domingo, 19 de junho de 2011

PARADA GAY, PALANQUE OU CARNAVAL?

Sem ser este, no próximo domingo, 02 de junho, ocorre a 16ª Edição da PARADA GAY em São Paulo, evento que no inicio pretendia ser um palanque das reivindicações dos homossexuais, mas, entretanto, no decorrer das edições e o seu sucesso de público, passou a ser um grande carnaval.

Este ano com a participação de trios elétricos milhares de pessoas vão às ruas protestarem contra a homofobia, mas este é apenas um pretexto para a folia e todos os atos de imoralidade que vem ocorrendo em todas as edições.

Centenas de homossexuais seminus exibindo seus corpos (e muitas vezes suas partes intimas), travestis quase despidas, homens beijando outros homens, mulheres outras mulheres, e no final do desfile quando já é noite na Praça Roosevelt alguns chegam até a praticar sexo no meio da multidão. Enfim, sem querer ser falso moralista, que não sou realmente, não gosto e não aprovo este tipo de evento popular, pois acho um desrespeito ao público presente, uma grande maioria de crianças, que são obrigadas a presenciar estes comportamentos degradantes por parte de alguns participantes. Não são todos, é bem verdade, alguns até comparecem com o intuito de reivindicar seus direitos, que realmente não existe no Brasil, como: parceria civil (aprovada recentemente pelo STF, porém não pelo Congresso, embora tramite Projeto de Lei há mais de uma década), preconceito e homofobia, mas ficam perdidos na multidão de devassos que estão apenas na folia, pouco preocupados com a sua pseudo-luta. Eu acho que o homossexual como todo brasileiro tem o direito de uma completa cidadania, pois atualmente são cidadãos de segunda categoria no Brasil, com seus direitos mais básicos cerceados, ao contrário de muitos países do Primeiro Mundo (que realmente não é o nosso caso), porém o respeito ao público é fundamental e as suas intimidades, como as de quaisquer heterossexuais, podem e devem ser feitas entre quatro paredes ou ambientes públicos apropriados e privados, não como a parada, que tem um público familiar tão imenso e presente.

Também sou contra o evento na Avenida Paulista impedindo o transito de veículos, por ser uma das principais vias da cidade. Acho que esse tipo de “carnaval gay” poderia ser transferido para outro local que não acarretasse tantos transtornos para a população, que além de ser obrigada a assistir tanta obscenidade, ainda é prejudicada na sua locomoção e passeio de fim de semana.

Confira vídeo do Deputado Homofóbico Bolsonaro falando sobre a União Estável (casamento gay)

Não é preciso ser diferente para ser gay, por Alexandre Vidal Porto, Mestre em Direito pela Universidade de Harvard (EUA)

Os homossexuais podem se tornar invisíveis. É só saberem dissimular ou mentir. Quando a primeira parada gay de São Paulo surgiu, um de seus objetivos era, justamente dar visibilidade à parcela da comunidade GLBT que queria afirmar a sua existência e entabular um diálogo com a sociedade.

O viés era político. O slogam da Parada, "Somos muitos e estamos em todas as profissões", equivalia a uma apresentação. Os manifestantes queriam mostrar quem eram e o que faziam. Reclamavam participação no processo jurídico-social e pediam proteção contra o preconceito e a discriminação. Eram 2.000 pessoas, e o ano era 1997.

Desde a sua primeira edição, no entanto, o aspecto politíco do evento foi cedendo espaço ao carnavalesco. A Parada Gay de São Paulo transformou-se em uma grande festa. A maior de seu gênero no mundo. Atrai número de pessoas equivalentes à população do Uruguai. Movimenta centena de milhões de reais. A expectativa é de que traga mais de 400 mil turistas à cidade.

Explica-se o fenômeno da carnavalização da Parada com o argumento de que os gays são "divertidos". A utilização desse estereótipo, contudo, contribui para mascarar a irresponsabilidade cívica e a alienação politíca de parte da comunidade GLBT.

Carnavalizar é fácil e agradável, mas é contraproducente.

O estilo exagerado que alguns participantes preferem adotar é legítimo e respeitável. Mas presta um desserviço para os avanços dos direitos à igualdade. O caráter festivo e a irreverência tiveram valor simbólico em um tempo em que a rejeição social contra a homossexualidade era incontornável. Acontece que as coisas mudaram.

