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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

SP ESCOLA DE TEATRO, INAUGURADA NA ROOSEVELT

O governador Alberto Goldman inaugurou nesta quarta, 29, a sede da SÃO PAULO ESCOLA DE TEATRO - Centro de Formação das Artes do Palco, situada na Praça Roosevelt, um dos mais importantes polos culturais da capital paulista. A escola está instalada em um prédio com área superior a 1,7 mil m², completamente reformado para suas atividades. A obra custou R$ 4,7 milhões.

Para criar a nova sede da SÃO PAULO ESCOLA DE TEATRO, quatro lajes do antigo imóvel abandonado foram demolidas - originalmente havia 12 andares e uma cobertura. Alguns andares do edifício foram associados, dois a dois, para organizar espaços que atendessem as necessidades de áreas técnicas de cenografia (iluminação e som) e do teatro com acesso independente para o público. O espaço ainda recebeu tratamento acústico para o teatro e para as salas de ensaio.O subsolo foi usado para fins de depósitos de materiais cenográficos, áreas de serviços, sanitário público e zeladoria. No piso térreo foi feita a área pública de acesso ao teatro, com capacidade para 96 pessoas. No andar imediatamente superior há um café, a recepção e a área de convivência, criando uma interface entre o interior da edificação e a área externa. Os três primeiros andares, alguns com pé direito duplo, foram destinados ao teatro e áreas de acesso, operacional, administrativa e pedagógica. As oficinas e salas de aula estão nos últimos pavimentos.Planejado para oferecer conforto e qualidade à formação de profissionais especializados em artes cênicas, o espaço tem salas de aula e multimídia, teatro, auditório, espaço de exposições, biblioteca, camarins, ateliês, vestiários e áreas para ensaio."O projeto é uma iniciativa inédita que fomenta a produção e a especialização teatral, atendendo às necessidades dos artistas aprendizes com toda a infraestrutura e suporte educacional”.

"A escola também contribui de forma decisiva para a revitalização da região" afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.Em 2010, primeiro ano letivo da SP Escola de Teatro, as aulas foram provisoriamente ministradas na Oficina Cultural Amácio Mazaroppi, no bairro do Brás. O local, construído em 1912 e tombado pelo Condephaat em 1988, foi adaptado para receber os alunos. Após a entrega do prédio oficial, realizada este mês pela Secretaria de Estado da Cultura, a escola migra para o novo imóvel.

As atividades letivas de 2011 estão previstas para começar em 22 de fevereiro.

A SP Escola de Teatro é um projeto do Governo de São Paulo que oferece cursos regulares, cursos de difusão cultural e um programa de bolsas.

Confira video sobre inauguração da SP ESCOLA DE TEATRO



REFORMA DA PRAÇA ROOSEVELT, UM DOS MAIORES PÓLOS CULTURAIS DE SÃO PAULO

Com 4 anos de atraso começou há 3 meses a reforma da Praça Roosevelt, onde está instalada a SP ESCOLA DE TEATRO: becos, escuridão, pouca visibilidade, muito cinza - e pouco verde - numa área antes bastante degradada do centro de São Paulo. Não por acaso, a Praça Roosevelt era, "pouquíssimo utilizada" como uma praça de verdade. Agora, porém, o cenário pode mudar. A reforma do espaço começou e a expectativa é de que, em dez meses, os trabalhos estejam concluídos, apesar do cronograma do contrato com a empreiteira permitir que seja entregue depois de dois anos do inicio das obras.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, foram os "contratempos" que impediram anteriormente o começo das obras. Quando era prefeito, José Serra (PSDB) anunciou para 2006 a reforma. A revitalização da praça é um trabalho complexo, o que justifica os atrasos. "Trata-se de uma obra muito delicada", citando as dificuldades, por exemplo, em demolir parte da estrutura, por causa do tráfego de veículos no entorno.

A lista de problemas incluiu a retirada de uma escola e de um supermercado e o remanejamento de postos da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana. Terminada a reforma, a praça será uma área plana - permitindo a uma pessoa numa ponta enxergar a outra. Hoje, uma plataforma elevada em formato de pentágono impede a visão, e ainda criava becos escuros que facilitavam a ação de assaltantes e viciados, além de dormitório para dezenas de moradores de rua.

