quinta-feira, 23 de maio de 2013

18ª PARADA GAY DE SP, PALANQUE OU CARNAVAL?

Neste domingo, 04 de MAIO, ocorre a 17ª Edição da PARADA GAY em São Paulo, evento que no inicio pretendia ser um palanque das reivindicações dos homossexuais, mas, entretanto, no decorrer das edições e o seu sucesso de público, passou a ser um grande carnaval.

Este ano com a participação de trios elétricos milhares de pessoas vão às ruas protestarem contra a homofobia, mas este é apenas um pretexto para a folia e todos os atos de imoralidade que vem ocorrendo em todas as edições.

Centenas de homossexuais seminus exibindo seus corpos (e muitas vezes suas partes intimas), travestis quase despidas, homens beijando outros homens, mulheres outras mulheres, e no final do desfile quando já é noite na Praça Roosevelt alguns chegam até a praticar sexo no meio da multidão. Enfim, sem querer ser falso moralista, que não sou realmente, não gosto e não aprovo este tipo de evento popular, pois acho um desrespeito ao público presente, uma grande maioria de crianças, que são obrigadas a presenciar estes comportamentos degradantes por parte de alguns participantes. Não são todos, é bem verdade, alguns até comparecem com o intuito de reivindicar seus direitos, que realmente não existe no Brasil, como: parceria civil (aprovada recentemente pelo STF, porém não pelo Congresso, embora tramite Projeto de Lei há mais de uma década), preconceito e homofobia, mas ficam perdidos na multidão de devassos que estão apenas na folia, pouco preocupados com a sua pseudo-luta. Eu acho que o homossexual como todo brasileiro tem o direito de uma completa cidadania, pois atualmente são cidadãos de segunda categoria no Brasil, com seus direitos mais básicos cerceados, ao contrário de muitos países do Primeiro Mundo (que realmente não é o nosso caso), porém o respeito ao público é fundamental e as suas intimidades, como as de quaisquer heterossexuais, podem e devem ser feitas entre quatro paredes ou ambientes públicos apropriados e privados, não como a parada, que tem um público familiar tão imenso e presente.

Também sou contra o evento na Avenida Paulista impedindo o transito de veículos, por ser uma das principais vias da cidade. Acho que esse tipo de “carnaval gay” poderia ser transferido para outro local que não acarretasse tantos transtornos para a população, que além de ser obrigada a assistir tanta obscenidade, ainda é prejudicada na sua locomoção e passeio de fim de semana.

Confira vídeo do Deputado Homofóbico Bolsonaro falando sobre a União Estável (casamento gay)

Não é preciso ser diferente para ser gay, por Alexandre Vidal Porto, Mestre em Direito pela Universidade de Harvard (EUA)

Os homossexuais podem se tornar invisíveis. É só saberem dissimular ou mentir. Quando a primeira parada gay de São Paulo surgiu, um de seus objetivos era, justamente dar visibilidade à parcela da comunidade GLBT que queria afirmar a sua existência e entabular um diálogo com a sociedade.

O viés era político. O slogam da Parada, "Somos muitos e estamos em todas as profissões", equivalia a uma apresentação. Os manifestantes queriam mostrar quem eram e o que faziam. Reclamavam participação no processo jurídico-social e pediam proteção contra o preconceito e a discriminação. Eram 2.000 pessoas, e o ano era 1997.

Desde a sua primeira edição, no entanto, o aspecto politíco do evento foi cedendo espaço ao carnavalesco. A Parada Gay de São Paulo transformou-se em uma grande festa. A maior de seu gênero no mundo. Atrai número de pessoas equivalentes à população do Uruguai. Movimenta centena de milhões de reais. A expectativa é de que traga mais de 400 mil turistas à cidade.

Explica-se o fenômeno da carnavalização da Parada com o argumento de que os gays são "divertidos". A utilização desse estereótipo, contudo, contribui para mascarar a irresponsabilidade cívica e a alienação politíca de parte da comunidade GLBT.

Carnavalizar é fácil e agradável, mas é contraproducente.