Os milhões de pessoas que comparecerão ao evento na Avenida Paulista deveriam ter responsabilidade cívica de conquistar corações e mentes para a sua causa. O aspecto politíco da Parada exige certa sobriedade, ao menos em respeito às vítimas cotidianas da homofobia, no Brasil e no mundo. Hoje, o peso do discurso politíco tem de ser maior que a vontade de dançar.

A aceitação a homossexualidade pela opinião pública está vinculada à convivência com as pessoas abertamente gays. Mostrar-se é importante. Nessa batalha, é mais estratégico exibir a semelhança. É mais difícil para o mundo identificar-se com o ultrajante.

Não se trata de exibir a orientação sexual, mas de garantir o direito pleno à liberdade de exercê-la.

Associar o conceito da homossexualidade à transgressão e ao excesso pode ter valor estético, mas tem efeito negativo sobre o rítmo do processo politíco.

Confira vídeo com a reportagem do STF aprovando o casamento gay

Para gente que cresceu com uma escala de valores antagônica aos direitos humanos dos GLBT, o comportamento escandaloso exibido tradicionalmente nas paradas equivale à retórica raivosa de um Jair Bolsonaro. O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que tem direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão.

Ninguém precisa ser diferente para ser gay. Não é necessário transformar-se na caricatura de sí mesmo.

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11/05/11 – STF aprova União Estável Homossexual
20/01/11 – Transexualismo, o que é?
08/12/10 – Homofobia, até quando?
21/10/10 – A família brasileira e a homossexualidade
19/08/10 – Silas Malafaia, mais um falso profeta
28/07/10 – Prostituição Masculina
15/07/10 – A AIDS e as novas perspectivas mundiais

segunda-feira, 13 de junho de 2011

ELIS REGINA, SAUDADES DE VOCÊ!

ELIS REGINA, Cantora brasileira, nascida em 17/03/1945, Porto Alegre (RS), morta em 19/1/1982, São Paulo (SP). Eu, além de seu eterno fã, tive o privilégio de assistir a sua estréia nacional cantando “Arrastão” no 1º e mais famoso festival de MPB, da extinta TV Excelsior.

Para muitos, Elis foi a maior cantora brasileira de todos os tempos. Incomparável em técnica e garra, a "Pimentinha", o "Furacão Elis", como era chamada, lançou compositores como João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes. A primogênita do casal Romeu Costa e Ercy Carvalho Costa foi a primeira pessoa a inscrever sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos.

Em 1956, passou a integrar o elenco fixo do programa, Clube do Guri, da Rádio Farroupilha de Porto Alegre. Em 1959, assinou seu primeiro contrato profissional com a Rádio Gaúcha também de sua cidade natal.



Confira video ELIS REGINA cantando “Atrás da Porta” (de Chico Buarque)




Em 1965, venceu o 1º. Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior) com "Arrastão" (Edu Lobo e Vinícius de Morais). Dois dias depois, estreou no Teatro Paramount (SP) o show "Elis, Jair e Jongo Trio", que, gravado ao vivo, se tornou o LP "Dois na Bossa". Com sucesso do disco, ela e Jair Rodrigues estrelaram o histórico programa semanal "O Fino da Bossa".

O programa saiu do ar em junho de 1967, porém, Elis continuou ao lado de Jair Rodrigues nos três programas da série "Frente Única - Noite da MPB" (TV Record). Em dezembro, aos 22 de idade, casou-se com Ronaldo Bôscoli, 16 anos mais velho. Logo, nasceu seu primeiro filho, João Marcelo.



Confira vídeo ELIS REGINA cantando “Alô, Alô Marciano” (de Rita Lee)



O casamento terminou em 1972 e, em 1974, casou-se com o pianista César Camargo Mariano. Viveu em São Paulo, onde nasceram: Pedro, em 1975; e Maria Rita, em 1977. Em 1981, separou-se de César.

Sua carreira internacional ficou mais importante a partir de 1968, quando cantou nas TVs inglesa, holandesa, belga, suíça e sueca. De volta à TV Record, em 1969, fez a série de programas "Elis Studio", dirigida por Miéle e Bôscoli. Em maio, viajou para Londres, onde gravou um LP com o maestro inglês Peter Knight. Em junho, na Suécia, gravou um LP com o gaitista Toots Thielemans.


