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sábado, 31 de dezembro de 2011

OS VERDADEIROS PRENÚNCIOS PARA 2012

Muitas e sombrias previsões tem sido divulgadas sobre as possíveis mudanças que ocorrerão no planeta Terra em 2012. Há até quem fale em fim do mundo. As principais fontes de tanta especulação são profecias feitas pela extinta civilização Maia, que ocupavam terras na América Central, a partir do sul do México em direção ao norte.

A civilização maia possuía um avançado calendário, assim como o utilizado no Brasil hoje, contendo 365 dias. Outra grande qualidade era a aptidão para a matemática. Segundo os cálculos, em 2012 o mundo como conhecemos será extinto. Aquela civilização falava em cinco ciclos, quatro deles já teriam passado e o próximo acontecerá dia 21 de dezembro de 2012.

Estudiosos das teorias maias afirmam que estes ciclos acontecem a cada 26 mil anos e duram 5.125 anos. Todos eles teriam terminado em destruição. Dia 21 de dezembro de 2012 será o último dia do último ciclo. O fim da raça humana se daria devido a um alinhamento cósmico. O sol se alinharia ao centro da Via Láctea ao mesmo tempo em que haveria uma mudança do eixo da Terra em relação à esfera celeste.

Mas o que ocorrerá realmente é uma mudança de energia no Planeta Terra. O que aconteceu foi que os maias citaram o 21 de dezembro de 2012 como uma data de encerramento de um ciclo, é o fim de uma determinada era. Isso não significa o fim do mundo. Eles também falaram em datas além de 2012..


Confira vídeo Os Maias e as Profecias do Juízo Final (Parte 1)




E também os desastres cataclísmicos globais que alguns videntes previram NÃO vão acontecer, pois 2012 é um ano incrivelmente importante. Em seu fluxo linear sequencial, ele contém pontos de interseção multidimensional e portais de tempo que permitiram que a ascensão do nosso planeta Terra ocorresse. O que ocorrerá em 2012 será um novo começo. Esse novo começo é o Novo Modelo da Nova Terra. A Ascensão da Terra possibilitará a revisão e expansão dimensional do planeta.

A Terra está se transferindo para um Campo Cristalino, expandido da 4ª até a 12ª dimensão. Esta conclusão dos ajustes finais acima citados foi necessária em 2011 e 2012 para completar a anunciada Ascensão. Em muitos aspectos, a Ascensão está em andamento desde 1987, mas ainda restam a Grade, os Discos Solares, os Vórtices Cristalinos e a Rede Piramidal para serem refinados e finalizados. A codificação do Disco Solar-Cristalino e do Vórtice Cristalino ocorreu em 11-11-11 e a Grade Cristalina, se completará em 12-12-12.

Há um número imenso de almas que escolheram vir à Terra neste momento, de dimensões além da quinta, tanto do futuro da Terra, quanto do futuro dos mundos de dimensões mais elevadas, que serão mais bem compreendidos por todos nós na progressão do tempo linear… especialmente em 2012. Os novos habitantes do planeta mais evoluído começaram a surgir em massa na geração chamada “Baby-Boomer”, logo após a 2ª Guerra Mundial; e foram crescendo continuamente em número, à medida que foram chegando a chamada Geração X, as crianças Índigo e Cristal. Por isso nas ultimas décadas houve tanta transformação no planeta, novas descobertas da ciência, da medicina e especialmente tecnológicas que nos proporcionaram alto desenvolvimento, jamais imaginados nos séculos passados.


Confira vídeo Os Maias e as Profecias do Juízo Final (Parte 2)





AS DATAS CHAVES DE 2012 SÃO AS SEGUINTES:

* 25 de janeiro – O início da 12ª Onda da Ascensão

* 3 de fevereiro
– Netuno em Peixes – A Grande Visão Interior é aumentada na 12ª Onda.

* 8 de fevereiro – Quíron em Peixes – Uma grande oportunidade para liberação individual e cura global.

* 10 de março – Equinócio – A 4ª e última onda do Impulso Cósmico, descarregando e inicializando os Códigos Cristalinos.

* 20 de março – Eclipse Solar – Macro-integração da humanidade – Equilíbrio do Masculino Divino.

* 4 de junho – Eclipse Lunar – Micro-integração da humanidade – Equilíbrio do Feminino Divino

* 6 de junho – Trânsito de Vênus – Integração com a Aliança Siriana e Pleiadiana, o retorno total da energia do Golfinho Dourado, e integração inicial entre o Feminino Divino e o Masculino Divino.

* 20 de junho – Solstício de Verão [de Inverno, no Hemisfério Sul] – Extremamente poderoso, completando um quarteto de datas com o Eclipse Solar de 20 de maio, o Eclipse Lunar de 4 de junho e o Trânsito de Vênus em 6 de junho. Esta será uma energia extremamente intensa que incorporará um influxo final de códigos energéticos e possibilitará a liberação de obstruções.

* 22 de setembro – Equinócio de Outono [de Primavera, no Hemisfério Sul] – Formação inicial da rede de todos os 12 Discos Solares Primários em formato Cristalino.

* 13 de novembro – Eclipse Total do Sol – Ativação dos 144 Discos Solares Satélites para os 12 Discos Primários. Integração final da Grade do Masculino Divino em equilíbrio.

* 28 de novembro – Eclipse Lunar – Penumbral – Conclusão final da Grade e integração do Feminino Divino.

* 12 de dezembro – Portal de Data Tripla 12-12-12. A culminação e conclusão final da Grade Cristalina. Ativação final dos Cristais-Templos Atlantes no novo código, e unificação com as estruturas Piramidais e Discos Solares. Combinação do equilíbrio das energias masculina e feminina em Unidade Divina. Codificação final de Max no Vórtice Cristalino.

* 21 de dezembro – Solstício de Inverno [de Verão, no Hemisfério Sul] – Reinicialização [“reboot”] da Grade da Ascensão e do trabalho em rede do Campo Quântico Cristalino. Expansão para maior acesso às 12 dimensões. Formação de “O Dedo de Deus” por Saturno, Júpiter e Plutão.

A REINICIALIZAÇÃO [“REBOOT”] DE 12-12-12:

Em 12-12-12, todos os sistemas estarão totalmente codificados.
Haverá a ativação do Cristal de Fogo de Bimini correlacionado com o Vórtice Cristalino e o Disco Solar Cristalino de Arkansas.

Em seguida ocorrerá uma breve reinicialização [rebooting] e tudo será reativado com total funcionalidade de todos os Sistemas do Campo Cristalino, em 21-12-12 (21 de dezembro de 2012).



Confira vídeo com algumas das teorias até 21 de dezembro de 2012



A ECONOMIA:

Muitos vêem a montanha-russa da Economia continuando a se agitar e despencar, em clima de grande medo e preocupação. Alguns prevêem um colapso total.

Embora o sistema econômico deva e vá realmente mudar, um colapso total que levasse ao caos global não serviria à Nova Terra.

Não haverá uma falência total; não será permitido que isto ocorra. A mudança para o novo sistema acontecerá, mas levará muitas décadas. Será um processo gradual.

O BRASIL EM 2012:

Em relação ao Brasil, o ano será de ajustes mais lentos. “É um período de transição que também conta fatores externos”, as questões econômicas irão afetar o Brasil e o país terá uma desaceleração do crescimento. “O Brasil irá tentar sobreviver ao caos externo com a mudança das antigas potências e lideranças mundiais”.