O local vai ganhar 170 árvores. Duas esplanadas (nas Ruas da Consolação e Augusta) serão criadas com escadarias e rampas, o que também vai ajudar no aumento da visibilidade na praça. Há também a possibilidade da instalação de um telecentro. Segundo a prefeitura, isso ainda não está definido. A reforma custará R$ 38 milhões, pagos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A reforma da praça é mais uma ação para revitalizar a área. As outras foram as reformas das Ruas Avanhandava e Augusta e a instalação de teatros. Nos planos está ainda a futura criação do PARQUE AUGUSTA, no cruzamento da Rua Augusta com a Caio Prado, uma imensa área verde com centenas de arvores centenárias, além da reforma em finalização da Biblioteca Mario de Andrade, no entorno, que é considerada uma das maiores do Brasil. E, brevemente, a inauguração do novo SESC 24 de Maio que vai atender a população dessa área. "Havendo maior circulação de pessoas, a área passa a ter brilho e fica cada vez melhor, melhorando a segurança e a qualidade de vida dos seus moradores, além de valorizar os imóveis da região",

Fonte: http://dramaticoblog.wordpress.com/2009/11/25/festa-hoje-marca-inauguracao-da-sp-escola-de-teatro-e-ja-ha-muito-para-comemorar/

http://indexet.investimentosenoticias.com.br/arquivo/2010/12/29/402/Governador-inaugura-sede-da-SP-Escola-de-Teatro.html


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30/05/10 – Praça Roosevelt, pólo paulistano de cultura
26/06/10 – Moradores de rua, um flagelo social
26/08/10 – Centro de São Paulo, melhor lugar para morar
06/10/10 – As enchentes estão chegando com o verão

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SUCESSO DA BROADWAY, MUSICAL "O DESPERTAR DA PRIMAVERA" REESTRÉIA EM SÃO PAULO

Atendendo a inúmeros pedidos do público, que chegou a fazer campanhas na Internet, em blogs e redes sociais, o musical ‘O DESPERTAR DA PRIMAVERA’ reestreiou em São Paulo, a partir do ultimo sábado, 10/07, no confortável Teatro Shopping Frei Caneca. A volta do espetáculo dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho, vem agitando as redes sociais. Os fãs do musical têm se mobilizado para rever o Despertar e há quem tenha visto o espetáculo 24 vezes, tanto gostaram.

Com temas polêmicos como depressão, morte, incesto, suicídio e homossexualismo, em um musical de grande sucesso de publico na Broadway, nos Estados Unidos, aqui no Brasil conseguiu repetir a façanha, tanto no Rio como em São Paulo.

Mais um êxito da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que há uma década vem conseguindo um sucesso atrás do outro com esse gênero, que durante muito tempo deixou de aparecer nos palcos no Brasil.

Confira vídeo da Globo News – Sobre “O DESPERTAR DA PRIMAVERA”



Escrita em 1891 pelo dramaturgo alemão Frank Wedeking, a peça causou furor na Alemanha e por anos foi proibida de ser encenada. Cem anos depois, os diretores norte-americanos Duncan Sheik e Steven Star a transformaram em musical, com uma trilha mais voltada para o rock. Nos Estados Unidos, a peça alcançou sucesso imediato e ganhou oito prêmios Tony, o Oscar dos musicais. A montagem brasileira também não ficou para trás e recebeu cinco indicações ao Prêmio Shell.

O musical conta a história de um grupo de estudantes na conservadora Alemanha pré-Primeira Guerra. Por conta da rígida educação em casa e na escola, eles acreditam que qualquer sentimento, seja de amor, tesão ou depressão, é pecado. Até que um deles, apaixonado por uma das alunas, decide contestar todos esses dogmas e escrever uma espécie de manifesto. Enquanto isso, um de seus colegas flerta com o suicídio após ser reprovado, outros dois são homossexuais (com beijo gay, inclusive) e uma menina é prostituta.

Como todos os outros musicais da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, vale a pena conferir no Teatro Frei Caneca, inclusive porque será de curta temporada.

CHARLES MÖELLER - UM SANTISTA NOTÁVEL

CHARLES MÖELLER iniciou sua carreira no teatro como ator em Santos (SP), sua cidade natal, na peça “O Noviço”, em 1985, com direção de Neyde Veneziano. E, por uma feliz coincidência do destino, eu estava lá para testemunhar o começo da carreira deste grande artista. É claro, que naquele instante, não pude nem sonhar que presenciava o primeiro degrau da carreira do Charles.