O estilo exagerado que alguns participantes preferem adotar é legítimo e respeitável. Mas presta um desserviço para os avanços dos direitos à igualdade. O caráter festivo e a irreverência tiveram valor simbólico em um tempo em que a rejeição social contra a homossexualidade era incontornável. Acontece que as coisas mudaram.

Os milhões de pessoas que comparecerão ao evento na Avenida Paulista deveriam ter responsabilidade cívica de conquistar corações e mentes para a sua causa. O aspecto politíco da Parada exige certa sobriedade, ao menos em respeito às vítimas cotidianas da homofobia, no Brasil e no mundo. Hoje, o peso do discurso politíco tem de ser maior que a vontade de dançar.

A aceitação a homossexualidade pela opinião pública está vinculada à convivência com as pessoas abertamente gays. Mostrar-se é importante. Nessa batalha, é mais estratégico exibir a semelhança. É mais difícil para o mundo identificar-se com o ultrajante.

Não se trata de exibir a orientação sexual, mas de garantir o direito pleno à liberdade de exercê-la.

Associar o conceito da homossexualidade à transgressão e ao excesso pode ter valor estético, mas tem efeito negativo sobre o rítmo do processo politíco.

Confira vídeo com a reportagem do STF aprovando o casamento gay

Para gente que cresceu com uma escala de valores antagônica aos direitos humanos dos GLBT, o comportamento escandaloso exibido tradicionalmente nas paradas equivale à retórica raivosa de um Jair Bolsonaro. O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que tem direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão.

Ninguém precisa ser diferente para ser gay. Não é necessário transformar-se na caricatura de sí mesmo.

Se você gostou dessa postagem, acesse também:

11/05/11 – STF aprova União Estável Homossexual
20/01/11 – Transexualismo, o que é?
08/12/10 – Homofobia, até quando?
21/10/10 – A família brasileira e a homossexualidade
19/08/10 – Silas Malafaia, mais um falso profeta
28/07/10 – Prostituição Masculina
15/07/10 – A AIDS e as novas perspectivas mundiais

sábado, 18 de maio de 2013

DESORDEM COM PROGRESSO

           Indiscutivelmente, o Brasil é um país repleto de contrastes, inclusive sob o ponto de vista socioeconômico. Se, por um lado, é uma das economias mais pujantes do globo, sendo considerado “rico”, por outro, ainda é permeado por diversos problemas sociais, os quais qualificam-no como subdesenvolvido”.
   

          Historicamente, o Brasil sempre esteve relegado às margens da economia mundial, seja como colônia de exploração, seja como integrante do chamado “Terceiro Mundo”. Hoje, no entanto, a situação é bem diferente. O país possui o sexto maior PIB do mundo e é visto, por muitos economistas, como uma das economias mais dinâmicas e promissoras do século XXI. A participação brasileira nos principais fóruns econômicos e o aumento de sua relevância política corroboram tal visão. Apesar disso, mantém o status de subdesenvolvido pela enorme desigualdade socioeconômica aqui presente e por seu baixo IDH em comparação com o mundo desenvolvido. Parcela considerável da população vive em condições de pobreza ou miséria absoluta, não participando efetivamente dos frutos gerados pelo crescimento do país. Além disso, a situação infraestrutural das cidades e a qualidade dos sistemas de saúde, educação, moradia, transporte e segurança estão muito aquém do ideal. Por fim, a corrupção, a má administração do dinheiro público e a atuação ineficaz da maior parte dos governantes contribuem para a manutenção desse quadro de contrastes. O Brasil é uma nação rica. O grande problema é que essa riqueza não se traduz em conquistas sociais e em melhoria geral da qualidade de vida da população. Para que isso seja possível é necessária uma série de medidas com vistas a debelar os problemas diagnosticados. A primeira delas e, talvez a mais importante, seja o investimento maciço no setor educacional, objetivando um desenvolvimento à semelhança de países como o Japão. Somente assim, poderemos abandonar nosso título de “subdesenvolvido” e nos firmar, de uma vez por todas, como o lugar onde reinam a ordem e o progresso. Por enquanto, infelizmente, continuamos sendo um país de contrastes.  