Desde a estabilização da nossa moeda, operada em 1994 pelo Plano Real, o Brasil se consolidou como uma das dez maiores economias do mundo.

Nos dois governos comandados por Lula, o mercado interno, que já era crescente, ampliou-se ainda mais, ao mesmo tempo em que houve evolução forte de setores estratégicos da economia, como a agricultura, a construção civil, a indústria, os serviços e o comércio. Por causa dessa evolução, criou-se até a sigla “BRIC”, formada pelas iniciais de Brasil, Russia, Índia e China, que economistas internacionais enxergam com potencial concreto para se tornarem grandes potências ainda na primeira metade do século 21.


Confira vídeo 2012 Começou a Revolução Mundial



Confirmando expectativas otimistas o Brasil conseguiu em 2011 passar a frente da economia do Reino Unido, tornando-se a sexta do mundo e devendo também ultrapassar a França, nos próximos anos. No entanto, o mais conveniente é fazer uma comemoração discreta, porque se temos economia de país rico, também a miséria ainda habita entre nós, a desigualdade social permanece como chaga dolorida e crônica. Regiões inteiras do Brasil continuam na sombria zona de pobreza extrema. Milhares de brasileiros morrem de fome, todos os anos. Milhares de recém-nascidos brasileiros padecem de anemia. Mais da metade das nossas crianças completam o terceiro ano do ensino fundamental sem entenderem o que leem. Conhecem as letras, são capazes de dizer em voz alta o que está escrito no papel, na lousa, mas não comprendem o significado do texto. Temos problemas semelhantes na saúde, na expectativa de vida.

Somos um país com economia forte. Podemos nos orgulhar disso, mas estamos longe de atingir o nível de vida, o padrão de vida dos países desenvolvidos, infelizmente.

Para piorar, a CORRUPÇÃO é a inimiga indesejada que teima em ficar, anos após anos, governos após governos, como constatamos este ano que finda com a queda de sete ministros de Dilma. O maior problema hoje no Brasil está na incrustação dessa péssima companheira em todos os setores dos serviços públicos. Os Três Poderes estão contaminados. E, se entendermos a corrupção como um tumor que não se limita ao recebimento de dinheiro, mas também a troca de favores com o fito de qualquer outro tipo de ganho, como uma promoção de carreira, nomeação de cargos em busca de apoio partidários, venda de informações privilegiadas com o nome de “consultorias”, favorecimento de leis a grandes conglomerados economicos em troca de propinas e licitações fraudulentas (a grande maioria em todos os níveis governamentais).

Não há um poder mais corrupto que o outro quando todos os níveis se beneficiam do mesmo sistema. É enganoso afirmar que a sociedade brasileira é corrupta, pois ela abomina a corrupção, quer extirpá-la, mas está lidando com uma metástase.


Confira video 2012 Uma Mensagem de Esperança




A corrupção se deve a um sistema politíco viciado que permeia a máquina administrativa. Ela tem causas objetivas e poderia, sim, ser eficazmente combatida. O Executivo, para governar, distribui vantagens ao Parlamento, que vão desde cargos formando verdadeiros feudos nos ministérios, até a aprovação negociada de emendas. Com isso, o Legislativo não exerce a sua missão fiscalizadora. O Judiciário adere no atacado a esse mesmo sistema para viabilizar seus projetos politícos e, no varejo, afunda cada vez mais com seus subservientes juízes à cata de ascenção funcional.

Outro fim de ano chega e lá estão eles, os corruptos, à espera de mais um novo ano promissor, para eles, cheio de paz e muito dinheiro no bolso, pois grandes obras e desvios estão em andamento e a punição, como se sabe, não existe.

Com tudo isso, o país com a maior carga tributária do mundo, sexta economia, perde a maior porte dos seus recursos com desvios e dinheiro mal aplicado em obras principalmente visando votos de um povo ignorante e incalto. Dividindo-se a soma de nossas riquezas (o PIB) pelo total da população, temos um PIB per capita de quase 13 mil dólares, enquanto o dos britânicos é de quase 40 mil doláres. O salário minimo entre os britânicos equivale a R$ 2.650,00, enquanto o nosso deverá subir agora em janeiro para R$ 622,00. Mais grave ainda são os comparativos da educação, em que os britânicos podem ostentar confiáveis 99% de pessoas alfabetizadas e Instituições Superiores colocadas nos primeiros lugares do mundo, enquanto nós apresentamos uma alfabetização de 90,3%, e instituições superiores nas ultimas colocações, além de indíces falsamente mascarados, para apresentar uma educação um pouco melhor.

Há motivos para comemorar de verdade a nossa ascenção, se a massa do povo brasileiro não pode desfrutar na realidade das regalias de um povo desenvolvido ? É claro que não, mas vamos entrar em 2012 esperando um ano difícil, contaminado pela economia global em grandes mudanças e pela nossa politíca que ainda levará mais algumas décadas para finalmente mudar e um dia atingir um grau de honestidade plausível, que se espera dos governantes.


Confira video com Mensagem de Fim de Ano 2011/2012




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14/01/11 – Enchentes de Janeiro no Mundo
10/11/10 – Os Maiores Desafios de Dilma Roussef para o Brasil
03/11/10 – Aquecimento Global – Entenda as Causas
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, A FAVOR OU CONTRA?

Nos últimos tempos, muito tem sido discutido sobre a USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, desde a participação de atores “globais” no movimento contra a sua construção, como a posição favorável do Partido dos Trabalhadores para a realização da obra.

Não tenho nada contra a ilustre presença dos artistas da emissora Rede Globo, mas a pergunta que devemos fazer é a seguinte: eles sabem realmente o que estão falando? Ou estão somente lendo um texto produzido por outras pessoas?

Também nada tenho contra ao parecer positivo do governo petista para a realização da mega construção, mas devemos também nos perguntar: o assunto foi amplamente discutido e analisado?

A USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE é uma central hidrelétrica a ser construída no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará, nas proximidades da cidade de Altamira.

Sua potência instalada será de 11.233 MW; mas, por operar com reservatório muito reduzido, deverá produzir efetivamente cerca de 4.500 MW (39,5 TWh por ano) em média ao longo do ano, o que representa aproximadamente 10% do consumo nacional (388 TWh em 2009). Em potência instalada, a usina de Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas (20.300 MW) e da brasileira e paraguaia Itaipu (14.000 MW); e será a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira.

O lago da usina terá uma área de 516 km² (1/10.000 da área da Amazônia Legal), ou seja 0,046 km² por MW instalado e 0,115 km² por MW efetivo. Seu custo é estimado em R$ 19 bilhões (2010), ou seja R$ 1,7 milhões por MW instalado e R$ 4,3 milhões por MW efetivo. O leilão para construção e operação da usina foi realizado em abril de 2010 e encido pelo Consórcio Norte Energia com lance de R$ 77,00 por MWh. O contrato de concessão foi assinado em 26 de agosto do mesmo ano e o de obras civis em 18 de fevereiro de 2011. A usina está prevista para entrar em funcionamento em 2015.

Desde seu início, o projeto de Belo Monte encontrou forte oposição de ambientalistas brasileiros e internacionais e de algumas comunidades indígenas locais. Essa pressão levou a sucessivas reduções do escopo do projeto, que originalmente previa outras barragens rio acima e uma área alagada total muito maior. Em 2008, o CNPE decidiu que Belo Monte será a única usina hidrelétrica do Rio Xingu.