Confira vídeo ELIS REGINA cantando “Como nossos Pais” (de Belchior)




"Elis & Tom", disco com Tom Jobim, saiu em 1974. Na inauguração do Teatro Bandeirantes (SP), cantou ao lado de Chico Buarque, Maria Bethânia, Tim Maia e Rita Lee. No ano seguinte, lançou "Falso Brilhante", em disco e nos palcos, show que assistido por 280 mil pessoas.

Pela TV Bandeirantes, em 1979, demonstrou a sua intimidade com São Paulo em um programa no qual passeava pela cidade com Adoniran Barbosa e visitava Rita Lee. E participou do Show de Maio, com renda revertida para o fundo de greve dos metalúrgicos de São Paulo, no estúdio da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, para 5 mil pessoas.

Confira vídeo ELIS REGINA cantando “O Bebado e o equilibrista” (de João Bosco e Aldir Blanc)



Naquele ano, gravou "O Bêbado e a Equilibrista", imediatamente apelidado de "Hino da Anistia". No 13º Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, foi aplaudida por 11 minutos. Para agradecer a platéia, fez uma jam session com Hermeto Pascoal.

Em 1980, o show "Saudade do Brasil" reuniu no palco 24 músicos e bailarinos. No ano seguinte, fez o espetáculo "Trem Azul", com cenário de Elifas Andreato.

Ao lado de Maria Bethânia, foi uma das poucas cantoras que se destacaram nas décadas de 70 e 80 com grandes shows e hipnotizando suas pláteias nos palcos do Brasil.


Confira vídeo do Jornal da Noite da TV Globo: ELIS REGINA continua como referência entre as cantoras brasileiras



Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, e bebida alcoólica.Foi velada no Teatro Bandeirantes, e vestia a camiseta proibida pela ditadura militar no show "Saudade do Brasil": a bandeira brasileira, com seu nome escrito no lugar de "Ordem e Progresso".

Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do seu primeiro casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos de seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano. Todos seus herdeiros trabalham com musica e são reconhecidos como talentosos no panorama musical brasileiro da atualidade. Elis, mãe, deve sentir muito orgulho deles onde estiver.

Fontes: Furacão Elis, de Regina Echeverria (1985), Editora Nórdica e Círculo do Livro

http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_928.html

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12/10/10 – MARIO LANZA, saudades de você!
22/09/10 – GONZAGUINHA, saudades de você!
06/07/10 – DINA SFAT, saudades de você!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SOLIDÃO, ESTAMOS COM FOME DE AMOR

Na ultima sexta-feira assisti ao GLOBO REPÓRTER e o tema foi realmente muito tocante, pois é um mal que aflige milhões de brasileiros, independente do sexo e da idade. Então, resolvi postar além dos vídeos com essa excelente reportagem, alguns textos do meu cronista preferido: ARNALDO JABOR, a quem presto uma homenagem, além de enriquecer o assunto com suas divagações a respeito.

ESTAMOS COM FOME DE AMOR

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Confira vídeo do GLOBO REPORTER – SOLIDÃO (Parte ¼)



Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta
os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e
todo mundo é meu também´.

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos
descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.

Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como:
não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER – SOLIDÃO (Parte 2/4)



CRÔNICA DO AMOR

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER – SOLIDÃO (Parte ¾)



EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, Sem inventar um personagem para a relação,Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Confira vídeo do GLOBO REPÓRTER – SOLIDÃO (Parte 4/4)



A MAIS PURA VERDADE...

A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...

E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.

Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.

Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...

Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?

"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!

Fonte: Textos de ARNALDO JABOR

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14/12/10 – Fábio Assunção e o seu drama com as drogas
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domingo, 29 de maio de 2011

EDUCAÇÃO BRASILEIRA E O DESAFIO DA QUALIDADE

Investir em educação, pesquisa e desenvolvimento são os alicerces do crescimento de qualquer nação desenvolvida e o Brasil “aos poucos” vem demonstrando conquistas no setor educacional e a evidência de que se trata de uma área de extrema importância para o sucesso do país nos próximos anos.

Segundo dados do Censo 2010 em sete anos o número de matrículas em curso de graduação no Brasil aumentou de 3,5 milhões para 5,9 milhões. Os números são expressivos e, sem dúvida, mostram um caminho que já está sendo percorrido. Uma forma de aperfeiçoar esse caminho, no entanto, é observar avanços nessa área de outros países e corrigir nossos erros, que são muitos.