 Por: Morison Greco Menezes Filho - Twitter: @morisonfilho

Assista ao vídeo sobre desigualdade social no Brasil:

 Se você gostou desta postagem, leia também:

- 11/07/11 - A corrupção continua assolando o país; 
- 09/06/10 - Brasil, o país com a maior diversidade, produz pouco; 
- 31/05/10 - Rolando Boldrin tem vergonha do Brasil

sábado, 29 de dezembro de 2012

Livro: AMARGO, de Danton Medrado

Recomendo o livro de meu grande e querido amigo Danton Medrado, com o título "AMARGO", pois contém diversos contos passados em São Paulo, inclusive um deles premiado. E, para minha emoção e gratidão, um abraço enviado pelo autor em "uma letra sobre o livro e os cafés". Leiam e depois comentem comigo se estou fazendo uma boa indicação ou não !


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL !




Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A CASA DE REPOUSO




O cenário é uma casa humilde de móveis velhos e antigos. Com um casal de idosos,  três filhos e um narrador.

Narrador: Depois de uma longa vida em comum, exatos 57 anos, Dona Clementina e Seu Jerônimo deverão separar-se em virtude da falta de condições financeiras para o sustento da pequena casa e do próprio casal. Seus três filhos casados, alegando falta de espaço na casa de cada um, resolveram de comum acordo interná-los em uma casa de repouso. Porém, como não encontraram casas mistas, optaram por internar cada um em um asilo diferente.

- Maria:  Puxa mamãe, eu tenho certeza que a senhora vai adorar a casa. É muito ensolarada, vai ter onze novas amigas para conversar, tricotar e assistir TV. Não vai precisar se preocupar com nada, só comer, tomar banho e dormir. Tem enfermeira para dar os remédios na hora certa, cozinheira .....

- Dona Clementina: Vou dividir meu quarto com quantas velhas?

- Maria: Não fale assim mamãe, a senhora vai dividir o quarto com três senhoras, mais ou menos da sua idade. Em cada quarto ficam quatro senhoras.

- Dona Clementina: Três velhas no mesmo quarto, comigo?

- Maria: Mamãe, que horror! A senhora nunca gostou que referissem a si como “velha”, por que isso agora?

- Dona Clementina: Porque “velho” é trapo!

- Jerônimo: Por que vocês não tentaram conseguir um asilo em que eu e sua mãe pudéssemos ficar juntos?

- Maria: É “casa de repouso” papai. Nos poucos asilos, isto é, casas de repouso mistas a fila de espera está ....
- Jerônimo: Já sei, saindo pelo ladrão!

- Maria: É mais ou menos isso, papai.

(Nisso entram os outros dois filhos que estavam esperando ao lado)

- Jorge: Como é, já estão prontos? Está ficando tarde e preciso voltar cedo para casa.

- Pedro: Quem vai comigo e quem vai com o Jorge?

- Maria: Eu e mamãe vamos com você e papai com o Jorge.

- Pedro: Puxa mamãe, por que essa cara emburrada?

- Dona Clementina: Não estou emburrada, só estou triste porque vou separar-me do meu velho depois de 57 anos juntos. Quem é que vai cuidar dele? Quem é que vai cuidar de mim? No decorrer de todos esses anos aprendi a reconhecer o pensamento do seu pai, sem que ele precisasse me falar nada....

- Maria: Ora, mamãe, a casa de repouso que o papai vai viver dispõe de todos os recursos e é tão boa quanto a sua ....

- Dona Clementina: Boa como a minha? Por que você está tão segura que ela é tão boa assim?

- Jerônimo: Deixa minha velha, já discutimos tudo isso há semanas e várias vezes, desde que nos “comunicaram o nosso destino” e não vêm adiantando nada os nossos protestos.

- Jorge: Não adiantou nada porque nós sabemos o que é melhor para vocês. É muito perigoso dois idosos vivendo sozinhos nesse mundo violento de hoje. No asilo pelo menos sabemos que estarão seguros e com gente habilitada cuidando de vocês.

- Pedro: Então, vamos!