Confira vídeo de apresentação do Projeto da Hidrelétrica de BELO MONTE



O PROJETO:

O projeto prevê a construção de uma barragem principal no Rio Xingu, localizada a 40 km abaixo da cidade de Altamira, no Sítio Pimental, formando o Reservatório do Xingu. A partir deste reservatório, parte da água será desviada por um canal de derivação de 20 km de comprimento para um Reservatório Intermediário, localizado a aproximadamente 50 km de Altamira na região cercada pela Grande Volta do Xingu. (O projeto originalmente previa dois canais de derivação, mas foi alterado para um canal apenas em 2009.) Este reservatório será criado fechando os escoadouros da região por 27 diques menores. A área total dos reservatórios será de 516 km2, dividida entre os municípios de Vitória do Xingu (248 km2), Brasil Novo (0,5 km2) e Altamira (267 km2). A área a ser alagada é apenas parte desse total, pois este inclui a calha atual do Rio Xingu.

O vertedouro principal ficará na barragem do sítio Pimental; terá 20 comportas de 20 m × 22,3 m, com vazão máxima total de 62.000 m³/s. Nesse local está prevista também uma escada para peixes para permitir a piracema. (O projeto original previa um vertedouro complementar no Sítio Bela Vista, entre o Reservatório Intermediário e o Xingu, que foi eliminado em 2009).

A usina terá duas casas de força. A casa de força principal será construída no Sítio Belo Monte, pouco a montante da vila de mesmo nome. Ela terá 11 turbina hidráulicas tipo Francis com potência instalada total de 11 mil MW e vazão total de 13.950 m³/s. Embora a barragem principal tenha apenas 35 m de altura, o declive natural do rio no trecho de vazão reduzida faz com que a queda líquida (o desnível total da água entre os reservatórios e a saída das turbinas) seja de 87 m. A casa de força complementar será construída junto à barragem principal, e terá seis turbinas de tipo bulbo com potência total instalada de 233,1 MW, queda líquida de 11,4 m e vazão total turbinada de 2268 m³/s.

O trecho de cerca 100 km do Rio Xingu entre o Reservatório do Xingu e a casa de força principal terá a vazão reduzida em decorrência do desvio pelo canal. Foi estabelecido um hidrograma para a operação da barragem que garante para este trecho de vazão reduzida um nível mínimo da água, variável ao longo do ano, a fim de assegurar a navegabilidade do rio e condições satisfatórias para a vida aquática.

Confira vídeo do MOVIMENTO GOTA D’AGUA



IMPACTO DA OBRA:

A construção da usina tem opiniões conflitantes. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas e lacunas na sua formação.

O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.

Outro argumento é o fato de que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu) será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.

A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo o ciclo ecológico da região afetada que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região. De resto, as análises sobre o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte feitas pelo Painel de Especialistas, que reúne pesquisadores e pesquisadoras de renomadas universidades do país, apontam que a construção da hidrelétrica vai implicar um caos social que seria causado pela migração de mais de 100 mil pessoas para a região e pelo deslocamento forçado de mais de 20 mil pessoas. Tais impactos, segundo o Painel, são acrescidos pela subestimação da população atingida e pela subestimação da área diretamente afetada.

Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja" e de gerar tarifas mais caras para os usuários, embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.

O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas. Por isso, para alguns críticos, em época de cheia a usina deverá operar com metade da capacidade, mas, em tempo de seca, a geração pode ir um pouco abaixo de 4,5 mil MW, o que somado aos vários passivos sociais e ambientais coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.

Confira vídeo de MARINA SILVA falando sobre BELO MONTE



AUTORIZAÇÃO DO IBAMA:

Em 26 de janeiro de 2011, o IBAMA deu a "autorização de supressão de vegetação" ao Consórcio Norte Energia. O início dessas obras infraestruturais antecedem a construção de Belo Monte. O procedimento envolve a autorização para o desmatamento de 238,1 hectares, sendo 64,5 hectares localizados em Área de Preservação Permanente (APP). O órgão, porém, define que o consórcio terá de recompor a quantidade desmatada da APP, bem como condicionou que o processo de desmate não seja feito com uso do fogo e não sejam feitos descartes em aterros e mananciais hídricos. A emissão da licença aconteceu após reuniões com órgãos públicos, índios citadinos, índios jurunas, associações de moradores e representantes de pescadores, além de uma vistoria técnica realizada em novembro de 2010.

A autorização permite que o consórcio inicie o procedimento de acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira.

O Ministério Público Federal no Pará, no entanto, não teve acesso ao documento integral emitido pelo IBAMA, contrariando recomendação de que as licenças não devem ser fragmentadas com a finalidade de acelerar o licenciamento. Ainda de acordo com o ministério, as condicionantes da Licença Prévia 342/2010 não foram resolvidas de acordo com o previsto, o que não assegura a legalidade do procedimento.

AVALIAÇÕES DE ESPECIALISTAS E ENVOLVIDOS:

Segundo a professora da UFPA Janice Muriel Cunha os impactos sobre a ictiofauna não foram esclarecidos ao não contemplar todas as espécies do Rio Xingu.

Outro professor da UFPA e doutor em ecologia, Hermes Fonsêca Medeiros, defende que a obra geraria milhares de empregos, mas, ao final dela, restariam apenas 900 postos de trabalho, o que levaria a população que se instalou na região ao envolvimento com o desmatamento, pois não há vocações econômicas desenvolvidas na região. A hidrelétrica irá, segundo ele, atingir 30 terras indígenas e 12 unidades de conservação. Outro detalhe, segundo o professor universitário, é que a hidrelétrica precisaria de outro Rio Xingu para produzir o ano todo.

O bispo austríaco Erwin Kräutler que há 45 anos atua na região considera o empreendimento um risco para os povos indígenas, visto que poderá faltar água ao desviar o curso para alimentar as barragens e mover as turbinas, além de retirar os índios do ambiente de origem e de inchar abruptamente a cidade de Altamira que pode ter a população duplicada com a hidrelétrica. Segundo o bispo, os problemas em Balbina e Tucuruí, que a princípio seriam considerados investimentos para as populações do entorno, não foram superados e servem de experiência para Belo Monte, já que os investimentos infraestruturais ou a exploração do ecoturismo - "no território mais indígena do Brasil" - poderiam acontecer sem a inserção e ampliação da hidrelétrica.

Confira vídeo da Rede Globo Belo Monte é a maior e mais polêmica obra em andamento no país - Know How Brasileiro



Os procuradores da República defendem que a construção da usina deveria ter sido aprovada por meio de lei federal, visto que a obra está em área indígena, especificamente em terras de Paquiçamba e Arara da Volta Grande, mas a Advocacia-Geral da União refuta esta possibilidade. Em 18 de agosto de 2011, o Ministério Público Federal no Pará entrou com uma nova ação pedindo suspensão da obra alegando invasão de terras dos juruna e arara, respectivamente. Caso a obra não seja suspensa, o MPF pede na ação que a Nesa indenize os índios.