No ranking mundial da educação ocupamos a 53º posição e para um país que propõem tornar-se desenvolvido, tal colocação é incompatível, além de estarmos acompanhando a entrada de um número impressionante de trabalhadores estrangeiros no país porque nos falta mão de obra qualificada, pois não dispomos de técnicos e graduados em diversos setores do mercado de trabalho.

Confira vídeo do JORNAL NACIONAL – EDUCAÇÃO, O DESAFIO DA QUALIDADE (INTRODUÇÃO)



Como já foi mencionada em diversas postagens anteriores, a educação pública brasileira peca por não colocar no mercado, no final de ensino médio, uma mão de obra além de devidamente qualificada, com uma boa formação cultural e educacional.

Há bons professores e o material didático geralmente fornecido pelo estado vem sendo de excelente qualidade. O horário de aulas nos períodos matutino e vespertino é suficiente para um número de aulas necessário para uma boa educação. O período noturno que é prejudicado por oferecer um número menor de aulas. Qual seria então o motivo de nossos indicadores da qualidade do ensino público apresentarem resultados tão baixos, se comparados com o ensino privado?

Poderia começar afirmando que a “Progressão Continuada” aplicada em alguns estados brasileiros, que serve para maquiar nossos indicadores com menos evasão de alunos e repetências seria no momento a maior responsável, pois os alunos sem o desafio de se preparar devidamente para as avaliações e a aprovação para o outro ano ficaram desinteressados em estudar realmente, já que serão “promovidos” automaticamente, estando preparados ou não.

Poderia mencionar também a desvalorização do profissional da educação, geralmente um especialista de que se exige muito, porém que não recebe a devida remuneração e todo mundo sabe que faltam professores no mercado, porque ninguém quer trabalhar recebendo tão pouco, sem os benefícios das empresas privadas e ainda sofrendo maus tratos pelos alunos mal educados e desinteressados, além do governo que só promete valorizar os professores durante o período de eleições, como ocorreram nas ultimas, mas pouco fazendo durante os seus mandatos para cumprir essa promessa, entre tantas outras que também falham.


Confira vídeo do JORNAL NACIONAL – EDUCAÇÃO, O DESAFIO DA QUALIDADE (ENSINO FUNDAMENTAL)




Mantendo esse ritmo continuaremos vendo chegar na 5ª série um número impressionante de alunos “analfabetos funcionais” que não sabem ainda ler ou escrever e, o pior, formando jovens sem qualquer preparo para o mercado de trabalho, escrevendo incrivelmente mal e sem condições de redigir uma dissertação de tema dado ou uma interpretação de texto compatível para um aluno em final de curso médio e querendo entrar numa universidade.

Nossas universidades públicas que ainda mantêm um ensino de qualidade continuarão recebendo apenas alunos oriundos de escolas particulares, já que os das escolas públicas não têm o menor preparo para o vestibular, nem com o estimulo de cotas do ENEM.

Ou seja, se o Brasil quiser mesmo entrar no rol das nações desenvolvidas, deverá não apenas abrir novas universidades públicas ou escolas técnicas como vem sendo feito, mas valorizar realmente o profissional da educação e não se preocupar em maquiar índices através de “progressões continuadas”, mas em oferecer uma educação de qualidade, que busque também o comprometimento dos pais, que no momento se preocupam em mandar seus filhos para a escola apenas para ter o direito do “Bolsa família” e não serem importunados pelo Conselho Tutelar que obriga toda criança a estar matriculada na escola.

É chocante o número reduzido de responsáveis que comparecem nas reuniões de “pais e mestres” para acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos, o que demonstra flagrante desinteresse por parte desses genitores. Os filhos não tendo necessidade de estudar, já que serão aprovados automaticamente com boas notas ou não e, ainda, sem qualquer cobrança de resultado e disciplina por parte dos seus pais, vêm a cada ano engrossando o número de alunos mal formados e despreparados para o mercado de trabalho, além de pouco acrescentar para melhorar a nossa posição no ranking da educação mundial.

Quando haverá um “real” interesse em melhorar a nossa educação, por parte dos governos federais, estaduais e municipais? Só Deus sabe, infelizmente.

Dizem que não há interesse do governo em oferecer uma boa educação apenas para poder se manter no poder, já que um eleitor preparado e politizado jamais votaria nesses atuais mandatários. Eu acredito que sim.