Autor, diretor, ator, cenógrafo, figurinista e apaixonado desde muito cedo por teatro, Charles Möeller começou, aos 14 anos, a viajar para São Paulo para assistir espetáculos. Em uma dessas idas à capital paulista, assistiu a uma trilogia de Antunes Filho: “Romeu e Julieta”, “Nelson 2 Rodrigues” e “Macunaíma”. Ali decidiu para sempre o que queria ser e fazer na vida.

- “A gente não escolhe ser ator. É algo que você é ou você não é. Eu não consigo ter outra imagem na minha cabeça, durante minha infância, que não seja querer fazer teatro, querer pertencer a este mundo”, disse em uma entrevista.

Confira vídeo Conexão Roberto D”Avila – TV Brasil – Entrevista Charles Möeller (Parte 1/5)




Aos 16 anos se mudou para São Paulo, onde participou, por três anos, do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, fundado pelo diretor Antunes Filho.

Neste período, Charles também começou a fazer assistência de cenografia para J.C. Serroni, já que desenhava e possuia algumas noções de plantas em arquitetura.

Da cenografia chegou aos figurinos. Em 1989, trabalhou com Gabriel Vilella em “O Concílio do Amor”, montagem do grupo Boi Voador. Por seu trabalho com os figurinos deste espetáculo, Charles ganhou os prêmios Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

Confira vídeo Conexão Roberto D”Avila – TV Brasil – Entrevista Charles Möeller (Parte 2/5)




Mudou-se em 1991 para o Rio de Janeiro, onde assinou a cenografia e o figurino de “O Alienista”, de Machado de Assis e direção de Almir Telles; “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues e direção de Carlos Augusto Strazzer; e “Hello Gershwin”, musical de George Gershwin com direção de Marco Nanini, quando trabalhou pela primeira vez com CLAUDIO BOTELHO. Mas o grande trabalho em dupla começou efetivamente em 1997 e desde então vem acumulando sucessos, um atrás do outro, brindando um público sedento de musicais com espetáculos de alto nível.

Trabalhou como ator em espetáculos como “Colombo” (direção: Marcus Alvisi, 1992), “Lago 22” (direção: Jorge Takla, 1994), “A Gaivota” (direção: Jorge Takla, 1996), “Masther Harold e os Meninos” (direção: Antonio Mercado) e “Outra Vez” (direção: Sérgio Viotti).

Para o grupo Os Fodidos Privilegiados, trabalhou com os diretores Antônio Abujamra e João Fonseca em “Exorbitâncias, uma Farândula Teatral” (ator, figurino e cenografia, 1995); “O Casamento” (figurino e cenografia, 1997), pelo qual recebeu o Prêmio Shell pelo figurino; “Auto da Compadecida” (figurino e cenografia, 1998); e “Os Libertinos”, (figurino e cenografia, 2000).


Confira vídeo Conexão Roberto D”Avila – TV Brasil – Entrevista Charles Möeller
(Parte 3/5)





Sob a direção de Ana Kfouri, fez a cenografia e o figurino de “Volúpia”, 1997, e “Gula”, 1999, ambos com roteiro da diretora.

Assinou também os cenários e figurinos dos espetáculos “De Rosto Colado”, de Irving Berlin e direção de Marco Nanini, 1993; “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson, 1994; “O Jovem Torless”, de Robert Musil, 1995; “Os Fantástikos”, musical de Schmidt & Jones, e “Futuro do Pretérito”, de Regiana Antonini, 1996; “Na Bagunça do Teu Coração”, de João Máximo e Luiz Fernando Vianna, com direção de Bibi Ferreira, 1997; “Amor de Poeta”, de Tiago Santiago, direção de André Mauro, 1998; e “Candide”, opereta de Leonard Bernstein, com direção de Jorge Takla, 2000.

Em 2002, Charles fez a adaptação de “A Diabólica Moll Flanders”, de Daniel Defoe. Para este espetáculo, protagonizado por Ary Fontoura, assinou também a direção e o cenário e com seu infalível companheiro, Claudio Botelho, dirigiram também “Suburbano Coração”.

Em 2003 o grande sucesso “Ópera do Malandro”, Em 2004 “Tudo é Jazz” e “Cristal Bacharach”. Em 2005 “Sweet Charity” e “Lado a lado com Sondheim”. Em 2007 “Sete o musical”. Em 2008 “Beatles num Céu de Diamantes”, “Gloriosa a Vida de Florence Foster” e “A noviça rebelde”. Em 2009 “O Despertar da Primavera” e “Avenida Q”.