- Dona Clementina: Podemos ao menos despedir-nos?

- Maria: É claro! Preferem ficar a sós?

- Dona Clementina: Se for possível....

(Os três filhos se retiram da sala, deixando os idosos).

- Dona Clementina: Meu velho, como vou fazer para viver sem você? Quem vai esquentar os meus pés gelados nas noites frias de inverno? Preferia estar saindo num caixão a ir para um asilo, sabendo que você vai para outro, longe de mim.

- Jerônimo: A culpa é minha, meu amor, que trabalhei uma vida inteira sem nunca ter conquistado um patrimônio que pudesse garantir a nossa velhice tranquila, independente da ajuda dos filhos ingratos. Se você perceber, tenho me mantido calado sem reclamar, porque me reconheço como um fracassado e ainda tenho muita vergonha de você e de nossos filhos, por isso.

- Dona Clementina: Você não tem que envergonhar-se por nada. Trabalhou a vida inteira com muito esforço e honestidade, nunca deixou faltar nada nesta casa e ainda deu a melhor educação possível para os ingratos dos nossos filhos ... que culpa você tem se como todos os velhinhos do Brasil depende da miserável aposentadoria do Governo, que não dá para nada?

- Jerônimo: Não minha velha, você sim me tornou um homem completo. O homem mais feliz do mundo e nunca vou cansar de agradecer a Deus ter colocado você no meu caminho.

- Dona Clementina: E você promete não morrer antes de mim e deixar-me sozinha nesse suplício de velhice?

- Jerônimo: Não, minha velha, se eu morrer antes, prometo que venho buscá-la o mais depressa possível. Se você partir antes, espero o mesmo de você.

-  Dona Clementina: Quem sabe o nosso reencontro não vai ser lá em cima?

- Jerônimo: Sim, se não podemos viver juntos aqui na Terra, tenho a certeza que lá em cima ficaremos eternamente juntos.

(Se abraçaram e ficaram alguns minutos fazendo carinho e juras de eterno amor, até a volta dos filhos, que vieram chamá-los a realidade).

- Maria: Estão prontos? Já está ficando tarde e cada um de nós tem compromissos. Vamos?

 Narrador: Depois que partiram e foram internados em casas de repouso diferentes, se passaram poucos meses e Dona Clementina partiu, isto é, deixou esta vida. Menos de um mês depois foi a vez do seu Jerônimo e todos estranharam o feliz sorriso estampado na face do pobre velho, pois ele sempre permaneceu tão triste na casa, parecia que ele irradiava uma estranha felicidade .... a alegria do reencontro.

FIM

Autor:     BETO LEMELA

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19/07/11 - Violência contra idosos no Brasil
31/08/10 - Idosos, mercado de trabalho volta a oferecer vagas.
04/07/10 - O abandono de idosos nos asilos do Brasil

quarta-feira, 21 de março de 2012

BRASIL SE TORNOU DESTINO DE MÃO DE OBRA ESTRANGEIRA

Se no passado o Brasil exportava mão de obra para todo o mundo, agora as coisas estão mudando e o número de trabalhadores estrangeiros no país cresceu 57% no ano passado, chegando a 1,51 milhão em dezembro, segundo estatísticas do Ministério de Justiça.

O principal fator para esse salto no número de imigrantes legais foi a chegada de trabalhadores de países vizinhos. Desde 2009, triplicou o número de imigrantes peruanos legais. O de paraguaios e bolivianos cresceu mais de 70% . Comunidades com presença antiga no país, como japoneses e europeus, têm crescido mais lentamente, mesmo assim, entre os portugueses o aumento no período de 2008 (ano que eclodiu a crise no mundo todo) para 2011 foi de 135%; entre italianos, 75% e, entre espanhóis, foi de 67%.

Os portugueses são os campeões em número de estrangeiros regularizados no Brasil: só em 2011, foram legalizados 277.779, quase um quinto de todos imigrantes no país. Italianos e espanhóis, outras vítimas da turbulência financeira do Velho Continente, também figuram entre os cinco povos que mais obtiveram regularizações, sendo que metade deles está em São Paulo.