Confira vídeo do JORNAL NACIONAL – EDUCAÇÃO, O DESAFIO DA QUALIDADE (ENSINO MÉDIO)




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25/05/10 – No Brasil falta mão de obra qualificada

domingo, 15 de maio de 2011

TRÁFICO HUMANO DE PESSOAS, COMO FUNCIONA.

O Senado do Brasil acaba de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o tráfico nacional e internacional de pessoas no Brasil, em especial suas causas, consequências, rotas e responsáveis.

O tráfico de pessoas representa hoje no mundo inteiro um dos mais graves problemas, pois esse tipo de crime organizado transnacional está fortemente atrelado à exploração sexual, ao comércio de órgãos, à adoção ilegal, à pornografia infantil, às formas ilegais de imigração com vistas à exploração do trabalho em condições análogas à escravidão, ao contrabando de mercadorias, ao contrabando de armas e ao tráfico de drogas.

O tráfico de pessoas viceja onde há graves violações de direitos humanos em decorrência da pobreza extrema, da desigualdade social, racial, étnica e de gênero, das guerras, da perseguição de cunho religioso. Vários países e comunidades sofrem com a exploração sexual de meninas e de mulheres, que são colocadas no mercado do sexo e do trabalho coato por meio de uma rede de exploradores e aliciadores que atua bem próxima das comunidades. A face mais visível do problema é o turismo sexual e o embarque de mulheres dos países de origem para os países receptores em busca de oportunidades de trabalho em casas noturnas e boates.


Confira vídeo português de CAMPANHA CONTRA O TRÁFICO HUMANO



A repressão policial e judicial não é bastante para dar conta do problema e de suas impressionantes dimensões.

É preciso que vários órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e outros atores sociais se juntem para criar sistemas de observatórios e de denúncias dessas práticas, ainda fortemente arraigadas em nossas sociedades.

Relatório Anual do Departamento de Estado dos EUA, dedicado ao Tráfico Internacional de Pessoas, tem item específico sobre Brasil em que destaca exploração sexual, tráfico de mulheres e trabalho escravo.

O Relatório critica o Brasil pela persistência do tráfico de pessoas e pelo trabalho escravo. O documento afirma, como nos relatórios anteriores, que o Brasil é país fonte para o trabalho forçado para a exploração sexual tanto em termos de tráfico interno e externo. Em relação ao trabalho forçado, metade dos quase 6.000 homens libertados em 2007 trabalhava em canaviais, o que demonstra a preocupação internacional com os efeitos da expansão do plantio para suprir o crescente mercado de etanol.


Confira vídeo sobre TRÁFICO HUMANO com dados estatísticos




Como o tráfico de seres humanos transcorre às escondidas, existem somente estimativas grosseiras quanto à sua dimensão. Muitas vítimas têm vergonha, medo de ir à polícia e não denunciam os criminosos. Acredita-se que, anualmente, cerca de 30 bilhões de dólares são movimentados e que mais de 2 milhões de pessoas sejam vítimas de tráfico humano no MUNDO. Dessas, metade tem menos de 18 anos e 80% são exploradas sexualmente.

O tráfico de seres humanos prospera e alcança dimensões semelhantes ao comércio ilegal de drogas e armas. Ele está presente em todo o mundo e, na maioria dos casos, as vítimas recebem pouca ajuda.

A crise não atingiu os traficantes de seres humanos. A demanda é grande e, devido à internet, a logística funciona sem problemas e todo o setor está bem interconectado
Traficantes de seres humanos se aproveitam de situações de demanda. Pode se tratar da miséria ou de um conflito armado. Mas também a falta de oportunidades ou uma especial vulnerabilidade pode levar pessoas a se tornarem presa fácil para os traficantes de escravos modernos.

Confira vídeo Trabalho do curso EFA sobre o Trafico Humano (Parte ½)




Em âmbito global, o comércio de pessoas já é apontado como a segunda maior economia paralela. "Se fosse para fazer um ranking no mundo do crime, o tráfico de pessoas estaria na segunda posição", afirmou Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça do Brasil.

Para Abrão, este tipo de crime já supera o tráfico de armas em termos de volume financeiro, ficando apenas um pouco atrás do comércio de drogas. "Justamente por ser um crime silencioso, e as pessoas aparentemente não verem, ele vai crescendo", advertiu o secretário.