Confira vídeo Conexão Roberto D”Avila – TV Brasil – Entrevista Charles Möeller Parte 4/5)




Charles também criou cenários e figurinos para óperas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre elas “Cavalleria Rusticana”, “La Bohème”, “La Traviatta” e “Madama Butterfly”.

Na televisão, participou como ator das novelas “Mico Preto” (90/91- TV Globo), “Ana Raio e Zé Trovão” (92/93 – TV Manchete), “Idade da Loba” (94/95 – TV Plus / Band) e “Xica da Silva” (1996 – TV Manchete), além de “Você Decide” e “A Vida Como Ela É”, na TV Globo.


Carreira


Televisão


Telenovelas
• 1996 - Xica da Silva - Santiago
• 1995 - A Idade da Loba - Tadeu
• 1991 - A História de Ana Raio e Zé Trovão - Werner
• 1990 - Mico Preto - Jota
Seriados
• 1998 - Você Decide episódio O Intruso
• 1997 - Você Decide episódio Vida Dupla
• 1996 – A Vida como ela é...
• 1992 - Você Decide episódio O Carrasco Nazista
Teatro
Como Ator
• 1999 - Outra Vez
• 1997 - Masther Harold e os Meninos
• 1996 - A Gaivota
• 1994 - Lago 22
• 1992 – Colombo

Confira vídeo Conexão Roberto D”Avila – TV Brasil – Entrevista Charles Möeller (Parte 5/5)




Como Diretor
• 2009 – O Despertar da Primavera
• 2009 – Avenida Q
• 2008 - A Noviça Rebelde
• 2008 – Beatles num Céu de Diamantes
• 2008 – Gloriosa a vida de Florence Foster
• 2007 - Sete, o musical
• 2005 - Lado a Lado com Sondheim
• 2005 - Sweet Charity
• 2005 – Lado a lado com Sondheim
• 2004 – Tudo é Jazz
• 2003 - Ópera do Malandro
• 2002 - Suburbano Coração
• 2002 - O Fantasma do Teatro
• 2002 - A Diabólica Moll Flanders
• 2001 - Um Dia de Sol em Shangrilá
• 2001 - Company
• 2000 - Cole Porter - Ele Nunca Disse que Me Amava
• 1998 - O Abre Alas
• 1997 - As Malvadas

como Cenógrafo e Figurinista
• 2000 - Os Libertinos
• 2000 - Candide
• 1999 - Gula
• 1998 - Amor de Poeta
• 1998 - Auto da Compadecida
• 1997 - Volúpia
• 1997 - O Casamento
• 1997 - Na Bagunça do Teu Coração - direção de Bibi Ferreira
• 1996 - Os Fantástikos
• 1996 - Futuro do Pretérito
• 1995 - O Jovem Torless
• 1995 - Exorbitâncias, uma Farândula Teatral
• 1994 – O Médico e o Monstro
• 1993 - De Rosto Colado - direção de Marco Nanini
• 1991 - O Alienista
• 1991 - Hello Gershwin - direção de Marco Nanini
• 1991 - Dorotéia
• 1990 - Boi Voador
• 1989 - O Concílio do Amor

Prêmios

• Prêmio Shell de figurino por O Casamento (1997)
• Premio Sharp de melhor espetáculo por As Malvadas (1997)

Saiba mais:



http://www.moellerbotelho.com.br/about/a-dupla

terça-feira, 6 de julho de 2010

DINA SFAT, SAUDADES DE VOCÊ!

Dina Kutner de Souza, mais conhecida como DINA SFAT, nasceu em São Paulo, dia 28 de outubro de 1938 — faleceu no Rio de Janeiro, dia 20 de março de 1989. Foi uma das maiores atrizes brasileiras, deixando na nossa memória papeis tão marcantes, quanto inesquecíveis.

Atriz. inquieta, profunda, dona de uma presença física singularmente sedutora e de uma aguda inteligência interpretativa, Dina Sfat distingue-se, na sua carreira teatral, pela exigência e coerência com que selecionava os seus compromissos profissionais. Foi uma das artistas de proa que verbalizaram e expressaram as reivindicações nacionais contra a injustiça e a opressão durante o período da ditadura.

