segunda-feira, 28 de março de 2011

CARLOS SALDANHA, UM BRASILEIRO NOTÁVEL

Pouca gente sabe no Brasil, mas um dos diretores mais talentosos, criativo, premiado e reconhecido no mundo inteiro, com suas duas últimas longas metragem entre os filmes de maior bilheteria de todos os tempos, é o brasileiro: CARLOS SALDANHA, nascido no Rio de Janeiro em 20 de julho de 1968.


É um animador que ganhou destaque nos Estados Unidos como diretor de diversos filmes animados: A Era do Gelo I, II, III e brevemente IV, Robôs, Gone Nutty e para ser lançando em abril de 2011 a sua homenagem a cidade natal: RIO 3D.

Foi também produtor em outros: Sobrevivendo ao Kid e A aventura perdida de Scrat.

Saldanha cursou Mestrado em Artes e se especializou em animação por computação gráfica na School of Visual Arts, em New York.

Atualmente é considerado uma das personalidades mais criativas e talentosas da BLUE SKY STUDIOS, o maior do mundo no gênero.

CARLOS SALDANHA EM ENTREVISTA A REVISTA MOVIE




Dos mesmos criadores de A ERA DO GELO, com direção de CARLOS SALDANHA, RIO 3D, conta a história de uma arara que troca a sua gaiola pela aventura de voar até o RIO DE JANEIRO. A produção tem vozes de Anne Hathaway e Rodrigo Santoro, além de músicas de Sergio Mendes.



CARLOS SALDANHA FALA SOBRE RIO 3D



O filme RIO 3D conta a história de Blu, uma arara azul rara que pensa que é a última de sua espécie. Quando Blu descobre que há uma ‘outra’ ele deixa o conforto de sua gaiola em uma pequena cidade de Minnesota e vai para o Rio de Janeiro. Mas longe de ser amor à primeira vista entre o domesticado e incapacitado de voar e a feminista e independente, que voa alto, Jewel.

Inesperadamente jogados juntos, eles embarcam na aventura de uma vida, onde aprendem sobre amizade, amor, coragem e estar aberto às muitas maravilhas da vida. “Rio” reúne uma fauna de personagens vibrantes, uma história comovente, mergulhos coloridos, uma música latina contemporânea e cheia de energia.

Anne Hathaway, uma das atrizes famosas que deu sua voz aos personagens, esteve no Rio de Janeiro a semana passada para a pré-estréia, extremamente simpática, encantando a todos que a conheceram.

Rio 3D é uma produção imperdível, não apenas por sua premiada e fantástica produção, mas pela linda homenagem ao Rio de Janeiro que será sede da próxima olimpíada e o filme, com certeza, servirá de divulgação antecipada da Cidade Maravilhosa em todo o mundo, principalmente agora que vem diminuindo o seu nível de violência, com as unidades apaziguadoras nas principais comunidades cariocas.

Vamos torcer para que o filme, além de homenagem, sirva como uma semente para o imenso fluxo turístico que está previsto para o Rio e todo o Brasil nos próximos anos.

TRAILER LEGENDADO DE RIO 3D



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domingo, 20 de março de 2011

TIM MAIA, SAUDADES DE VOCÊ!

No ultimo dia 15 de março completou 13 anos do falecimento de um dos maiores artistas do país: Sebastião Rodrigues Maia, popularmente conhecido como TIM MAIA, que nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 1942 e faleceu em Niterói, no dia 15 de março de 1998, foi um dos maiores cantores e compositores brasileiros, um dos pioneiros na introdução do estilo soul na MPB e um dos maiores ícones da música no Brasil. Suas músicas eram marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando muitos sucessos.

Nasceu e cresceu no Rio de Janeiro, onde em sua infância já teve contato com pessoas que viriam a ser grandes cantores, como Jorge Ben Jor e Erasmo Carlos. Em 1957, integrou o grupo The Sputniks, onde cantou junto a Roberto Carlos. Em 1959, emigrou para os Estados Unidos, onde teve seus primeiros contatos com o soul, vindo a ser preso e deportado por roubo e porte de drogas.

Em 1970, gravou seu primeiro LP "Tim Maia", que rapidamente tornou-se um sucesso país afora com músicas como "Azul da cor do mar" e "Primavera" (confira vídeo abaixo). Nos três anos seguintes, lançou os discos Tim Maia (volume 2, 3 e 4), fazendo sucesso com "Não Quero Dinheiro" e "Gostava tanto de você". De 1975 a 1977, aderiu à doutrina Cultura Racional, lançando, neste período, "Que Beleza" e "Rodésia". Pela decadência de suas músicas "racionais", desiludiu-se com a doutrina e voltou ao seu estilo de música, lançando sucessos como "Descobridor dos Sete Mares" e "Me Dê Motivo" (veja o vídeo abaixo). Em 1988, venceu o Prêmio Sharp na categoria "Melhor Cantor".

Muitas músicas suas foram gravadas sob a editora Seroma e a gravadora Vitória Régia Discos, sendo um dos primeiros artistas independentes do Brasil. Ganhou o apelido de "síndico do Brasil" de seu amigo Jorge Ben Jor na música W/Brasil. Na década de 1990, diversos problemas assolaram a vida do cantor: problemas com as Organizações Globo, e ainda a saúde precária, devido ao uso constante de drogas ilícitas e o agravamento de seu grau de obesidade. Sem condições de realizar um show no Teatro Municipal de Niterói, saiu em uma ambulância e, após duas paradas cardiorrespiratórias, faleceu em 15 de março de 1998. É amplo seu legado à história da música brasileira, tendo inaugurado um estilo que futuramente viria a ser cantado por diversos artistas, como seu sobrinho Ed Motta. A revista Rolling Stone classificou Tim como o 9º maior artista da música brasileira.

Confira vídeo de TIM MAIA cantando: “Gostava tanto de você”.



PRIMEIROS ANOS

Nascido no Bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, na Rua Afonso Pena 24, começou a compor melodias ainda criança e já surpreendia a numerosa família, era o penúltimo de 19 irmãos.

Destacou-se pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar. Com a voz grave e carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos, lembrados até hoje, e que influenciaram o sobrinho, o cantor Ed Motta.

Tim Maia começou na música tocando bateria num grupo Tijucanos do Ritmo, formado na Igreja dos Capuchinhos próxima a sua casa, passando logo para o violão. Tim nessa época era conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly Bop-A-Lena de Ronnie Self (apelido que Jorge Ben tinha pelo mesmo motivo).

Em 1957, fundou o Grupo vocal The Sputniks, do qual participaram Roberto Carlos, Arlênio Silva, Edson Trindade e Wellington, ao contrário do que muitos pensam Erasmo Carlos nunca fez parte do grupo; Erasmo fez parte do The Snakes, grupo que acompanhava tanto Roberto quanto Tim após o fim do The Sputniks. Em 1959, foi para os Estados Unidos, onde estudou inglês e entrou em contato com a soul music, chegando a participar de um grupo vocal, o The Ideals. No entanto 4 anos mais tarde viria a ser deportado de volta para o Brasil, preso por roubo e posse de drogas.

Em 1968, Tim produziu o álbum "A onda é o Boogaloo" de Eduardo Araújo, o álbum trouxe a sonoridade da Soul Music para a Jovem Guarda.

No mesmo ano, Roberto Carlos grava uma canção de sua autoria, "Não Vou Ficar" para o álbum Roberto Carlos (1969), a canção também fez parte da trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa.

Seu primeiro trabalho solo foi um compacto pela CBS em 1968, que trazia as músicas "Meu país" e "Sentimento" (ambas de sua autoria, como todas as músicas sem indicação de autor). Sua carreira no Brasil fortaleceu-se a partir de 1969, quando gravou um compacto simples pela Fermata com "These are the Songs" (regravada no ano seguinte por Elis Regina em duo com ele, e incluída no álbum Em pleno verão, de Elis) e "What Do You Want to Bet".

Confira vídeo de TIM MAIA cantando: “Vale Tudo




ANOS 1970:

Em 1970 gravou seu primeiro LP, "Tim Maia", na Polygram, por indicação da banda "Os Mutantes", que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Neste disco, obteve sucesso com as faixas "Azul da cor do mar", "Coronel Antônio Bento" (Luís Wanderley e João do Vale), "Primavera" (Cassiano) e "Eu Amo Você".