Já o empresário Vilmar Soares, que vive em Altamira há 29 anos, acredita que a usina irá melhorar a qualidade de vida de Altamira, com o remanejamento da população das palafitas - área que será inundada - para moradias bem estruturadas em Vitória do Xingu, e que a usina maior seria acompanhada de outros investimentos, como geração de empregos, energia elétrica para a população rural (a maior parte da energia de de Altamira vem do diesel) e a pavimentação da Transamazônica que impulsionaria a destinação do cacau produzido na região.

Os defensores da obra, formados por empresários, políticos e moradores das cidades envolvidas pelo projeto, estimam que cerca de R$ 500 milhões sustentam o plano de desenvolvimento regional que estaria garantido com a usina. Essa injeção de recursos seria aplicada em geração de empregos, educação, desenvolvimento da agricultura e atração de indústrias. Acredita-se também que o empreendimento atrairá novos investidores para a região, considerada a única forma de alavancar o desenvolvimento de uma região carente de investimentos.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirma que Belo Monte, um investimento equivalente a 19 vezes ao orçamento do Pará em 2010, será a salvação para a região e que as opiniões contrárias são preconceituosas, pois, segundo ele, a atual proposta envolve um terço da área original que seria alagada. O consumo de energia elétrica tende a aumentar e os investimentos com Belo Monte, segundo ele, serão necessários.

No entanto, outros defendem que estas perspectivas de demanda de desenvolvimento, geração de empregos e atração de investimentos para a região confrontam com o já existente estilo de vida viável e sustentável dos habitantes da região, baseado em sistemas agroflorestais e na exploração de recursos naturais. O deslocamento de uma comunidade de sua área de origem, cultura e meio de vida, como já observado em outros casos de deslocamento compulsório por hidrelétricas, podem não ser indenizáveis por programas de apoio ou dinheiro.

O físico, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas e membro do conselho editorial do jornal Folha de S.Paulo, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, disse que milhares de espécimes vão sucumbir, mas, em compensação, 20 milhões de brasileiros terão energia elétrica garantida.

O ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, defende que o Brasil desperdiça, anualmente, o equivalente a três usinas de Belo Monte ao não utilizar o bagaço e a palha da cana-de-açúcar.

O Professor Doutor Sergio Tadeu Meirelles, do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, disse que as consequências serão ruins, lamentáveis mesmo e que ele acha difícil de aceitar. Entretanto existem várias belomontes sendo destruídas todo dia sem que isso apareça claramente no noticiário, como o desmatamento continuo na Amazônia, queimadas por todo o Brasil, poluição dos rios e mares, etc.

Confira vídeo de LULA falando sobre BELO MONTE



CONCLUSÃO:

Assim, mesmo sabendo dos efeitos funestos para a região causados pelo impacto ambiental, que espero sejam minimizados ao máximo, mas acreditando que tanto economicamente, como para a geração de energia necessária para o desenvolvimento do nosso país e, ainda, evitando futuros apagões, sou obrigado a APOIAR a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. Confesso que fiquei muito tempo indeciso entre apoiar ou não, mas que cheguei a essa conclusão, finalmente.

Fonte: Wikipédia

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21/08/10 - Mudanças climáticas, uma nova realidade - Parte II
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ENCHENTES DE JANEIRO NO MUNDO

O mundo todo está vendo estarrecido diversas enchentes no Globo Terrestre, provocadas por diversos motivos: Aquecimento Global, El Niño, La Niña, entre outros.

O Jornal Nacional de 13 de janeiro de 2011 destacou que o motivo das enchentes no Rio de Janeiro são áreas de convergências, vindas da Amazônia e provocadas pelo desmatamento.

As enchentes na região serrana do Rio de Janeiro já são o 6º maior desastre relacionados a chuvas nos últimos 12 meses, segundo um levantamento feito pelo Centro de Pesquisas de Epidemiologia dos Desastres (Cred). Segundo os dados da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, mais de setecentas pessoas já morreram em consequência das enchentes e deslizamentos provocados pela chuva desta quarta-feira na região e o número vem aumentando a todo instante. Mas como a procura por novos corpos vitimas de soterramento continuam, não há ainda números oficiais e finais.

Esse número de mortos também coloca a tragédia como o mais mortífero desastre natural no Brasil em pelo menos dez anos, de acordo com o levantamento.

O Cred, localizado em Bruxelas, na Bélgica, vem compilando dados sobre desastres em todo o mundo há mais de 30 anos.

De acordo com os dados da organização, as enchentes no Paquistão entre julho e agosto do ano passado, que deixaram 1.985 mortos, foram o desastre provocado por chuvas que provocou o maior número de vítimas fatais nos últimos 12 meses no mundo.

O segundo maior número de mortes em desastres do tipo no último ano foi registrado em Zhouqu, na província chinesa de Gansu, com um deslizamento de terra provocado pelas chuvas que deixou 1.765 pessoas mortas em agosto.

Também na China, em Fujian, na província de Sichuan, chuvas torrenciais entre maio e agosto deixaram 1.691 pessoas mortas em consequência das cheias e dos deslizamentos de terra.

Caso o número de mortos no Rio de Janeiro continue subindo, pode ultrapassar os totais do quarto e do quinto desastres com mais vítimas fatais no ano passado - entre fevereiro e março, 399 pessoas morreram em enchentes e deslizamentos em Nametsi, em Uganda, e 363 pessoas morreram em consequência das inundações provocadas pelas chuvas que atingiram a região de Guaranda, na Colômbia, na maior parte do segundo semestre do ano passado.

O total de mortos nas enchentes desta semana no Rio de Janeiro também ultrapassaram os maiores desastres no Brasil desde 2000 - as enchentes de abril do ano passado no Rio, que deixaram 256 mortos, as inundações de 2003 no Nordeste e no Sudeste, que mataram 161, e as enchentes de 2008 em Santa Catarina, que deixaram 151 mortos.

A enchente mais mortífera de que se tem notícia, segundo os registros do Cred, ocorreu na região central da China, em 1931, quanto 3,7 milhões de pessoas teriam morrido, segundo as estimativas.

Na última década, as enchentes de maio de 2004 no Haiti, com 2.600 mortos, foram as que deixaram o maior número de vítimas fatais.

Confira video JORNAL NACIONAL sobre enchentes regiões serranas do Rio



E NO RESTO DO MUNDO

Menos conhecido e menos frequente que o "El Niño", o "La Niña" é um fenômeno natural que resfria as águas do oceano Pacífico e produz mudanças na dinâmica atmosférica. Assim como o primeiro, também pode impor um padrão distinto de comportamento climático em todo o mundo.

O último episódio do "La Niña" atinge agora seu pico e, segundo estudiosos, pode se estender até o meio deste ano. Seus primeiros efeitos, avaliados como sendo de intensidade moderada a forte, começaram a ser percebidos em meados de 2010.
O fenômeno pode ser o responsável por inundações na Austrália e nas Filipinas, onde dez pessoas morreram desde o início deste mês.

As chuvas torrenciais que mataram centenas de pessoas na Venezuela e na Colômbia, em novembro e dezembro, também são reflexos do "La Niña". A inundação no Paquistão, em agosto do ano passado, encaixa-se nos efeitos do fenômeno.

Naquele país, os reflexos do "La Niña" foram particularmente ruins. Na região, o "La Niña" foi imediatamente seguido pelo "El Niño", que tende a deixar as temperaturas no oceano Índico mais altas que o normal.