Filha de judeus poloneses, Dina sempre quis ser artista. Estreou nos palcos em 1962 em um pequeno papel no espetáculo "Antígone América", dirigida por Antonio Abujamra. Daí pulou para o teatro amador e foi parar no Teatro de Arena, onde estreou profissionalmente vivendo a personagem Manuela de "Os Fuzis da Senhora Carrar" de Bertold Brecht. A atriz se transformou em uma grata revelação dos palcos e mudou seu nome artístico para Dina Sfat, homenageando a cidade natal de sua mãe.

Confira vídeo da TV Resgate: todas as novelas, filmes e e algumas peças da atriz Dina Sfat





Participou de espetáculos importantes na década de 60 em São Paulo e conquistou o Prêmio Governador do Estado de melhor atriz por seu desempenho em "Arena Conta Zumbi" em 1965, um musical de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Foi para o Rio de Janeiro e estreou nos palcos de um teatro na peça "O Rei da Cidade".

Em 1966 estréia no cinema em "Corpo Ardente" do diretor Walter Hugo Khouri e no cinema se consagra em 1969 vivendo a guerrilheira Cy de "Macunaíma", filme premiado de Joaquim Pedro de Andrade, ao lado do marido, o ator Paulo José que ela conheceu nos tempos do Teatro de Arena.

Ela chega à televisão no final da década de 60 e destaca-se em papéis de enorme carga dramática em telenovelas de autoria de Janete Clair, como Selva de Pedra, Fogo Sobre Terra, O Astro e "Eu Prometo", mas também brilhou em outras como "Verão Vermelho", "Assim na Terra Como no Céu", "Gabriela" e "Os Ossos do Barão".

Posou nua para revista Playboy em janeiro de 1982, num ensaio secundário.

Foi casada por 17 anos com Paulo José, com quem teve três filhas: Isabel ou Bel Kutner, que também é atriz e extremamente parecida com a mãe, Ana, que também se aventurou na carreira e Clara.

Não é possível desligar sua vida artística de sua ativa participação na vida cultural e política do país, seja integrando movimentos em prol da democracia ou da liberdade de expressão. Sua forte liderança neste campo foi tão grande que, numa aula da Escola Superior de Guerra, um general a definiu como "líder feminista vinculada à estratégia de poder da extrema-esquerda". Ela, de fato, noticiou que sairia candidata ao cargo de vice-presidente do país pela sigla do Partido Comunista do Brasil - PCB, em 1984, mas jamais integrou algum partido ou filiou-se a qualquer facção política. Seu inconformismo e legítimo sentido de liberdade ancoram-se em generosa visão da vida e do mundo, sem sectarismos.

Descobriu o câncer, inicialmente no seio, em 1986, mas não deixou de trabalhar, mesmo em tratamento. Já com a doença, viajou para a União Soviética e participou de um documentário sobre o país e os primeiros passos da Perestroika; escreveu um livro, publicado em 1988, um pouco antes da sua morte, sobre sua vida e a luta contra o câncer, chamado "Dina Sfat- Palmas prá que te Quero", junto com a jornalista Mara Caballero e fez a novela "Bebê a Bordo", seu último trabalho na TV.

Seu último filme foi "O Judeu" que só estreou em circuito depois da morte da atriz.

Dina Sfat morreu em 20 de março de 1989, aos 50 anos de idade depois de lutar alguns anos contra o câncer de mama.

Confira vídeo com depoimentos: O que as atrizes Maria Fernanda Cândido, Fernanda Rodrigues, Samara Felippo e Nívea Stelmann têm em comum? Todas queriam "ser" Dina Sfat, uma das melhores atrizes brasileiras de todos os tempos.




Carreira

Na televisão:

Telenovelas


• 1988 - Bebê a Bordo.... Laura
• 1983 – Eu Prometo... Darlene
• 1979 - Os Gigantes.... Paloma
• 1978 - O Astro.... Amanda
• 1976 - Saramandaia... Risoleta
• 1975 - Gabriela.... Zarolha
• 1974 – Fogo Sobre Terra.... Chica Martins/Anréia
• 1973 - Os Ossos do Barão.... Isabel
• 1972 - Selva de Pedra.... Fernanda
• 1971 - O Homem que Deve Morrer.... Vanda Vidal
• 1970 – Assim na Terra Como no Céu.... Heloísa (Helô)
• 1970 – Verão Vermelho.... Adriana
• 1969 – Os Acorrentados.... Isabel (Rede Record)
• 1967 - A Intrusa.... Helen / Patrícia (TV Tupi)
• 1967 - Os Fantoches.... Laura (TV Excelsior)
• 1966 - Ciúme.... Maria Luísa (TV Tupi)
• 1966 - O Amor Tem Cara de Mulher…Maria Luisa (TV Tupi)
Minisséries
• 1984 - Rabo-de-Saia.... Eleuzina
• 1982 - Avenida Paulista.... Paula
Séries
• 1980 - Malu Mulher - episódio A trambiqueira
• 1978 - O caminho das pedras verdes (Caso especial)
• 1976 - Quem era Shirley Temple? (Caso especial)
• 1972 - As praias desertas (Caso especial)
• 1971 - A pérola (Caso especial)