Nos três anos seguintes, com a mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia volume II, tornando-se cada vez mais famoso com canções como a dançante "Não Quero Dinheiro (Só quero amar)", na era Disco; Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, no qual se destacaram "Gostava tanto de você" (Edson Trindade) e "Réu confesso". Em 1975 gravou os LPs Tim Maia racional vol. 1 e vol. 2. Em 1978 gravou para a Warner Tim Maia Disco Club claramente inspirada pela Disco Music, Tim foi acompanhado pela Banda Black Rio, neste álbum gravou um de seus maiores sucessos, "Sossego".

FASE RACIONAL (1975-1976):

Na década de 1970 entrou em contato com a doutrina Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, um mestre de uma nova doutrina, quando lançou, (1975), os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (palavra "amores" ao contrário e abreviação do próprio nome "Sebastião Rodrigues Maia").

São considerados por muitos os melhores de Tim Maia, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época Tim Maia manteve-se afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz.

Desiludido com a doutrina, percebeu que o mestre Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. O cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns, tendo virado item de colecionadores, devido à raridade. Deste disco existem várias pérolas, uma das quais é Imunização Racional.

Já nos anos 2000 foram descobertas novas músicas pertencentes à "fase racional", no que foi intitulado de verdadeiro "racional 3", podendo-se mencionar as faixas: "You Gotta Be Rational", "Escrituração Racional", "Brasil Racional", "Universo em Desencanto Disco", "O Grão Mestre Varonil", "Do Nada ao Tudo" e "Minha Felicidade Racional", disponibilizadas apenas na Internet.

Após o término de sua fase racional, Tim voltou a seu antigo estilo de música e vida e mais sucessos se seguiram: "Sossego" (do LP "Tim Maia Disco Club", de 1978), "Descobridor dos Sete Mares" (faixa-título do LP de 1983, que também trouxe "Me Dê Motivo") e "Do Leme ao Pontal" (de "Tim Maia", 1986).

Confira vídeo de TIM MAIA cantando: “Primavera” (um dos seus maiores sucessos)



ANOS 1980:

Lançou em 1983 o LP "O Descobridor dos Sete Mares", com destaque para a canção-título "O Descobridor dos Sete Mares" (Michel e Gilson Mendonça) e para Música "Me dê Motivo" (Michael Sullivan/Paulo Massadas) um dos seus maiores sucessos. Em 1985, gravou Um Dia de Domingo, também de Sullivan e Massadas, num dueto com Gal Costa, obtendo grande sucesso. Outro disco importante da década de 1980 foi "Tim Maia" (1986), que trazia o hit "Do Leme ao Pontal". Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente "Seroma" e depois "Vitória Regia". Por ele, lançou em 1990 "Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova", e mais tarde "Voltou a clarear" e "Nova era glacial". Em 1988, venceu o Prêmio Sharp de música na categoria "Melhor Cantor".

ANOS 1990:

Descontente com as gravadoras, Tim Maia retomou a ideia da editora Seroma e da gravadora Vitória Régia Discos, pela qual passou a fazer seus lançamentos. Regravado por artistas do pop (Titãs, Paralamas do Sucesso, Marisa Monte), Tim retribuiu a homenagem gravando "Como Uma Onda", de Lulu Santos e Nelson Motta, que foi grande sucesso nos anos 1990, juntamente com seu álbum ao vivo, de 1992. De Jorge Ben Jor, ganharia o apelido de "o síndico do Brasil", na música "W/Brasil". Ao longo da década, Tim gravaria discos de bossa nova (um deles com Os Cariocas) e de versões clássicos do pop e do soul ("What a Wonderful World").

Em 1993, dois acontecimentos impulsionaram sua carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor na canção "W/Brasil" e uma regravação que fez de "Como Uma Onda" (Lulu Santos e Nelson Motta) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD "Tim Maia", do mesmo ano. Assim, aumentou muito a produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: o repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas,funks e souls. Também teve muitas composições regravadas por artistas da nova geração, como Paralamas do Sucesso e Marisa Monte.

Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: "Amigo do rei", juntamente com Os Cariocas, e "What a Wonderful World", com recriações de standards do Soul e do Pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira. Nesse mesmo ano fez uma nova viagem aos Estados Unidos.

Confira vídeo de TIM MAIA sendo entrevistado por JÔ SOARES (Parte 1/3)




VIDA PESSOAL:

Viveu nos Estados Unidos entre 1959 e 1963.

Tim Maia filiou-se ao PSB em 1997. No final de sua vida sofreu com problemas relacionados a obesidade, diabetes e problemas respiratórios. Durante a gravação de um espetáculo para a TV no Teatro Municipal na cidade de Niterói, no dia 3 de março de 1998, Tim tentou cantar, mesmo sabendo de sua má condição de saúde. Não conseguiu e retirou-se sem dar explicações; terminou sendo levado para o hospital numa ambulância, vindo a falecer em 15 de Março em Niterói aos 55 anos e com 140 quilos, após internação hospitalar devido a uma infecção generalizada. No ano seguinte, seria homenageado por vários artistas da MPB num show tributo, que se transformou em disco, especial de TV e vídeo.

HOMENAGENS:

Em janeiro de 2001, em uma homenagem inusitada, o guitarrista Robin Finck do Guns N' Roses tocou uma versão rocker de seu sucesso "Sossego", durante a apresentação da banda no Rock In Rio III.

Entre tantas homenagens de qualidade já feitas a ele a mais recente foi no dia 14 de dezembro de 2007, a Rede Globo homenageou Tim no especial Por Toda a Minha Vida.
Em 2009, o cantor foi homenageado no programa Som Brasil com participações de Leo Maia, Seu Jorge, Thalma de Freitas, Marku Ribas, Carlos Dafé, Taryn Spielman e a banda Instituto

Confira vídeo de TIM MAIA sendo entrevistado por JÔ SOARES (Parte 2/3)



DISCOGRAFIA

(Álbuns de estúdio)

1970 Tim Maia LP e CD
1971 Tim Maia (volume 2)LP e CD
1972 Tim Maia (volume 3)LP e CD
1973 Tim Maia (volume 4)LP e CD
1975 Tim Maia Racional, Vol. 1 LP e CD
1976 Tim Maia (volume 5)LP e CD
1976 Tim Maia Racional, Vol. 2 LP e CD
1977 Tim Maia (volume 6)LP e CD
1978 Tim Maia Disco Club LP e CD
1978 Tim Maia em Inglês LP e CD
1979 Reencontro LP
1980 Tim Maia (volume 8) LP e CD
1982 Nuvens LP e CD
1983 O Descobridor dos Sete Mares LP e CD
1984 Sufocante LP e CD
1985 Tim Maia (volume 9)LP e CD
1986 Tim Maia (volume 10) LP e CD
1987 Somos América LP e CD
1988 Carinhos LP e CD
1990 Dance Bem CD
1990 Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova LP e CD
1991 Sossego LP e CD
1993 Não Quero Dinheiro LP e CD
1993 Tim Maia Romântico CD
1994 Voltou Clarear CD
1995 Nova Era Glacial CD
1997 Pro Meu Grande Amor CD
1997 Sorriso de Criança CD
1997 What a Wonderful World CD
1997 Tim Maia & Os Cariocas: Amigos do Rei CD
1997 Só Você (Para Ouvir e Dançar)CD
1998 O Melhor de Tim Maia CD
1999 Soul Tim CD
1999 Inesquecível CD
2001 Tim Maia pra Sempre CD
2001 Warner 25 Anos CD
2002 Série Identidade CD
2002 Tim Maia Canta em Inglês: These Are the Songs CD
2002 Vou Pedir pra Você Voltar CD
2003 Forró do Brasil CD
2004 Soul Tim: Duetos CD
2004 A Arte de Tim Maia CD
2004 I Love MPB
CD 2006 Novo Millennium CD
2006 Dançando a Noite Inteira (Jorge Ben Jor e Tim Maia)CD

(Ao vivo)

1992 Tim Maia ao Vivo CD
1998 Tim Maia ao Vivo II CD
2007 Tim Maia in Concert CD

Confira video de TIM MAIA sendo entrevistado por JÔ SOARES (Parte 3/3)



Fontes: WIKIPÉDIA

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quarta-feira, 9 de março de 2011

PROFESSOR, A DESVALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO

Nos últimos meses vem sendo veiculado na TV paga um comercial do MEC pregando a valorização do professor, ressaltando que nos países desenvolvidos o profissional responsável pelo desenvolvimento social e econômico é o PROFESSOR.

