianças com pais obesos têm dez vezes mais chances de se tornarem obesas do que aquelas cujos pais não o são. Hábitos alimentares não-saudáveis também podem ser outra causa de obesidade.

Raramente desequilíbrio hormonal causa obesidade.

COMO É DIAGNOSTICADA:

O médico irá verificar o peso, examinar e fazer perguntas sobre sua história clínica. Seu sangue poderá ser examinado para medir as taxas de glicose, colesterol e triglicérides.

Se houver suspeita de hipotireoidismo, um exame de estímulo ao hormônio da tireóide poderá ser feito. O hipotireoidismo é o estado do organismo no qual a tireóide não produz de forma satisfatória o hormônio que controla a quantidade de energia que o organismo utiliza.

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER de 11/03/11 – EPIDEMIA DE OBESIDADE – Parte 2/5



TRATAMENTOS:

O principal tratamento para a obesidade é a redução da gordura corporal por meio de adequação da dieta e aumento do exercício físico. Programas de dieta e exercício produzem perda media de aproximadamente 8% da massa total (excluindo os que não concluem os programas). Nem todos ficam satisfeitos com esses resultados, mas até a perda de 5% da massa pode contribuir significativamente para a saúde. Mais difícil do que perder peso, é manter o peso reduzido. Entre 85% e 95 %, daqueles que perdem 10% ou mais de sua massa corporal, recuperam todo o peso perdido em dois a cinco anos. O corpo tem sistemas que mantêm sua homeostase em certos pontos fixos, incluindo peso. Existem seis recomendações para o tratamento clínico da obesidade:

1. Pessoas com IMC acima de 30 devem ser iniciadas num programa de dieta de redução calórica, exercício e outras intervenções comportamentais e estabelecer objetivos realístas de perda de peso.

2. Se os objetivos não forem alcançados, terapia farmacêutica pode ser oferecida. O paciente deve ser informado da possibilidade de efeitos colaterais e da inexistência de dados sobre a segurança e eficácia de tais medicamentos no longo prazo.

3. Terapia farmacêutica pode incluir sibutramina, orlistat, fentermina, dietilpropiona, fluoxetina e bupropiona. Para casos mais severos de obesidade, medicamentos mais fortes como anfetaminas e metanfetaminas podem ser usadas seletivamente(somente após consulta prévia ao seu medico responsável).

4. Pacientes com IMC acima de 40 que não alcançam seus objetivos de perda de peso (com ou sem medicamentos) e que desenvolvem outras condições derivadas da obesidade, podem receber indicação para realizarem cirurgia bariátrica. O paciente deve ser informado dos riscos e potenciais complicações.

5. Nesses casos, a cirurgia deve ser realizada em centros que realizam grande número desses procedimentos já que as evidências indicam que pacientes de cirurgiões que os realizam com frequência tendem a ter menos complicações no pós-cirúrgico.

6. Medicina tradicional chinesa , a qual recorrendo a técnicas naturais milenares procura reequilibrar os elementos físicos. A Medicina Chinesa procura combater a obesidade em conjunto com a adoção de uma dieta equilibrada e saudável.

Um primeiro passo importante é a avaliação da dieta. Para ajudá-lo a perder peso, sua dieta deverá conter menos calorias do que o seu corpo precisa para manter o seu peso ideal. Um nutricionista prescreverá uma dieta e que contenha menos calorias mas que seja saudável e que permita a perda de peso com segurança. Sua dieta deverá proporcionar a perda de 0,5 a 1 Kg por semana. Não siga dietas rápidas e fantásticas ou tome drogas que inibam seu apetite.

Você aprenderá a mudar seu modo de agir. Por exemplo, algumas pessoas comem para obterem alívio dos problemas emocionais. Se você tiver problemas emocionais sérios, seu médico o encaminhará a um terapeuta pois, conseguindo lidar com seus problemas psicológicos e emocionais, seu programa de redução de peso será um sucesso.

Atividade física é importante para um programa de redução de peso bem-sucedido. Uma vez que consiga reduzir seu peso, exercícios físicos ajudam a mantê-lo. Ter um total de 30 minutos de atividade física algumas vezes por semana diminuirá sua pressão sanguínea, seus batimentos cardíacos e sua taxa de açúcar no sangue. Atividades físicas regulares aumentam a velocidade do metabolismo, o que significa que seu organismo queima mais calorias ainda que esteja dormindo.