No cinema:



• O Judeu (1988, lançado em 1996)
• Fábula da Bella Palomero (1988)
• Das Tripas Coração (1982)
• O Homem do Pau-Brasil (1982)
• Tensão no Rio (1982)
• Álbum de Família (1981)
• Eros, o Deus do Amor (1981)
• Tati, A Garota (1973)
• O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971)
• O Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brazil (1971)
• A Culpa (1971)
• Os Deuses e os Mortos (1970)
• Jardim de Guerra (1970)
• Perdidos e Malditos (1970)
• Macunaíma (1969)
• Edu, Coração de Ouro (1968)
• A Vida Provisória (1968)
• O Corpo Ardente (1966)
• Três Histórias de Amor (1966)


NO TEATRO:

• Ninguém paga, Ninguém paga, de Dario Fo (1986)
• A irresistível aventura (4 textos) (1984)
• Hedda Gabler, de Henrik Ibsen (1982)
• As Criadas, de Jean Genet ( 1981)
• Murro em Ponta de Faca, de A.Boal ( 1979)
• Seis personagens a procura de um autor, de L.Pirandello (1977)
• O Santo Inquérito, de Dias Gomes (1976)
• A mandrágora, de Maquiavel ( 1975)
• O Colecionar, de Peter Fowles ( 1974)
• Dorotéia vai à Guerra, de A.Ratton (1973)
• Black Comedy, de Arthur Laurents (1970)
• O rei da vela, de Oswald de Andrade (1968)
• Arena conta Tiradentes, de G.Guarnieri e A.Boal (1967)
• Arena conta Zumbi, de G.Guarnieri e A.Boal (1966)
• O Inspetor geral, de Nikolai Gogol ( 1965)
• Camila, de Arthur Laurents (1965)
• Depois da Queda, de Arthur Miller ( 1964)
• O filho do Cão, de G.Guarnieri (1964)
• O melhor Juiz, o Rei, de Lope da Vega (1963)
• Antígone América, de Carlos Henrique Escobar ( 1962)
• Festival de Teatro de Estudantes (participou de 3 peças) (1962)

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22/09/10 - Gonzaguinha, saudades de você!
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Saiba Mais:
Wikipédia
Dina Sfat, Palmas pra que te Quero, de Dina e Mara Caballero, Editora Nórdica

quarta-feira, 30 de junho de 2010

TEATRO CULTURA ARTÍSTICA TEM PREVISÃO DE REINAUGURAÇÃO EM 2012

O TEATRO CULTURA ARTÍSTICA, no centro de São Paulo, faz parte da história da cidade. Após ser destruído por incêndio, em agosto de 2008, o movimento de atores no local deu lugar ao vai e vem de operários da construção.


As obras de reconstrução do Teatro Cultura Artística, começaram em março deste ano. Após o incêndio que destruiu o teatro no dia 18 de agosto de 2008, a diretoria da Sociedade de Cultura Artística decidiu executar o projeto de reedificação do teatro, com a ajuda de empresários, grandes instituições e pessoas físicas.


Confira vídeo com algumas imagens do incêndio que destruiu parte do teatro Cultura Artística na madrugada de domingo, dia 17 de agosto de 2008 no Centro de São Paulo.





A restauração completa do teatro está orçada em R$ 75 milhões, e deve finalizar até o final de 2012, ano do centenário da Sociedade de Cultura Artística.

O projeto original, datado de 1942, teve a assinatura de Roberto Cerqueira Cesar em parceria com Rino Levi. Oito anos depois, o teatro foi inaugurado, com dez mulheres na fachada, em painel de pastilhas Vidrotil, assinado por Di Cavalcanti.


O teatro, que fica na rua Nestor Pestana, próximo à tradicional Praça Roosevelt, que em breve também entra em processo de restauração e revitalização, tem um mosaico do pintor Di Cavalcanti em sua fachada. A obra é considerada patrimônio histórico.