Confira vídeo do Repórter Rio: Mão de Obra Estrangeira no Brasil




Enquanto os imigrantes originários de países europeus em sua maioria possuem qualificação e nível superior, os imigrantes dos países vizinhos em geral têm baixa escolaridade e pouca qualificação. Bolivianos trabalham em oficinas de costura e como empregados domésticos; peruanos atuam como ambulantes e operários na construção. Portugueses e espanhóis ocupam postos gerenciais ou trabalham como arquitetos, engenheiros e advogados.

O número de latinos-americanos legais no país aumentou por três motivos: boom econômico brasileiro, acordo de residência do MERCOSUL e anistia – os dois últimos de 2009. O acordo autoriza cidadãos do MERCOSUL, da Bolívia e do Chile a entrar sem visto no Brasil, somente com registro na Polícia Federal e a pedir residência temporária.

O acordo deve ser estendido para Peru e Equador – falta a aprovação do Congresso. A anistia de 2009 deu a 45 mil imigrantes ilegais residência provisória e 18 mil já conseguiram obter residência permanente depois de dois anos.


Confira video do Jornal da Band: Mercado Financeiro Brasileiro atrai mão de obra estrangeira



Apesar do grande aumento na presença de latinos no Brasil, europeus e japoneses ainda são as maiores comunidades, porque historicamente foram os maiores grupos de imigrantes. Houve entrada de 4,4 milhões entre o fim do século 19 e os primeiros 40 anos do século 20.

Hoje, os portugueses ainda são o maior grupo, seguidos de japoneses e italianos. Bolivianos estão em quarto lugar – mas boa parte dos latinos está ilegal, portanto não entra nas estatísticas.

Os números do governo incluem os estrangeiros que estão legalmente no país, com autorizações de trabalho e vistos de residência. ONGs e o governo estimam que haja 60 mil a 300 mil estrangeiros ilegais no Brasil – na maioria latino-americanos, chineses e africanos. Além deles, há 4.477 refugiados.


Confira vídeo de NBR Notícias: Mais de 70 mil estrangeiros trabalharam legalmente no Brasil em 2011



CAMPEÕES EM LEGALIZAÇÃO NO PAÍS EM 2011:

• Portugueses 277.779
• Japoneses 92.429
• Italianos 72.700
• Bolivianos 62.563
• Espanhóis 60.078


AS 12 NAÇÕES QUE MAIS RECEBERAM AUTORIZAÇÕES NO ESTADO DE SÃO PAULO EM 2011:

* EUA 4.565
* Filipinas 4.228
* Índia 2.447
* Indonésia 2.237
* Alemanha 2.043
* Reino Unido 1.463
* Japão 1.426
* China 1.399
* Itália 1.247
* França 944
* Portugal 774
* Espanha 733

Fontes: Jornal Folha de São Paulo de 5 de fevereiro de 2012 e Revista da Folha de São Paulo de 19 de março de 2012

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15/05/11 - Tráfico humano de pessoas, como funciona.
21/09/10 - A escravidão não acabou.
19/09/10 - Brasil é o maior exportador de prostitutas para a Europa.
14/06/10 - Brasileiros vivendo no Exterior.
26/05/10 - Milão, terra de brasileiros

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Pela primeira vez na história o Brasil tem muitas conquistas femininas a comemorar: Na Presidência da República uma mulher com a estirpe, o caráter e a dignidade da presidente Dilma Roussef (foto principal) e, no seu governo, mais dez ministras mulheres. No Senado Federal a vice-presidência da Marta Suplicy, na Câmara Federal a vice-presidente Rose de Freitas, na PETROBRAS a primeira presidente, a Graça Foster e, para culminar, a primeira mulher a presidir o TSE em 67 anos da corte, a Ministra Carmen Lucia.

Negras, brancas ou amarelas. Católicas, judias ou mulçumanas. Jovens ou idosas. Não importa. O 8 de Março, DIA INTERNACIONAL DA MULHER, simboliza o universo feminino no mundo. E já não se pode mais negar que as conquistas femininas avançaram muito nos últimos anos. As mulheres ao longo do século XX marcaram, de maneira definitiva, os seus rumos para este novo milênio.