Seria muito bonito esse reconhecimento se não ficasse apenas nas palavras, pois se sabe que a profissão do professor vem sofrendo uma profunda rejeição dos jovens, já que há vagas de 6% nas universidades públicas nessa formação e nas privadas chega a 57%. Dos professores no magistério atualmente 53% já estão na faixa de idade para aposentar-se nos próximos anos (entre 40 e 59 anos) e apenas 15% são homens, pois também vem aos poucos se tornando uma profissão feminina, talvez pela baixa remuneração e nenhum reconhecimento da sociedade a um trabalho tão importante para os nossos jovens, o futuro da Nação Brasileira.

Como o salário de professor não oferece nenhum atrativo no mercado de trabalho, por ser demasiado baixo e exigir um esforço exagerado de constante atualização, além de uma baita carga horária de trabalho, que não fica apenas nas escolas, mas também em casa, preparando aulas, corrigindo provas e trabalhos, a cada ano o número de candidatos a professores vem diminuindo e acarretando muitas salas sem professores por longos períodos. Se a educação de nossos jovens vem apresentando resultados medíocres, por muitos motivos que certamente não cabem apenas aos professores, com a falta desses profissionais, fica muito pior, com toda a certeza.


Confira vídeo do Portal do MEC – Valorização do Professor



PROGRESSÃO CONTINUADA OU REPROVAÇÃO

Há muito se discute a “progressão continuada”, estratégia para permanecer “bem na fita” na UNESCO, inventada nos bastidores da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo ali pelos 90, na primeira gestão Alckmin post Covas.

Como todo bom projeto, tinha boas intenções, a proposta incendiou o debate da educação e sua eficácia, tornando-se o calcanhar de Aquiles da educação no estado mais desenvolvido do Brasil. Partia do principio que os alunos devem permanecer na escola o maior tempo possível, na tentativa de diminuir a evasão escolar de quem precisa de amparo e apoio da gestão pública. Mas era um falso princípio.

O que se viu e se demonstrou de sua ação durante esse tempo é que no fundo sua orientação foi a necessidade de gerar respostas satisfatórias às planilhas/relatórios visando os repasses de verbas das ornagelas internacionais, mais do que responder às necessidades de um nível educacional melhor, com alunos capazes de competir e ocupar no mercado interno e internacional os espaços ampliados na última década, com urgência reclamando gente mais bem preparada. Também porque existe um ranking mundial que mede a qualidade de ensino público nos países que estão fora do eixo do poder (G8) e que pleiteiam verba; as mais bem colocadas recebem incentivos.

Pretendia que nos níveis básicos do ensino fundamental alunos não deveriam ser reprovados, em si um desestímulo ao gosto pelo estudo e pela escola, ainda que a merenda escolar fosse “atraente”. Seriam, ao invés, projetados (promovidos) à frente e, com o apoio e a instituição de novos projetos específicos, em tese, recuperados em suas defasagens para evitar sentir o peso da reprovação.

Os tais projetos de apoio e recuperação só vieram 14 anos depois, já no fim da gestão de Serra e são denominados RECUPERAÇÃO PARALELA e vem obtendo um certo apoio das delegacias de ensino, no intuito de capacitar bons professores para essa tarefa, mas apenas para português e matemática. As provas Saresp e IDESP (para medir níveis e fluxo das escolas) também só apareceram bem depois, a crise já instalada. Foi mais fácil jogar a culpa da falência do projeto nas costas dos professores (tão vitimas quanto os alunos). Para remediar, criaram-se as capacitações profissionais, bônus e “provinhas” em vez de concursos públicos e uma remuneração digna.

Na falta de planejamento educacional, a gestão Serra optou por doar cadernos, mochilas, lápis, livros, apostilas, enfim, material escolar, criando uma aura ilusória de ocupação com a qualidade do ensino e sua clientela. Metade da lição. Não se alterou uma vírgula no valor dos vencimentos dos professores (16 anos com o mesmo, sem um aumento real acima da inflação), motivação maior para um funcionário. Não há sequer plano de carreira. Enfim, o profissional de educação é tratado como funcionário público ordinário, mas que lida com o intelecto das pessoas, responsável pela formação das próximas levas de mão de obra no nosso mercado de trabalho, que reclama cada vez mais candidatos bem qualificados.


Confira vídeo do Jornal Nacional: Profissão Professor




No Estado de São Paulo, como alunos do fundamental não sofrem reprovação, seus pais não se interessam em acompanhar e cobrar boas notas. Os alunos, como independente de boas notas, serão promovidos, não sentem qualquer estimulo em aprender o programa didático curricular, muito menos demonstrar o menor respeito e consideração com o pobre professor se esforçando no intuito de levar o conhecimento necessário para a sua formação. Está certo que eles não têm maturidade para esse reconhecimento e a escola para eles é apenas o “playground” onde poderão passar algumas horas com os amiguinhos “brincando”, quando o chato do professor não tenta interrompê-los. E, para os pais, a escola atualmente funciona mais como uma “creche”, onde seus filhos serão cuidados durante algumas horas, já que não cobram das crianças qualquer tipo de nota ou execução do trabalho de casa, como vem acontecendo e os professores se lastimando.

Nas reuniões de pais e mestres, quando são alertados tanto das dificuldades de aprendizado, como do mau comportamento dos filhos, alegam que é por incompetência do pobre professor, coitado, não reconhecendo qualquer responsabilidade na péssima educação que dão aos filhos. Se aos professores cabe ENSINAR e PREPARAR os alunos para a vida e o mercado de trabalho, aos pais cabe MANTER e EDUCAR seus filhos para que cresçam cidadãos e bem preparados para o convívio social.


PROFESSORES ESTRESSADOS

Qualquer pessoa que se dispuser a fazer uma pesquisa na internet ou nas bases especializadas em publicações cientificas ficará surpreso com a enorme quantidade de pesquisas que apontam a presença de estresse em professores. Algumas delas afirmam que 50% dos profissionais da educação apresentam sintomas às diversas faces do estresse, inclusive a de exaustão. Logo, o professor tem sido apontado como uma das maiores vitima do estresse profissional, mais conhecido como Síndrome de Burnout. Esta síndrome caracteriza-se por um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional e é causada por circunstâncias concernentes às atividades profissionais, ocasionando sintomas físicos, afetivos, cognitivos e comportamentais. Entre os principais sintomas do estresse destacam-se dificuldades de concentração, dores de cabeça e musculares, fadiga, ansiedade e depressão.

São inúmeras as causas do estresse profissional do professor: mudanças constantes de currículo; insegurança profissional; incerteza de obter aulas a cada novo ano: acúmulo de funções que outrora eram realizadas pelas secretárias e por gestores especializados: desmotivação e grosseria dos alunos: falta de apoio dos pais e, sobretudo, falta de reconhecimento do governo e da sociedade brasileira. A desvalorização da profissão do professor pelo corpo discente ou pela própria sociedade é um dos maiores responsáveis por este grave distúrbio. A sensação de impotência do professor pode chegar a extremos, quando este se depara com problemas que não dependem apenas de sua ação para serem resolvidos, principalmente aqueles relativos à degradação do sistema educacional.

Alguns professores ainda afirmam ser bastante desgastante encontrar equilíbrio suficiente para mediar a relação entre os alunos. Sob estresse, ansiedade e muitas vezes quadros de depressão, é bastante penoso chamar a atenção, interromper a aula, motivar os alunos, intermediar conflitos, etc. Curiosamente, a Síndrome de Burnout atinge professores motivados que reagem a este desequilíbrio empenhando-se ainda mais. A desproporcionalidade entre o empenho do professor e os resultados obtidos por este reforça ainda mais sua frustração.


Confira vídeo TV Câmara: Gabriel Chalita defende professores em discurso na Sessão Plenária




PROFESSORES SOFREM ATÉ AGRESSÕES FÍSICAS

Cerca de 80% dos professores da rede pública de São Paulo já sofreram algum tipo de agressão física no exercício da profissão. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp).

A presidente da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, afirmou que as escolas ganharam as páginas policiais, com casos de violência, a partir dos anos 1990 (coincidência com o inicio da progressão continuada?). ”O problema antes estava localizado na capital. Agora, atinge também o interior do estado”, disse.

Segundo ela, de 10 a 15 professores são assassinados por ano no estado. Esses casos fizeram com que a entidade criasse o Observatório de Violência, que registra as ocorrências violentas num banco de dados. Cerca de 96% dos registros referem-se à agressão verbal. Outros 88,5% descrevem casos de vandalismo.