Se não estiver preparado para uma mudança na sua dieta, o primeiro passo no seu programa de perda ou manutenção de peso pode ser somente a atividade física. A sensação de bem-estar que terá se exercitando deverá motivá-lo a escolher alimentos mais saudáveis.

Atividade física pode incluir caminhadas, corridas, nadatação, fazer ginástica aeróbica ou um programa de "step". Quase toda a atividade que envolva esforço de leve a moderado é boa. Diga ao seu médico como planeja se exercitar pois, se você tiver alguma restrição física ele o ajudará a encontrar alternativas de exercícios.


Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER de 11/03/11 – EPIDEMIA DE OBESIDADE – Parte 3/5




OBESIDADE MÓRBIDA:

A obesidade torna-se "mórbida" quando atinge o ponto de aumentar, significativamente, o risco de uma ou mais condições ou doenças graves relacionadas à obesidade (também conhecidas como co-morbidades), que resultam em deficiência física significativa ou até morte.

Em geral, a Obesidade Mórbida é definida da seguinte maneira: 50 Kg ou mais acima do peso corporal ideal ou ter um Índice de Massa Corporal (IMC) igual a 40 ou mais.

De acordo com o Relatório de Consenso dos Institutos Nacionais de Saúde, a Obesidade Mórbida é uma doença grave e deve ser tratada como tal; é uma doença crônica, o que significa que seus sintomas desenvolvem-se lentamente durante um longo período de tempo.

DOENÇA CRÒNICA MULTIFATORIAL:

Obesidade Mórbida é uma doença crônica multifatorial, geneticamente relacionada com o aumento significante de co-morbidades clínicas, psicológicas, sociais, físicas e econômicas.

Clinicamente é uma doença que armazena energia sob a forma de gordura (IFSO).


DEFINICAÇÃO E PREVALÊNCIA:

A Obesidade Mórbida é uma doença grave, associada a uma elevada incidência de complicações, tendo como conseqüência principal a redução significativa do limite de vida.

A Obesidade Mórbida é a segunda causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para os acidentes automobilísticos.

Nos EUA uma pessoa em cada quatro pesa 20% a mais do que seu peso ideal e uma a cada vinte pessoas é Obesa Mórbida.

Estatisticamente nos EUA morrem mais de 300 mil pessoas por ano em decorrência da obesidade.


A Obesidade Mórbida é fator de risco para o aparecimento das chamadas co-morbidades (doenças causadas pela obesidade).

É de igual importância as conseqüências psicológicas e sócio-econômicas da Obesidade Mórbida.

Dois estudos mostram que a obesidade pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres. Segundo os estudos, entre os homens com IMC superior a 25, a redução na concentração de espermatozóides no sêmen é de 24% e entre as mulheres com IMC superior a 25, a redução na taxa de gravidez é de 30%.

Sabemos que em até 95% dos casos o tratamento clínico e a modificação dos hábitos alimentares fracassam em 5 anos.

CIRURGIA DE OBESIDADE:

A Cirurgia da Obesidade, procedimento já realizado desde a década de 50, é atualmente o único tratamento efetivo na Obesidade Mórbida, reduzindo as co-morbidades a longo prazo e aumentando assim a expectativa de vida.

Estima-se hoje que nosso país possua 4 milhões de Obesos Mórbidos, aproximadamente 4% da população segundo a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade.

30% das causas de morte no Brasil estão associadas à obesidade e a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Em termos de prevalência, o problema já é maior do que a fome.

1.500 brasileiros optam pela Cirurgia da Obesidade anualmente. Perder 10% do peso já reflete melhoras à saúde.