Diversos fatores contribuiram para essa realidade. As mudanças nas taxas de fecundidade, nos níveis educacionais e da sua participação no mercado de trabalho sintetizam o novo papel da mulher na sociedade. "As mulheres que vieram depois de 1945 passaram por um "boom" de transformações. A começar pela bomba atômica, pelo pós-guerra. Depois veio a pílula, o movimento feminista, a educação sem limites para os filhos, as drogas, a produção independente, hormônios. O processo de inserção feminino no mercado de trabalho também foi intenso e nada igualitário. Tudo isso nesta minha geração. Passamos por tudo", conta Helena Hoerlle. Aos 87 anos, a socióloga alemã naturalizada brasileira, juntamente com outras milhares de mulheres, sentiu na pele as mudanças que alteraram a situação feminina no mundo.

Quase 150 anos separam o data de hoje do dia em que 129 operárias morreram em uma greve nos EUA, quando a história do Dia Internacional da Mulher teve seu começo. Foi em 8 de março de 1857, que patrões e policiais colocaram fogo na fábrica têxtil onde as mulheres estavam trancadas, após protestarem contra a jornada de trabalho de 16 horas e por melhores salários. No entanto, as primeiras articulações de um movimento feminista começaram logo após a Revolução Francesa. Os principais objetivos eram o direito ao voto e à educação. No Brasil, até 1879, as mulheres eram proibidas de freqüentar cursos de nível superior e, durante boa parte do século 19, só poderiam ter educação fundamental. Mesmo com a legislação que permitia a instrução feminina, as mulheres tinham o acesso dificultado.

Substancialmente, o panorama atual é bastante diferente daquelas décadas atrás. As recentes discussões acerca dos novos papéis da mulher e do homem na sociedade não só representam um enorme passo para a conquista feminina como também abrem espaço para novas configurações de identidades. Com o novo papel da mulher da sociedade, muda também a estrutura familiar. Hoje, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho, acumularam mais anos de estudos, não dependem financeiramente do marido e adiam casamento e filhos.

E mais: estudiosos e consultores são praticamente unânimes em dizer que o mundo corporativo caminha para valores tidos como mais femininos: importância do relacionamento, trabalho em equipe, uso de motivação e persuasão em vez de ordem e controle, cooperação no lugar de competição. E toda essa teoria parece estar de acordo com as estatísticas sobre o avanço profissional das mulheres, aqui e no mundo todo.

Os números demonstram, por exemplo, que no caso de donos de empresas, as mulheres representam 17% dos empregadores brasileiros em 1991 e passaram a 22,4 % em 1998, segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), feita pelo IBGE. Hoje esse índice pulou para quase 29%. Os avanços são também incontestáveis nos cargos gerenciais e nas profissões liberais, como medicina, direito, arquitetura – com até 300% de aumento, na participação feminina em uma década. As mulheres já são 40% da força de trabalho no país e 24% dos gerentes.

Confira vídeo de Matéria feita para o telejornal TERENEWS, da TERETV CANAL 11, Teresópolis, sobre a História do Dia Internacional da Mulher.




Não há a menor dúvida de que o século que acabou foi o de maior avanço das mulheres em toda a História da humanidade. Elas estão conquistando espaço no mundo inteiro, em praticamente todas as atividades. No Brasil, 20 milhões de mulheres entraram na população economicamente ativa em duas décadas. Todo esse avanço dá a impressão de que o futuro é cor-de-rosa. Porém, por mais que as mulheres tenham entrado de vez no mercado de trabalho e estejam se dando muito bem o preconceito e violência ainda persistem e elas recebem uma remuneração em média cerca de 30% menor do que os homens, conforme a Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada em março de 2007, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além de serem responsáveis pela maternidade, e pela ordem da casa, atualmente no Brasil, a maioria das famílias são chefiadas por mulheres, que lutam diariamente, dentro e fora de casa. A sociedade, o Governo, as instituições, ONGs articulam-se para que as conquistas femininas não fiquem apenas no papel, mas que aconteçam de fato como mais uma forma de igualdade e respeito social.