O ar mais quente contém mais vapor de água e assim pode produzir mais chuva.
"Os padrões altos de precipitação do "La Niña", aliados ao calor após o "El Niño", ajudam a explicar por que as inundações no
Paquistão foram tão devastadoras", diz o especialista Kevin Trenberth, do Centro Americano para Pesquisa Atmosférica.

Mares mais quentes na Austrália também podem explicar a dimensão das atuais inundações.


Confira video JORNAL DA BAND sobre verão de contrastes na Austrália




Devido ao aquecimento das águas, as inundações, em associação ao "El Niño", devem se agravar em breve. E esses não são os únicos danos que o fenômeno pode causar. Nos próximos meses, a corrente "La Niña" pode fazer mais vítimas em outras partes do mundo.

De acordo com um estudo da Cruz Vermelha e do Instituto Internacional de Pesquisas de Clima e Sociedade, chuvas fortes podem ser esperadas no norte da América do Sul e no sudoeste da África nos próximos dois meses.

Em fevereiro de 2000, as enchentes devastadoras em Moçambique, na África, ocorreram exatamente quando o "La Niña" estava próximo do seu pico.

Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/860442-la-nina-explica-inundacoes-em-varios-paises-do-mundo.shtml

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,enchente-no-rio-ja-e-a-6-mais-fatal-dos-ultimos-12-meses-no-mundo,665633,0.htm

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04/08/10 - Lixo nas Praias e no Mar
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AQUECIMENTO GLOBAL – ENTENDA AS CAUSAS

Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.

A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.

Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.

O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colaboram para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.

Confira vídeo TV Globo – Fantástico – Por que o clima está mudando?




Conseqüências do aquecimento global

- Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, pode ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;

- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;

- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;

- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas têm sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

Protocolo de Kyoto

Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Conferência de Bali

Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Conferência de Copenhague - COP-15

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).

De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.


Confira vídeo Globo News – Estudo mostra impacto do aquecimento global no meio ambiente da Terra



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17/07/10 – Mudanças Climáticas, uma nova realidade – Parte I

21/08/10 – Mudanças Climáticas, uma nova realidade – Parte II

13/08/10 - Malditas queimadas do Brasil

04/08/10 - Lixo nas praias e no mar

09/08/10 - A desertificação no Brasil e no mundo

Fonte: http://www.suapesquisa.com/geografia/aquecimento_global.htm

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

AS ENCHENTES ESTÃO CHEGANDO COM O VERÃO

Está chegando o verão e com ele o velho problema que persiste atormentando a população de São Paulo e muitas outras cidades das mais diversas regiões do país – AS ENCHENTES – que afetam moradores de áreas de risco e milhares de motoristas durante os seus trajetos nas ruas e avenidas da cidade.

Embora o fenômeno conte com grande participação da natureza, as áreas urbanas são as que mais expressam as intervenções humanas no meio natural: O desmatamento, as edificações, a canalização, a mudança do curso dos rios, a poluição da atmosfera, dos cursos de água e a produção de calor geram diversos efeitos sobre os aspectos do meio ambiente e as alterações ambientais causadas pelas atividades urbanas são sentidas pela população, tais como o aumento da temperatura nas áreas centrais, o aumento de precipitação e as ENCHENTES.

Essa última conseqüência do processo de urbanização teve como causa principal a construção de casas, indústrias, vias marginais implantadas nas áreas de várzeas dos rios e proximidades e é, atualmente, um problema constante nos períodos chuvosos nos principais centros urbanos.

Confira vídeo da TV Gazeta – Lixo é uma das causas de enchentes em São Paulo



CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

As enchentes são fenômenos naturais que ocorrem quando a precipitação é elevada e a vazão ultrapassa a capacidade de escoamento, ou seja, quando a chuva é intensa e constante, a quantidade de água nos rios aumenta, extravasando para as margens dos rios (áreas de várzeas). Todos os canais de escoamento possuem essa área de várzea para receber o "excesso" de água, quando ela ultrapassa os limites dos canais. Entretanto, com as interferências antrópicas (do homem), as inundações são intensificadas em vista de alterações no solo de uma bacia hidrográfica, tais como a urbanização, impermeabilização, desmatamento e o desnudamento (eliminação da vegetação).

O processo de urbanização causa mudanças no microclima das cidades. O intenso processo de desmatamento e a construção de residências, edifícios, indústrias, ocupação das áreas de várzeas e a impermeabilização do solo com asfalto acarretam no aumento de temperatura dos centros urbanos em relação às áreas periféricas (afastadas do centro) e às áreas rurais. Em algumas cidades esta diferença de temperatura pode atingir até 10°C. Além do desmatamento e da impermeabilização do solo, o consumo de combustíveis fósseis por automóveis e indústrias torna a cidade uma fonte de calor. Esse fenômeno é denominado "ilha de calor". O aumento de temperatura nos centros urbanos intensifica a evaporação; além disso, o material particulado (poluentes) em suspensão favorece a formação de núcleos de condensação na atmosfera. O resultado é o aumento da quantidade de chuvas. No entanto, as inundações não resultam apenas do aumento da quantidade de chuva, mas - e principalmente - do aumento da velocidade de escoamento superficial ocasionado pela impermeabilização do solo. Além disso, diariamente, os rios recebem uma carga de água utilizada pela população (esgoto), o que também contribui para aumentar a quantidade de água no leito dos rios.

Em condições naturais, parte da chuva fica retida nos troncos e folhas, o escoamento superficial é retido por obstáculos naturais gerando maior infiltração e retardando a chegada da água nos cursos de água. Quando a cobertura vegetal é retirada, não há resistência ao escoamento e a água atinge os rios com maior facilidade e rapidez, contribuindo também com o assoreamento dos rios, pois, sem a cobertura vegetal, os sedimentos são carregados pela água e acabam depositados no fundo dos leitos dos rios. Este fato é agravado quando há impermeabilização do solo.

Outro fator que agrava as inundações nos centros urbanos é o entupimento dos bueiros OCASIONADO PELO LIXO JOGADO NAS RUAS PELA PRÓPRIA POPULAÇÃO. Em dias de chuva, com a impossibilidade do escoamento pelos bueiros, a água concentra-se nas ruas de forma rápida, causando transtornos no trânsito e no comércio, além de atingir residências e causar todo o tipo de estragos.

Confira vídeo do Fantástico – Lixo provoca alagamento nas ruas de São Paulo



MEDIDAS CONTRA ENCHENTES

Para resolver os problemas de enchentes seria necessária quase que uma “refundação” de São Paulo. Dentre as principais obras previstas para minimizar o problema está o rebaixamento da calha do Rio Tietê que vem sendo feito pelo governo do Estado. A região Metropolitana de São Paulo está localizada na Bacia do Alto Tietê: Toda água das chuvas e todos os seus rios correm para o Tietê.

Para se ter uma idéia dos problemas causados pela impermeabilização temos que em 1929, numa ocorrência de grandes chuvas, a vazão do Tietê na altura da ponte do Limão foi de 318m³/s. Hoje, o projeto de aprofundamento do leito do Tietê pretende aumentar essa capacidade de vazão para 1.400 m³/s e mesmo assim o rio não teria capacidade para escoar um índice de chuvas igual ao de 1929.

Outra medida importante para controlar as enchentes é a construção de piscinões, em terrenos ainda vagos localizados nas cabeceiras dos principais afluentes do Tietê. Os piscinões são reservatórios de acumulação temporária das águas das chuvas, que retardam sua chegada nos rios principais. A Prefeitura de São Paulo já construiu seis piscinões.