DILMA, ALCKMIN E AS PROMESSAS DE CAMPANHA

Dilma Roussef, como mostra o vídeo abaixo em debate na TV Globo, comprometeu-se a melhorar a remuneração dos professores nos próximos anos, no intuito de valorizar e reconhecer a profissão necessária para transformar o Brasil de um país emergente, para outro desenvolvido. Esperamos que essa não seja mais uma promessa de campanha, a ser esquecida ou relegada a segundo plano no futuro.

O Governador Alckmin durante a sua campanha, também prometeu olhar com cuidado a educação no estado, rever conceitos e valorizar o professor. Vamos ver!


Confira vídeo Debate TV Globo – Dilma prometendo mais valorização do professor




Fontes: Volmer S. do Rego, jornalista, escritor e professor, em opinião no Metrô News dia 15/02/11;
Marcello Árias Dias Danunalov, jornalista da Revista Geografia, edição de janeiro/2011;
Fernando Granato, jornalista, no Diário de São Paulo, em 02/03/11.


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29/05/10 – Saiba como estudar pela Internet
25/05/10 – No Brasil falta mão de obra qualificada

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CAIO FERNANDO ABREU, 15 ANOS DA SUA MORTE

Aprecio muito a obra literária de alguns dos nossos escritores “malditos” como: Plinio Marcos, Nelson Rodrigues e CAIO FERNANDO ABREU, que está completando 15 anos da sua prematura morte, infelizmente.

Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea".

Pelo seu estilo e abordagem de temas, foi perseguido pela Ditadura Militar dos anos setenta, tendo se exilado no Exterior por um ano, mas voltou ao Brasil e continuou lançando seus polêmicos livros até quase o final dos seus dias e a sua obra continua atual, sendo constantemente revisitada por estudantes de Letras, Cinemas e Comunicação do todo o País, como atestam alguns vídeos dessa postagem. Porém, no Youtube, poderão ser encontrados vários outros.

Confira Vídeo da TV CULTURA – Programa Entrelinhas, entrevistando Caio Fernando Abreu



Biografia

CAIO FERNANDO ABREU (nascido em Santiago – RS, em 12 de setembro de 1948, registrado como Caio Fernando Loureiro de Abreu e, falecido em Porto Alegre, dia 25 de fevereiro de 1996) estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi colega de João Gilberto Noll. No entanto, ele abandonou ambos os cursos para trabalhar como jornalista de revistas de entretenimento, tais como Nova, Manchete, Veja e Pop, além de colaborar com os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

Em 1968, perseguido pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Caio refugiou-se no sítio de uma amiga, a escritora Hilda Hilst, em Campinas, São Paulo. No início da década de 1970, ele se exilou por um ano na Europa, morando, respectivamente, na Espanha, na Suécia, nos Países Baixos, na Inglaterra e na França.

Em 1974, Caio Fernando Abreu retornou a Porto Alegre. Chegou a ser visto na Rua da Praia usando brincos nas duas orelhas e uma bata de veludo, com o cabelo pintado de vermelho. Em 1983, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1985, para São Paulo. A convite da Casa dos Escritores Estrangeiros, ele voltou à França em 1994, regressando ao Brasil no mesmo ano, ao descobrir-se portador do vírus HIV.

Antes de falecer dois anos depois no Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, onde voltara a viver novamente com seus pais, Caio Fernando Abreu dedicou-se a tarefas como jardinagem, cuidando de roseiras. Ele faleceu no mesmo dia em que Mário de Andrade: 25 de fevereiro.


Confira vídeo: “Os dragões não conhecem o paraíso”, Curta produzido pelos alunos de Comunicação Social - Jornalismo - da Universidade de Uberaba. Baseado na Obra de Caio Fernando Abreu. Ano 2008



Arnaldo Franco Junior , professor do Curso de Letras da Unesp em São José do Rio Preto (SP) e Doutor em Literatura Brasileira , escreveu: Caio Fernando Abreu morreu em 25 de fevereiro de 1996. Tinha 47 anos, e começava a obter um crescente reconhecimento do valor literário de sua obra. Seguindo, algo involuntariamente, o mote "Viva intensamente, morra jovem", Caio morreu no começo da idade madura, tendo vivido e escrito intensamente.

Abreu é um dos escritores representativos da narrativa brasileira contemporânea. Seu trabalho é marcado por temas caros aos anos 60-90 do séc. XX e, também, por certo experimentalismo formal (mistura de gêneros, narração não-convencional, intensa intertextualidade). Sua obra é urbana, captando fragmentos da vida nas grandes metrópoles, com seus habitantes solitários, sonhadores, claustrofóbicos, angustiados, irônicos, persistentes. Ele articula temas existenciais com questões sociais, elaborando-os por meio de uma linguagem à qual não faltam lirismo nem angústia.

Por meio de suas histórias, Caio explorou questões vinculadas às utopias de sua geração, que contestou comportamentos conservadores e regimes políticos autoritários. Uma das grandes contribuições de sua literatura foi politizar, por meio de suas personagens, categorias sociais que não eram reconhecidas como políticas: jovens, hippies, loucos, homossexuais, mulheres etc. Sua obra é combativa no tocante à crítica ao preconceito e à estigmatização social. Leia-se, por exemplo, os contos "Aqueles dois"; "Os sapatinhos vermelhos"; "O afogado".

A atração pelo que está à margem - temas, comportamentos, ideias, modos de fazer literatura - é um traço forte da literatura de Abreu. É, muitas vezes, assumindo um ponto de vista marginal que seus narradores e personagens criticam valores dominantes na sociedade e na cultura brasileiras. Morangos mofados (1982), seu mais famoso livro, consolida o seu estilo. Caio plasma o "olhar de míope" de Clarice Lispector para os pequenos detalhes que desestabilizam a teia do cotidiano ao gosto pelo insólito de Julio Cortazar e a certa acidez desencantada, melancólica, no registro de questões sociais, políticas, econômicas e comportamentais que dilaceram o indivíduo.

Suas personagens degladiam-se com a solidão, o desencontro amoroso, a (auto)crítica das utopias da geração-68 e a dura realidade de crise econômica que só muito recentemente arrefeceu no Brasil. "Tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?" pergunta, a certa altura, a protagonista feminina de "Os sobreviventes". Entretanto, apesar dos revezes, as personagens de Abreu insistem, correm os riscos de insistir naquilo que buscam. Daí amalgamarem uma lucidez insuportável, autocrítica, com o cultivo de uma difícil esperança.

Abreu viveu a homossexualidade e seus conflitos, abordando-a em alguns contos com franqueza e qualidade literária ímpares. Os protagonistas de "Aqueles dois" são homens que se defrontam com um afeto e desejo mútuos que sequer sabem nomear. O narrador de "Terça-feira gorda" rememora o drama de ter tido o amante linchado por homofóbicos anônimos - realidade, infelizmente, ainda atual. "Pela noite" registra um passeio de dois homossexuais pela noite gay de São Paulo, tematizando, mais propriamente, o medo de amar do principal protagonista, que se defende da entrega amorosa por meio do apego a uma estereotipada identidade gay. Foi dos primeiros textos literários a registrar, nos anos 80, a existência da Aids, inicialmente tratada como "peste gay" por certa imprensa irresponsável. "Linda, uma história horrível" narra o doloroso encontro de um homem maduro, com uma doença incurável (por sugestão, a Aids), com sua velha mãe na envelhecida casa materna, também habitada por Linda, uma velhíssima cachorra. O conto faz um registro pungente das verdades que se enunciam por meio do não-dito, selando o amor e a solidariedade dos que se amam para-além de suas diferenças e conflitos. É sempre por meio do não-dito que as personagens de Abreu - homo e heterossexuais - dizem o seu amor. Quando falam, criam diálogos desencontrados.

Caio não gostava de ser rotulado como escritor de literatura gay. Sabia que rótulos são redutores. Ele queria, e merece, ser lido por toda e qualquer pessoa como um bom escritor. É o que está acontecendo. Sua obra vem despertando grande interesse entre as novas gerações. Isso se deve, entre outras razões, ao fato de que sua literatura tem, também, um quê de adolescente. Seus narradores e personagens são críticos, inseguros, quase niilistas. Sabem mais propriamente o que recusam do que aquilo que querem. Resistem a acomodar-se à mediocridade, insistem em seus projetos.