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER de 11/03/11 – EPIDEMIA DE OBESIDADE – Parte 4/5



OBESIDADE NA INFÂNCIA:

O número de crianças obesas tem crescido nos últimos anos e os pais precisam alertar para as consequências danosas provocadas pela obesidade infantil. É preciso alertar para o fato de que é em torno dos dois anos e meio que se definem o número de células gordurosas de uma pessoa adulta. Por exemplo, uma criança com excesso de peso possui um maior número de células gordurosas que uma criança com peso normal e, na fase adulta, aquele que tiver um maior número de células gordurosas terá uma maior dificuldade em se manter magro, pois essas células, por serem numerosas, deverão conter pouca gordura dentro delas. Por outro lado, aquele que possuir um menor número de células gordurosas, mesmo que em uma determinada época da vida venha a engoradar, não será um indivíduo obeso, uma vez que possui poucas células que armazenam gordura.

Sem controle, a obesidade infantil pode ser fatal. É um mal que provoca, ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações, fere a auto-estima e leva à rejeição social. Ao atingir a fase adulta pode surgir diabetes e, segundo estudos realizados no mundo inteiro, a obesidade também está ligada a vários fatores de risco para doenças do coração como: hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados entre outros.

ATEROSCLEROSE COMEÇA NA INFÂNCIA:

A aterosclerose é uma doença lentamente progressiva que se inicia na infância, mas não se manifesta até a idade adulta ou meia idade. Nas artérias de uma criança de dez anos de idade já podem ser observadas estrias gordurosas que podem, na idade adulta, progredir até uma placa gordurosa endurecida que, por sua vez, pode levar a uma lesão mais grave comprometendo o fluxo de sangue naquela artéria, ocasionando: infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ("derrame", isquemia), gangrena das extremidades (pés) e aneurismas, a depender da localização da artéria comprometida.

SEDENTARISMO: A FALTA DE DISCIPLINA

A vida moderna tem criado condições para o desenvolvimento de obesidade em crianças na medida em que, os pais impedem seus filhos de saírem de casa por causa da violência nas ruas. Desta forma, as crianças não podem correr nas praças, andar de bicicleta e participar de outras brincadeiras de criança, ou seja, não queimam calorias. As crianças ficam em casa, dentro de seus quartos, sentadas ou deitadas na cama, jogam video-game, navegam pela internet, assistem vídeos ou estão ligadas nos canais da TV.

Uma pesquisa revelou que 26% das crianças americanas, numa amostra de 4000 crianças estudadas entre 8 e 16 anos, passava 4 ou mais horas em frente à televisão diariamente. Esta pesquisa relacionou o hábito de ver TV com a obesidade infantil.
É necessário que os pais monitorem melhor as atividades de seus filhos, impondo horários para se dedicarem às diversas atividades, inclusive à prática de esportes.

COMO CUIDAR ?

Especialistas afirmam que a obesidade infantil pode ser revertida se forem adotadas algumas estratégias:

CORTAR CALORIAS NAS REFEIÇÕES - os pais não devem superalimentar seus filhos à mesa. Se o cardápio é sempre muito calórico, talvez seja hora de repensar os hábitos alimentares da família em benefício da criança. Estudos comprovaram que os hábitos alimentares dos pais contribuem para o desenvolvimento da obesidade em crianças em idade escolar.

LIMITAR OS LANCHINHOS - os pais não devem forçar seus filhos a comerem frutas e vegetais, ao invés disso, eles devem limitar a oferta de "guloseimas" em seus armários. A criança dificilmente aceitará frutas ao ter biscoitos e outras massas ao seu alcance.

LIMITAR FAST-FOODS - os pais devem reduzir gradativamente as saídas para lanchonetes e outros fast-foods.

INTRODUZIR ATIVIDADES FÍSICAS - a atividade física é indispensável para a criança queimar calorias reduzindo seu excesso de gordura.

REDUÇÃO DE TEMPO DE TV E NA FRENTE DOS COMPUTADORES - Estudos têm mostrado a relação direta entre assistir TV, passar horas na frente dos computadores e a obesidade infantil.

AMAMENTAÇÃO - bebês que mamam no peito têm menor risco de se tornarem obesos.

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER de 11/03/11 – EPIDEMIA DE OBESIDADE – Parte 5/5



FONTES: Wikipédia

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

TRANSEXUALISMO, O QUE É?

Não gosto de “reality shows” e particularmente deploro o Big Brother Brasil, que considero um festival de mediocridade e futilidades. Porém, nesta 11ª edição, estava olhando com certo interesse a presença de uma transexual entre os seus componentes, por se tratar de uma novidade, tanto no programa, como nas nossas vidas, porque geralmente é um assunto desconhecido para todos aqueles que não convivem com alguém nessas condições.