Com base no Relatório Global de Tráfico de Pessoas do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), a maior demanda de pessoas traficadas é para a exploração sexual (79%), seguida pelo trabalho forçado (18%).

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo menos 12,3 milhões de adultos e crianças são explorados em trabalhos forçados e no sexo em todo mundo– 56% são mulheres e garotas.


Confira vídeo Trabalho do curso EFA sobre o Trafico Humano (Parte 2/2)




Muitos deixam seus países e acabam tornando-se vítimas do tráfico humano no exterior. Na maioria das vezes, são convencidos pela promessa de uma vida melhor por meio de emprego, oportunidades de estudo e casamento.

De acordo com o Relatório de Tráfico de Pessoas, publicado pelo Departamento de Estado Norte-Americano em junho de 2009, um grande número de mulheres e crianças brasileiras, muitas do estado de Goiás, são traficadas para o exterior para serem exploradas sexualmente, sobretudo em países como Espanha, Itália, Portugal e Holanda. Outras também são traficadas para países vizinhos, como Suriname, Guiana, Venezuela e Paraguai. Com base nestes dados, recentemente, firmou-se um protocolo para ações prioritárias e conjuntas entre os ministros da Justiça do Brasil, da Argentina, da Espanha e de Portugal, que já estão sendo implementados.

Além de ser um país de origem para o tráfico, o Brasil também é um local de destino e de trânsito para outros países. De acordo com o relatório do Departamento de Estado Americano, diversos homens, mulheres e crianças saem da Bolívia e do Paraguai para realizar trabalhos forçados em fábricas têxteis e nas lojas de centros metropolitanos como São Paulo.

Para evitar a exploração de imigrantes irregulares no Brasil, o governo decretou anistia em junho de 2009, permitindo-lhes legalizar-se provisoriamente no país. Segundo Tuma, muitas pessoas traficadas estavam em oficinas de mão-de-obra análoga à escrava, sem poder se libertar. "Quando você anistia o irregular, ele consegue sair e denunciar o crime", informou.

Segundo o relatório dos EUA, o Brasil possui grande problema com o tráfico interno de pessoas. Entre 250 mil e 400 mil pessoas são exploradas em prostituição doméstica em resorts e áreas turísticas, ao longo de estradas e em bordéis na Amazônia. Mais de 25 mil homens são sujeitados a trabalhos escravos ligados ao cultivo de gado, à plantação de cana e a grandes campos de plantação de milho, algodão e soja; bem como em tarefas de extração mineral, corte de madeira e produção de carvão.


Fonte: http://www.observatoriodeseguranca.org/relatorios/trafico

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5356108,00.html

Folha de São Paulo, de 15/05/11, debate de: José Eduardo Cardozo (Ministro da Justiça) e Paulo Abrão, Secretário Nacional de Justiça


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

STF APROVA UNIÃO ESTÁVEL HOMOSSEXUAL

O Resultado unânime dos juízes do SUPREMO TRIBUNAL BRASILEIRO decidiu em julgamento histórico, que casais homossexuais formam uma família com os mesmos direitos e deveres que os casais heterossexuais. O placar inteligente, democrático e unânime foi de 10 x 0.

Não é pouco no Brasil o Estado laico ter vencido. Se dois homens e duas mulheres se amam e constroem uma vida e um patrimônio juntos, por que não ter direitos ? Não fazia sentido.

Com a aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo, cumpre-se a premissa principal da Constituição Federal, a de “que todos são iguais perante a lei”. A Igreja e os evangélicos atacam a decisão com o pretexto de que ela vai contra seus princípios. Foi aprovada a união civil de homossexuais e, não o casamento, que é de âmbito religioso. Não se trata de aprovar que pessoas do mesmo sexo possam participar de cerimônias religiosas, e sim de direitos iguais entre as pessoas que vivem juntos.

Confira vídeo do STF com a aprovação unânime da união homossexual em 19/11/11




Não foi apenas uma vitória dos homossexuais.Foi uma afirmação do Estado laico, do espírito democrático e do pensamento progressista. Não é pouco no Brasil, onde ainda se atacam homossexuais em plenas vias movimentadas, como a Avenida Paulista, da maior cidade do País.