Luciano Alabarse disse que uma música de Sueli Costa definia Caio Fernando Abreu: "Dentro de mim mora um anjo/ Que tem a boca pintada/ Que tem as unhas pintadas // Que me sufoca de amor/ Dentro de mim mora um anjo/ Montado sobre um cavalo/ Que ele sangra de espora/ Ele é meu lado de dentro/ Eu sou seu lado de fora". Morreu de pneumonia decorrente de Aids. Rebatizou, antes, seu primeiro livro de Inventário do ir-remediável.


Confira vídeo: “Sargento Garcia”, Curta-metragem em 35 mm. Com Marcos Breda, Gedson Castro e Antonio Carlos Falcão - Direção de Tutti Gregianin, Porto Alegre - 2000. (Parte ½)



Bibliografia:

• Semana de Artes Modernas.
• Inventário do Irremediável, contos;
• Limite Branco, romance;
• O Ovo Apunhalado, contos;
• Pedras de Calcutá, contos;
• Morangos Mofados, contos;
• Triângulo das Águas, novelas;
• As Frangas, novela infanto-juvenil;
• Os Dragões não conhecem o Paraíso, contos;
• A Maldição do Vale Negro, peça teatral;
• Onde Andará Dulce Veiga?, romance;
• Dov'è finita Dulce Veiga?, novela;
• Bien loin de Marienbad, novela;
• Molto lontano da Marienbad, contos;
• Ovelhas Negras, contos;
• Mel & Girassóis, antologia;
• Estranhos Estrangeiros, contos;
• Pequenas Epifanias, crônicas;
• Teatro Completo;
• Cartas, correspondência;
• I Draghi non conoscono il Paradiso, contos;


Confira vídeo: “Sargento Garcia”, Curta-metragem em 35 mm. Com Marcos Breda, Gedson Castro e Antonio Carlos Falcão - Direção de Tutti Gregianin, Porto Alegre - 2000. (Parte 2/2)



Fontes: Wikipedia

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

COMO ENTRAR NO MERCADO DE TRABALHO

O ensino brasileiro não vem oferecendo a formação e a qualificação necessária aos jovens, que são considerados inexperientes e despreparados para entrar no Mercado de Trabalho, resultado de uma educação de má qualidade oferecida no País, infelizmente.

Quando a economia brasileira reaqueceu, as empresas e o governo se preocuparam com as novas tecnologias e os equipamentos, se esquecendo que as máquinas necessitam de homens (e mulheres) para a sua operação. Assim, atualmente, há muitas vagas e falta de candidatos qualificados para ocupá-las.

Ter um bom currículo com formação adequada e experiência ainda é um forte requisito para se garantir uma vaga de emprego. Contudo, atualmente, é bastante importante ter uma boa rede de contatos a fim de que a vaga seja encontrada e adquirida com a indicação de um amigo ou conhecido. Essa rede, conhecida como network, é fundamental já que em muitas profissões há mais vagas do que procura. Diante dessa realidade, mesmo se tendo uma formação adequada, sem uma indicação fica difícil conseguir um bom emprego.

Entretanto nem só uma boa formação educacional é garantia de aquisição de vaga, é preciso ter um perfil profissional que garanta para a empresa um algo a mais. Esse perfil de candidato deve ser de liderança, de garantia de rentabilidade e de maiores resultados para a empresa. Qualificação adequada é importante, dependendo da vaga que se pretende conquistar. Também não resolve ter qualificação para uma área e buscar um emprego em outra. A empresa busca a qualificação adequada ao cargo que será preenchido. Dominar a língua inglesa é primordial em alguns empregos. Em outros, esse conhecimento aumenta as chances da conquista da vaga.

Os concursos públicos são ótimas oportunidades de emprego. Alguns exigem formação específica. São indicados para pessoas que buscam estabilidade profissional. Empregos temporários também são possibilidades de qualificação profissional, experiência para o currículo e possibilidade, ainda que remota, de efetivação. É igualmente vantajoso, pois os benefícios são os mesmos que os dos empregos comuns com a diferença de ser por tempo pré-determinado. Os estágios, sejam eles remunerados ou não, também são excelentes possibilidades de abertura de caminhos para bons empregos posteriormente ou para efetivação após o cumprimento do contrato

Confira vídeo do São Paulo Acontece: Jovens tem dificuldade de entrar no Mercado de Trabalho



Antes de iniciar todos os seus esforços no intuito de entrar numa faculdade, pense se não vale à pena fazer um curso de nível técnico profissionalizante, pois no Brasil há falta de técnicos e sobrando universitários.

Qual é a vantagem de ter feito técnico antes de fazer a faculdade?

Experiência. Você ganha muita experiência. Acaba saindo na frente de muita gente que faz faculdade e não tem essa experiência de trabalho mesmo, de vivência, de rotina, e isso a gente consegue ter com o técnico”..

A falta de técnicos é tão acentuada que muitas empresas estão fazendo parcerias com escolas profissionalizantes. Uma recente pesquisa, da Confederação Nacional das Indústrias, mostra que 61% das empresas pesquisadas estão capacitando seus próprios técnicos.

O caminho mais indicado é dar um passo de cada vez. Fazer um curso técnico, conseguir um bom emprego e depois investir em cursos de especialização, incluindo o curso superior mais adequado.

Confira vídeo exibido no FANTÁSTICO: Como entrar no Mercado de Trabalho sem nível superior




Outra boa opção, no intuito de antecipar a sua formação, em curso mais rápido e barato são os tecnológicos, que oferecem muitas opções e vêm atraindo mais interessados a cada ano.

E, apesar de não conceder bacharelado, é um curso de nível superior, com formação específica e voltada para as grandes necessidades de mão de obra qualificada no mercado de trabalho brasileiro. E é muito recomendado para quem já exerce determinada função e deseja se especializar ou aprimorar os seus conhecimentos na área.

O número de cursos superiores de tecnologia cresceu 96,67% entre 2004 e 2006, passando de 1.804 para 3.548 em todo o país, segundo dados do Ministério da Educação. Só no Estado de São Paulo, de 1998 a 2004, a quantidade de alunos ingressantes nas graduações tecnológicas aumentou 395%, de acordo com o Censo Nacional da Educação Superior realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A formação está em sintonia com o mercado de trabalho, mas as empresas valorizam esses cursos e recebem os profissionais que acabam de se formar? Não há uma pesquisa nacional que responda sobre a empregabilidade dos tecnólogos, mas alguns números indicam que a aceitação tem sido grande nos últimos anos

Houve uma ampliação do leque de alunos que procuram os cursos superiores de tecnologia. O perfil clássico de quem cursava o tecnólogo era o de pessoas que já estavam no mercado, mas pensavam em fazer um curso superior porque não haviam concluído a faculdade ou mesmo nunca haviam tido a oportunidade de começar uma graduação. Eram alunos, geralmente na faixa dos 25, 30 anos, que desejavam adquirir mais conhecimento e ter a chance de progressão na carreira.

Alunos com esse perfil continuam a procurar os cursos superiores de tecnologia. Mas agora eles têm a companhia de muitos outros grupos. O mercado de curso superior de tecnologia, pela existência de novas profissões, se expandiu. Em vez de ser curso de curta duração para adulto, o tecnólogo virou opção para novas profissões. E, com isso, o público se diversificou. Temos desde o jovem que saiu do ensino médio e quer seguir uma carreira que nem tem uma graduação tradicional como opção até o médico que faz o curso de gastronomia por hobby.


Confira vídeo exibido no FANTASTICO: Curso Tecnológico é bem aceito no Mercado de Trabalho



A graduação em TECNÓLOGO é mais especifica e voltada para as necessidades da área de formação, em um curso mais rápido e objetivo. Para quem não pode cursar uma faculdade, é uma excelente opção de graduação, que vem oferecendo grande aceitação do mercado de trabalho, pois desde que o Governo reconheceu esses cursos em 1997, é cada vez maior o número de candidatos admitidos com essa formação tecnológica.

A UNIMONTE, da cidade de Santos, oferece essa graduação desde o inicio do reconhecimento dos cursos pelo MEC e seus alunos formandos vem obtendo muitas e excelentes vagas no Mercado de Trabalho, alguns com excelente remuneração, inclusive.

E, depois, há ainda a possibilidade de uma pós, com uma especialização mais específica, valorizando o currículo profissional do candidato.

Confira vídeo do SP Record: 90% dos Tecnólogos conseguem emprego



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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

HACKERS, O QUE É?

Originalmente, e para certos programadores, HACKERS (singular: hacker) são indivíduos que elaboram e modificam software e hardware de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas, seja adaptando as antigas.