ARIADNA THALIA, com 26 anos, a grande novidade do Big Brother Brasil deste ano, ganhou a triste liberdade na noite de terça-feira, 18. O motivo? A participante é uma cabeleireira transexual (a primeira), ex-garota de programa, desbocada e que, ao contrário do estereótipo LGBT alegre (um dos poucos atributos positivos que a mídia tende a dar aos coloridos), reclama da vida, tem olhar triste e faz questão de frisar as dificuldades que já vivenciou no Brasil (e na Itália).

Veja foto de ARIADNA antes e depois:


Resultado: rejeição da maior parte dos telespectadores. Sim, embora Ariadna não tenha sofrido preconceito dos participantes (que sequer sabem de sua trajetória trans), muita gente torceu o nariz por ela NÃO DIZER que é uma mulher transexual, por não corresponder ao estereótipo da barraqueira ou fofoqueira e por saber antecipadamente de seu passado (sofrido, mas visto como de vida fácil por muita gente).

Antes de manifestarmos opinião sobre ela, sugiro rápidas indagações para uma auto-reflexão sobre a pessoa trans e o armário: Por que alguém que lutou a vida inteira para conquistar uma identidade de mulher (e conseguiu de todas as maneiras; com cirurgia, documentação, saída de casa precoce, preconceito) deva falar de um passado masculino que, talvez, a assombre? Será que todos os participantes abrem seu coração de imediato para pessoas que até então são desconhecidas? Ariadna já provou extrema sinceridade e humildade ao revelar aos participantes que trabalhou com programas sexuais (o que certamente outras sisters já fizeram, mas negariam até a morte), será justo que ela seja obrigada a revelar todas as suas dores e alegrias em APENAS uma semana?

Alguma mulher genética (que nasceu com sexo biológico feminino) gostaria de ter sua identidade feminina colocada em xeque? Imagine então como isso é para alguém que lutou muito por tal identidade.

Ariadna incomoda. E não é pelo seu jeito. Ariadna incomoda principalmente porque existe. Porque a sociedade ainda não sabe lidar com as diferentes formas de persona que aparentam até contemporâneas (mas são antigas), com as identidades conquistadas, com a felicidade alheia, com o rompimento de questões que estão fixadas em pênis e vagina, pelo machismo e transfobia.

E como incomoda, é marginalizada, eliminada, deve ficar longe. É por isso que muitas travestis trabalham à margem da sociedade, como garotas de programa. Lá, estão dentro de um mundo que as aceita melhor porque é escondido, também marginalizado, onde encontram outras iguais discriminadas, onde "ninguém" quer ver, mas muitos pais de família sentem. O problema é que temos a tendência a ver e comentar apenas o resultado de todo o processo, esquecendo os meandros do meio e o preconceito que nós mesmos carregamos.

Para quem se assustou, a eliminação de Ariadna não é novidade na televisão. Basta lembrar-se da primeira travesti a participar de um reality show - a Bianca Soares da Casa dos Artistas 4, Protagonistas de Novela, em 2004: foi a primeira eliminada na primeira semana com mais de 70% dos votos. E até da participação da drag-transexual Nany People em A Fazenda: em sua primeira roça na quinta semana... tchau!

Ou seja, enquanto não começarmos a observar uma travesti, uma transexual, uma transgênero, como figura legítima, como mais uma manifestação do comportamento humano e de suas identidades - com características femininas e masculinas naturais, dificilmente teremos uma evolução no pensamento sobre quem está a frente das convenções sexuais, nos direitos básicos e universais de todos e até nas reais chances de uma participante transexual vencer um reality show da Globo.

Confira vídeo de chamada do BBB 11 apresentando ARIADNA



TRANSEXUAIS (TRAVESTIS) E A PROSTITUIÇÃO:

Os fenômenos da exploração sexual de menores e da prostituição infantil constituem temas de debate acalorados no âmbito do movimento social de travestis. As travestis militantes e as associações desaprovam qualquer prática de exploração sexual de menores e de prostituição infantil, trabalhando ativamente para desvincular as imagens das travestis e do movimento social destes fenômenos criminosos. Contudo, estas posições não levam em conta o fato de que a maior parte das travestis iniciam sua (trans)formação no período da adolescência, quando são legalmente menores.