Basta lembrar, por exemplo, que na campanha presidencial o aborto foi objeto de uma gincana obscurantista entre os candidatos “esclarecidos”. Ou não esquecer que os gays (de fato ou presumidos) são espancados por gangues nas ruas.

Ao reconhecer como legal a união estável entre pessoas do mesmo sexo, o STF estendeu a esses casais o direito dos heterossexuais: Partilha de Bens e Herança, pensão, declaração conjunta de Imposto de Renda, Plano de Saúde, Direito de visita em hospitais público, adoção de filhos como casal.

Quanto ao CASAMENTO CIVIL não foi legalizado, ainda. Na prática, a maior diferença entre união civil e casamento é cultural e formal, porque a maioria dos direitos é garantida para ambos os tipos de relação.

Mas, além de facultar aos gays o direito de constituir família, o STF vai contra a discriminação e a favor de uma sociedade mais tolerante e inclusiva, capaz de lidar de maneira civilizada com suas diferenças e multiplicidade de vida.


Confira vídeo do JORNAL NACIONAL sobre a decisão do STF sobre a união de pessoas do mesmo sexo



Eram dois os argumentos legais dos adversários da causa gay: 1) a Constituição diz que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar”; 2) Para ampliar esse conceito aos gays, seria preciso mudar a Carta, tarefa que caberia ao Congresso corrupto e dominado por grupos demagógicos ou da bancada evangélica ou católica.

Gilmar Mendes respondeu a essas objeções no seu voto: “O fato de a Constituição proteger a união estável entre homem e mulher não significa negar a proteção à união do mesmo sexo. É dever desta corte dar essa proteção se de alguma forma ela não foi concedida pelo órgão competente (O Congresso, que só atende interesses partidários ou próprios).

Mas feliz, de verdade, foi a fórmula do relator do caso, ministro Ayres Britto: “Aqui é o reino da igualdade absoluta, pois não se pode alegar que os heteroafetivos perdem se os homoafetivos ganham”.

Mesmo sem perder nada, foram derrotados aqueles que se sentem ameaçados pela sexualidade alheia (ou antes da própria). Perderam a Igreja, os conservadores em geral, e os homofóbicos em particular. Nem sempre o Brasil nos decepciona. Avançamos . Com a comissão do Congresso, pelas mãos do STF.

Vamos ver se o Congresso envergonhado pelo atraso, pela inoperância, resolve votar agora o projeto que combate a HOMOFOBIA e que tramita há meses, sem qualquer interesse dos safados.

Confira vídeo sobre a opinião da Direita Brasileira sobre a legalização da união civil homossexual




Fontes: Fernando de Barros e Silva, Eliane Castanhède, Luiza Fisher Carneiro, e Felipe Seligman ( do Jornal FOLHA DE SÃO PAULO)

Abaixo indico alguns filmes que me levaram a refletir sobre o tema e o inacreditável problema que ainda vivem os homossexuais em pleno século XXI por não ter a sua união devidamente legalizada e aceita por todos:

* Desejo Proibido, de Jane Anderson, Marta Coolidge e Anne Herche - EUA/2000
* Baby Love (Comme Les Autres), de Vincent Garenq - FRANÇA/2008
* Direito de Amar, de Tom Ford - EUA/2009
* Uma Família bem Diferente, de Laurie Lynd - EUA/2009
* Patrick 1,5, de Ella Lemhagen - SUÉCIA/2009
* Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko e Stuart Blunberg - EUA/2010



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quinta-feira, 5 de maio de 2011

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS DO PAÍS

Como professor de Português, suponho que para extinguir a violência na sociedade e, principalmente, na escola, é necessário bem mais que um projeto ou programa específico, mas uma mudança audaciosa de postura e atitude diante do problema.

Vivemos um período em que a "ideologia" de políticas populistas, de um estado populista interfere seguramente no processo de educação em nosso país. E que, em função dessa política, criaram-se a "republica dos coitadinhos", vítimas do sistema e desajustados de família, que devem ser cuidados para que se possa corrigir, reparar os danos históricos promovidos pelas classes dominantes. Ora, os "coitadinhos", "inferiores", portanto, como querem muitos sociólogos, antropólogos e intelectuais anacrônicos de plantão, já perceberam essa deixa e passam a impor uma chantagem sócio-emocional, colocando como refém, os pobres professores, representantes mais próximos de estância social logo acima deles. E de certa forma, sabotando a única possibilidade que seus filhos teriam de ascensão social. Que pena! Fazem o jogo da classe dominante burra de nosso país, que ainda vê na ignorância forma de permanecer no poder.