Originário do inglês, o termo hacker é utilizado no português. Os hackers utilizam todo o seu conhecimento para melhorar softwares de forma legal. Eles geralmente são de classe média ou alta, com idade de 12 a 28 anos. Além de a maioria dos hackers serem usuários avançados de Software Livre como os BSD Unix (Berkeley Software Distribution) e o GNU/Linux. A verdadeira expressão para invasores de computadores é denominada “Cracker” e o termo designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar ilegal ou imoralmente sistemas cibernéticos

Existe uma Ética Hacker. Equivocadamente é usado referindo-se a pessoas relativamente sem habilidade em programação e sem ética, como criminosos que quebram a segurança de sistemas, agindo ilegalmente e fora da ética hacker. O problema é quando os crackers e script kiddies são referidos como hackers pela imprensa, por falta de conhecimento, gerando uma discussão sem fim.

Nesse sentido, os hackers seriam as pessoas que criaram a Internet, fizeram do sistema operacional Unix o que ele é hoje, mantêm a Usenet, fazem a World Wide Web funcionar, e mantém a cultura de desenvolvimento livre conhecida atualmente. É comum o uso da palavra hacker fora do contexto eletrônico/computacional, sendo utilizada para definir não somente as pessoas ligadas a informática, mas sim os especialistas que praticam o hacking em diversas áreas.


Confira video do JORNAL DA RECORD: Como as vítimas tentam se defender do HACKERS



É importante lembrar que existe toda uma cultura por trás desse sentido da palavra hacker. A Cultura hacker define diversos pontos para estilo e atitude e, por mais que pareça estranho, muitas das pessoas que se tornam os chamados programadores extraordionários possuem esse estilo e atitude naturalmente e casual.

O termo hoje também é usado para representar todos os que são bons naquilo que fazem, como os artesãos que usavam como principal ferramenta de trabalho o machado, ou Picasso com sua arte fabulosa, eles foram os primeiros hackers. Atualmente o termo indica um bom especialista em qualquer área. Este termo adquiriu esta definição somente após seu uso na informática, designando especialistas em computação.

Os hackers e crackers são indíviduos da sociedade moderna, e possuem conhecimentos avançados na área tecnológica e de informática, mas a diferença básica entre eles é que os hackers somente constróem coisas para o bem e os crackers destróem, e quando constróem, fazem somente para fins pessoais.

Confira video do JORNAL DA RECORD: Crimes Cibernéticos



O termo "hacker de computador" apareceu pela primeira vez em meados da década de 1960. O hacker era um programador, uma pessoa que criava códigos de computação. Os hackers eram visionários que conseguiam enxergar novas maneiras de usar os computadores, criando programas que ninguém poderia imaginar. Eles foram os pioneiros da indústria da computação, construindo desde pequenos aplicativos para sistemas operacionais. Nesse sentido, pessoas como Bill Gates, Steve Jobs e Steve Wozniak eram todos hackers - eles viram o potencial do que os computadores eram capazes de fazer e criaram maneiras de ter acesso a esse potencial.

Uma característica comum entre esses hackers era o grande senso de curiosidades, que às vezes beirava a obsessão. Esses hackers eram orgulhosos não só por sua habilidade de criar novos programas, mas também por aprender como outros programas e sistemas funcionavam. Quando havia bug, uma seção de códigos errados que impediam o bom funcionamento do programa, os hackers criavam e distribuíam pequenas seções de códigos chamados "patches" para solucionar o problema. Alguns conseguiam empregos que alavancavam suas habilidades, sendo pagos pelo que eles adorariam fazer de graça.

Conforme os computadores foram evoluindo, os engenheiros de computação começaram a juntar máquinas individuais em rede, formando um sistema. Logo, o termo "hacker" adquiriu um novo significado: uma pessoa que utilizava computadores para explorar uma rede à qual o hacker não pertencia. Geralmente, os hackers não eram mal-intencionados. Eles só queriam saber como as redes de computadores funcionavam e consideravam qualquer barreira entre eles e esse conhecimento como um desafio.

Na verdade, isso ainda ocorre hoje em dia. Há muitas histórias sobre hackers mal-intencionados sabotando sistemas de computação, infiltrando-se em redes e espalhando vírus pelos computadores, mas, a maioria dos hackers é só curiosa; eles querem saber todas as complexidades do mundo da computação. Alguns usam o conhecimento para ajudar corporações e governos a criar melhores medidas de segurança. Outros usam suas habilidades para ações menos éticas

Confira video da TV TEM (Afiliada da Globo) : Profissão HACKER



A caixa de ferramentas dos hackers

O principal recurso com o qual os hackers contam, além da ingenuidade do usuário, é o código de computador. Há uma grande comunidade de hackers na Internet (em inglês), mas só alguns poucos programam códigos. Muitos hackers buscam e baixam códigos escritos por outras pessoas. Há milhares de programas diferentes que os hackers utilizam para explorar computadores e redes. Esses programas dão aos hackers muito poder sobre os usuários e empresas inocentes, pois se o hacker for habilidoso o bastante para saber como um sistema funciona, ele poderá projetar programas para explorá-lo.

Os hackers mal-intencionados utilizam programas para:

Obter senhas: há diversas maneiras de obter senhas de outras pessoas, desde adivinhações a simples algoritmos que geram combinações de letras, números e símbolos. O método de obter senhas por erros e acertos é chamado brute force attack, o que significa que o hacker tenta gerar todas as combinações possíveis para obter o acesso. Outra maneira de obter senhas é utilizar um "dictionary attack", programa que insere palavras comuns em campos de senha.
Infectar computadores ou sistemas com um vírus: os vírus de computador são programas projetados para que se dupliquem e causem problemas desde destruir um computador até apagar todo o conteúdo do hard drive de um sistema. O hacker pode instalar um vírus infiltrando-se em um sistema, mas é muito mais comum que eles criem vírus simples e os mandem a possíveis vítimas por e-mail, mensagens instantâneas, páginas na internet com conteúdo que pode ser baixado ou redes peer-to-peer (p2p).
Registrar teclas pressionadas no teclado: alguns programas permitem aos hackers rever cada tecla pressionada por um usuário de computador. Assim que for instalado no computador da vítima, o programa, chamado keylogger, registra cada tecla pressionada, dando ao hacker tudo o que ele necessita para se infiltrar em um sistema ou até roubar identidades.
Obter acesso de modo clandestino: assim como a obtenção de senhas, alguns hackers criam programas que buscam caminhos desprotegidos em sistemas e computadores de rede. Na época em que a internet surgiu, muitos sistemas de computação tinham segurança limitada, tornando possível para um hacker encontrar um caminho para entrar no sistema sem nome de usuário ou senha. Os hackers também conseguem obter acesso de modo clandestino infectando um computador ou sistema com um "Trojan horse".
Criar computadores-zumbi: o computador-zumbi, ou "bot", é um computador que pode ser utilizado pelo hacker para enviar spam ou fazer ataques a sistemas ou redes de computadores (DDoS). Após uma vítima executar um código aparentemente inocente, abre-se uma conexão entre esse computador e o sistema do hacker. O hacker consegue, secretamente, controlar o computador da vítima, utilizando-o para cometer crimes ou espalhar spam.
Fazer espionagem em e-mails: os hackers criaram um código que permite a eles interceptar e ler mensagens de e-mail, o que seria equivalente na internet a um interceptor de conversas telefônicas. Hoje em dia, a maioria dos programas de e-mail utiliza criptografia tão complexa, que mesmo que um hacker intercepte a mensagem, não será capaz de lê-la.

Fontes: Wikipédia
http://informatica.hsw.uol.com.br/hacker.htm


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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SANTOS COMEMORA 466 ANOS DE FUNDAÇÃO

Se prestei homenagem a cidade que adotei e moro atualmente: SÃO PAULO, também não poderia deixar de homenagear pelo aniversário de 466 anos, a cidade onde nasci, cresci e morei até pouco tempo atrás: SANTOS, a maior cidade do Litoral Paulista, berço de tanta gente ilustre e importante para a história do país.

SANTOS é um município portuário brasileiro localizado no litoral do estado de São Paulo, sede da Região Metropolitana da Baixada Santista. Abriga o maior porto da América Latina,o qual é o principal responsável pela dinâmica econômica da cidade ao lado do turismo, da pesca e do comércio.A cidade é sede do poder executivo paulista em todo dia 13 de junho (capital simbólica de São Paulo) e também é sede de diversas instituições de ensino superior.