Confira vídeo da TV Record – Marginal Tietê, o rio



Finalmente, existem muitas questões ligadas à micro-drenagem que devem ser tratadas. Dentre elas, o não lançamento de esgotos e lixo nos rios e nas galerias de águas pluviais, a limpeza dos bueiros e a manutenção das galerias. Também em projetos de reurbanização ou na abertura de novos loteamentos, deveria se garantir a recuperação das áreas permeáveis e a preservação das várzeas como áreas verdes.

O Governo do Estado vem há décadas investindo em medidas paliativas, sem grande impacto na solução deste grave problema que assola e flagela grande parte da população de São Paulo, principalmente os mais humildes que vivem em regiões de risco e, que muitas vezes, sofrem com as enchentes todos os anos.

E, por outro lado, a própria população atingida pelas enchentes, muitas vezes é a responsável por parte desse fenômeno ao jogar lixo nas ruas, além de muitos outros que não possuem qualquer tipo de conscientização e educação, infelizmente.

Vamos torcer pelo novo governo tomar coragem e atacar com mais coragem e rapidez os problemas de enchentes, com as medidas necessárias, pois com as mudanças climáticas, a previsão para o verão de 2011 não são muito boas, lamentavelmente.

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14/06/10 - Brasileiros vivendo no Exterior
14/09/10 - Tempo seco prejudica a saúde da população


Fontes: http://atlasambiental.prefeitura.sp.gov.br/pagina.php?id=26

http://conhecimentopratico.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/25/artigo134975-1.asp

terça-feira, 14 de setembro de 2010

TEMPO SECO PREJUDICA A SAÚDE DA POPULAÇÃO

A baixa umidade do ar em São Paulo e em quase todo o resto do Brasil tem minado a saúde de muita gente. É importante adotar algumas práticas simples para driblar esse incômodo e conviver (ou sobreviver) nessa época.

Ardência nos olhos, dor de cabeça, tosse seca e irritação na garganta são alguns dos sintomas de alterações respiratórias provocadas pela baixa umidade do ar e agravados pelo calor. "Boa parte do Brasil está sofrendo com a chegada de uma massa de ar quente, que deixa o clima mais seco", explica o meteorologista André Madeira, da Climatempo, em São Paulo. Esse fenômeno dificulta a vinda das frentes frias e das chuvas.

Por isso, fique ligado nos conselhos da pneumologista Andréa Arvai Pereira, de São Paulo, e minimize os efeitos da estiagem em sua saúde:

• Para não ressecar as vias respiratórias, utilize um umidificador em casa para aumentar a umidade do ar

• Espalhe toalhas molhadas e bacias d'água pelo ambiente, em especial nos quartos. Essa alternativa demora mais do que o umidificador para fazer efeito, mas garante o mesmo resultado

• Se sentir ardência nos olhos ou se eles lacrimejarem, faça compressas com água boricada ou gelada

• Caso sinta o nariz arder, hidrate-o com solução fisiológica (soro)

• Tome bastante líquido durante o dia. "O importante é manter-se hidratado", alerta a especialista. Sucos, chás e refrescos também valem

• Evite banhos quentes. Prefira água morna, pois nessa época a pele resseca bem mais rápido

• Abuse do hidratante corporal ao sair do banho ou quando sentir a pele seca demais


Confira vídeo - Jornal da Gazeta: Tempo seco prejudica a saúde da população



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06/10/10 - As enchentes estão chegando com o verão
03/11/10 - Aquecimento Global, entenda as causas


Fonte: Por Ligia Menezes, do site VIVA!MAIS

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O PROBLEMA DO LIXO NO BRASIL

Sabe-se muito bem que os governos no Brasil realizam apenas obras de grande visibilidade e que possuam qualidades geradoras de votos e possibilidades de grandes desvios, dado a corrupção endêmica que assola o país há séculos.

Mas o mais triste e lamentável de tudo isso é a constatação das calamidades que o efeito estufa está realizando em todo o mundo e que pequenas providencias que poderiam ser tomadas para minimizar ou mesmo anular essas ocorrências não estejam sendo tomadas, por falta de vontade política e desinteresse dos governos Federal, Estaduais e Municipais, que preferem optar por medidas assistencialistas (tipo Bolsa Família) que arrecadam muitos votos do povo ignorante, do que, por exemplo, Usinas Verdes transformando o Lixão (resíduos) em energia limpa e rentável, sem qualquer impacto ambiental.

Sem esquecer que nesse processo há todo o aproveitamento do lixo reciclável, que gera milhares de empregos, além de evitar o esgotamento dos nossos recursos naturais. Fora a energia limpa que serve para abastecer completamente grandes cidades e da redução da emissão de gases do efeito estufa, ainda no final de todo o processo, o que sobra pode ser aproveitado para produção de fertilizantes, de tijolos e até pisos. Ou seja, completamente rentável, limpo, sem qualquer desperdício de absolutamente nada, gerando empregos e economia para as cidades servidas dessas usinas verdes.

Confira vídeo de Resíduos à Energia: Filme ilustrativo, das vantagens e dos benefícios de implantar Usina de tranformação dos residuos em energia. Adaptação com alguns trechos e dizeres para a realidade brasileira, aonde os resíduos são tratados com um certo "descaso", jogados em lixões sem o devido cuidado e tratamento, poluindo e principalmente emando gases tóxicos, poluentes, contribuindo para o aquecimento global. O filme é um alerta, temos condições e metodos para reverter a situação a nosso favor, basta querer e querer é poder.




Segundo a Dra.D.Seli Pena, em seu estudo apresentado no Seminário Internacional de Aproveitamento Energético de Resíduos Sólidos Urbanos no Estado de São Paulo, o problema da destinação dos resíduos sólidos urbanos tem se transformado em um dos maiores desafios da gestão pública no país, tendo em vista os graves impactos ambientais gerados pelos “lixões” (aterros sanitários fora de especificações e sem controle sanitário) ou mesmo pelo esgotamento da capacidade dos aterros sanitários regulares. Além dos problemas ambientais, os altos custos para operação dos processos, há uma grande rejeição da sociedade à deposição de qualquer resíduo próximo à sua residência, tanto pelos odores desagradáveis como pela desvalorização econômica que produzem ao patrimônio imobiliário.


Como solução a esse problema, a conversão de resíduos sólidos urbanos em energia – WTE (do inglês - Waste To Energy) é considerada em todo mundo desenvolvido como sendo uma opção ambientalmente sustentável, tratando-se de uma fonte de energia “limpa, confiável e renovável” gerando energia elétrica com menor impacto ambiental do que a maioria das outras fontes energéticas.

Esse processo de aproveitamento energético não elimina a reciclagem de materiais, que é a primeira e mais importante etapa, mas trata-se de uma solução adequada para o restante dos resíduos que por alguma razão não foram separados previamente. Desta forma, há duas possibilidades para disposição dos resíduos após a remoção dos recicláveis: depósito em aterros sanitários ou usá-los no processo de conversão em energia “limpa” e renovável.