O novo projeto idealizou apenas uma sala com 1.406 espectadores, diferente do antigo que possuía duas salas, o pequeno auditório com 333 lugares e o grande auditório com 1.156 lugares.


O novo teatro terá cinco pavimentos, com três níveis de balcões e camarotes, e uma platéia mais estreita, reduzida para 788 lugares.

Os últimos pavimentos, acima dos balcões, portarão camarins, administração, e haverá ainda um andar subsolo de estacionamento para atores, funcionários, equipes técnicas, depósitos e casas de máquinas. A decisão de fazer um teatro moderno parte do princípio de que ele terá de ser multifuncional, para orquestra sinfônica – e daí a necessidade de se ter um fosso entre o palco e a platéia, música de câmara, solistas, teatro, balés, óperas e musicais. Para tanto, o estudo de acústica e materiais de revestimento terá de ser minucioso.

O novo conceito do futuro teatro dá mais importância ao momento de socialização, com bares, mesas, lojas de CDs, e múltiplos foyers e toaletes.

Confira vídeo SP TV da Globo: Cobertura jornalística da reconstrução do Teatro Cultura Artística.





“O restauro está aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, e a Sociedade Cultura Artística também conseguiu captar recursos pela Lei Rouanet.”

Com as obras em execução, que deverão estar prontas no final de 2012, a primeira etapa da obra, que custará R$ 31 milhões, já teve dois terços de seu valor captados.


Ao lado a perspectiva da nova fachado do Teatro Cultura Artística.

Consulte o site do teatro para saber como ajudar:

www.culturaartistica.com.br




Confira vídeo Prefeito de São Paulo acompanha as obras de restauração do Teatro Cultura Artística, além de pedir para os munícipes doações


terça-feira, 29 de junho de 2010

PLINIO MARCOS, UM DRAMATURGO MALDITO

O dramaturgo santista, PLINIO MARCOS de Barros, nasceu em Santos, dia 29 de setembro de 1935 e faleceu em São Paulo, dia 19 de novembro de 1999. Foi um escritor brasileiro, autor de inúmeras peças de teatro, escritas principalmente na época da censura. Foi também ator, diretor e jornalista. É pai do dramaturgo Léo Lama.

De família modesta, Plínio Marcos não gostava de estudar e terminou apenas o curso primário. Foi funileiro, quis ser jogador de futebol, serviu na Aeronáutica e chegou a jogar na Portugues Santista, mas foram as incursões ao mundo do circo, desde os 16 anos, que definiram seus caminhos. Atuou em rádio e também na televisão, em Santos.



Reportagem da Rede Record sobre os 70 anos de Plínio Marcos



Em 1958, por influência da escritora e jornalista Pagu, começou a se envolver com teatro amador em Santos. Nesse mesmo ano, impressionado pelo caso verídico de um jovem currado na cadeia, escreveu sua primeira peça teatral, Barrela. Por sua linguagem crua, ela permaneceria proibida durante 21 anos após a primeira apresentação.

Em 1960, com 25 anos, foi para São Paulo, onde inicialmente trabalhou como camelô. Depois, trabalhou em teatro, como ator (apareceu no seriado Falcão Negro da TV Tupi e São Paulo), administrador e faz-tudo, em grupos como o Arena da companhia de Cacilda Becker e o teatro de Nydia Lícia. A partir de 1963, produziu textos para a TV de Vanguarda, programa da TV Tupi, onde também atuou como técnico. No ano do golpe militar, fez o roteiro do espetáculo Nossa gente, nossa música. Em 1965, conseguiu encenar Reportagem de um tempo mau, colagem de textos de vários autores, e que ficou apenas um dia em cartaz.

Em 1968, participou como ator da telenovela Beto Rockfeller, vivendo o cômico motorista Vitório. O personagem seria repetido no cinema e também na telenovela de 1973, A volta de Beto Rockfeller, com menor sucesso. Ainda nos anos 1970, Plínio Marcos voltaria a investir no teatro, chegado ele mesmo a vender os ingressos na entrada das casas de espetáculo. Ao fim da peça, como a de Jesus-Homem, ele subia ao palco e conversava pessoalmente com a plateia.