Santos possui uma economia crescente. A cidade é a 16ª mais rica do país, com PIB de R$ 24 614 406 080 bilhões. Durante um bom tempo, sua economia centrou-se na comercialização do café (que também era a principal fonte de riqueza do país), abrigando no centro da cidade a Bolsa Oficial do Café, importante centro de negócios do mercado cafeeiro inaugurada em 1922, e que resultou no atual Museu do Café, espaço que promove exposições sobre a trajetória do produto pelo Brasil e pela cidade e que é decorado com obras do artista Benedito Calixto.

Maior cidade do litoral paulista, durante todo o ano o turismo em Santos cresce em altos índices. O principal cartão postal do município são os 7 km de praia. O Livro dos Recordes situa os jardins da orla de Santos como formadores do maior jardim frontal de praia em extensão do mundo. A preservação e o cuidado com a flora do ambiente praiano santista, permeado de palmeiras e amendoeiras, são resultados de um trabalho em conjunto dos departamentos de meio-ambiente da região muitas vezes ligados à universidades ou à instituições biológicas. Em 2010, Santos contava com 419 757 habitantes, segundo o Censo 2010 do IBGE.

O PNUD 2000 posicionou a cidade de Santos em sexto lugar na Lista dos municípios brasileiros por IDH, e em terceiro lugar na Lista dos municípios de São Paulo por IDH. Santos é uma das cidades mais antigas do país e de grande valor histórico por acompanhar o crescimento e a evolução do Brasil em seus primeiros anos de colônia até os dias atuais, surgindo como um município de valor cosmopolita, portuário, ecológico e cultural


Confira vídeo Turismo em SANTOS




BREVE HISTÓRIA DE SANTOS

A ilha de São Vicente era chamada Goaió, que significa "lugar de fornecimento de provisões". Ali os viajantes encontravam índios amistosos, com os quais trocavam mercadorias por alimentos. A parte da ilha onde surgiria Santos ficou conhecida como Enguaguaçu, termo que corresponde a "enseada grande".

Não se conhece o ano exato do princípio da povoação. O certo é que o fundador de Santos, Brás Cubas, chegou de Portugal em 1532, com Martim Afonso de Souza, donatário da Capitania de São Vicente. Dele recebeu as terras de Jurubatuba e comprou as terras situadas no Enguaguaçu, onde já existia uma pequena igreja sobre o outeiro de Santa Catarina. Vizinho ao outeiro, Brás Cubas construiu sua casa.

Assim, Santos é um dos poucos municípios brasileiros que sabe exatamente seu local de fundação: o outeiro de Santa Catarina, no Centro. Na rocha ainda existente, uma placa indica como início da povoação a época de 1543.

Em 1541, Brás Cubas conseguiu a mudança do porto, que ficava na Ponta da Praia, na atual Ponte dos Práticos, para o outro lado da ilha, o lagamar de Enguaguaçu, hoje Centro da Cidade. Muitos consideram a transferência do porto como a verdadeira fundação de Santos. Outros apontam 1º de novembro de 1543 como a data histórica, quando foi instalado o primeiro hospital da América, a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, por iniciativa de Brás Cubas e que acabou originado o nome da cidade. Oficialmente, a fundação é comemorada como 1546.

Em 1546, Santos foi elevada à categoria de Vila e, em 26 de janeiro de 1839, passou a ser cidade. Desempenhou papel relevante na independência do País, tendo sido berço dos irmãos Andrada - José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco - todos batalhadores pela causa separatista.

Na luta pela abolição da escravatura, abrigou milhares de escravos em quilombos na área continental, fugidos das fazendas de café do planalto paulista. O trabalho foi tão intenso que, três meses antes de a Lei Áurea ser promulgada, já não havia escravos na cidade. Posteriormente, a população participou da campanha pela República, organizando listas de assinaturas, comícios, movimentos.

A princípio constituída por portugueses, espanhóis, indígenas, negros e seus descendentes, no início do século XIX a população recebeu imigrantes europeus, na maioria portugueses, espanhóis, italianos (a família LEMELA chegou na cidade pouco antes dos anos cinquenta), sírios e libaneses, incorporados às atividades do porto cafeeiro e do comércio.

Na segunda metade do século XX, a população cresceu com a chegada de migrantes nordestinos, atraídos pelo mercado de trabalho do parque industrial de Cubatão, município vizinho. O movimento operário ganhou força por meio dos sindicatos dos portuários e dos trabalhadores da construção civil.


Confira video o MELHOR DE SANTOS



SANTOS, NA VISÃO DIVERTIDA DE UM SANTISTA:

Santos é a maior cidade do litoral paulista, porém Santos não fica no Brasil.
O Brasil fica em torno de Santos
. Oficialmente, é a capital da Baixada Santista e acredita ser o centro da civilização desta região, do hemisfério judaico-cristão-ocidental e quiçá, de todo o universo.

É uma cidade que emergiu das profundezas do Oceano Atlântico, cortada por vários rios artificiais, também chamados canias. Santos possui o maior porto da América Latina, e talvez de todo o universo!

Santos é um reino e possui o controle de fato de toda a macro-região da Baixada Santista, cujas cidades se encontram na categoria de colônias de Santos.

Pelé (foto com Robinho) acha que é o rei e os cidadãos acham que ele é só mais um idiota. Santos criou Pelé (na verdade, roubou de Três Corações), Robinho (na verdade, roubou de sua colônia, São Vicente), o Santos Futebol Clube, e a Dengue.

A cada três anos, há uma epidemia devastadora de dengue, que mata muitos dos habitantes de Santos.Isso acontece porque vários santistas da Zona Noroeste tem o péssimo hábito de ter Aedes Egypti como bichinhos de estimação.

É a única cidade que, em 5 minutos de carro na avenida da Praia, você conhece 6 nomes diferentes para a mesma avenida.

Junto com a colônia de São Vicente, forma a única Região Metropolitana do planeta, onde todos os ônibus têm escrito escrito “Circular” no letreiro, facilitando o vai-e-vem dos habitantes, que geralmente erram a condução que iam pegar. A administração local ainda não descobriu o porquê de tanta confusão no transporte.

POLÍTICA

Até poucos anos atrás a Igreja Católica era comandada pelo Papa João Paulo II, para não perder a oportunidade, de poucos anos para cá, Santos é comandada por um tal João Paulo Papa (foto). Mas, de certa forma, não interessa em quem o cidadão santista vota para prefeito, quem manda na cidade é um mafioso-empresário “a la Donald Trump”- empreiteiro português-russo-eslovaco de nome Armênio Mendes, dono de praticamente metade da cidade de Santos.

Também conhecido como Dom Armênio I, é o imperador-proprietário do Reino de Santos.

A outra metade dividi-se entre duas famílias: A família Teixeira ( dona do Bairro do Embaré, da Faculdade Santa Cecília, da TV Santa Cecília, da Rádio Santa Cecília, da Fábrica de Paçoquinha Santa Cecília e do Santos Futebol Clube ) e a Santini ( dona do Sistema A Tribuna, uma espécie de Globo Santista ).

Mas os supracitados potentados não passam de pó-de-traque quando comparados à figura majestática de Dom Armênio I e seu colossal poder econômico, maior que de muitos países.

Boatos confirmam que em breve, Dom Armênio I (foto) irá demolir toda o centro da cidade para fazer um enorme pesque-e-pague, um gigante parque aquático e um mega shopping. Conhecido como o “Lorenzo de Medici da Baixada”, Dom Armênio I costuma demarcar os seus domínios com horrendas esculturas e estátuas, sendo o “Polvo das Torres” a maior xpressão do já famoso senso estético do empreendedor lusitano, seguido da escultura pornográfica localizado no centro do shopping Praiamar: O Grande Polvo demarcando um conjunto de prédios onde o tema central é a Antiga Grécia.

Prova de seu poder na cidade está na construção do hipermercado Extra, quando o próprio conseguiu passar a perna em seu patrício, Abilio Diniz, na venda do terreno.

Sua suntuosa cobertura possui um ramal exclusivo do emissário submarino, que desemboca diretamente na Casa da Moeda.Tal providência fez-se necessária após a CETESB constatar que o rico português defeca dinheiro.


Confira vídeo Esportes na Cidade de SANTOS



PORTO

Santos possui o maior porto da América Latina. São praticamente 14km de extensão(e ai de quem duvidar disso)! Vários navios nacionais, internacionais, estrangeiros e do resto do mundo descarregam muitas muambas e africanos clandestinos na cidade. O Porto de Santos era bastante conhecido pela exportação de café e açúcar, há muito tempo atrás.