Eu estudei a minha vida toda em escola pública (com exceção dos meus cursos superiores e pós-graduação) e confesso que em minha época, aluno respeitava professor e todo o sistema. Mas não era apenas pela estrutura e suporte moral familiar, e sim pelas sanções que poderíamos sofrer. Ser suspenso, transferido, expulso ou encaminhado para a escola de menores, se fosse o caso. Se expulso não poderíamos nos matricular em escola do governo por dois anos. Isto sim funcionava!

Confira vídeo PROFISSÃO REPORTER – Violência nas Escolas (Parte 1/2)



Quanto às freqüentes notícias de violência na Escola, como trata a reportagem do PROFISSÃO REPÓRTER, o professor não é o profissional capacitado para lidar com a violência. Isso, deve ser deixada para a policia que é treinada para lidar com infratores, marginais e qualquer tipo de escória. É uma grande hipocrisia falar que Professor tem que enfrentar violência. Chega! o mundo lá fora não quer passar a mão em "violentos", vamos deixar de lenga lenga, e parar de transformar o professor num grande palhaço e a escola num grande circo. A escola é e faz parte da vida de qualquer cidadão. Quer ele esteja num banco escolar ou não. Por isso, não vamos confundir demagogia com vida real. A escola não é lugar agradável. É lugar de preparo para o presente.

Professor não tem que ser pai de aluno. Ele tem que cumprir seu dever e seguir seu caminho. O problema da violência é um desafio social sem disciplina não teremos respeito por ninguém. Não cabe a escola resolver esse desafio só. E muito menos o professor. Temos que tomar providências para que mais tarde não façam do professor além de sacerdote, como muitos dizem, policial. Não ganhamos para isso. O administrador cuida da administração de uma empresa, o servente da limpeza, o policial da segurança, o psicólogo da integridade da mente, porque o professor tem de cuidar além da instrução que lhe é dever, também, do aluno, do seu problema de aprendizagem, do seu problema particular, do seu problema familiar, do seu .... Quantos problemas! O ditado nos diz: cada macaco no seu galho. Devemos alertar nosso aluno para os tipos de violência que nos acometem no nosso dia a dia. Como: aumentos abusivos, roubos, assaltos, violência contra menores, mulheres, etc... Agora enfrentar de frente a violência é demais. A paz não é possível, contudo, momentos de tranquilidade são aceitos. A democracia não é possível, contudo, não haveria leis. É impossível querer fazer com que a escola seja o melhor lugar do mundo. Sabe por quê? Por que lidamos com pessoas. O que é bom pra mim não é bom pra ti. Por isso, sejamos mais pés no chão. Façamos o que podemos e sabemos.


Confira vídeo ´PROFISSÃO REPORTER – Violência nas Escolas (Parte 2/2)




Devemos tomar cuidado com a violência da hipocrisia. O espaço escolar faz parte de um todo e não é o TODO. Se a violência existe, logo, fará parte também do mundo escolar. É uma verdade e o professor, repito, não está preparado para lidar com tal problema. As universidades mal preparam a mão de obra para as escolas, quanto mais para lidarmos com a violência. Palavras bonitas são paliativas que logo serão esquecidos. A sociedade deve abraçar a causa, senão seremos mais um grito na multidão. Acho até belas palavras, mas a sala de aula é cruel e real. A realidade não é conto de fadas. Muitos especialistas em educação falam muito em palestras e reuniões. Suas salas possuem ar-condicionado, cafezinho, poltronas reclináveis. E nunca colocaram os pés numa sala de aula em que mal temos um quadro para escrever. A violência começa na base da educação, a violência com os professores, com os alunos. Quero ver entrar numa sala de aula de certas regiões da periferia, por exemplo, e falar de violência sabendo que tem dois ou três alunos traficantes. Vamos deixar de HIPOCRISIA. Vontade é uma coisa que dá e passa. Façamos o que sabemos. Na realidade de cada um. Um tipo de violência que querem colocar na cabeça dos alunos; na escola devemos sempre ou quase sempre passar a mão na cabeça daqueles que não conseguem boas notas, ou que não são educados.

Fontes: José Tadeu Vieira Leite (Professor de História) e Marcelo Mello (Professor – Psicopedagogo)

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