A LIBERAÇÃO SEXUAL:

Nos anos 50, o feminismo ganhou um novo aspecto: a construção da identidade feminina e a liberação sexual. Em 1949, a escritora Simone de Beauvoir publicou O Segundo Sexo, que demolia o mito da "natureza feminina" e negava a existência de um "destino biológico feminino". O livro causou impacto imediato e provocou críticas não só dos conservadores - devido principalmente aos capítulos dedicados à sexualidade feminina -, mas também da esquerda.



Um novo impulso chegou nos anos 60, com a criação da pílula anticoncepcional. A revolução sexual acompanhava outros acontecimentos da época, como a guerra do Vietnã e a ascensão do movimento estudantil. Com a chegada da pílula, um dos pretextos para a repressão sexual feminina, a gravidez indesejada, não tinha mais porque existir. Depois de cerca de 40 anos de existência, a pílula é usada por cem milhões de mulheres em todo o mundo.

Outro sinal dos tempos viria em 1964, quando a inglesa Mary Quant escandalizou com uma saia dois palmos acima do joelho. O pedaço de pano de trinta centímetros rapidamente conquistou mulheres de todo o mundo. Em 1971, preenchendo a longa lista de tabus quebrados, a brasileira Leila Diniz apareceu de biquíni em uma praia carioca, exibindo a enorme barriga da gravidez.

O direito a escolher os próprios governantes mobilizou mulheres de todo o mundo durante boa parte da primeira metade do século 20. No Brasil, essa conquista aconteceu em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. A Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir o voto feminino, em 1893. Na França, apesar de "igualdade" estar entre os lemas da Revolução Francesa, a mulher só conseguiu votar a partir de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial.


Confira vídeo do médico ginecologista do Hospital Samaritano, Dr. Nicolau D'Amico, que discorre sobre a saúde da mulher. Saiba mais sobre os principais exames que a mulher deve fazer ao longo da vida.





CRONOLOGIA DO CALENDÁRIO FEMININO:

1827 - Surgiu a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares. Instituições de ensino mais adiantado ainda eram proibidas a elas. 1879 - As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1914 – A primeira jornalista de que se tem notícia Eugênia Moreira escreve artigos em jornais afirmando que "a mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus representantes”;

1919 - É construído o primeiro monumento a uma mulher. Tratava-se de um busto, uma homenagem à Clarisse Índio do Brasil, que morreu vítima de violência urbana, no Rio de Janeiro;

1928 - As mulheres conquistam o direito de disputar oficialmente as provas olímpicas.

1932 - O Governo de Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral pelo Decreto nº 21.076, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras;

1948 - A holandesa Fanny Blankers-Keon, 30 anos, mãe de duas crianças, consagrou-se a grande heroína individual das Olimpíadas, superando todos os homens. Conquistou quatro medalhas de ouro no atletismo;

1962 - O presidente João Goulart sanciona a Lei n° 4.121 que ampliou os direitos da mulher casada no Brasil;



1974 - Izabel Perón torna-se a primeira mulher presidente;

1977 - A escritora Rachel de Queiroz torna-se a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras;

1985 - Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher - DEAM, em São Paulo;

1994 - Roseana Sarney é a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro: o Maranhão. Foi reeleita em 1998.

1997 - As mulheres já ocupam 7% das cadeiras da Câmara dos Deputados; 7,4% do Senado Federal; 6% das prefeituras brasileiras. O índice de vereadoras eleitas aumentou de 5,5%, em 92, para 12%, em 96.

2006 - A aprovação da Lei Maria da Penha (lei número 11.340) que trata de forma diferenciada a questão da violência doméstica e sexual da mulher.

2011 – Assume a presidência do Brasil Dilma Roussef, na companhia de nove ministras mulheres (atualmente são dez).

2012 A ministra Carmen Lucia é a primeira mulher a presidir o TSE, em 67 anos de história da Corte.


Fontes: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/pwdtcomemorativas/default.php?reg=2&p_secao=59

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