Nestes processos, os territórios da prostituição constituem espaços fundamentais de aprendizagem do gênero e incorporação do feminino. Como os programas de combate a esta prática abarcam todas as pessoas que são legalmente menores, as travestis jovens também são alvo destas políticas. A força do estigma faz com que muitas travestis sejam expulsas de casa pela família ao iniciarem seus processos de (trans)formação corporal e do gênero. Estas, por sua vez, encontram no espaço da prostituição uma alternativa de existência legítima, de sobrevivência e sociabilidade. As ações de combate à exploração sexual de menores também dirigem-se às cafetinas, personagens ainda pouco estudadas e que têm papéis importantes no universo das travestis. As cafetinas em geral são travestis que mantém casas onde outras travestis habitam e que também muitas vezes exploram podem explorar o trabalho sexual delas, ao facilitar sua entrada ou oferecer segurança nos territórios de prostituição. As travestis adolescentes, muitas vezes, têm como único refúgio a casa de uma cafetina, que abriga-lhe, ensina-lhe os truques da profissão e colabora nos processos de (trans)formação corporal e do gênero.

Ambigüidades são parte integrante do universo das travestis. Elas experimentam a ambigüidade no próprio corpo e nos seus processos de constituição como sujeitos sociais. A questão da prostituição é ainda polêmica e divide opiniões no interior do movimento social organizado de travestis, além de ser um tema gerador de tensões nas relações com outros movimentos sociais, especialmente com o movimento de profissionais do sexo.

Politicamente, a autodeterminação das travestis não tem foco no trabalho sexual, estando mais centrada na legitimidade dos processos de construção do feminino e do gênero. A luta pela garantia dos direitos humanos das travestis levada a cabo pelo movimento social organizado inclui ainda discretamente as questões relativas ao trabalho sexual, embora nos últimos anos tenham passado a ganhar certo destaque. Atualmente, vários são os processos políticos e sociais que aproximam cada vez mais o movimento organizado de travestis do tema da prostituição. Com sua ambigüidade e versatilidade, as travestis também darão conta desta questão, abalando!

Confira vídeo Jornal da Record – Travestis, o desafio de largar as ruas e a prostituição



TRANSEXUALISMO E A MEDICINA:

Dr. Ney Cavalcanti, Professor de Endocrinologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Pernambuco. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) esclarece que a definição de transexual é de uma pessoa que deseja viver e ser aceito, como membro de um sexo diferente do que ele nasceu. O homossexualismo é caracterizado apenas pela atração erótica por pessoas do mesmo sexo. Apesar de ainda não acometer um grande número de pessoas, o transsexualismo vem aumentando de maneira significativa e importante.

Estes indivíduos, além de serem severamente discriminados pela sociedade, não recebem, na grande maioria das vezes, tratamento médico adequado, seja porque não procuram médicos por temor à discriminação, seja por desconhecimento dos profissionais de saúde sobre como tratar esses casos. Por conta disso, a Sociedade Americana de Endocrinologia, junto com várias outras entidades médicas, estabeleceu recentemente uma série de normas para o tratamento deste tipo de paciente.

As causas do surgimento de transexualismo são até hoje desconhecidas. Nenhuma pesquisa conseguiu descobrir uma anormalidade, seja hormonal, psicológica ou neurológica. Três tipos de especialistas devem ser envolvidos no tratamento. O primeiro é o profissional de saúde mental (psiquiatra ou psicólogo), a quem cabe estabelecer o diagnóstico. O endocrinologista é quem deve administrar os hormônios, que terão duas finalidades: bloquear aqueles do sexo atual, indesejado, e administrar os que vão produzir as modificações corporais que aproximem o paciente das características do novo sexo. Por fim, o cirurgião, a quem cabe completar, da melhor maneira possível, a transformação corporal e dos órgãos genitais.