No caso da Cidade de São Paulo, a geração de lixo urbano atinge hoje cerca de 15.000 toneladas por dia, o que seria o suficiente para implantar usinas de conversão de resíduos em energia, que somadas chegariam a 300 MW médios. No caso do Brasil, segundo o IBGE, a produção de resíduos sólidos urbanos chega hoje a 230.000 toneladas dia, que mantidas as mesmas proporções, poderiam gerar até 5.000 MW médios, o que representa quase uma nova Usina de Itaipu, ou quase o dobro do que se espera gerar no polêmico complexo do Rio Madeira. É importante dizer que essa produção seria apenas se os resíduos fossem totalmente convertidos em energia elétrica com um rendimento térmico de aproximadamente 30%. Caso fossem implementados processos de cogeração e aproveitamento integral do calor do processo, o rendimento do ciclo térmico chegaria até a 88%, o que significaria dizer que o aproveitamento energético dos resíduos em termos de país significaria mais de 10.000 MW médios equivalentes.

Confira vídeo da TVNBR: E o lixo pode virar energia elétrica. Pesquisa realizada no Rio de Janeiro vai avaliar as condições para implantar usinas de geração de energia a partir dos resíduos




O processo de conversão de lixo em energia é empregado nos países desenvolvidos (Europa e América do Norte) há mais de 25 anos, e o atual “estado da arte” garante uma das formas mais “limpas” de geração de energia elétrica. O maior avanço tecnológico obtido foi no controle da qualidade do ar a partir da queima dos resíduos, de modo que atualmente atingem ou mesmo superam os mais exigentes padrões de qualidade estabelecidos pelas Agências de Proteção Ambiental empregando processos de múltiplos estágios de tratamento das emissões gasosas da combustão, obtendo alta performance de controle ambiental (trata mais de 99% das emissões gasosas). Além da geração de energia de forma ambientalmente controlada, a tecnologia de conversão de resíduos em energia evita o uso de óleo diesel nos equipamentos de transporte e movimentação dos resíduos nos aterros sanitários, melhorando a qualidade do ar e reduzindo a emissão de gases de efeito estufa.

Um importante dado observado é que nas regiões nas quais estão instaladas as usinas de conversão de resíduos em energia, O índice de reciclagem é superior à média nacional, principalmente devido ao fato dessas usinas serem parte de um processo integrado de gestão regional de resíduos sólidos, no qual toda comunidade participa efetivamente. Inclusive, as empresas operadoras das usinas mantêm programas permanentes de educação ambiental que orientam a comunidade envolvida no processo para a melhor forma de aproveitamento dos resíduos. Além disso, a maior parte dos metais contidos nos resíduos (não separados no processo de coleta seletiva) são recuperados após separação das cinzas.

Para se ter uma idéia do impacto positivo dessa tecnologia, nos Estados Unidos, para cada tonelada de resíduos processado em uma planta de conversão de resíduos em energia, é evitada a importação de um barril de petróleo, ou é evitada a extração de um quarto de tonelada de carvão mineral.

As usinas WTE não só diminuem a dependência de combustíveis fósseis, mas também previnem a emissão de centenas de milhões de toneladas de CO2 por ano para a atmosfera. Em uma comparação mais direta, queimar uma tonelada de resíduos em uma usina WTE previne o equivalente a uma tonelada de CO2 que seria emitido para a atmosfera através da queima de combustíveis fósseis e a decomposição dos resíduos em um aterro sanitário, para produção da mesma quantidade de energia. Os resíduos decompostos em um aterro sanitário produzem gás metano (CH4), o qual é um importante gerador do efeito estufa (21 vezes mais potente que o CO2). Nas usinas WTE não há emissão do gás metano. Além disso, não depositar os resíduos sólidos em aterros sanitários evita o uso de áreas nobres, próximas aos grandes centros urbanos e, reduz os riscos de contaminação do solo e do
lençol freático com produtos tóxicos.


Confira vídeo da USINA VERDE: Usina Modelo de Reciclagem Energética do Lixo Urbano. Rota tecnológica recomendada pelo IPCC/ONU (Nobel da Paz/2007) para redução das emissões dos gases estufa gerados nos aterros de lixo urbano. Mostra o processo de transformação do lixo urbano em energia elétrica com imagens tomadas na Usina Modelo (Ilha do Fundão, Rio de Janeiro/RJ).




Uma importante comparação entre a produção de energia a partir de aterros sanitários e da queima direta de resíduos urbanos é referente à capacidade de produção de energia elétrica em cada um dos casos: enquanto que uma tonelada de resíduo depositado em um aterro sanitário produzirá gás para gerar cerca de 20 kWh, a mesma quantidade de resíduo, se queimado diretamente em caldeiras, produzirá 520 kWh, ou seja, vinte e seis vezes mais eficiência energética, com menor espaço de depósito (80 a 90 % menos).

Diferentemente das outras fontes de energia renovável, como eólica e solar, ou mesmo a hidráulica, a geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos não depende de condições do tempo, hora do dia, época do ano ou qualquer outra variável fora de controle do gerador, uma vez que opera 24 horas por dia, 365 dias por ano, devido ao suprimento contínuo, estável e garantido de combustível.

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07/06/10 - Você separa seu lixo para a coleta seletiva ?
04/08/10 - Lixo, nas praias e no mar

sábado, 21 de agosto de 2010

MUDANÇAS CLIMÁTICAS, UMA NOVA REALIDADE- PARTE II

Desde a criação, a Terra sempre esteve em constantes mudanças de temperatura, em ciclos de milhares de anos de aquecimento e glaciação causados por fenômenos naturais. A partir da Revolução Industrial, o planeta passou a enfrentar uma nova realidade: a mudança de temperatura causada pelo homem através da poluição. Este problema começou a ser sentido nos microclimas, com o aumento da temperatura nos grandes centros urbanos e mais recentemente no macroclima, com o aumento do nível do mar, uma ameaça em escala global que pode causar escassez de alimentos e graves problemas sociais.

São vários os fatores, apontados por ecologistas e cientistas, que provocam essas MUDANÇAS CLIMÁTICAS, tais como o efeito estufa, buraco na camada de ozônio, poluição atmosférica e aumento na produção de gás carbônico. A principal conseqüência é o aquecimento do clima da Terra, provocando o aumento da temperatura dos oceanos e o derretimento das geleiras. Entre previsões apocalípticas e a realidade há uma grande distância, já que as projeções com modelos matemáticos levam em conta diferentes variáveis, mas o fato é que o planeta está ficando mais quente e o nível do mar está subindo.


Confira vídeo Canal Futura – Mudanças Climáticas (Parte I)




Há alguns fatos que podem ser considerados como indícios do aquecimento global e da elevação dos oceanos. O nível do mar está subindo e em alguns lugares os efeitos já estão sendo sentidos. A ilha Tuvalu, que fica no Sul do Oceano Pacífico, enfrenta o aumento da ocorrência de ciclones tropicais na última década, causados pelo aumento da temperatura das águas superficiais do oceano, o que interfere na ocorrência das tempestades. Mas o problema maior é a elevação do nível do mar, inundando as áreas mais baixas, com a água salgada contaminando a água potável e a agricultura. Os líderes da população de 11 mil habitantes decidiram abandonar a ilha neste ano, e serão recebidos pelo governo da Nova Zelândia.

Na Holanda, onde boa parte do território da costa do país foi construído através de diques no mar do Norte, há muita preocupação com a subida das águas e são feitos monitoramentos constantes.

O Brasil, que possui um dos maiores litorais do Mundo, seria seriamente afetado e grandes cidades como SANTOS, onde funciona o maior porto da America Latina, provavelmente está fadada a desaparecer do mapa.