Como ninguém mais bebe café, muito menos com açúcar, iniciou-se a exportação de soja e bolovo.

Cubatão, aldeia indígena e colônia de Santos, é a maior fabricante de bolovo do país.
Isso ajuda demais a economia brasileira, já que a China é nossa maior compradora de bolovo. Deus sabe-se lá o que eles fazem com isso, porém supõe-se que o mesmo seja utilizado para alimentar os trabalhadores semi-escravos chineses e para o programa de armas quimicas do Exercito Chinês.

Também são exportadas pamonha, oriundas de Piracicaba, Queijo Minas de Porto Alegre, Queijadinhas de São Vicente e CD´s virgens, da Santa Efigênia. Alguns já vem até com a última versão do Windows, crackeado.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Santos, por ser excluida do continente, criou sua propria moeda, o Mango (tanto para singular como para plural). Mas como Santos não tinha porra nenhuma nada pra fazer com aquele dinheiro senão limpar a bunda (não devido ao excesso de dinheiro, e sim porquê o dinheiro só era aceito lá), o Mango acabou por ser deixado de lado e o Real dominou geral. Atualmente os moradores chamam qualquer tipo de de dinheiro de Mango, ex: “2 Mango (Real); 2 Dólar-Mango (Dólar); 2 Euro-Mango (Euro); etc.

90% do PIB de Santos corresponde à conta corrente de Armênio. Os 10 % restantes correspondem às gorjetas pagas por ele a garçons, motoristas e carregadores de malas. O dinheiro das gorjetas circula pelo comércio e é responsável pelo andamento da economia santista.

MEIO AMBIENTE

Santos também é conhecida por ter o maior jardim à beira-mar do mundo, reconhecido pelo próprio Guinness Book. Não que alguém fora de Santos se importe, claro, até porque até hoje não descobriram quais cidades têm o segundo, o terceiro e o quarto maiores…

Em meados da década de 1980 houve uma proliferação de ratos no jardim. O saudoso prefeito (da época, claro imbecil) Imperador Justus teve a brilhante-fantastica-icomensurável-gloriosa-mediúnica e sintomática idéia de fazer a chamada “Operação Tom & Jerry” em ação: Tratava-se de jogar gatos vadios na orla da praia, pois gatos perseguem ratos. No entanto, os gatos se proliferaram (e cagavam na areia, proliferando o bicho-geográfico), e a prefeitura, para retirar os gatos da praia, resolveu jogar cachorros vadios na orla da praia.

Cogita-se atualmente jogar ursos e leões para exterminar os cachorros.


Confira vídeo de comemoração aniversário da cidade de SANTOS – quando comemorou 462 anos



TURISMO

Nos feriados e na temporada, Santos é invadida por turistas imundíssimos de São Paulo, do interior e até mesmo do Afeganistão. Esses turistas injetam dinheiro na economia da cidade (eles são assaltados pelos maloqueiros santistas), mas em contrapartida, sujam as praias, as ruas, as pessoas e compram todos os biquinis disponíveis.

Dos turistas oriundos de São Paulo e da Grande ABC (e do resto do alfabeto), podemos destacar que os piores são os moradores de Osasco, Cotia e Vila Brazilandia, da região Norte de Sampa. Essas pessoas costumam trocar as fraldas dos filhos em plena praia, trocar absorvente, trazem farofa, frango, canja em garrafa térmica, sanduiche de patê de atum no papel alumínio e todinho na garrafa de 600ml de coca-cola para o almoço e acham que a água do mar é um enorme banheiro e motel público cicarellesco.

A praia santista é um enorme palco de atividade física. Destaca-se a prática do Futebol de botão de areia, andar de bicicleta ou correr atrás da sua na Psiclovia (também conhecida pelo elegante nome de Baianos e Furiosos) ou jogar Tamboréu.

Por falar em Tamboréu, é um esporte criado em Santos – consiste em 2 ou 4 velhinhos rebaterem uma bolinha de tênis vagabunda com> um pandeiro de madeira revestido com couro de gato vadio. As regras são iguais ao Tênis, só que diferente. Ganha-se o jogo o idoso que não tiver um enfarto em quadra.

Quem gostar de apreciar as belezas marinhas, pode conferir a Laje de Santos também conhecida como Pedra da Feiticeira, é uma enorme pedra sem graça cheia de cocô de passarinho a mais ou menos 40 quilômetros do litoral santista.

Há rumores de serem vistos raros espécimes marinhos no local, como lambaris, polvos, sardinhas, o golfinho Flipper, moradores de São Vicente e hippies malditos que vão para lá fumar maconha ou tomar chá de champignon e cantar músicas do Legião Urbana.
Uma paisagem interessante de Santos é a Ilha Porchat – que, na verdade, fica em São Vicente, mas os santistas adoram mostrar pros parentes que vêm de fora como se fosse de Santos, mesmo.

Outra maravilha são os Bondes no centro da cidade, aonde o visitante tem uma linha ridícula para circular com o bonde, aonde somente vai ver: Casas históricas destruídas, casas históricas que viraram estacionamento, casas históricas que viraram cortiços, casas históricas que não estão mais lá e viraram prédios públicos, mendigos, guardadores de carros, prostitutas, o pastel do japonês na rua XV de novembro (aonde a moça que vai fazendo a narrativa dentro do bonde puxa o saco pra garantir um pástel de graça) e o bonito prédio da bolsa do café aonde o relógio (torre) esta quebrado fazem anos e o segundo andar esta caindo aos pedaços e ninguém arruma aquela bagaça.

Santos conta também com o Aquário Municipal, segundo ponto turístico mais visitado do estado. Nele você poderá ver incríveis espécies como, crianças melequentas, bebês chorões, pessoas com virose, e placas com informações sobre os peixes que você pagou R$ 5,00 para ver (os peixes em si ninguém jamais viu, ou sequer sabem se realmente existem, pois os aquários são bloqueados pelas cabeças das crianças melequentas).
Tudo isso em um ambiente fechado com climatização natural (bafo humano) para seu maior conforto (e também para você sair rápido de lá, dando lugar para novos trouxas turistas.

O Orquidário Municipal (foto) é um dos recantos mais tranqüilos de Santos composto por árvores centenárias de mais de cem anos da época de Dom Pedro I, sua proximidade com o emissário submarino faz com que as as plantas sejam adubadas diariamente através das partículas de gases gerados pela central de processamento de dejetos da região, tornando o local agradável como Rio Tietê. O local também é composto por várias espécies de trepadeiras, que normalmente afloram a noite principalmente dentro dos veículos que frequentam as ruas do local.

Outro ponto turístico famoso de Santos, criado por escultores portugueses que vieram para cá disfarçados de construtores de prédios, são os famosos Prédios Tortos da Praia. Os escultores portugueses quiseram superar os italianos pela famosa Torre Inclinada de Piza construindo não apenas uma torre, mas várias e espalhadas por toda a Orla da praia de forma que um dia ela chegará em seu sublime objetivo e novo recorde de Santos: o maior efeito dominó do mundo!


Confira video do SP TV DA RECORD sobre os bondes em SANTOS



CICLOVIA

Santos possui uma linda e grande ciclovia por toda extensão da praia e pela cidade.
Todos os dias milhares de velhinhos e pedestres são atropelados nessa ciclovia, tendo o maior índice de mortalidade ficando apenas atrás da dengue. Na ciclovia diariamente ocorre a famosa travessia Santos – São Vicente, mais popularmente conhecida como corrida dos pedreiros.

A corrida é muito bem organizada e duas categorias são disputadas: O pedreiro a chegar mais rápido em São Viselva e o pedreiro a carregar mais tralhas em uma bicicleta apenas ( pessoas contam nessa segunda categoria).

Andar na ciclovia na hora da travessia é comparado a ser mandado à guerra do Iraque ou visitar a Zona Noroeste à noite devido ao grande risco de morte ou desmembramento.
Uma outra grande atração da ciclovia são os famosos Funkeiros que passam em suas bicicletas ( roubadas, logicamente) cantando músicas de grande lirismo como o “Funk do Marapé” ou “Perdeu irmão, foi tomado” essa última sendo muito cantada pelo fato deles realmente tomarem sua bicicleta na ciclovia em si.

Autor do texto satírico: CAIO, de Santos (veja o texto completo em: http://blig.ig.com.br/tudotodoseoutros/2009/03/10/ode-a-santos/

Fonte: WIKIPÉDIA

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