Veja foto de ARIADNA sem as genitálias masculinas


As primeiras manifestações do transexualismo geralmente se iniciam durante a infância. Afirmação insistente do desejo de ser do outro sexo, preferência por roupas, atividades esportivas e de lazer próprias do outro sexo. Quando tais preferências são repetitivas, os pais deverão encaminhar a criança a um profissional de saúde mental, para acompanhamento. É importante ressaltar que o diagnóstico definitivo de transexualismo não deve ser feito nunca antes do início da puberdade. A razão é que mais de 50% de crianças, com este tipo de comportamento, pode modificar-se por ocasião da puberdade. Assim, mais da metade dos adolescentes volta a ser reintegrado a seu sexo original.

O endocrinologista deve ter contato com o paciente antes de sinais puberais surgirem. Ele espera que as primeiras modificações induzidas pelos hormônios sexuais apareçam. Tão logo as mamas comecem a se desenvolver, ou os testículos aumentarem de tamanho e se o desejo de mudança sexual persistir, ele deve intervir. Esta primeira intervenção, consiste e impedir que a puberdade prossiga, para evitar que as modificações corporais por ela induzidas aconteçam: aumento das mamas, do pênis, pêlos, voz, etc.

Caso este bloqueio não seja realizado, dificultará ainda mais a futura adaptação ao novo sexo. Esta intervenção deverá permanecer por longo período, como medida isolada. A etapa seguinte dever ser a de experiência real. O adolescente assumirá o comportamento do novo sexo em todas as suas atividades (roupas, comportamento), por um período de um ano. Caso o desejo de mudança persista, ao lado do bloqueio dos hormônios do sexo de nascimento, se iniciará a reposição dos hormônios do sexo desejado em torno dos 16 anos de idade. As doses devem ser idênticas às da reposição que se faz, naqueles doentes que têm déficit de hormônios sexuais.

Os casos descritos de complicações mais graves (câncer de mama), geralmente são aqueles decorrentes de automedicação por parte do transexual, quando doses exageradas de hormônio são utilizadas. O tratamento cirúrgico, quando desejado, só deverá ser feito pelo menos dois anos após início do tratamento hormonal. Além da correção das características indesejáveis do sexo original (mamas, pênis, pomo de adão, tonalidade da voz, etc.), obrigatoriamente tem que contemplar a retirada das gônadas (ovários ou testículos).

Um outro problema é a cirurgia para criação da nova genitália. Muito mais simples e menos onerosa, nos casos de transformação do homem para a mulher, do que o contrário.

Confira vídeo Travestis e transexuais, direito ao nome social



Fontes: http://www.ciudadaniasx.org/boletin-10-octubre-2010/boletines-anteriores/boletin-04-diciembre-2008/articulos-y-entrevistas-63/travestis-prostituicao-politica-e.html

Texto de Dr. Ney Cavalcanti, sobre transexualismo e medicina.

Texto de Neto Lucon é jornalista e autor do livro "Por um lugar ao Sol", que será lançado brevemente, sobre transexualismo.


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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

LULA, ADEUS!

Está chegando ao fim o governo do Presidente LUIZ INÁCIO “LULA” DA SILVA, com uma das melhores marcas de aprovação popular na história deste país. Pesquisa Datafolha divulgada recentemente indica que para 83% dos entrevistados fez uma gestão ótima ou boa. Na opinião de 13%, foi um governo regular (na qual me incluo) e para apenas 4% foi considerado ruim ou péssimo.

Luiz Inácio Lula da Silva, nasceu em Caetés (Pernambuco) dia 27 de outubro de 1945, mais conhecido como Lula, é um político e ex-sindicalista brasileiro. Ele é o trigésimo quinto e atual presidente da República Federativa do Brasil, cargo que exerce desde o dia 1º de janeiro de 2003.

LULA, forma hipocorística de "Luís", é sua alcunha desde os tempos em que era representante sindical. Posteriormente, este apelido foi oficialmente adicionado ao seu nome legal para poder representá-lo eleitoralmente. É co-fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1990, foi um dos fundadores e organizadores, junto com Fidel Castro, do Foro de São Paulo, que congrega parte dos movimentos políticos de esquerda da América Latina e do Caribe.

Lula é o brasileiro que mais vezes se candidatou à presidência da República do Brasil, sendo candidato a presidente cinco vezes. Em 2006 ultrapassou Rui Barbosa, que se candidatou quatro vezes.