PRINCIPAIS QUESTÕES PARA ENTENDER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O que é aquecimento global?

O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar.

O que é efeito estufa?

O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra.

Quais as causas das mudanças climáticas?

As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.

Confira vídeo Canal Futura – Mudanças Climáticas (Parte 2)





Como são lançados os gases de efeito estufa?

Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs).

Quais os efeitos do aquecimento global?

São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.

Como o desmatamento influencia na mudança do clima?

Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.

Quais as soluções para combater o aumento do efeito estufa?

Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

O que é eficiência energética?

Eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.

O que são energias renováveis não-convencionais?

São energias que não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não-convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos.


O que é Convenção do Clima?

É uma reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) onde os países membros discutem as questões mais importantes sobre mudanças climáticas. A primeira convenção mundial aconteceu em 1992. O nome oficial do evento é Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, sigla em inglês).

O que é Protocolo de Quioto?

É o único tratado internacional que estipula reduções obrigatórias de emissões causadoras do efeito estufa. O documento foi ratificado por 168 países. Os Estados Unidos, maiores emissores mundiais, e a Austrália não fazem parte do Protocolo de Quioto.

O que é Fundo de Adaptação?

Um mecanismo financiado pelos países desenvolvidos para que os países em desenvolvimento possam lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Hoje, cada projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) paga 2% do seu valor para este Fundo, mas o dinheiro ainda não está sendo empregado.

Confira vídeo Canal Futura – Mudanças Climáticas (Parte 3)





O que é MDL?

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Se você gostou dessa postagem, leia também:

17/07/10 - Mudanças Climáticas, uma nova realidade, parte I
04/08/10 - Lixo nas praias e no mar
09/08/10 - A desertificação no Brasil e no mundo
13/08/10 - Malditas queimadas no Brasil
07/09/10 - O problema do Lixo no Brasil


Fontes: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas/

http://www.comciencia.br/reportagens/clima/clima06.htm

Confira a postagem de 17/07/2010 MUDANÇAS CLIMÁTICAS, UMA NOVA REALIDADE (PARTE I)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MALDITAS QUEIMADAS NO BRASIL

QUEIMADA é uma prática primitiva da agricultura, destinada precipuamente à limpeza do terreno para o cultivo de plantações ou formação de pastos, com uso do fogo de forma controlada.

A prática de realizar queimada promove uma série de problemas de ordem ambiental, tal fato tem ocorrido em diferentes pontos do planeta e os países subdesenvolvidos como o Brasil são os que mais utilizam esse tipo de recurso.

As queimadas são mais freqüentes em áreas rurais que praticam técnicas rudimentares de preparo da terra, quando existe uma área na qual se pretende cultivar, o pequeno produtor queima a vegetação para limpar o local e preparar o solo, esse recurso não requer investimentos financeiros.

Do ponto de vista agrícola, o ato de queimar áreas para o desenvolvimento da agricultura é uma ação totalmente negativa, uma vez que o solo perde nutrientes, além de exterminar todos os microrganismos presentes no mesmo que garante a fertilidade, dessa forma, a fina camada da superfície fica empobrecida e ao decorrer de consecutivos plantios a situação se agrava gradativamente resultando na infertilidade.

Outra questão que deriva das queimadas é o aquecimento global, pois a prática é a segunda causa do processo, ficando atrás somente da emissão de gases provenientes de veículos automotores movidos a combustíveis fósseis. Isso acontece porque as queimadas produzem dióxido de carbono que atinge a atmosfera agravando o efeito estufa e automaticamente o aquecimento global.

As queimadas praticadas para retirar a cobertura vegetal original para o desenvolvimento agrícola e pecuária provocam uma grande perda de seres vivos da fauna e da flora, promovendo um profundo desequilíbrio ambiental, às vezes em níveis sem precedentes.

No caso específico do Brasil, as queimadas tem sido responsáveis pela diminuição de importantes domínios brasileiros, principalmente a floresta Amazônica e o Cerrado, duas áreas intensamente exploradas pela agropecuária, o segundo é o mais agredido, pois segundo estimativas restam menos de 20% da vegetação original, pois o restante já foi ocupado por lavouras e pastagens e o primeiro nos últimos anos tem atraído muitos produtores, isso certamente causará grandes impactos em uma das áreas mais importantes do mundo e que deve ser conservada para as próximas gerações.

Confira vídeo da equipe do Greenpeace na Br-163, próximo a Castelo dos Sonhos (PA) documenta queimadas na Amazônia (parte I).




De janeiro até esta sexta-feira, os satélites monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 69.900 focos de queimadas em áreas de floresta Amazônica. O aumento é de 276% quando comparado ao mesmo período de 2009, quando foram feitos 18.575 registros.

Nesta sexta, do total de 15.183 focos de incêndio detectados pelo Inpe, em todo o país, 7.007 estavam concentrados nas regiões Amazônicas. É quase metade de todos os incêndios registrados pelos satélites no Brasil.

Segundo os dados do Inpe, o Pará liderou os focos de incêndio na área que os cientistas chamam de 'Bioma Amazônia' com 3.958 pontos detectados. Em seguida, ficou o estado do Mato Grosso, com 1.806 pontos. Em terceiro lugar, veio o estado de Rondônia - com 846 ocorrências - e o Amazonas em quarto com 265 pontos de fogo.

Normalmente, a maioria das queimadas não ganha repercussão porque fica restrita a áreas de mata. A chegada do fogo à área urbana de Marcelândia,cidade no Mato Grosso, mostrou o risco que elas oferecem. Em Marcelândia, houve destruição de mais de cem casas e madeireiras, base da economia local. Pelo menos 500 pessoas ficaram sem emprego.

Segundo dados do Inpe, 320 municípios brasileiros estavam nesta sexta em situação crítica para risco de incêndios. No Mato Grosso, são 74 municípios em estado crítico.

No Tocantins, são 26 dos 139 municípios em situação crítica. O estado tem a situação que mais preocupa, porque nem todos focos de incêndio foram controlados. Em São Paulo, dos 645 municípios, 61 estão em estado crítico, segundo o Inpe. Entre eles, cidades como Araçatuba, Araraquara, Barretos, Batatais, Bebedouro, Catanduva, Jaboticabal e Pirassununga.

Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública na Justiça Federal para impedir que órgãos do governo do estado emitam autorização para as chamadas "queimadas controladas" em fazendas de plantação de cana-de-açúcar em São Paulo.

Confira vídeo da equipe do Greenpeace em Nova Bandeirantes, ao norte do Mato Grosso, que documenta queimadas ao vivo na Amazônia (parte II).



O MPF argumenta que a atribuição deve ser do IBAMA e que não é possível autorizar queimadas sem que seja feito previamente um estudo de impacto ambiental. As autorizações são dadas pela Secretaria do Meio Ambiente e pela CETESB.

O mais lamentável de tudo é que o Governo pouco faz para acabar com essa pratica destrutiva da natureza, que acelera o efeito estufa e ainda acaba com o pouco que as populações atingidas possuem.

Enquanto isso, a floresta amazônica e o cerrado estão pouco a pouco perdendo toda a sua mata, causando a desertificação iminente, mesmo porque não são terras muito férteis.

Veja também as minha postagens dos dias 17/07 e 21/08/2010: Mudanças Climáticas, uma nova realidade (Partes 1 e 2) , que complementam melhor o tema de hoje.