Na década de 1980, época da censura, Plínio Marcos viveu sem fazer concessões, sendo intensamente produtivo e sempre norteado pela cultura popular. Escreveu nos jornais Ultima Hora , Diario da Noite, Guaru News, Folha de São Paulo e Folha da Tarde e também na revista Vejua, além de colaborar com diversas publicações, como Opinião, O Pasquim, Versus, Placar e outras. Tudo isso tendo completado apenas o primário.

Depois do fim da censura, Plínio continuou a escrever romances e peças de teatro, tanto adulto como infantil. Tornou-se palestrante, chegando a fazer 150 palestras-shows por ano, vestido de preto, portando um bastão encimado por uma cruz e com aura mística de leitor de tarô.

Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês, e alemão; estudado em teses de sociolinguistica, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e do exterior. Recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou em teatro, cinema, televisão e literaruta, como ator, diretor, escritor e dramaturgo.

Morreu aos 64 anos, na cidade de São Paulo, por falência múltipla dos órgãos em decorrência de um derrame.

Parte 1/2 da entrevista de Plínio Marcos no Programa Jô Soares em 1988



OBRA TEATRAL

TEATRO ADULTO

• Barrela, 1958
• Os fantoches, 1960
• Jornada de um imbecil até o entendimento (1ª versão)
• Enquanto os navios atracam, 1963
• Quando as máquinas param (1ª versão)
• Chapéu sobre paralelepípedo para alguém chutar(2ª versão de Os fantoches)
• Reportagem de um tempo mau, 1965
• Dois perdidos numa noite suja, 1966
• Dia virá (1ª versão de Jesus-homem), 1967
• Navalha da carne, 1967
• Quando as máquinas param (2ª versão de Enquanto os navios atracam),1963
• Homens de papel, 1968
• Jornada de um imbecil até o entendimento (3ª versão de Os fantoches)
• O abajur lilás, 1969
• Oração de um pé-de-chinelo, 1969
• Balbina de Iansã (musical), 1970
• Feira livre (opereta), 1976
• Noel Rosa, o poeta da Vila e seus amores (musical), 1977
• Jesus-homem, 1978 (2ª versão de Dia virá, 1967)
• Sob o signo da discoteque, 1979
• Querô, uma reportagem maldita (adaptação para teatro do romance do mesmo título, escrito em 1976), 1979
• Madame Blavatski, 1985
• Balada de um palhaço, 1986
• A mancha roxa, 1988
• A dança final, 1993
• O assassinato do anão do caralho grande (adaptação para teatro da novela do mesmo título), 1995
• O homem do caminho (monólogo adaptado de um conto do mesmo título, originalmente intitulado Sempre em Frente), 1996
• O bote da loba, 1997
• Chico Viola(inacabada), 1997

TEATRO INFANTIL

• As aventuras do coelho Gabriel, 1965
• O coelho e a onça (história dos bichos brasileiros), 1998
• Assembléia dos ratos, 1989
• Seja você mesmo (inacabada)


Parte 2/2 da entrevista de Plínio Marcos no Programa Jô Soares em 1988



LIVROS

• Navalha na carne (teatro), 1968
• Quando as máquinas param (teatro), 1971
• Histórias das quebradas do mundaréu (contos), 1973
• Barrela (teatro) (1976)
• Uma reportagem maldita - Querô (romance), 1976
• Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos (contos), 1977
• Dois perdidos numa noite suja (teatro), 1978
• Oração para um pé-de-chinelo (teatro), s/data
• Jesus-homem (teatro), 1981
• Prisioneiro de uma canção (contos autobiográficos), 1982
• Novas histórias da Barra do Catimbó (contos), s/d
• Madame Blavatski (teatro), 1985
• A figurinha e os soldados da minha rua - histórias populares (relatos autobiográficos), 1986
• Canções e reflexões de um palhaço (textos curtos), 1987
• A mancha roxa (teatro), 1988
• Teatro maldito teatro (contém as peças Barrela, Dois Perdidos Numa Noite Suja e O Abajur Lilás), 1992
• A dança final (teatro), 1994
• Ns triha dos saltimbancos (conto), data imprecisa
• O assassinato do anão do caralho grande (noveleta policial e peça teatral), 1996
• Figurinha difícil - Pornografando e subvertendo (relatos autobiográficos), 1996
• O truque dos espelhos (contos autobiográficos), 1999
• Coleção melhor teatro (com as peças Barrela, Dois perdidos numa noite suja, Navalha na carne, Abajur lilás, Querô), 2003

Fontes: Wikipédia /http://www.pliniomarcos.com/