Com carreira política feita no estado de São Paulo, Lula é o único presidente do Brasil nascido em Pernambuco. Seu património pessoal, conforme declarado à justiça eleitoral por ocasião das eleições de 2006, foi avaliado em cerca de 840 mil reais, hoje já atingiu um valor infinitamente maior, fruto de intermediações milionárias e com conhecimentos privilegiados, segundo afirmam diversos jornais. Mas na Argentina a presidente também aumentou mais de sete vezes a sua fortuna durante o seu mandato e já era milionária antes, o que demonstra que é prática comum à todos os presidentes latino americanos o enriquecimento inexplicável durante os seus governos - Lula não é o único, nem o primeiro.

Segundo a revista norte-americana Newsweek, Lula se encontrava no fim de 2008 no 18° lugar das pessoas mais poderosas do mundo, ocupando a liderança do ranking na América Latina. Em lista divulgada pela revista Forbes em novembro de 2009, Lula foi considerado a 33ª pessoa mais poderosa do mundo. Em ambas as listas, primeira colocação mundial é ocupada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Em 2009 foi considerado o homem do ano pelos jornais Le Monde e El País. De acordo com o jornal britânico Financial Times foi uma das 50 pessoas que moldaram a década pelo seu "charme e habilidade política" e também por ser "o líder mais popular da história do país." Para o Instituto Datafolha, Lula era a personalidade mais confiável dentre uma lista de 27, em pesquisa publicada no primeiro dia do ano de 2010.No Fórum Económico Mundial de 2010 realizado em Davos na Suíça recebeu a premiação inédita de Estadista Global, pela sua atuação no meio ambiente, erradicação da pobreza, redistribuição de renda e ações em outros setores com a finalidade de melhorar a condição mundial. Lula não foi pessoalmente receber o prêmio pois estava com pressão alta. No seu lugar foi escalado o chanceler Celso Amorim que leu o discurso de Lula, quebrando o protocolo de Davos, que diz que uma terceira pessoa não pode ler o discurso de outra.

Uma publicação do jornal Haaretz, com sede em Israel, feita em 12 de março de 2010, afirmou que Lula é o profeta do diálogo, por suas intermediações em busca da paz no Oriente Médio. A revista Time figurou Lula como um dos 25 líderes mais influentes do mundo em abril de 2010.

Também foi condecorado pela Organização das Nações Unidas como o Campeão Mundial na Luta Contra à Fome e à Desnutrição Infantil. Premiação que já foi entregue a Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU, Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial e Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

Dilma Roussef, sua sucesora, afirmou que não descansará enquanto Luiz Inácio Lula da Silva não for um candidato ao Prêmio Nobel da Paz para o Brasil em 2011, em reconhecimento ao seu melhor cabo eleitoral.

Em 31 de outubro de 2010 a candidata governista à presidência, Dilma Rousseff, foi eleita à presidência sem nunca antes ter disputado uma eleição, fato que foi explicado por grande parte dos analistas pela transferência de votos de Lula, que teve segundo o Datafolha] seu governo aprovado por 97% dos brasileiros à época da eleição, 83% com nota boa ou excelente e 14% com nota regular. Assim, Lula tornou-se o primeiro presidente desde Getúlio Vargas a fazer o seu sucessor nas urnas ] e fez com que o PT se tornasse o primeiro partido desde a democratização a ficar no governo federal por três mandatos consecutivos.

Confira vídeo com a despedida do Presidente LULA ao final do seu Governo




Prestes a encerrar seus oito anos de mandato, o presidente LULA apresentou um extenso balanco da gestão e como era de se esperar, o relato manteve abundantes auto-elogios, algumas fantasias e nenhuma autocrítica.

Entretanto, qualquer observador atento e isento de partidarismo, poderá constatar que durante os dois mandatos consecutivos houve um saldo favorável.

Político intuitivo, apesar de semi-analfabeto, LULA descartou a tentação do manejo demagógico da economia e manteve a política econômica responsável iniciada por seu antecessor, colhendo frutos por essa sábia decisão.

No período a econômia cresceu 37,3% (média anual de 4%). As exportações do país triplicaram. A inflação caiu de 12,5% para 5,6% ao ano. A taxa básica de juros reais também cedeu (apesar da oposição dos banqueiros) de 15% para 6%. O desemprego foi reduzido pela metade. A dívida externa foi paga.

Seu governo foi beneficiado por um excelente contexto internacional favorável, que ajudou além do Brasil: China, Rússia, Índia, entre outros emergentes, apesar da crise de 2009. O formidável dinamismo da China (a futura grande potência mundial) puxou o crescimento das principais economias emergentes, que nestes oito anos se expandiram muito, mas muito mais do que o Brasil, que não teve a sorte de um governo mais atuante.

Ainda assim notável, o progresso obtido não pode ficar imune a críticas. LULA não soube aproveitar a imensa popularidade acumulada para promover reformas que tornassem a economia mais competitiva e o Estado mais eficiente, infelizmente.

Impondo à sociedade uma carga tributária superior a um terço do Produto Interno Bruto (a maior do mundo atualmente), o Estado não soube corresponder, prestando serviços péssimos em educação saúde e Infra-estrutura, apesar dos avanços, continuam a ostentar má qualidade, igualando tais serviços aos países mais atrasados do mundo.

Como não se podia esperar a qualquer administração petista, houve uma incrustação maciça de militantes na máquina federal, bastando ressaltar nesse sentido que os cargos de confiança aumentaram 50% desde a administração FHC, todos de militantes do PT, obviamente, custando aos cofres federais aproximadamente 33 bilhões de reais anuais, dinheiro que poderia ter sido revertido para a melhora dos serviços públicos, com a contratação por concurso público de pessoal realmente habilitado e não indicados.

Quanto aos costumes políticos, o desempenho foi deplorável. Para garantir hegemonia no Congresso, o governo utilizou expedientes escusos sob evidente beneplácito presidencial. O mais notório dos escândalos, entre dezenas de outros, o mensalão, foi a ponta visível de um iceberg de ilegalidades impunes, tornando o Brasil um dos mais países mais corruptos do mundo, onde impera a impunidade.

A Política externa foi orientada pelo elogiável intento de ampliar a autonomia do país e a sua influência no mundo. Sua consecução, porém, pecou por desnecessária proximidade com autocracias como Cuba e Irã e pela complacência para com outros violadores de direitos humanos.

Confira vídeo de ARNALDO JABOR sobre o fim do Governo de LULA



Tais ressalvas não empanam o maior êxito do governo LULA, expresso numa relevante melhora nas condições de vida dos mais pobres. Isso se deve ao próprio crescimento econômico, mas também a expansão dos programas de transferência de renda (que apesar de assistencialista e eleitoreiro, obtiveram bons resultados e reconhecimento internacional), do crédito popular (empréstimo consignado) e do aumento no salário mínimo, que continua, porém, ridículo, se comparado ao real preço da cesta básica e necessidades de subsistência de qualquer trabalhador brasileiro.

Em resultado, o estrato mais carente da população, aquele que recebe R$ 140,00 mensais per capita (e são milhões e milhões no Brasil), diminuiu de 33,3% do total em 2001 para 15,5% em 2008.

O petista, apesar de arrecadar mais, investiu em infra-estrutura tanto quanto o antecessor, FHC. Apesar do PAC 1 e 2, ambos os governos investiram o mesmo: uma média de 0,7% do PIB. Com o resultado de 2010, é provável, que finalmente LULA supere a média de FHC, mas por pouco. Ela passaria a 0,76%.

LULA, com o seu carisma e a sua inegável simpatia, despede-se do governo deixando saudade à grande maioria dos brasileiros, que agora miram a sua sucessora DILMA ROUSSEF, com a expectativa que a mesma continue o seu trabalho e, ainda, com a coragem de fazer todas as mudanças necessárias, tornando o BRASIL um protagonista no cenário internacional e trazendo ao seu povo qualidade de vida e amor e reconhecimento a este grande país, por tantos séculos abandonado a interesses de alguns poucos coronéis e grupos isolados (leia-se ACM, Sarney, Calheiros, Maluf e muitos outros).

Confira vídeo do primeiro discurso da presidente eleita DILMA ROUSEFF



Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO, 19/12/10

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